sábado, 11 de setembro de 2010

Nos EUA pastor amalucado queria queimar o Corão. Veja o que pode acontecer no Brasil


O Pixador




 New York Times vai acabar versão impressa

Deu no JB Online - WASHINGTON - O presidente do Conselho de Administração da The New York Times Company e publisher do jornal The New York Times, Arthur Sulzberger Jr., admitiu em público, pela primeira vez, que o futuro de um dos mais influentes jornais do mundo, fundado em 1851, será com a publicação de notícias e imagens exclusivamente em plataformas digitais. Em conferência realizada esta semana, em Londres, Sulzberger Jr. deixou claro que o fim das edições em papel é uma tendência irreversível.

A mudança do impresso para o digital é um tema muito debatido na atualidade na mídia mundial. O JB, em atitude pioneira, já é 100% digital desde o dia 1º deste mês (leia a íntegra no JB Digital).

– É certo que vamos parar de imprimir o New York Times em algum momento, em data a ser definida – afirmou Sulzberger Jr., segundo notícia publicada no site do New York Observer – Daily Transor, sob o título "Arthur Sulzberger Jr. admite o inevitável".
O executivo deixou claro que já se pensa em como deverá ser desenvolvida a próxima etapa do informativo na web, onde já mantém um site.

– Os leitores poderão ler artigos gratuitamente, mas o volume maior de conteúdo será pago – adiantou Sulzberger Jr, que não quis prever quando espera ver o jornal exclusivamente na internet, segundo texto divulgado no site do Business Insider, intitulado "Sulzberger admite: `Vamos parar a impressão do New York Times no futuro'”.

Segundo o site Business Insider, o NYT gasta US$ 200 milhões/ano com a redação. A geração de receita online seria de US$ 150 milhões/ano. Sulzberger Jr. disse que o modelo da futura operação “está evoluindo”, e confirmou que o New York Times e o Google trabalham juntos numa ferramenta batizada como Primeiro Clique Livre, que servirá como degustação para leitores que, em seguida, poderão tornar-se assinantes do jornal digital. O The New York Observer escreve também que o NYT planeja incrementar o sistema de pagamento pelo acesso a partir do próximo ano.
Al Caparra, o gangster chic

O dia em que não teremos volta
Emanoel Barreto

O povo americano lembra hoje os nove anos do 11 de setembro. Em meio a isso um pastor desasisado intenta queimar exemplares do Alcorão em protesto à construção de uma mesquita nas proximidades de onde ficavam as torres gêmeas. Nada demais; apenas a já bem conhecida velha loucura humana.

Trata-se de algo antigo, algo que suponho a nós inerente: nossas limitações em compreender o outro, o estranho, o distante, o estrangeiro. Desde a pré-história, passando pelas hordas, pelos povos já organizados, pelas civilizações, essa tem sido a nota dominante: o homem lobo do homem.

As culturas se criando e criado um mundo à sua imagem e semelhança; constituindo verdades que desmentem as verdades dos outros; formando afinal um caudal de conflitos que nos levaram do imperialismo romano à hecatombe da bomba em Hiroxima; da primeira guerra mundial ao 11 de setembro e deste sabe-se lá para aonde.

Assim caminha a humanidade: os povos, guiados pelas ilusões coletivas que criaram, incentivados por líderes mais loucos ainda, se atiram a uma aventura muito perigosa - belicismo e a violência, o terrorismo e seus sequazes - aparentemente não se dando conta de que p0de chegar um dia em que não teremos volta.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Al Caparra,o gangster chic
Nova pesquisa: é grave a situação de Serra
Emanoel Barreto

Pesquisa Datafolha diz, segundo o UOL: A 23 dias da eleição, pesquisa Datafolha realizada nos dias 8 e 9 de setembro aponta para um quadro de estabilidade na disputa presidencial.


Com 50% das intenções de voto, a candidata petista Dilma Rousseff manteve o percentual registrado na pesquisa anterior, realizada há cinco dias.

