No hay tarea más grande delante de nosotros.
"Não é justo alguém ter o direito de ter uma empresa de aviação e outro não ter o direito de comer um pão." /////// JAMAIS IDE A UM LUGAR GRANDE DEMAIS. A UM LUGAR AONDE NÃO TENHAIS CORAGEM DA IMENSIDÃO - EMANOEL BARRETO - NATAL/RN
sábado, 26 de março de 2011
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sexta-feira, 25 de março de 2011
Recebo da professora Socorro Veloso, da UFRN, a matéria que segue:
Jornalismo esportivo pode ir além da cobertura rasa, voltada apenas para o entretenimento? Para o jornalista Juca Kfouri, não só pode como deve. Com quatro décadas de experiência, o blogueiro, colunista da Folha de São Paulo e comentarista da ESPN virá a Natal no dia 5 de abril para falar sobre o assunto na palestra intitulada "Jornalismo, Esporte e Democracia".
Segundo o chefe do Decom, professor Adriano Cruz, a vinda de Juca à UFRN complementa uma série de ações que fazem parte do processo de reestruturação do departamento. "Esse evento é de suma importância para discutir temas essenciais da comunicação hoje. Queremos reaproximar a academia e os profissionais do mercado para que haja uma troca de conhecimentos", afirma.
Sobre Juca Kfouri
Juca Kfouri dará palestra na UFRN
Jornalista que é referência na cobertura esportiva vem a Natal para falar sobre o tema "Jornalismo, esporte e democracia"
Jornalismo esportivo pode ir além da cobertura rasa, voltada apenas para o entretenimento? Para o jornalista Juca Kfouri, não só pode como deve. Com quatro décadas de experiência, o blogueiro, colunista da Folha de São Paulo e comentarista da ESPN virá a Natal no dia 5 de abril para falar sobre o assunto na palestra intitulada "Jornalismo, Esporte e Democracia".O evento, promovido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) através do Departamento de Comunicação Social (Decom), é uma oportunidade para estudantes, profissionais da área e fãs do futebol conhecerem mais de perto um universo que envolve, além do esporte, interesses políticos e financeiros. E tudo sob a visão de alguém que é referência quando o assunto é jornalismo esportivo.
O que Juca diz e publica na internet, na TV e no jornal já ensejou tantos processos contra o jornalista que ele nem se dá mais ao trabalho de contar quantas vezes foi acionado na Justiça - seguramente, mais de 100. Polêmico, sabe que quem noticia informa em benefício do coletivo, mas quase nunca sem incomodar ou ir de encontro a interesses difusos.
Segundo o chefe do Decom, professor Adriano Cruz, a vinda de Juca à UFRN complementa uma série de ações que fazem parte do processo de reestruturação do departamento. "Esse evento é de suma importância para discutir temas essenciais da comunicação hoje. Queremos reaproximar a academia e os profissionais do mercado para que haja uma troca de conhecimentos", afirma.
Sobre Juca Kfouri
Apesar da formação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), foi como jornalista que José Carlos do Amaral Kfouri ganhou notoriedade. Militante político nos tempos de ditadura, Juca virou referência no jornalismo investigativo, por meio do qual mostrou o lado obscuro do esporte, habitado por falcatruas e dirigentes corruptos.
O ingresso no jornalismo começou com o convite para trabalhar no Departamento de Documentação (Dedoc) da Editora Abril, em 1970. Quatro anos depois ele já era chefe de reportagem da revista Placar, passando por diversos veículos de comunicação ao longo da carreira. Sua história é contada por Carlos Alencar na biografia “Juca Kfouri: O Militante da Notícia”, lançada em 2006.
Em veículos impressos, foi diretor das revistas Placar e Playboy, além de colunista dos jornais O Globo, Diário Lance e Folha de São Paulo. Passou pela Rádio América e Americansat, antes da CBN, onde apresentou o CBN Esporte Clube por dez anos. Na televisão, após curta passagem pela extinta TV Tupi, seguiu carreira no SBT, TV Record, TV Globo, Rede Cultura, RedeTV, rede CNT e canais ESPN.
Atualmente participa de programas na ESPN Brasil e ESPN Internacional, assina uma coluna na Folha de São Paulo, é comentarista esportivo na CBN e tem um blog no site da UOL. Juca tem cinco livros publicados: A Emoção Corinthians (1982), Corinthians, Paixão e Glória (1996, com relançamento em 2002), Meninos, Eu Vi… (2003), O Passe e o Gol (2005) e Por que não desisto - Futebol, Poder e Política (2009).
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quinta-feira, 24 de março de 2011
Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces
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Veja só o que faz o jornalismo declaratório, sem que o repórter tenha reação questionadora. É da Folha a matéria. Meu comentário vem logo abaixo do texto do jornal.
Schwarzenegger se diz contra construção de hidrelétricas
MARIANA BARBOSA
DE MANAUS
DE MANAUS
O ator e ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, se juntou ao diretor James Cameron na luta contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Na abertura do Fórum Mundial de Sustentabilidade, que acontece em Manaus até sábado, Schwarzenegger afirmou que a água é uma fonte "fantástica" de energia, mas que "a construção de barragens, com o consequente desalojamento de pessoas e animais, não é sustentável".
O ex-governador defendeu o uso de energias alternativas como solar e eólica e afirmou que o Brasil tem muito a aprender com a Califórnia. "Estamos construindo o maior painel solar do mundo na Califórnia."
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| Schwarzenegger: defensor do meio ambiente |
Na quarta-feira, antes do início do evento, Schwarzenegger acompanhou Cameron em uma visita a comunidades indígenas no Pará, localizadas no entorno das obras da usina. "Ninguém pode vir até Manaus e não visitar a floresta, foi um dia muito inspirador. Aqui em Manaus você pode sentir o poder da natureza que nos circunda."
