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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Organização Pilantras sem Fronteiras vai atuar em Natal

  PILANTRAS SEM FRONTEIRAS
                  NOTA OFICIAL

Após intensos estudos, pesquisas e graves deliberações, comunicamos que a augusta instituição Pilantras sem Fronteiras passará a atuar em Natal e em todo o Rio Grande do Norte. 

Os mencionados estudos nos indicaram que nessa terra é grande e vigorosa a presença de salafrários de todas as espécies, corruptos de grande envergadura, safados de monta, especuladores e aproveitadores, tornando necessária e urgente a nossa presença. 

O noticiário comprova que a corrupção é parte das atividades cotidianas no Rio Grande do Norte, destacando-se esse estado pela ousadia dos seus corruptos, impunes e altaneiros. 

Informamos que temos competências e habilidades muito úteis a todos esses empreendedores, e com eles colaboraremos em tudo para que levem a cabo todos os seus intentos.


Sendo assim, e movidos pelos mais altos sentimentos de apoio à pilantragem, trazemos nossa presença aos trapaceiros, embusteiros, safados e impostores, prevaricadores e peculatários, políticos e funcionários públicos dados a tais práticas.


Nosso Conselho Deliberativo, destarte, tomou as seguintes decisões:


1) Instituir o Curso Superior de Pilantragem e Velhacaria;


2) Criar o Programa Estadual de Pós-graduação para os que já sejam versados em tais artes;


3) Garantir assistência jurídica a todos os acusados de prática de crimes contra o patrimônio público;


4) Criar equipe altamente qualificada na elaboração de processos fraudulentos, garantindo total assistência ao sucesso de todo tipo de desfalques, traficâncias e meliâncias administrativas;


5) Promover simpósios, encontros, seminários e outros, a fim de que grandes nomes da corrupção possam vir ao RN e aqui ministrar valiosos ensinamentos.


6) Dilapidar de forma exemplar os cofres públicos, uma vez que a impunidade existente no Estado é histórica. Iremos roubar, furtar e surrupiar sem medo e sem limites.


7) Difundir com vigor incomum a cultura da corrupção junto aos mais jovens, visando estimular a criação de novos líderes no setor;


Insistimos: a decisão de atuar em Natal e RN somente foi tomada depois de constatada a voracidade dos corruptos locais, fato que de alguma forma se alia à inércia das autoridades em coibir atos de cinismo, desfaçatez, sem-vergonhice, imoralidade e descaramento, valores mui caros a esta Organização.


Sendo assim e isto posto, reafirmamos nosso firme compromisso para com a corrupção e a pilantragem. O Rio Grande do Norte merece. Tanto que o Estado encontra-se falido, o que comprova nossas assertivas. Literalmente, nosso elefante ficou branco.


Pilantra unido jamais será vencido. Viva a corrupção no Rio Grande do Norte!


                                       A DIRETORIA

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Primeira de uma série de histórias de Alberany, o abominável, a ser narradas neste folhetim

De como Alberany fingiu-se de eremita e acabou em ignóbil masmorra

Ó vós, que vos abalançais a ler este coranto, digo-vos que sou Alberany, o abominável, e que encontro-me em lamentável situação, atirado a cárcere de masmorra hedionda e vil. A princípio contar-vos-ei como vim aqui parar, hoje dormindo sobre a palha e comendo códeas de pão dormido, ao lado de infeliz farsante que cometeu o erro de me acompanhar em meus intentos e embustes. Estamos no ano da graça de 1712 e nesta quadra se passa minha existência malsã.
 Eis o que digo e o que aconteceu: encontrava-me eu percorrendo aldeias e vilarejos onde exercia meu nefando ofício de enganar e surrupiar de pessoas crédulas até mesmo a roupa do corpo, mediante anúncios de tragédias e outros males, e me apresentava como curandeiro dotado de grandes poderes. Se me dessem o que pedia nada de mal lhes aconteceria. 

http://cinerama.blogs.sapo.pt/322811.html
Neste périplo encontrei, caído de bêbado, o indivíduo já citado. Dormia ele num estábulo onde eu também vim a me abrigar. Quando acordou conversamos e percebi que ali estava um ordinário igual a mim. Combinamos que ele chegaria antecipadamente a um povoado, fazendo-se passar por coxo. Pediria esmolas para ir a Roma em busca do Papa, que certamente o curaria. Nesse momento eu chegaria e, fazendo rezas fortes, o faria curado, atraindo sobre nós os favores do populacho. 

