
Emanoel Barreto
Encerrei hoje um período de vida. Conclui a minha tese de doutorado. Seis anos, entre mestrado e doutorado, seis longos anos de estudos, livros e pesquisas. Noites inteiras varadas em leitura intensa, redação que exigia de mim texto preciso, exposição firme, clara e objetiva. Não sei descrever a você todo o processo. Mas posso dizer que foi ânimo e disposição de luta. Maratona, no melhor sentido grego que o termo enuncia: persistência, determinação, cansaço, luta enfim.
Tive ao lado Minha Mulher, Terezinha Barreto, como companheira decidida, doce valquíria e estrela-guia. Sem esquecer nossos Filhos e Filhas, Netos e Familiares. Um velho gladiador como eu sabe valorizar uma vitória. Seja lutando nas Termópilas, seja combatendo nos Pirineus.
Engraçado, nas Termópilas e nos Pirineus os guerreiros foram vencidos, mas não foram derrotados em sua luta. Pois ali, na constância do combate, foram vencedores, mesmo aparentemente vitoriosos os tão vis vencedores.
Lutei com calma, vigor e força. E a tese foi considerada de excelência, com recomendação a publicação. Hoje, o guerreiros gergos são símbolos, imagens, coragem solta. Obrigado à luta, à força, à decisão férrea de chegar onde cheguei. E, se cheguei ao limite das minhas forças, expandi também o poder de crescer mais.
Abraço grande a Você, que acompanha este jornal. Abraço a quem confia no amanhã. E, nas lágrimas lindas da minha filha Mirna, que melhor expressam esta conquista: sentidas, inocentes e cálidas, o grande abraço de um guerreiro que fez da sua vida um só lutar.
Valeu a pena o sol distante, valeu a pena o amor amado. Valeu a pena o meu texto, que se fez voz ao sol viver.
Muito obrigado. Muito, muito, obrigado.
Emanoel Barreto