Segundo o ex-governador americano, para conseguir promover mudanças no campo ambiental, é preciso mudar o discurso de "medo" e "culpa" com relação ao meio ambiente, com discursos científicos catastróficos sobre mudanças climáticas ou de responsabilização de pessoas que usam carro ou sacolas de plástico. "A mudança virá da base da sociedade, e as pessoas precisam se envolver emocionalmente, precisamos fazer com que 'agir de verde' seja sexy".
Cameron elogiou o ex-presidente Lula e a presidente Dilma, mas criticou a falta de políticas a favor de energias renováveis. "Vocês aqui têm muito sol, mas apenas 1% da matriz energética vem do sol ou do vento. Na Alemanha, que depende muito de carvão e tem bem menos sol do que o Brasil, obtém até 20% da sua energia do sol e do vento. Vocês também podem fazer isso."
ETANOL
Schwarzenegger elogiou o programa brasileiro de etanol e como o país conseguiu reduzir a dependência em relação ao petróleo. "Vocês são inteligentes ao produzir etanol de cana-de-açúcar. Mais do que a gente usando milho. Espero que vocês consigam exportar etanol para os EUA, isso vai nos ajudar imensamente."
....
A entrevista foi centrada na força midiática, na personalidade dos dois famosos. Nenhum dos dois, ao que me consta, tem autoridade técnica para opinar a respeito do tema. Além disso, falta-lhes algo essencial para tratar do assunto: nenhum dos dois é brasileiro. Daí supondo que falta às suas assertivas algo essencial a um discurso digno de credibilidade: refiro-me a algo chamado sinceridade.
São americanos, portanto, têm interesse nas coisas do seu país e na exploração dos nossos recursos naturais em favor do gigante do Norte.
Schwarzenegger, então, faz um discurso chão, tolo, uma platitude: diz que é preciso criar o que entendi como sendo uma consciência sexy verde, a fim de que ser defensor da natureza transforme o indivíduo em alguém da moda, percebe? É tão rasteiro seu pensar, que o conservadorismo - não conservacionismo - do ator sinaliza que ninguém deve ter preocupação nem "sentir culpa" por usar automóvel ou entupir o mundo com plástico. Isso não foi questionado. Ou se foi não está dito no texto da Folha.
Ambos jogam culpa no Brasil pela construção da barragem, mas não referem ao fato de que seu país é um poluior em alto grau e defende o uso de energia nuclear. Somente para lembrar, Schwarzenegger - que nome! - em seus filmes, é o Exterminador do Futuro. É pouco ou quer mais?
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A nossa triste sina
Apelando para tecnicalidades jurídicas o ministro Luiz Fux apoiou o fagueiro ingresso em plenário de fichas-sujas como Jader Barbalho (PMDB-PA), Cássio Cunha Lima (PSDB-PBO), João Capiberibe (PSB-AP), Marcelo Miranda (PMDB-TO), eleitos para o Senado, e Janete Capiberibe (PSB-AP), eleita para a Câmara. Com isso, atirou na lata do lixo a moralidade e os bons costumes políticos.
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| Fux: fichas-sujaseleitos vão tomar posse |
Diz a Folha que ele assim justificou seu gesto: "O intuito da moralidade é de todo louvável, mas estamos diante de uma questão técnica e jurídica de que se aplicar no ano da eleição fere a Constituição." Ações como esta, que fariam corar ambientes jurídicos mais sintonizados com anseios sociais elevados, asseguram a pessoas como as nominadas acima desenvoltura para que continuem a perpetrar seus atos frente a um Judiciário que, de alguma forma, os garante, dobrando-se a questões técnicas.
A impunidade, desta forma, passa a ser garantida como uma espécie de direito travesso, justiça às avessas para júbilo de quantos a queiram afrontar em sua forma tradicional e exata: punir aqueles que mereçam punição.
A mesma Folha registra opinião contrária ao comportamento de Fux, ao detalhar: "Joaquim Barbosa, que defendeu a validade da lei nas eleições passadas, afirmou que a moralidade é um princípio constitucional e que caberia ao STF fazer uma escolha ao interpretar a Carta." Relata ainda o jornal: "Para Ayres Britto, 'o candidato que desfila pelo Código Penal com sua biografia não pode ter a ousadia de se candidatar'".
Triste sina a nossa, quando a lei termina por apoiar incursos no Código Penal em detrimento do que a sociedade espera de uma Corte Suprema. Triste Sina.
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quarta-feira, 23 de março de 2011
Deu no Estadão:
Morre nos Estados Unidos a atriz Elizabeth Taylor
Aos 79 anos, a intérprete de Cleópatra sofria de complicações cardíacas
A atriz Elizabeth Taylor morreu aos 79 anos, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira, 23. Ela estava internada havia seis semanas no hospital Cedars-Sinaides, em Los Angeles, e faleceu em decorrência de complicações cardíacas.
Mario Anzuoni/Reuters - 18.02.2011
Liz Taylor foi operada em 2009 com uma falha na válvula cardíaca, uma intervenção que segundo palavras da atriz saiu "perfeitamente bem". Além de sofrer de diversas pneumonias durante sua vida, ela superou nos últimos anos problemas na coluna, diversas operações de quadril e, inclusive, um tumor benigno no cérebro que foi retirado em 1997. Além disso, a atriz teve um passado de abusos de álcool e drogas.
Em comunicado, a agente da atriz, Sally Morrison, informou que Elizabeth Taylor morreu "em paz" e cercada pelos quatro filhos. "Apesar de ter sofrido recentemente uma série de complicações, a condição estava estável e se esperava que ela pudesse voltar para casa. Infelizmente, não era para ser", completou.