Seu principal adversário, o tucano José Serra, oscilou negativamente um ponto percentual e registrou agora 27% das menções do eleitorado. Marina Silva (PV) foi de 10% para 11%.


Todas as variações estão dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
...
A não ser o surgimento de fato-novo veraz a favor de Serra, a eleição à presidência está decidida; virtualmente decidida. a tentativa da grande imprensa ao lucubrar a "denúncia" de violação de sigilo fiscal de familiares de Serra gorou.

Não havendo reação social ao anúncio de tais acontecimentos não há escândalo e a grande imprensa e a assessoria de Serra já deveria ter visto isso há tempos. As manchetes, por isso mesmo, não são manchetes, porque não ancoradas na objetividade de acusar acontecimento-choque. O que há, o que há mesmo é um fato-nada, um acontecimento-nada. E nada mais que isso.

Pror sua vez, o anúncio de pesquisas favoráveis a Dilma vem funcionando como um fole que estimula o fogo: quando mais se fala delas, mais estas a fazem conhecida. O resto é por gravidade. E, realmente, é grave a situação de Serra.

 
 Chapa Novas Conquistas envia carta
 aberta à comunidade universitária
 
Recebo e publico a íntegra de carta aberta à Comunidade Universitária, 
enviada pela chapa A UFRN Avançando com Você: 
Angela e Fátima – Chapa Novas Conquistas. Outras chapas terão idêntico espaço.
Segue a íntegra: 
 ........
Está deflagrado o processo sucessório para Reitor(a) e Vice-Reitor(a). Cabe
à Comunidade Universitária envolver-se efetivamente nas discussões acerca da
UFRN do presente e das diretrizes e ações estratégicas imprescindíveis à
manutenção do processo de crescimento e projeção da Nossa Universidade,
tendo em vista a construção da UFRN do futuro.

A atual gestão da UFRN termina o seu mandato em maio de 2011 conduzindo a
Universidade num contexto de crescimento e avanços, levando a Instituição a
obter respeito e reconhecimento da sociedade.

O amplo processo de crescimento da UFRN é notório em várias dimensões, o que
pode ser comprovado nas seguintes ações: ampliação do número de alunos de
graduação e de pós-graduação, de professores e de técnicos; construção de
novas salas de aula e laboratórios, bem como de novos espaços
administrativos e de convivência; implantação de novos modelos acadêmicos e
formativos, com novos cursos na graduação e pós-graduação; implementação de
novos formatos organizativo-institucionais postos em prática no campo da
pesquisa e da extensão, apoiados pelo crescente número de bolsas e apoios
institucionais; criação de novos arranjos institucionais estratégicos, como
a Escola de Ciências e Tecnologia, a Secretaria de Educação a Distância (a
SEDIS), o Metrópole Digital, o Instituto Internacional de Neurociências e o
Instituto Internacional de Física.

Tais ações influíram positivamente nos índices de permanência e sucesso dos
alunos e trouxeram melhorias para docentes e técnicos no desempenho de suas
atividades. Como resultado de todo esse trabalho, a UFRN conquistou uma
posição de destaque nacional e internacional nas avaliações acadêmicas e,
nos últimos anos, vem alcançando progressivamente padrões superiores de
excelência acadêmica.

Tudo isso decorre de estratégias e ações orientadas para a expansão e a
melhoria de qualidade das atividades acadêmicas; a ampliação, a qualificação
e a capacitação dos recursos humanos; o crescimento e a requalificação da
assistência ao estudante; a modernização e a democratização da gestão
universitária; a expansão e a reforma da infraestrutura, com aquisição de
equipamentos para os ambientes acadêmicos e administrativos.

Nós, que compomos a chapa NOVAS CONQUISTAS, reafirmamos o compromisso de,
nos próximos quatro anos, consolidar as atuais conquistas e avançar no
crescimento da nossa Instituição, melhorando a qualidade das atividades
acadêmicas, aperfeiçoando a qualificação e a democratização da gestão
universitária e ampliando a atenção à qualidade de vida e às condições de
trabalho dos nossos servidores.