Destarte fizemos muito dinheiro e partimos então para grande e ilustre cidade, onde iríamos explorar o povo nos arrabaldes. Assim pensamos e assim fizemos. Bom dinheiro entrou e o gastamos todo em casas de tavolagem. Então rumamos para iniciativas mais ousadas. Disse eu ao detestável comparsa: 


- Vamos fazer pregações em púlpitos. Seremos dois eremitas que recolhem recursos para uma nova e definitiva Cruzada que libertará a Terra Santa do jugo dos infiéis. Conheço o latim e...

- Sabeis latim? - quis ele saber.


- Sim - respondi.

- E o que sabeis de latim?


Respondi que conhecia duas palavras: "orater frater" e que isso, no que se resumia meu grande saber, seria o suficiente para dosar as multidões aos nossos intentos. 

- O que significa tal coisa? - questionou.


- Não sei. Mas sei que quando os padres dizem isso nas missas todos se curvam. E um rapazinho, munido de uma vara que tem em uma das pontas uma sacola recolhe dinheiro e muito. Até mesmo moedas de ouro.


Ele então sugeriu que às palavras em latim ajuntássemos esta outra: "catecúmeno". Nem eu nem ele sabíamos o que significava, mas o perverso aduziu: - Certa feita quando eu, praticando diatribes no adro de uma igreja promovia grande confusão, fui de tal palavra acusado pelo padre. Portanto,se sou um catecúmeno, e sei bem o que sou, catecúmeno deve ser algo mui lamentável e péssimo. 


Pusemos em andamento o plano. Vestimo-nos de andrajos, munimo-nos de cajados e fomos para o centro da cidade. Ali havia duas grandes praças e nas praças, que distavam uma da outra muitas braças, havia dois púlpitos em pedra, de onde os cidadãos podiam se manifestar, gritar e reivindicar, muitas vezes recebendo em troco ovos podres e repolhos na cara. 


Caminhamos cada um para uma praça e começamos nossa solerte prédica. Deu-se então o meu exórdio. Subindo ao púlpito ergui o cajado e elevei a voz. Berrei: - Orater frater, catecúmenos! - ninguém me deu atenção. Repeti: - Orater frater, catecúmenos! - e mais uma vez: - Orater frater, catecúmenos!

A multidão continuava a passar, ignorando-me. De nada adiantava minha sórdida surtida. Até que vi um homem que parecia se encaminhar para mim. Pelo menos olhava para mim e disso não havia dúvida. Era um tipo alto e fornido, envergando roupas de certo luxo e um portentoso tricorne. Entendi que estaria ali a minha vítima primeira.

Encarei o tipo e insisti: - Orater frater, catecúmeno! - Orater frater, catecúmeno! - o homem aproximou-se e eu lhe disse:   -Orater frater, catecúmeno! Orater frater! Ajoelhai-vos e ouvi a palavra de um austero eremita que o deseja ao lado da luta contra os mouros!


Tomado de surpresa o homem reagiu quando gritei: - Orater frater, maldito! Orater frater, farsante!  já fora de mim, pois percebia que meu plano não estava dando certo. Possuído de grande furor passei a acusar o homem de torpe, de vil e de avaro; de mesquinho, de ímprobo e de corrupto;de sonegador e retentor do dízimo na luta contra os infiéis. 


Grande erro cometi. O homem era padre que gostava de livrar-se da sotaina e envergar trajes civis. Para completar havia bebido um pouco e atacou-me a golpes de sólida bengala de cedro. Reagiu assim quando eu dizia ser "enviado do Papa em nobre missão de postular esmolas santas para a guerra contra os mouros".


Munido de tal arma ele saltou sobre o púlpito e vibrou-me formidável golpe no crânio, pondo-me abaixo. E gritava: - Ataquem o perjuro! Ataquem o herege! - foi o suficiente. Um grupo de desocupados investiu contra mim e me pôs em fuga sob uma chuva de golpes e pedradas.