"Minha mãe era uma mulher extraordinária que viveu a vida ao máximo, com muita paixão, humor, e amor. Apesar de sua morte ser devastadora para aqueles que a mantiveram tão próxima e de forma tão querida, sempre seremos inspirados por sua contribuição duradoura ao nosso mundo", disse o filho da atriz Michael Wilding.
Nascida em Londres, em 27 de fevereiro de 1932, de pais norte-americanos, Elizabeth retornou para os EUA no final da Segunda Guerra. A mãe, Sara, abandonou a carreira de atriz ao se casar com o pai, Francis Taylor, mas enconrajou a filha a seguir seus passos. As duas foram muito próximas até a morte de Sara, em 1994, aos 99 anos.
Em 1963, Liz Taylor notabilizou-se pelo papel de Cleópatra. Elizabeth ganhou o Oscar duas vezes, pelos filmes Disque Butterfield 8 (1960) e Quem tem medo de Virginia Wolf? (1966). No fim da vida, tornou-se famosa por seus sete casamentos e pelo comportamento às vezes excêntrico. Ela vinha apresentando problemas de saúde nos últimos anos e apareceu em público em estado de saúde frágil.
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Dá para comprar uma pedra
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Um leve tremor no corpo, as perninhas bambas escorregam pelo chão de areia do barraco, os pés encardidos pisando a própria miséria. A fome ronca na barriga que parece um buraco, um oco no meio do corpo do menino. Bandé caminha até a janela e a luz do sol - é manhã nascente -, estala em seus olhos um brilho de dor . Somente então, com a fome estalando na barriga oca, a tremedeira nas pernas, a cabeça funcionando mal, se dá conta de que está há três dias sem comer.
Se vira para dentro do casebre e vê, num canto daquele pequeno antro que construiu só para si, a garrafa de plástico que o tem acompanhado nos últimos dias: nela, um resto de cola de sapateiro; mais adiante, o cachimbo de crack. Arranja forças não se sabe onde e caminha até lá. Cheira a cola e isso estranhamente lá dá um ânimo brutal. As forças retornam àquele corpo mirrado, àquela cabeça tonta.
terça-feira, 22 de março de 2011
Campus Cidade Alta oferece vários cursos abertos à comunidade
O Campus Avançado da Cidade Alta do IFRN está com matrículas abertas para o Programa “Artes da Cidade”, que contempla diversos cursos de extensão gratuitos abertos à comunidade. Do total de vagas, 50% é reservada às pessoas que estudam ou concluíram estudos na rede pública de ensino.
Apesar de gratuitos, o diretor do campus, professor Lerson Fernando, informa que o aluno precisa assumir o compromisso de seguir as normas de frequência e participação nas aulas.
Cada curso terá entre 10 e 15 vagas, com preenchimento via sorteio, a ser feito no primeiro dia de aula. Por isso, é importante que todos os inscritos compareçam à instituição na data marcada para o início do curso ou oficina, previsto para 22 de março.
Serviço
- Inscrições: 15 a 21 de março
- Documentação: 01 foto 3x4 , xerox de RG, CPF, comprovante de endereço e de histórico da escola pública (para quem quiser entrar na cota dos 50% das vagas)
- Telefone: 4005.0963
- E-mail: extensao.cal@ifrn.edu.br
- Endereço: Avenida Rio Branco, n. 743, Cidade Alta – em frente à Central do Cidadão
Do jornalista e poeta Walter Medeiros, este poema sobre o Dia da Água
Apesares
--- Walter Medeiros
A gota d’água da chuva
Explodiu no chão da serra
E secou rapidamente
Ao sol, inclemente.
Era a última gota
Na seca do açude
E se desintegrou
No chão rachado e triste.
Aos olhos sedentos
Daquele nadador sertanejo,
Que sacode a poeira
Da roupa de couro de boi.
O facão desolado corta o coração,
Na ligeireza que passa
Do corte úmido do mandacaru,
Para molhar os lábios rachados.
A mão forte aperta a fé
E resiste em busca da vida,
Mesmo que sofrida, sedenta;
Mesmo que faminta.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Um discurso de churrascaria
De Jânio de Freitas, na Folha:
Segurança oficial e simpatia do casal roubam atençãoAté camisa do Flamengo, cujo campo foi usado pelo helicóptero de Obama, foi considerada ameaçadora
JANIO DE FREITAS
COLUNISTA DA FOLHA
O segundo ato importante de Barack Obama no Brasil, sendo o primeiro sua conversa reservada com Dilma Rousseff, esperava-se ser o discurso público previsto para a Cinelândia e reduzido a discurso reservado a convidados no Theatro Municipal.
Se a plateia correspondeu ao privilégio do convite, com os aplausos apropriados, o papel de Obama não exige muito rigor para ser descrito assim: um discurso de churrascaria.
Salvou-se uma frase, talvez, pela retórica: "Quando se acende uma luz de liberdade, o planeta fica mais iluminado". Ao que, dada a seleção dos convidados, não houve um maldoso que indagasse: "Por isso, tome de luzes com bombas e foguetes?" No mais, Barack Obama parece ter utilizado o ato no Municipal para oferecer uma síntese da motivação perceptível de sua visita: "Vejam como eu sou simpático".
Para uma visita que devesse dar novo sentido às relações de Brasil e Estados Unidos, não por causa de duas ou três contrariedades causadas à Casa Branca por Lula, mas por sempre, a missão de Obama fez muito pouco. Se fez algo, não divulgado até agora das suas conversas com Dilma Rousseff.
Do que se sabe, o melhor ficou com a presidente. Pela objetividade com que destacou, já que o palavrório visitante tanto se referia a relações de colaboração, o tratamento prejudicial dado pelo governo dos Estados Unidos a um punhado de produtos da exportação brasileira (tratamento discriminatório mesmo em desobediência a julgamento da Organização Mundial de Comércio).