É nossa meta trabalhar para que a nossa Universidade prossiga, de forma
responsável e inovadora, evoluindo no ensino de qualidade, nas ações de
pesquisa, de extensão e na área cultural, bem como dando respostas às
necessidades do desenvolvimento da sociedade norte-rio-grandense. Para isso,
faz-se necessário intensificar e ampliar cada vez mais a interação com as
organizações e os movimentos sociais, com as instituições públicas e os
setores produtivos.

Em poucos meses, os docentes, os técnicos e os discentes terão a
oportunidade de decidir por uma gestão que reafirme a UFRN como instituição
de ensino, pesquisa e extensão de referência regional; que consolide o papel
relevante da nossa Universidade no contexto nacional e, além disso, promova
sua inserção no cenário acadêmico internacional. Por isso, queremos, desde
já, lançar o convite para construirmos coletivamente um programa de gestão
adequado aos novos desafios da Universidade na sociedade contemporânea.
Ângela Maria Paiva Cruz*
Professora Associada - Departamento de Filosofia/CCHLA Candidata a Reitora
Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes
Professora Associada 
- Departamento de Microbiologia e Parasitologia/CB 
Candidata a Vice-Reitora
Al Caparra, o gangster chic

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Pixador descobre a verdadeira face da Dilma: atire a primeira pedra

O Pixador

 
Agora é pra valer: Dilma bateu na mãe sem motivo justo
Emanoel Barreto

"Dilma bateu na mãe sem motivo justo". Ao que parece, este é o último ou um dos, argumentos a serem usados contra a candidata do PT. A campanha entrou em sua fase violenta, aquela da fulanização, onde as assertivas racionais cedem lugar ao simples A contra B, um nome contra o outro. E, no caso, Dilma é o personagem ruim.

A utilização de denúncias quanto a fatos ocorridos há anos, quando então não se lhes deu qualquer importância surge agora como argumento final dos tucanos. As tentativas até agora não têm dado certo. Serro bem que tenta, mas não fez surgir movimento de opinião pública a seu favor: pelo fato de que a sociedade não o está encarando como "vítima". 

Para que haja um escândalo é necessário,  mais que isso, imprescindível, que ponderável grupo social se manifeste em repúdio. É preciso que muitas pessoas percebam no fato midiatizado a quebra, a ofensa a valores fundamentais, valores éticos de uma dada sociedade.

Não é o caso. Agora, algo a ser mencionado: levando a campanha à fulanização, Serra banalizou o escândalo escandalizado, com isso retirando-lhe a própria condição de escândalo. O escândalo perdeu seus contornos de ofensa a valores cívicos e morais - que na verdade nunca teve - para se transformar apenas nisso: um bate-boca tão comum entre os políticos. 

E como o horário eleitoral já não é muito bem visto - com trocadilho e tudo - pelos brasileiros, o discurso serrista virou uma espécie de mantra a que ninguém segue nem dá valor. Talvez a única novidade venha a ser se nos próximos dias, para agravar a situação, Serra tenha algo mais a ser quebrado; por exemplo, um pé durante alguma caminhada.  

Quebrado sigilo fiscal da filha de Serra; dados fiscais do genro de Serra também foram acessados; Serra cai nas pesquisas; Serra vai à missa mas não reza; Serra isso, Serra aquilo, Serra aquilo outro. Com tantas coisas ruins acontecendo, Serra entrou em parafuso:

O pixador

O jornalismo de simulacros
Por Washington Araújo em 7/9/2010


– Que é a verdade? – disse zombando Pilatos e não esperou pela resposta.
Assim começa Bacon seu Ensaio sobre a Verdade. E Pilatos tinha
mesmo razão em não esperar pela resposta: as duas correntes filosóficas
dominantes na época – o Epicurismo e a doutrina da Nova Academia –
concluíam pela não existência de uma resposta plausível para a questão.
Os séculos passaram e encontramos, resistindo ao tempo, a confissão
súplice e ardente de Santo Agostinho: "Ó Verdade, Verdade! Quanto
intimamente suspiram por ti as medulas de minha alma!" E faltam muitos
devotos de Agostinho em nossas redações.