Enquanto corria ouvia as invectivas: - Atacai o monstro! Atacai o malvado! Matai ao assassino! Atacai-o e matai-o! É um lúbrico e um vilão e matou seu próprio pai! Parricida! Parricida! - as coisas estavam fora de controle. Em poucos minutos boato daninho havia se espalhado e agora eu era um parricida. Já me via pendurado à forca. Corri em busca do meu amigo. 

Este não tivera melhor sorte. Insistindo com um mendigo que deveria dar-lhe todo o seu dinheiro para as Cruzadas, enfureceu-se quando este o agrediu com gesto chulo.  Ato contínuo atirou-se à goela do patife e tentava meter as mãos em seus bolsos para se apoderar de tudo o que pudesse.



O miserável mendigo, vendo-se a ponto de perder suas parcas moedas valeu-se do povo: - Atacai-o, ó meus! Atacai-o! Eis que tenta roubar os vinténs de um pobre e todo pobre é um santo, como dizem as Escrituras! - as pessoas então atentaram àquela mesquinha contenda e moeram de pau o meu amigo.


Corremos então de uma praça à outra. Ele de lá e eu de cá, e nos encontramos no meio do caminho. A gendarmeria fazia a sua ronda e fomos capturados. E agora estamos aqui, nesta infecta prisão. Creio que em breve seremos levados ao juiz.
(Continua)

sábado, 17 de setembro de 2011

Um perigo ronda Natal. Os computadores podem ser do PCC

Caros amigos,

Somente agora consegui postar alguma coisa. Devo dizer que estou quase exausto, mesmo admitindo algo de hiperbólico a essa afirmação. Explico: culpa do computador. Computadores, creiam, são máquinas que chegam à insolência. Trabalham quando querem, sem precisar invocar a seu favor qualquer lei de greve, atestado médico ou outro motivo de força maior ou causa superveniente. 

Tenho, destarte, uma relação de amor e ódio a tais criaturas, que são pessoas, como se percebe, totalmente inconfiáveis. Gosto dos computadores quando estão bem comportados, atentos e prestativos. O problema é quando cismam de parar. Assim, se pudesse, estaria com minha pequenina Olivetti Lettera, que ganhei aos 18 anos. Máquinas de escrever são amigas, trabalham discretamente ao som suave, martelado, dos tipos sobre o papel em branco. 

Máquinas de escrever têm personalidade: desde que são fabricadas têm apenas uma e somente uma tipagem. Não há como mudar. Computadores não: são máquinas que sofrem de dupla, tripla, quádrupla personalidade. Muda-se o programa e logo eles, com a maior sem-cerimônia, passam a pensar e a agir de forma diferente. E afinal, quando ligados aos modens, outras máquinas também complicadíssimas e de mau humor, está formada uma dupla: dinâmica em problemas, emburradas em sua linguagem cibernética, perigosas em suas competências de nos desestabilizar os nervos.
http://www.google.com.br/imgres?q=m%C3%A1quina+de+escrever

Mas, hoje, após horas e horas, afinal o computador aceitou o trabalho. Quando já desistia eis que ele abriu sua tela vaidosa, colorida, brilhante, multifária, multimodal. Assim, digo bem baixinho para ele não perceber, aproveitei para falar mal do citado elemento, pois temo que, notando a minha vingança, se apodere de uma garrafa pet cheia de gasolina e me ataque quando eu estiver me dirigindo ao meu caro e incendeie tudo, como fizeram os bandidos ontem em Natal.

Caríssimos, eu os advirto: é possível que meu computador, secretamente, esteja se conectanto com os computadores de vocês, incentivando-os a ataque coletivo. Afinal, computador é PC. Daí para se reunirem sob a sigla PCC é um passo. Cuidado. Oremos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A governadora precisa garantir paz a Natal

Natal não é cor-de-rosa...

Leio na Tribuna do Norte que motorista da Empresa Guanabara-Oceano teve gasolina atirada nos olhos por criminosos que invadiram ônibus daquela empresa durante um dos ataques ocorridos hoje em Natal. 