A frase mais repetida a respeito de Barack Obama, nos meios de comunicação brasileiros, é a que o define como "o homem mais poderoso do mundo". É possível.
Mas a suave Patrícia Amorim -uma lição feminina de como dirigir com honestidade e competência um grande clube de futebol- não poderia sequer presentear Obama, cujo helicóptero usou o campo do Flamengo, com uma camisa do time.
A "segurança" de Obama tinha considerado a camisa tão ameaçadora quanto uma pessoa ter qualquer coisa na mão, ao se aproximar do presidente. Patrícia foi vestida com a camisa.
É o homem mais poderoso ou o mais frágil? (Em tempo: Patrícia Amorim não respondeu, como poderia, que, se a camisa e mesmo ela são tão perigosos, Obama que baixasse em outro lugar, não mais no Flamengo).
O pior da "segurança" em proporções estúpidas é que os locais a tomam como eficiência em nível máximo e exemplar.
Há anos, se um avião com o presidente brasileiro está em voo, o tráfego aéreo é alterado, como se também aqui o avião presidencial estivesse sob risco de ataque da Al Qaeda.
De uma visita que fez tantos esperarem tanto, com as pretensas antecipações de numerosos tratados, o "esquema de segurança" foi o que mais atraiu atenção.
E, claro, a simpatia do casal. À qual o "glamour" da jovem senhora dá, esta sim, uma boa segurança.
domingo, 20 de março de 2011
Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces
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Stephanie de Mônaco
Somente agora, quase oito da noite, pude ler O Poti, formato standard, em seu retorno como leitura dominical. Um bom jornal. Bem diagramado, bom uso de ilustrações fotográficas, vários articulistas. Noticiário local abrangente, alguns textos em estilo reportagem. Parabéns a Deliomar, diretor institucional, e a Soares e a Juliska Azevedo, editora-chefe.
Emanoel Barreto
Emanoel Barreto
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O poder que pode, na voz que manda
No discurso feito no Theatro Municipal do Rio, o presidente Obama, utilizou-se de retórica, digamos assim, atrativa: citou que no auditório havia "cariocas", "paulistas", "mineiros" e "baianos". Assim mesmo, em português. Com isso buscou estabelecer laço de aproximação, como se conhecesse a fundo as diversidades nacionais. Mais que isso, lembrou que às portas, em frente ao teatro, houveram as grandes manifestações contra a ditadura. Foi aplaudido. Mas não disse que a ditadura teve seu punho, seu braço de ferro, apoiado pelos EUA; que havia navios de guerra americanos em nossa costa, com tropas prontas ao desembarque caso o golpe de 64 não se processasse com a eficácia desejada pelo seu país.
Elogiou Dilma e sua coragem de lutar contra a ditadura. Mas nada disse quanto ao fato de que à época da prisão ela era militante de grupo armado e em movimento bélico aberto contra a ideologia que ele, e agora ela, unidos pelos tortuosos caminhos da política, defendem. É como se a ditadura brasileira também tivera repúdio norte-americano. É como se numa kafkiana, ionesca modificação de fatos históricos, os Estados Unidos e a hoje presidente tivessem ligações orgânicas profundas, enraizadas desde o processo ditatorial brasileiro.
O jornalismo de festim elogiou enormemente o discurso obamiano. A vinda do mandatário americano se dá unicamente em face das mudanças que se processam no chamado mundo árabe, que coincidem com o fortalecimento de nossa economia. Taticamente, é preciso fortalecer a parceria com o Brasil. Atende aos interesses americanos. Pode até, de alguma forma, atender aos nossos. Mas querer fazer parecer que os EUA são "amigos" é coisa bem diferente. Muito diferente.
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sábado, 19 de março de 2011
A Folha informa que aviões da França começaram a atacar alvos terrestres de Muamar Kadafi. Ao que tudo indica haverá uma dura inversão no rumo dos acontecimentos. As forças do ditador não terão como enfrentar o poder de fogo francês. Abaixo, a matéria.
Avião francês lança ataque contra veículo militar de Gaddafi
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Um caça francês lançou neste sábado o primeiro ataque contra as forças do ditador líbio, Muammar Gaddafi. O alvo foi um veículo militar líbio, segundo o Ministério de Defesa francês.
O porta-voz do ministério, Thierry Burkhard, disse que o ataque foi lançado às 16h45 GMT (13h45 em Brasília), quando o jato atirou contra o veículo militar.
Este foi o primeiro ataque da campanha internacional militar de proteção de civis na Líbia desde que a resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre a intervenção foi aprovada, na noite de quinta-feira.
| Sebastien Dupont/AFP | ||
| Caça francês Rafale decola da base de Saint-Dizier, rumo à Líbia; governo confirmou primeiro ataque no país |
Burkhard não deu mais detalhes sobre o local do ataque ou possíveis vítimas. Ele disse, contudo, que nenhum ataque contra os jatos franceses foi registrado.
O canal de TV árabe Al Jazeera, que cita fontes anônimas, diz que os aviões de guerra franceses já destruíram quatro tanques líbios, no sudoeste da cidade de Benghazi. O relato não foi confirmado.
Mais cedo, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, alertou que aviões franceses já sobrevoavam o território líbio e estavam intervindo para evitar ataques das forças de Gaddafi em Benghazi, reduto dos rebeldes no leste do país.
Ele anunciou o ataque como cumprimento da resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) que estabelece uma zona de exclusão aérea na Líbia, mas ressaltou que o ditador Muammar Gaddafi ainda tem tempo de desistir da ação militar contra os rebeldes da oposição.
"Nossos aviões já estão prevenindo ataques na cidade de Benghazi", disse Sarkozy, acrescentando que estão "preparados" para intervir também contra tanques de guerra.