O jornalismo brasileiro que já não era muito assertivo terminou a
semana passada vestido em forma de grande ponto de interrogação. Aquela
coisa improdutiva e entediante de investigar antes de publicar a matéria
foi solenemente escanteada. Estamos sob o império do "grande Se", sob o
domínio do "achismo" desde as coisas mais banais até às mais
importantes para o país.

Às favas com a busca da verdade, com as declarações de princípios a
invocar reiteradas vezes um simulacro de isenção, imparcialidade, busca
incessante pela objetividade jornalística. É como se as primeiras
páginas dos jornais, seus espaços nobres e vistosos se transformassem do
dia para a noite em editoriais alagadiços, transbordando de uma seção a
outra, de uma editoria a outra, irrompendo em colunas de notas
políticas, avançando por sobre o colunismo social e até mesmo
impregnando o espaço dos leitores com a opinião amplamente expostos em
cataclísmicos editoriais e repercutidos ao longo da edição. Ufa! Mas não
fica por aí: essa semana teve até o vazamento do áudio do apresentador
do Jornal da Globo, William Waack, em que mandava Dilma Rousseff calar a boca.

Atos sórdidos

Há poucos dias tratei neste Observatório da angústia irreprimida da grande mídia
pelos tais fatos novos,
algo que realmente pudesse quebrar a espinha dorsal da continuidade
política que vem se desenhando no horizonte, embalada que é por
resultados de pesquisas de opinião praticamente unânimes. E, na falta de
fatos novos, vamos de fatos velhos mesmos – afinal, se potencializa
isso e aquilo, monta-se imensa colcha de retalhos com restos de
escândalos antigos, menos antigos e relativamente novos e, quem sabe?,
teremos algo que responda prontamente ao se procurar por seu nome: "Fato
novo! Venha aqui! É pra você, fato novo!"

E assim tem sido com o chamado caso da violação do sigilo fiscal de
cinco personalidades ligadas ao PSDB, sendo uma a filha do candidato
José Serra e também um primo da mulher do candidato. Descobriu-se no
mesmo par de dias que foram quebrados os sigilos fiscais de outras 315
pessoas, incluindo-se na numerosa lista o empresário Samuel Klein, dono
da Casa Bahia e a da apresentadora da TV Globo, Ana Maria Braga.

O estardalhaço, como previsível, tem seu foco nas figuras do mundo
político. É sobre essas cinco pessoas que tanta tinta é gasta, tanto
papel é impresso, tanto espaço midiático é concedido e estendido até não
mais poder. Quanto aos demais 315, que bem podem ser cinco centenas e
meia de pessoas, a indignação não é suficiente para preencher o espaço
de nota de rodapé. Tal é a realidade com que nos defrontamos.

Os inquéritos estão todos engatinhando, mas as sentenças finais já
foram proferidas há bastante tempo pelos tribunais encastelados em
nossas principais redações de jornais, emissoras de rádio e de tevê. A
sentença que vem sendo propalada apresenta muitas variações para a não
mais que duas conclusões:

1.
Os sigilos fiscais das cinco personalidades ligadas ao PSDB foram
deliberadamente quebrados com o intuito de favorecer a campanha
presidencial de Dilma Rousseff, fazê-la avançar nas pesquisas de opinião
pública e, concomitantemente, prejudicar a postulação presidencial de
José Serra;

2.
Estes atos sórdidos e cafajestes foram adredemente pensados, planejados
e executados com conhecimento e aquiescência do comitê que coordena a
campanha governista.