O secretário de Segurança assegura que as ações, ao contrário do que foi alardeado por criminosos ao atear fogo a um ônibus, não foram obra do PCC. Pode até não ter sido, mas as ocorrências aparentam ações coordenadas. Houve, parece-me, organização prévia, atos preparatórios. Uma sequência orquestrada, funcionando como discurso de intimidação.

Tais atitudes são assemelhadas, em seu exercício, aos atos terroristas, cuja mensagem de fundo é: "Estamos aqui, podemos atingi-lo. Não tememos as autoridades. Chegamos inesperadamente, agimos com rapidez  e os resultados você sentirá na pele." 

A diferença é a motivação: no terrorismo a essência é política; para o criminoso comum a motivação é dar à sociedade a sensação de insegurança. Demonstrando, ao mesmo tempo, o poderio, organização e sentido de grupo que unem os bandidos. Ou seja: a quadrilha se apresenta como sujeito coletivo  interveniente, poderoso, atirando-se desastrosamente sobre o cidadão indefeso. A unir os dois tipos de ação - criminal e terrorista -, encontramos o fator surpresa, o cidadão assumindo a condição de presa fácil e desprotegida.

http://www.google.com.br/imgres?q=criminosos
O bandido sabe que suas atitudes de brutalidade terão repercussão midiática. Seu gesto é seu pronunciamento. Fazer equivale a falar. O sofrimento que deixa para trás é o ponto final desse texto absurdo. 

A questão é a seguinte: ou o governo do estado assume sua condição de fiador da segurança dos cidadãos e põe polícia nas ruas, ou quem tem dirento a essa proteção passará a ser refém de ruas habitadas pelo crime, de casas cada vez mais gradeadas, de filhos cada vez mais ameaçados. A governadora Rosalba Ciarlini tem a obrigação de tomar um posicionamento público e dizer a que veio. A campanha eleitoral acabou e o Rio Grande do Norte real é diferente, muito diferente do que diz a propaganda dela na TV. 

Do contrário, quemvai fazer e acontecer em Natal e em todo o estado não será a governadora, mas as armas, o fogo, o medo.

Abaixo, matéria da Tribuna do Norte sobre a ação dos criminosos.


O incêndio ao ônibus da empresa Guanabara-Oceano que ocorreu por volta das 20h20 foi causado por dois dois jovens que aparentavam ser adolescentes. A informação é do gerente de planejamento da empresa, Antônio Pessoa, que relatou o crime, o oitavo ataque a ônibus nesta sexta-feira (16). O motorista do veículo precisou ser levado ao hospital depois de ser atingido por gasolina nos olhos.

O incidente ocorreu na avenida Tomaz Landim, no ponto de ônibus próximo à Uvifrios. Segundo Antônio pessoa, o ônibus da linha 176, que faz o trajeto entre Mirassol e o Golandim, foi abordado por dois jovens que aparentavam ter menos de 18 anos. Ao contrário do que ocorreu em outros casos semelhantes em Natal, a dupla não pediu para que motorista, cobrador e passageiros deixassem o veículo antes de jogar a gasolina dentro do ônibus. Na ação, os criminosos atingiram os olhos do motorista, que precisou ser receber atendimento médico. O ônibus foi incendiado e os bandidos fugiram.

O presidente do Sintro, Nastagnan Batista, afirmou que esse incidente foi o estopim para os motoristas recolherem os carros para as garagens e suspenderem as atividades por tempo indeterminado.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Comunicar erros

Pedimos encarecidamente a quem perceber súbitas e louváveis mudanças de comportamento em

Filhos pródigos
Maridos viciados em cartas
Obcecados por jogos eletrônicos
Políticos corruptos
Portadores de egos narcísicos
Desocupados
Preguiçosos
Mentirosos
Funcionários absenteístas
Fraudadores do fisco
Trambiqueiros de todas as espécies
Passadores de cheques sem fundos
Bebedores de cachaça de macumba
Falsários
Difamadores
E outros elementos que tais,

Comunicar com urgência às autoridades policiais. Esses tipos estarão tramando alguma coisa.

quinta-feira, 24 de março de 2011

A nossa triste sina

Apelando para tecnicalidades jurídicas o ministro Luiz Fux apoiou o fagueiro ingresso em plenário de fichas-sujas como Jader Barbalho (PMDB-PA), Cássio Cunha Lima (PSDB-PBO), João Capiberibe (PSB-AP), Marcelo Miranda (PMDB-TO), eleitos para o Senado, e Janete Capiberibe (PSB-AP), eleita para a Câmara. Com isso, atirou na lata do lixo a moralidade e os bons costumes políticos. 