Mesmo antes do anúncio oficial, fontes militares diziam que vários caças franceses sobrevoavam o território líbio, no que seria uma missão de reconhecimento que duraria toda a tarde.
Burkhard confirmou o envio de jatos Mirage e Rafale neste sábado para a cidade de Benghazi, com a missão de impor a zona de exclusão aérea de 150 km por 100 km. "Toda aeronave que entrar nesta zona pode ser derrubada", disse.
A intervenção, segundo Sarkozy, foi acordada após uma reunião com líderes de mais de 20 países. Sarkozy disse em breve pronunciamento que todos decidiram aplicar efetivamente a resolução, aprovada há dois dias.
"Juntos decidimos garantir a aplicação da resolução do Conselho de Segurança exigindo o cessar-fogo imediato e o fim da violência", disse Sarkozy. "Concordamos em usar todos os meios necessários, em particular os meios militares, para garantir a decisão".
Ele ressaltou, contudo, que a medida permite a intervenção militar visa a proteger o direito dos civis de protestar pacificamente e não decidir o rumo do país africano. A intervenção "acontecerá enquanto houver qualquer pressão de Gaddafi contra Benghazi", disse Sarkozy.
LIBERDADE
Diante do fantasma da ocupação no Iraque, Sarkozy fez questão de ressaltar que a intenção da comunidade internacional é proteger os civis líbios e seu direito de protestar pela libertação "da escravidão à qual estão submetidos há muito tempo".
Ele garantiu que a comunidade internacional não vai interferir na escolha do futuro da Líbia, decisão que cabe unicamente ao seu povo.
| Ian Langsdon/Efe | ||
| Presidente francês, Nicolas Sarkozy, assiste a reunião de crise sobre a Líbia; intervenção militar começou |
"A luta pela liberdade é deles. Nossa intervenção não é por qualquer resultado específico, mas apenas para evitar crimes" contra os civis, disse Sarkozy. "Estamos intervindo pelo povo, para que possam escolher seu próprio destino. Seus direitos não podem ser anulados pela repressão e violência".
O presidente francês ressaltou ainda que ainda há tempo de evitar uma maior ação internacional no território. "Gaddafi ainda tem tempo de recuar e se submeter à resolução", disse o francês. "As portas da diplomacia estarão abertas quando a violência parar".
ATAQUE
Mais cedo neste sábado, um avião militar foi derrubado nos arredores de Benghazi, deixando uma nuvem de fumaça negra. Um repórter da Associated Press viu o avião cair, em meio ao som de artilharia.
Os rebeldes alegaram que o avião era um caça militar de Gaddafi, que bombardeava a cidade.
| Patrick Baz/AFP | ||
| Montagem mostra momento em que avião das forças de Gaddafi é derrubado nos arredores de Benghazi |
Já o porta-voz do governo, Ibrahim Musa, negou a queda do avião. Ele também negou que as forças do governo atacaram cidades líbias e disse que são os rebeldes que violam o cessar-fogo. "Nossas forças armadas continuam a regredir e se esconder, mas os rebeldes continuam nos atacando e nos provocando", disse Musa.
Os jovens de Benghazi reagiam como podiam. Alguns recolhiam garrafas para fazer coquetéis Molotov. Outros moradores usavam estrado de camas e pedaços de metal para bloquear as estradas e impedir o avanço das tropas por terra.
A rede de TV Al Arabyia registra também bombardeios das forças de Gaddafi contra os rebeldes em Zintan e disse que ao menos cinco morteiros caíram em seus arredores.
AGRESSÃO
Antes mesmo da declaração de Sarkozy, Gaddafi alertou, via um porta-voz, que qualquer intervenção internacional na Líbia será uma "clara agressão".
"Isto é injustiça, isto é uma clara agressão", disse Gaddafi, em uma carta enviada à ONU, à França e ao Reino Unido.
"Vocês também vão se arrepender se tomarem um passo para interferir nos nossos assuntos internos", continuou Gaddafi.
Segundo o porta-voz, Gaddafi enviou ainda uma carta separada aos Estados Unidos, na qual disse que todos os líbios estão preparados para morrer pelo país.
O ditador reverte assim as declarações de seu chanceler, Moussa Koussa, que foi a público menos de 24 horas atrás dizer que a Líbia aceitava a resolução da ONU e decretava assim cessar-fogo imediato e a interrupção de todas as operações militare
Mise-en-scène na chegada de Obama
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| Ricardo Moraes/Reuters |
Go back, Mr. Bac
No momento desta redação deste texto Mr. Barack Obama é recebido pela presidente Dilma. A Band News faz uma cobertura ritual: jornalistas deslumbrados fazem comentários previsíveis, cantam loas à vinda do líder americano e elogiam o porte, o charme, o talhe, o indumento, a elegância da Senhora Obama. Um "analista de relações internacionais" faz a pontuação acadêmica da cobertura e elogia a "importância" do encontro, como se o Brasil, de repente, houvesse sido descoberto pelos EUA e isso nos fosse abrir as portas para uma idade de ouro, torneiras jorrando leite e mel.
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| Capa-editorial do Correio |
Ninguém fala que o interesse maior, o interesse hegemônico, o interesse imposto é dos Estados Unidos face a mudança geopolítica no Magreb, onde a correlação de forças EUA países islâmicos tende, ao que tudo indica, a se alterar negativamente para o gigante do Norte. Assim, os olhos, olhos grandes do Tio Sam, voltam-se para o Brasil, prontos para sugar a colheita do pré-sal em favor dos interesses desse Norte.
A proclamada fala de Obama na Cinelândia foi cancelada. "Segurança", foi o motivo alegado. Dizem as coisas de jornal que li e ouvi que o local é cercado de muitos prédios, de cujas janelas poderia advir algum perigo à integridade presidencial, entenda-se um presuntivo atentado. Quando a isso, se foi assim, agiu-se certo.