Uma coisa ou outra

O que falta é a prática daquilo que atendia pelo nome de bom
jornalismo. O caso atual seguirá aos anais da crônica política
brasileira como aquele em que a grande imprensa privilegiou a cobertura
por ela mesma proferida para o caso, e seu poder imenso para relatar o
necessário e indispensável processo de investigação que caso de tal
monta continua a ensejar. E são muitos, numerosos, os fios desencapados
nas repartições da Receita Federal em Mauá e em Santo André, municípios
da grande São Paulo. Um roteiro minimamente razoável poderia ser seguido
por jornalistas não-togados para desvendar o cipoal de contradições que
o caso apresenta. Se perguntado por algum estudante de jornalismo não
hesitaria em prescrever os seguintes passos:


** Refletir sobre o caso em si. É grave? Sim, gravíssimo. E a potencialização pela grande imprensa não
seria menos grave. Não é papel da imprensa partidarizar o objeto de sua
cobertura. E no presente caso é exatamente isso o que ocorre: as
manchetes da manhã seguem direto para a propaganda política do principal
beneficiário do affair.


** Há que se retroceder na agenda
política do Brasil a setembro de 2009. Estabelecer com o distanciamento
crítico possível qual era o quadro político nacional de então: Aécio
Neves estaria descartado da indicação tucana para concorrer à
presidência da República? Se não, por que algum familiar do então
governador mineiro não teve seu sigilo fiscal violado?


** Conceder o benefício da dúvida
antes de convocar o pelotão de fuzilamento. Há que se responder
objetivamente a algumas questões elementares: e se Dilma Rousseff for
completamente inocente? E se o seu partido não tiver qualquer
participação com a violação dos sigilos? E se o assunto estiver mesmo
restrito à esfera penal e não à esfera político-eleitoral?

** Há que se refletir sobre a
ação do PSDB junto ao TSE visando cassar o registro da candidatura
governista. Tal ação demonstrou o elevado grau de belicosidade que se
busca injetar em uma campanha com tudo para ser modorrenta. Do início ao
fim. E recebeu até nome: "Ação Bala de Prata". Não fosse a firmeza
combinada com a serenidade do ministro do TSE Aldir Passarinho e
teríamos o país de pernas pro ar. Não se publicou qualquer análise
minimamente aprofundada sobre as implicações de tal investida
oposicionista.


** Há que se levantar também o
outro lado dessa história. A começar por esta singela questão: e se a
gestação do atual escândalo foi premeditada, planejado com bastante
antecedência para surgir como fato novo com poder de fogo capaz de levar
a eleição do primeiro para o segundo turno?

** Há que se buscar a motivação
da candidata governista ao desejar – ainda em setembro de 2009 –
recolher de forma ilegal, e flagrantemente criminosa, informações
contidas na declaração de renda de Verônica Serra, a filha do então
governador paulista José Serra.

** Há que se descobrir a
motivação para bisbilhotar o sigilo fiscal de Eduardo Jorge Caldas
Pereira, vice-presidente do PSDB e de outros quadros do partido. O mesmo
quando apresentadora Ana Maria Braga e o empresário Samuel Klein.

** Há que se notar que, no caso
específico da quebra do sigilo de Verônica Serra, surgiu uma procuração
falsificada da primeira à última letra e que tem como personagem central
o hoje notório contador Antonio Carlos Atella. Notícias dão conta que o
personagem carrega consigo perfil inequívoco do clássico
estelionatário. Afinal trata-se de cidadão que chegou a possuir não
apenas um CPF, mas cinco CPFs e que, sem papas na língua, pretende
vender por bom dinheiro informações sobre seu modus operandi e,
em suas palavras, "com essa estória vou me arrumar". Seria importante
levantar a vida pregressa do atilado contador, vasculhar seus
computadores, devassar sua vida profissional sempre com o devido
respaldo legal.