Fux: fichas-sujaseleitos vão tomar posse
Diz a Folha que ele assim justificou seu gesto: "O intuito da moralidade é de todo louvável, mas estamos diante de uma questão técnica e jurídica de que se aplicar no ano da eleição fere a Constituição." Ações como esta, que fariam corar ambientes jurídicos mais sintonizados com anseios sociais elevados, asseguram a pessoas como as nominadas acima desenvoltura para que continuem a perpetrar seus atos frente a um Judiciário que, de alguma forma, os garante, dobrando-se a questões técnicas.

A impunidade, desta forma, passa a ser garantida como uma espécie de direito travesso, justiça às avessas para júbilo de quantos a queiram afrontar em sua forma tradicional e exata: punir aqueles que mereçam punição. 

A mesma Folha registra opinião contrária ao comportamento de Fux, ao detalhar: "Joaquim Barbosa, que defendeu a validade da lei nas eleições passadas, afirmou que a moralidade é um princípio constitucional e que caberia ao STF fazer uma escolha ao interpretar a Carta." Relata ainda o jornal: "Para Ayres Britto, 'o candidato que desfila pelo Código Penal com sua biografia não pode ter a ousadia de se candidatar'".

Triste sina a nossa, quando a lei termina por apoiar incursos no Código Penal em detrimento do que a sociedade espera de uma Corte Suprema. Triste Sina. 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ele é do Mal... ufa!

"O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Marco Aurélio Mello decidiu ontem que Paulo Maluf (PP-SP) deve ser empossado no cargo de deputado federal por não mais haver contra ele a condenação que o tornou inelegível pela Lei da Ficha Limpa. [...] Um dia depois de ser absolvido, o deputado federal disse que sempre acreditou na Justiça".

Os dois trechos de notícia peguei na Folha e sobre eles tenho a dizer: não, não: pelo seu perfil facinosoro o elemento Paulo Salim Maluf sempre confiou na injustiça. Não jhá justiça quando se dá liberdade civil a um tipo como aquele.
O ministro Mello arrimou-se unicamente em uma tecnicalidade jurídica para inocentar um indivíduo que é sabidamente criminoso. E de alta periculosidade civil.

O perfil histórico, o procedimento sorrateiro, os atos que clamam aos céus, tudo isso deveria ter sido levado em conta na hora da decisão ministerial.

Maluf é uma espécie de sociopata civil, um psicopata político incorrigível. E ainda vai fazer muito mal a esse país. Não é à toa que, silabando-se seu nome, temos... Mal... ufa!

Só para encerrar: você compraria um carro a Maluf? 

Foto: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://4.bp.blogspot.com/_7DzbD5vr19E/TPRN_NKlkpI/AA

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Bandidos dizem que vão à igraja rezar, mas, veja só o que eles fazem...

Geralmente quando pessoas se dirigem a um templo religioso, seja católico ou protestante, o fazem sob o bonançoso intento de ali entrar em clima de recolhimento e oração. Quer dizer, nem sempre, pois os tempos são modernos e as igrejas estão muito, mas muito mesmo, interessadas nas coisas de César.

Mas, admitamos que a ida à igrejas ainda seja como em priscas eras, quando a lá se dirigiam os crentes para rezar, orar, pedir, clamar, implorar, suplicar, desejar, chorar, o que seja.

Pegando carona em tais e beatíficos costumes, criminosos de Mãe Luíza estão se reunindo em uma igreja do bairro para... tramar a morte de policiais que reprimem o tráfico de droga no bairro. Quem informa é o Diário de Natal. Pode?

Quanto aos bandidos, devem estar agindo segundo o que conta a piada do assaltante. É assim: quatro tipos se reúnem para assaltar uma loja.Três entram e um fica no carro, motor ligado para a fuga. A polícia vem e prende todo mundo em flagrante. Três assaltantes confessam o crime, mas o motorista se defende: homem de sacros pensamentos e muito boas intenções, informou: "Sou um homem bom, religioso e penitente, rezador e de muita fé. Estava no carro rezando para o assalto dar certo."