Mas outras informações dizem que houve mesmo foi o temor de possível fiasco, leia-se falta de gente, de povo, para aplaudir o que quer que seja que ele fosse dizer. Isso enferrujaria o brilho da cerimônia, já que o evento não passaria de pseudoacontecimento, fato programado para atrair a atenção da mídia nacional e mundial, mostrando que os EUA continuam mandando na América Latina. E como o Brasil é emergente, isso seria o aval de mídia a legitimar tal afirmativa.
Agora, o evento ocorrerá em local fechado, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Também desnecessário, mas, fazer o quê? Será neste domingo o pronunciamento. De qualquer maneira, digo: "Go back, Mr. Bac.
Abaixo, um registro da Folha a respeito de ato de protesto no Rio à presença de Obama.
Protesto contra visita de Obama termina em confusão no Rio
DO RIO
Os manifestantes partiram da Candelária e se encaminharam para o Consulado Americano, onde policiais policiais do Batalhão de Choque da PM faziam a segurança do edifício. Uma garrafa de coquetel molotov foi arremessada contra o consulado, dando início à confusão.
A polícia respondeu com tiros de balas de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral. O coquetel molotov chegou a incendiar uma parte da roupa de um segurança do Consulado, que ficou ferido sem gravidade. Um repórter da rádio CBN foi ferido por um tiro de borracha.
O trânsito chegou a ser fechado em frente ao consulado, mas já foi liberado.
| Rafael Andrade/Folhapress | ||
| Policial da tropa de choque apaga restos de um artefato após confronto com manifestantes no Rio |
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sexta-feira, 18 de março de 2011
Tanscrevo da Carta Capital:
EUA e Brasil: A diferença de destinos
Paulo Daniel 18 de março de 2011 às 11:35hMuitos perguntam o porquê Brasil e Estados Unidos que possuem dimensões continentais relativamente idênticas e se tornaram independentes com uma diferença de apenas 46 anos (1822 – Brasil e 1776 – EUA) tem trajetórias políticas, econômicas e sociais diferentes.
Nos anos 90, com a vitória norte-americana na Guerra Fria, juntamente com a intensificação da internacionalização das economias e uma grande onda de liquidez internacional, criou-se bases economias e políticas de uma virada no desenvolvimento da política externa brasileira, principalmente entre 1994 e 2002, quando Fernando Henrique Cardoso apostou numa associação íntima com os Estados Unidos, especialmente com Bill Clinton em uma fracassada construção da dita cuja terceira via.
Para começar a entender essa trajetória, é essencial resgatar na história algumas justificativas para tal fato. Primeiro; os EUA construíram o primeiro Estado nacional fora do continente europeu e, diga-se de passagem, derivam de um império vitorioso que foi a Grã-Bretanha. Já nós e nossos irmãos latino-americanos nascemos de impérios em decadência ou em alto processo de decomposição.
Segundo; ao conquistarem a independência, os EUA mantiveram suas relações econômicas e comerciais com a Grã-Bretanha, onde estava em franco processo a primeira Revolução Industrial e ao mesmo tempo assumia posição de liderança do movimento de internacionalização da economia capitalista.
Principalmente a partir dos séculos XIX e XX, os EUA consolidam uma estratégia anglo-americano, desde então, o território e o poder norte-americano se expandiram de forma quase contínua, com a anexação do Texas , em 1845, e com a guerra e a vitória sobre o México, em 1848, que representou um aumento de 60% do território norte-americano, com a conquista do Novo México e a Califórnia, que se somaram ao Oregon, para abrir as portas do Pacífico aos Estados Unidos.
Neste sentido, a diferença da independência dos Estados Unidos com a independência brasileira; do ponto de vista geoeconômico, a economia norte-americana sempre manteve uma relação privilegiada com a economia inglesa, ou seja, ao romper seus laços políticos com a Grã-Bretanha, os EUA se transformaram na primeira economia exportadora à economia mais dinâmica do mundo a época.
Após a independência brasileira e em grande parte do século XIX, o Brasil e os demais países latino-americanos não dispunham de Estados e economias nacionais efetivos, nem constituíram um sistema político e econômico regional. Por isso, com facilidade, foram colocados em uma posição periférica dentro da geopolítica mundial.
Com a proclamação da República e, pelo menos, até a crise de 1930, o Estado brasileiro seguiu fraco tendo baixa capacidade de mobilização política, sem ter nenhum tipo de pretensão expansiva. Entre a crise econômica mundial e a 2ª. Guerra Mundial, o Brasil reagiu ao estrangulamento econômico externo provocados pelas guerras e pela crise internacional, implementando políticas públicas que fortaleceram o Estado e a economia nacional.
Depois da 2ª. Guerra Mundial, o Brasil não teve posição relevante na geopolítica da Guerra Fria, mas foi colocado na condição de principal sócio econômico dos Estados Unidos dentro da periferia sul-americana. A partir de 1955 até ao primeiro governo democrático pós-ditadura, com investimentos estatais e do capital privado estrangeiro, provenientes de quase todos os países do núcleo central do sistema capitalista, o Brasil começou a exercitar uma política externa mais autônoma, mas sempre tendo um alinhamento incondicional com os EUA.
Mas, depois de 2003, a política externa brasileira mudou de rumo, retomou o caminho da integração e do fortalecimento da América do Sul e da intensificação dos laços políticos e tecnológicos com a Ásia e a África e, ao mesmo tempo, constrói-se um debate cada vez mais intenso sobre uma nova posição internacional do continente.