** Projetar o presente caso no
futuro buscando um padrão. Por exemplo, analisar sobre que ações
poderiam proteger a sociedade brasileira da ação de delinqüentes
interessados em turvar o processo eleitoral.
Uma coisa é certa: ou a imprensa se contenta em ser imprensa ou então
desiste disso e funda uma agremiação política. Diretrizes partidárias
não faltariam, a começar pela visceral defesa da liberdade de prensa, de
imprensa, de empresa. O desafio seria saber delimitar uma de outra.
(Transcrito do Observatório da Imprensa)



terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Pixador

E aí Índio do Serra se reuniu com Serra e disse: "Homem branco não tenha medo. Índio tá cavando solução para nosso problema de subir nas pesquisas. Quando Índio mandar, homem branco fecha os olhos e pula para subir nas pesquisas." Veja o que aconteceu:

O Pixador

Índio do Serra começou a achar meio sem futuro esse negócio de ser vice de Serra. Recebeu proposta de Hollywood para trabalhar em filmes. Fez consulta a Pai Véi, o macumbeiro e Pai Véi, aconselhou a ir. Então, Índio do Serra tomou uma grande decisão

O Pixador

Na onda da quebradeira de sigilo o Pixador tem uma dúvida profunda

O Pixador

Geraldo Vandré canta "Aroeira" - 1967

Pátria Minha

Vinícius de Moraes

A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.

Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.

Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!

Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!

Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.

Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!

Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.

Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.

Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.

Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
"Pátria minha, saudades de quem te ama...
Vinicius de Moraes."
Texto extraído do livro "Vinicius de Moraes - Poesia Completa e Prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 383.

O Dia da Independência do Pixador

O Pixador é uma criança como muitas outras crianças que vivem por aí. Jogado, carente, insatisfeito, ele chega a este Coisas de Jornal e relata suas histórias nesses desenhos toscos que faço todo dia. Espero que um dia eu possa fazer um retrato do Pixador já homem feito. E tenho fé de que será um grande homem(EB).

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Os tucanos estão de cara feia

http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.marcusmonteiro.
O fato que de fato não é um fato
Emanoel Barreto


Campanhas políticas podem e efetivamente transformam jornais em aparelhos políticos, extensões dos partidos. Funcionando como uma espécie de intelectual coletivo o jornal, para efeito de vilegiatura partidária, trabalha politicamente mesmo quando diz pelo noticiário que está apenas informando objetivamente a respeito dos fatos. Esse "dizer" é exatamente a aparência de neutralidade das notícias. Sua leitura dá a impressão de que o jornal está sendo isento. 


Quando você lê um texto e este aparenta ser isento mesmo sem o ser, é o jornal que está se dizendo isento e como tal é percebido. Toda notícia reivindica, todo jornal reivindica credibilidade, exatidão. Obtendo-se esse efeito, a notícia "se disse" credível, confiável.

Mas, veja bem: o jornal informa a respeito dos fatos, não traz os fatos em si. O jornal é segunda circunstância, valora e imbrica aos acontecimentos sua própria visão de mundo e assim o fato primevo se torna uma espécie de realidade suplente, representaviva - aquela que foi selecionada para tal se tornar.


Isso se dá especialmente no chamado jornalismo declaratório, aquele proveniente de noticiário advindo de ato frasal intencionado do declarante. Quando isso se dá, entramos no perigoso terreno que confunde publicidade - aqui no seu sentido de tornar público - com propaganda, uma vez que é a ideologia quem comanda o noticiário. O jornal partícipe das intenções de partido ou ator político com o qual mantenha alguma forma de aliança ou simpatia.

A atual campanha à presidência da República é exemplo clássico: a enfática aparição de Dilma nos noticiários, as acusações de seus adversários há muito deixaram de ser notícia para se transformar em propaganda ou contrapropaganda, dependendo de como os encaremos.

Propaganda pelo efeito que busca atingir de criar opinião pública a favor de Serra. Contrapropaganda quando busca desconstruir a imagem midiática de Dilma. Trata-se de espetáculo lamentável: não só pelo desserviço que impõe à democracia, mas e especialmente porque esse tipo de jornalismo não assume sua condição de praticamente de política por outros meios.