Certamente por isso os bandidos de Mãe Luiza estavam num templo: pedindo o proteção dos Céus para suas nada divinas intenções: manter o tráfico e matar policiais. Oremos. É o que nos resta fazer.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Opulência e mau gosto nas joias das mulheres de criminosos
Emanoel Barreto

Uma demonstração de opulência e mau gosto. Assim são as joias com que os traficantes do Rio presenteiam as suas mulheres. Sejam as "fiéis", as digamos assim, primeiras damas, ou as outras, as amantes. São preciosidades grosseiras, espalhafatosas, grotescas até.

Uma forma de contrabalançar, pela exuberância do feio, pelo excesso ostentatório, a origem social dos criminosos. Seria uma espécie de discurso de compensação - a demonstrar de alguma forma a perversa degradação a que foram levados pela vida de miséria e exclusão.

Daí o luxo aberrante. Não justifico os criminosos, dou a pista para o seu surgimento.  A matéria é da Folha. As fotos foram cedidas ao jornal pela polícia.
.......

Novas imagens de um levantamento da Polícia Civil para chegar aos chefões do tráfico no Rio de Janeiro, ao qual a Folha teve acesso, mostra outros exemplos de opulência dos presentes que eles costumam dar para suas mulheres.


Nas imagens, as "fiéis" --como são chamadas as mulheres oficiais-- e as amantes exibem correntes que, na avaliação de ourives ouvidos pela reportagem, custam em média R$ 35 mil.
A Folha não identifica as mulheres, pois algumas são menores de idade e outras ainda são investigadas. De acordo com a polícia, há um mercado clandestino de produção de joias para traficantes funcionando no centro antigo da cidade e em alguns bairros da zona norte.
Na tabela dos "ourives do tráfico", quando o "cliente" leva o ouro --várias peças pequenas, provavelmente produto de roubo, que são derretidas--, um cordão pode custar de R$ 4 mil a R$ 15 mil.
Segundo o presidente do IBGM (Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos), Hécliton Santini Henriques, estima-se que o mercado clandestino de produção de joias movimente até R$ 1 bilhão por ano no Brasil --40% do movimento do setor.
 

De acordo com a polícia, há um mercado clandestino de produção de joias para traficantes funcionando no centro antigo da cidade e em alguns bairros da zona norte.
Na tabela dos "ourives do tráfico", quando o "cliente" leva o ouro --várias peças pequenas, provavelmente produto de roubo, que são derretidas--, um cordão pode custar de R$ 4 mil a R$ 15 mil. 

Segundo o presidente do IBGM (Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos), Hécliton Santini Henriques, estima-se que o mercado clandestino de produção de joias movimente até R$ 1 bilhão por ano no Brasil --40% do movimento do setor.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

 Senado aprova perigosíssima lei: agora, bandidos de colarinho branco vão poder dar assessoria a criminosos comuns
Emanoel Barreto

http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.gentedeopiniao
O Senado aprovou o fim da prisão especial para quem tem curso superior. Fico preocupado: já pensou, um grande deputado - grande bandido, quero dizer - preso na mesma cela que Fernandinho Beira-mar ou Marcinho VP? Ou mesmo numa cela com um sujeito que roubou uma galinha? Vão ministrar todos os seus procedimentos e tramoias e os presos vão sair craques  em corrupção, desvio de verbas, concussão, peculato, maracutaias e quejandos.

Se sem título superior muitos bandidos já são perigosíssimos, imagine se passam por um curso completo de criminalidade de colarinho branco ministrado por elegante deputado, ínclito senador, fulgente empresário ou digníssimo juiz ladrão... os bandidos - os bandidos convencionais digamos assim -,  vão dar nó em pingo d'água. 

Será, literalmente, a universidade do crime. Pode até ter vestibular, sabia?