Portanto, pela primeira vez na história brasileira, o Brasil possui certa altivez em relação aos EUA, mas mesmo assim, parte da elite econômica brasileira, algumas vezes legitimada pelo pensamento de alguns intelectuais e parte da classe média, ainda se deslumbram ao chegar próximo do poder político ou financeiro internacional, em particular os EUA.
Entretanto, espera-se e acredita-se que a Presidenta Dilma Rousseff continuará a trilhar a política externa brasileira iniciada pelo ex-Presidente Lula, com o Estado forte e soberania nacional.
Paulo Daniel
Paulo Daniel, economista, mestre em economia política pela PUC-SP, professor de economia e editor do Blog Além de economia.
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Vejo, estarrecido, na Folha, que o governo de São Paulo acredita que, fechando delegacias, vai diminuir a criminalidade e acentuar a eficiência da segurança pública. Acho que tem gente, no governo, lendo Kafka demais. Leia a matéria:
Pacote inclui fechamento de distritos policiais em cidades pequenas, onde a PM cuidará dos casos menos graves
Objetivo, segundo o governo, é otimizar o emprego dos recursos públicos e melhorar a qualidade do serviço
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO
VENCESLAU BORLINA FILHO
DE RIBEIRÃO PRETO
O governo de São Paulo deu início a um pacote de mudanças na estrutura da segurança pública no Estado que deve afetar praticamente todas as 645 cidades paulistas e a forma de trabalhar das duas polícias estaduais.
A "reengenharia" do governo prevê o fechamento de delegacias nas cidades com menos de 10 mil habitantes e a aglutinação de distritos nas cidades de maior porte, o que inclui a capital.
Nas cidades pequenas, 43% dos municípios paulistas, a PM vai registrar boletins de casos de menor gravidade -que dispensam ação imediata dos investigadores.
Policiais civis que ficarão nas grandes cidades serão acionados quando houver crimes mais graves, como homicídios e flagrantes.
A reestruturação prevê a criação de polos -como se fossem superdelegacias- para atender a população.
Com o fechamento de pelo menos 96 delegacias no interior, 279 cidades ficarão sem unidades da Polícia Civil. O governo quer completar as mudanças até o final do ano.
"Há cidades que registram 80 ocorrências num ano", disse o delegado-geral, Marcos Carneiro Lima. "Isso não significa que elas deixarão de ser prestigiadas."
O plano incluiu a transferência do Detran para a Secretaria de Gestão Pública e a transferência de 1.349 policiais do órgão para a pasta da Segurança Pública.
O objetivo do governo, é otimizar o emprego dos recursos públicos e melhorar a qualidade do serviço de seus 35 mil policiais civis.
O governo iniciou a reestruturação em pelo menos 12 cidades. São João da Boa Vista, por exemplo, com 83 mil habitantes, ficará com apenas uma das seis delegacias existentes. Até agora, quatro já foram fechadas, inclusive a Delegacia da Mulher.
REGISTRO INTEGRADO Dentro dessa "reengenharia", o policial militar passará a registrar ocorrências num sistema integrado que os delegados acessarão.
Segundo o comandante da PM, coronel Álvaro Camilo, "num futuro próximo", todos os policiais militares registrarão BOs no carro oficial.
O presidente do Sindicato dos Delegados, Jorge Melão, disse ser favorável à aglutinação. Para ele, a instalação de delegacias nunca havia atendido critérios técnicos.
"Agora, sobre a falta de policiais, não resta outra alternativa a não ser contratar mais", disse.
O governo agora tenta convencer lideranças políticas e a sociedade da importância dessas mudanças. "Vamos fazer um trabalho de convencimento e de conscientização. Todos vão ganhar", disse Carneiro.
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Obama é o cara, mais que isso: Obama é um "bamba"
Notícia na Folha dá a deixa do motivo da vinda de Obama ao Brasil: Obama, "o negro de alma mais branca do mundo", no pior sentido que posso dar a esta expressão, revela jogo de cintura, malandragem de bamba de escola de samba. Veja só: diante da escalada de instabilidade política e social em países produtores de petróleo na África, precata-se e parte para assegurar novas oportunidades. Sintetizando: Obama vem ao Brasil para "ajudar" o país a explorar o pré-sal, é o que informa o jornal.
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Isso, como se a Petrobras, empresa de excelência no setor, respeitada em todo o mundo, precisasse da presença americana para tanto. Espanta-me que o governo Dilma tenha aceito essa jogada. Daí o espetáculo de "falar aos nativos", daí a importância, para Obama, de montar um circo midiático, atrapalhar até memo o comércio no Rio, alterar para pior a vida do carioca.
O negro mais branco do mundo vem nos enganar. E ainda é recebido com honras de estado. Pior: de imperador. Resumo: Obama é um bamba. Obama é o Big Brother do Brasil. Se for ver a fundo deve até mesmo ser um mestre de bateria. Duvido não.
Leia o texto da Folha:
Brasil e Estados Unidos irão cooperar na exploração do petróleo do pré-sal para aumentar a produção do combustível no mundo.
Segundo a Folha apurou, esta é a mensagem que deve constar no comunicado conjunto da presidente Dilma Rousseff e do presidente americano, Barack Obama, que chega amanhã ao país.
A linguagem do comunicado ainda estava sendo negociada. Mas a ideia era mostrar que o Brasil tem interesse nos investimentos americanos no pré-sal e evidenciar para o mercado que a produção deve aumentar.
Segundo a Folha apurou, esta é a mensagem que deve constar no comunicado conjunto da presidente Dilma Rousseff e do presidente americano, Barack Obama, que chega amanhã ao país.
A linguagem do comunicado ainda estava sendo negociada. Mas a ideia era mostrar que o Brasil tem interesse nos investimentos americanos no pré-sal e evidenciar para o mercado que a produção deve aumentar.
Com isso, esperam-se efeitos positivos para influenciar no preço do petróleo.
Por um lado, os EUA querem demonstrar que terão acesso a uma nova fonte de produção de petróleo, em um país amigo e democrático.
Ao mesmo tempo, do lado brasileiro, não havia interesse em se comprometer com algo mais concreto, porque a percepção é de que há muitos países interessados em participar de licitações no pré-sal e mesmo em oferecer novas tecnologias.
Paralelamente, continuam as negociações da Petrobras com o setor privado americano. Não se exclui a possibilidade de um acordo de garantia de fornecimento, semelhante ao fechado com a China, Em 2008, o país asiático emprestou US$ 10 bilhões à Petrobras, com o compromisso de a empresa exportar 200 mil barris diários por um período de dez anos.
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quinta-feira, 17 de março de 2011
Líbia: é preciso reagir a Kadafi
Vejo no Estadão a manchete "França pode lançar ataque aéreo contra Kadafi logo após sinal verde da ONU".
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Em seguida, diz a matéria: "Ataques aéreos contra posições do Exército da Líbia poderão começar tão logo o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) aprove o uso da força contra o regime do governante Muamar Kadafi, disseram fontes diplomáticas francesas. Mais cedo, em tom ameaçador, o ditador da Líbia, Muamar Kadafi, alertou os rebeldes que há um mês iniciaram uma revolta para derrubá-lo que as tropas do governo estão chegando a Benghazi, no leste do país, e 'não terão misericórdia'".
É mais que tardia a decisão. Uma atitude enérgica, ação bélica decisiva precisa e deve ser tomada. Não é possível que o Ocidente veja, em letargo, o genocídio em andamento. Kadafi assumiu a condição de pessoa-Estado e, tomado por essa insanidade, perpetra crimes de lesa-humanidade, num delírio mortal e desapiedado. É preciso pôr fim ao morticínio.
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quarta-feira, 16 de março de 2011
Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces
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Um texto que não diz nada e o perigo nuclear no Brasil
Vejo na Folha texto que, a rigor, nada informa. Transcrevo e, abaixo, comento.
50 "heróis" tentam evitar catástrofe
Sob grande risco de contaminação, técnicos buscam evitar derretimento de combustível na usina Fukushima 1
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Um grupo de cerca de 50 técnicos da usina de Fukushima 1 é a derradeira esperança do governo japonês para evitar o derretimento de urânio de reatores, danificados após o tsunami da semana passada.
O receio é que haja grande vazamento de combustível. Ontem, a radiação perto da usina diminuiu, mas novos incêndios começaram em dois reatores.
Em cidades próximas, houve fuga de moradores. Longas filas se formaram com pessoas preocupadas em testar seus níveis de contaminação.
O medo chegou a Tóquio, após níveis de radiação terem sido detectados na capital japonesa.
A União Europeia anunciou que testará a segurança de todas as suas usinas. Nos EUA, o presidente Barack Obama prometeu não abandonar a energia nuclear.
Pelo segundo dia seguido, a Bolsa de Tóquio despencou -desta vez, 10,5%, a maior queda desde a crise financeira de 2008. Também caíram diversas Bolsas europeias.
Sob grande risco de contaminação, técnicos buscam evitar derretimento de combustível na usina Fukushima 1
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Um grupo de cerca de 50 técnicos da usina de Fukushima 1 é a derradeira esperança do governo japonês para evitar o derretimento de urânio de reatores, danificados após o tsunami da semana passada.
O receio é que haja grande vazamento de combustível. Ontem, a radiação perto da usina diminuiu, mas novos incêndios começaram em dois reatores.
Em cidades próximas, houve fuga de moradores. Longas filas se formaram com pessoas preocupadas em testar seus níveis de contaminação.
O medo chegou a Tóquio, após níveis de radiação terem sido detectados na capital japonesa.
A União Europeia anunciou que testará a segurança de todas as suas usinas. Nos EUA, o presidente Barack Obama prometeu não abandonar a energia nuclear.
Pelo segundo dia seguido, a Bolsa de Tóquio despencou -desta vez, 10,5%, a maior queda desde a crise financeira de 2008. Também caíram diversas Bolsas europeias.
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| Asahi Shimbun/Reuters |
Perceba que o texto não tem coerência, não há sequência lógica: pequenas frases são juntadas e dão ao leitor uma tosca visão do acontecimento em sua totalidade. O título fala nos "héróis" mas a matéria não aprofunda, não dá a dimensão enorme e corajosa do feito a que se propõem, não detalha os perigos e como irão enfrentá-los, quais os cuidados para penetrar na usina e o que farão para sanar o grave problema, bem como as consequências sobre a saúde dos 50 homens.
As usinas da Europa serão reavaliadas, mas também não há detalhes. O pior fica em relação a Obama, que "promete" não abandonar a energia nuclear. Veja só: "prometer" é verbo que traz em seu conteúdo profundo comprometimento com algo positivo, desejável, importante para alguém, para uma organização, para um povo.
Energia nuclear é algo perigoso, temível e cujos resultados o Japão está exibindo ao mundo. Logo, não seria uma "promessa" de Obama, mas "decisão", decisão de manter a qualquer preço, apesar de todos os riscos, o programa que se utiliza desse tipo de energia nos EUA. A não ser que a promessa seja seu compromisso com os grandes grupos econômicos que a exploram e não têm qualquer interesse em ver-se se esvaírem seus grandes lucros.
O texto não fala no Brasil, vem de agências de notícias e assim não nos teria como prioridade jornalística. Mas, com relação a nosso país, me pergunto: por que insistimos em manter essas usinas quando temos possibilidades de energia eólica e grande potencial hídrico a ser utilizado com tal fim? Não basta o exemplo japonês?
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terça-feira, 15 de março de 2011
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