Gostei dessa lei não. Com essa lei os criminosos sem curso superior, agora muito bem assessorados, vão ser desvirtuados... Sim, porque, perto de muitos corruptos, eles são fichinha.

domingo, 28 de novembro de 2010

No endereço http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/rio-contra-o-crime/ao-vivo.html você acompanha ao vivo a cobertura da ocupação do Complexo do Alemão pela Rede Globo. Excelente trabalho. Veja. (EB)

sábado, 27 de novembro de 2010

Leio no portal Terra e compartilho: os criminosos parecem não estar dispostos a se entregar, apesar de esforços do coordenador do movimento Afroreggae, José Júnior. Ao invés de obter sinais de boa vontade dos marginais, recebeu ameaças. Leia a matéria:

RJ: coordenador do AfroReggae diz que recebeu ameaça de presos
Luis Bulcão Pinheiro


O coordenador do AfroReggae, José Junior, afirmou no final da tarde deste sábado que ficou muito chateado porque recebeu uma carta do presídio federal de Catanduvas, no Paraná, com ameaças pelo trabalho de tentar tirar as pessoas do tráfico. Ele deixou a favela da Grota, no Complexo do Alemão, por volta das 18h após tentar negociar a rendição de traficantes.

O olhar do soldado (Sérgio Moraes)
José Junior chegou ao Complexo do Alemão no início da tarde deste sábado, para auxiliar na negociação da rendição dos criminosos. Ele subiu a comunidade, passando pelas barricadas da polícia e disse que foi tentar resolver o problema. O coordenador do AfroReggae não deu detalhes de quando recebeu a carta e sobre o conteúdo das ameaças.

Mais cedo, o comandante do Batalhão de Choque Polícia Militar do Rio, coronel Waldir Soares Filho, disse que acredita que há a possibilidade que traficantes tentem passar pelo bloqueio da polícia, ao invés de se entregar, conforme o recomendado. "A hipótese mais real é essa, de tentar passar sem ser identificado", disse.

De acordo com o comandante, a recomendação é de que os traficantes se rendam apresentando as armas sobre a cabeça como determinam as normas internacionais. Segundo ele, até o momento ninguém se apresentou dessa forma. Desde o início dos ataques, no último domingo, pelo menos 38 pessoas morreram em confrontos no Rio de Janeiro.



Os ataques tiveram início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis abordaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha, na altura da rodovia Washington Luis. Eles assaltaram os donos dos veículos e incendiaram dois destes carros, abandonando o terceiro. Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer) que andava em velocidade reduzida devido a uma pane mecânica. A quadrilha chegou a arremessar uma granada contra o utilitário Doblò. O ocupante do veículo, o sargento da Aeronáutica Renato Fernandes da Silva, conseguiu escapar ileso. A partir de então, os ataques se multiplicaram.

Na segunda-feira, cartas divulgadas pela imprensa levantaram a hipótese de que o ataque teria sido orquestrado por líderes de facções criminosas que estão no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. O governo do Rio afirmou que há informações dos serviços de inteligência que levam a crer no plano de ataque, mas que não há nada confirmado. Na terça, a polícia anunciou que todo o efetivo foi colocado nas ruas para combater os ataques e foi pedido o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fiscalizar as estradas. Foram registrados 12 presos, três detidos e três mortos.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Leio na Folha e compartilho:

Rio, Brasil

Janio de Freitas
JÁ FIZERAM com os passageiros de ônibus, há pouco tempo, agora repetem com os de uma van: jogam a gasolina e tocam fogo sem esperar que os passageiros desçam. Desta vez, quatro não conseguiram sair antes de sofrer consequências do incêndio. É possível entender esse grau de perversidade?


Doze mortos. Um horror, como um confronto em qualquer frente de combate militar, mas ocorrido na região da velha e tão cantada Penha.


Já ontem mesmo, "especialistas" -como agora se diz à vontade na imprensa- criticaram a violência mortífera da polícia. Têm razão quanto à violência e à adjetivação, mas se calaram antes de dar resposta a uma pergunta. Denúncias levaram à busca de alguns dos incendiários, que receberam a polícia a bala e se deu o longo combate. Como deveriam ser buscados?


Os bandos de criminosos armados já ultrapassaram há muito tempo as condutas da marginalidade voltada para o assalto, o roubo, o latrocínio, a fuga ao cerco ocasional.


E, sem rapapés, a verdade simples é que os bandos do crime bem armado já não deixam margem alguma para serem enfrentados com padrões menos bárbaros do que os seus próprios.


A urbanização de favelas, a melhoria de suas casas, as Unidades de Polícia Pacificadora, tudo isso é humanamente necessário, está bem feito onde foi feito e não deve parar. Mas, no seu aspecto de correção e prevenção de tendências a condutas marginais, começou muito tarde. A dimensão quantitativa e de criminalidade a que os bandos armados chegaram não permite, a esta altura, a espera pelos resultados do trabalho de reparação nas áreas contaminadas.


Será penoso, mas, sem ter pensado em tempo na reação aos governantes que fizeram de nossas cidades o que elas são, pelo visto estamos destinados a ir aceitando, cada vez mais, até que já nos seja indiferente, a solução mortífera como solução para nossa mínima segurança.


...
Está coberto de razão o jornalista. Não há como enfrentar esses criminsos, a não ser em cadeia de ação e reação. Firme e direta. Os bandidos estão organizados, atuam como terroristas, matam e traficam ante os olhos de uma sociedade que cada dia fica mais a ser sua refém.

A sociedade brasileira permitiu, pelas suas classes dominantes, que chegássemos a tal situação. Agora o governo do Rio faz, tardiamente, ação social nos amibientes de favela. Ação digna de crédito, urgente e necessária, diga-se. Mas, infelizmente, há um lado que assumiu o crime como forma de vida. Uma minoria, entenda-se, mas a cujos atos o cidadão dito comum está exposto, de forma cruel e vergonhosa.

O Estado tem sim obrigação de enfrentar a bala esses criminosos. É preciso apertar o cerco e aplicar, em todo o país, uma política de segurança pública. Existe, suponho, a possibilidade de que o crime entre em fase de migração do Rio e São Paulo para outros estados, uma vez que a ação da polític parece ter tornado insuportável sua sobrevivência naquelas cidades.

Os malfeitores são organizados, têm dinheiro e inteligência suficiente para perpetrar essa migração. Cabe agora uma ação federal, abrangente e forte, a fim de coibir que tais pessoas venham infernizar a vida de quem só deseja viver em paz.
Foto: http://tudoglobal.com/files/2010/11/Viol%C3%AAncia-no-Rio.jpg

sábado, 31 de julho de 2010

 Proteção aos criminosos
Emanoel Barreto

A Operação Arcanjo, deflagrada na madrugada de ontem pela Polícia Rodoviária Federal e o Ministério Público Estadual, resultou na prisão de quatro pessoas que integravam uma quadrilha de aliciamento de mulheres, com atuação na principal na região Oeste. Com ajuda da Polícia Civil e Militar, foram cumpridos ainda sete mandados de busca e condução coercitiva. Entre os clientes do esquema de prostituição estavam políticos, empresários e profissionais da “alta sociedade”.


As prisões incluíram uma mulher e três homens, um dos quais se encontrava de férias em Brasília e os demais em Apodi. Os mandados foram cumpridos também em Umarizal e Portalegre. Os “serviços” da quadrilha eram oferecidos nesses municípios e também em Mossoró e Natal. Em entrevista coletiva no final da manhã de ontem, o promotor de Justiça Olegário Gomes e o superintendente da Polícia Rodoviária Federal-PRF, Francisco Charles Lindemberg, deram informações sobre a operação, mas afirmaram que os nomes dos presos serão mantidos sob sigilo, bem como os dos clientes.
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O texto acima é da edição de hoje da Tribuna do Norte e traz informação gravíssima. O jornal admite publicamente sua incompetência, pelo menos num primeiro momento: não conseguiu investigar, descobrir e publicar os nomes dos criminosos envolvidos: os aliciadores e os que desfrutavam dos corpos das mulheres.

Contentou-se com a informação da polícia e pronto.

Se a TN não pôde apurar os nomes, deveria agora dar andamento a um trabalho de jornalismo investigativo e denunciar todos os criminosos, especialmente os da elite. A matéria também não justifica o porquê de os nomes terem sido ocultados. Isso, entendo, é uma forma de privilégio.

Uma das formas de combater o crime é expor os criminosos ao olhar público. Não há porque escondê-los num conveniente e nublado silêncio informativo.