O noticiário sobre a "crise" dos dados fiscais da filha de Serra é o típico acontecimento-nada. Emitiu-se um discurso intencionado e a partir desse fato-intencional-forjado surgiram os demais acontecimentos "naturalmente". Trata-se de um metaprocesso de circulação circular; formou-se - apenas no jornalismo, veja - toda uma cadeia de "fatos novos" em retroalimentação contínua, uma espécie de moto-perpétuo sem consistência interna. O discurso propagando-se a si próprio.

Tanto é verdade que não há movimento de sociedade civil estarrecido e, pelo andar do fato - aí sim - real de que a algazarra não surte efeito, tudo indica que a candidata do PT será eleita em primeiro turno. E isso deixa os tucanos de cara feia.

História de um menino que passou


Já fui rico; já fui muito rico
Emanoel Barreto

Já fui rico; já fui muito rico. Tinha o quintal da minha casa, enorme aos meus olhos infantes. Ali existia uma grande floresta: misteriosa, desafiadora, impenetrável. A grande mangueira desapareceu um dia sob os golpes de machados, mas em seu lugar brotaram um coqueiro, um belo pé de limão e bananeiras.

E eu era o senhor daquelas terras e em meio a elas cavalgava meu cavalo invisível. Já fui rico; já fui muito rico. Em meio às sombras, às palhas do coqueiro, aos galhos espinhentos do limoeiro, travei enormes batalhas contra gigantes, monstros de todo o tipo, feiticeiros  e cavaleiros desalmados. Vencia sempre. E voltava para casa, entrando pela cozinha, coberto de arranhões e de glórias.

Certa vez, num natal, ganhei de presente uma pequenina enxada e um ancinho. Não tive dúvidas: tornei-me um latifundiário; latifundiário não: agricultor. O suave declive entre o limoeiro e o coqueiro levou-me à realização de monumental obra: escavei um canal unindo uma árvore à outra e comecei o que me parecia enorme irrigação.

Todos os dias então minhas manhãs eram assim: encher baldes e baldes, derramar a água no limoeiro e vê-la descer, alumbrado, em direção ao coqueiro. Além das árvores era dono também de todas as lagartixas e formigas que por lá habitavam.

As largatixa, uma ou outra eram abatidas com tiros certeiros de baladeira. Afinal, eram dragões e dragões são perigosíssimos seres. Quanto às formigas, essas eram gladiadores. Enormes formigas de roça, formigas cabeçudas, eu as levava à arena imaginária do quintal e lá travavam combates encarniçados. E havia também Rone, meu cachorro vira-lata. Belo e de bom porte, era meu grande amigo.

Tudo era meu, tudo me pertencia. Já fui rico; já fui muito rico.

As bananeiras, essas eram  índios. Índios de uma tribo inimiga. Assim, ao lado do meu primo Bastião, fazia grandes ataques a tais inimigos. Armados com poderosos arcos e flechas feitos de palito de palha de coqueiro não foram poucas as vezes em que nos defrontamos com elas, ardilosas e traiçoeiras árvores. Vencemos sempre, porém.

Depois a vida me levou da casa e distanciou-me do meu quintal. E hoje, quando lá volto, o vejo tão pequenino, estreito, apertadinho. Mas não: o meu quintal ainda existe. Está lá: grandioso, enorme, cheio de árvores, segredos, mistérios; habitado por monstros e duendes. Eu sei, o meu quintal não morreu: agora ele está dentro de mim. Então, ainda sou rico; ainda sou muito rico.

Manchete do JB antecipa, mesmo sem dizer, a vitória de Dilma

"Dil-ma!  Pá-pá-pá!  Dil-ma!  Pá-pá-pá!"
Emanoel Barreto

A manchete do JB Online é assertiva: "Eleitor passa ao largo da crise do sigilo fiscal". Em sua enunciação o texto aparenta estar coerente com a realidade: 1) há uma crise, 2) mas a sociedade dela não toma conhecimento apesar de sua importância e interesse à cidadania.

No texto há uma verdade e uma inverdade: a verdade: o coletivo não está sensiblizado; a inverdade: não está sensibilizado porque não há crise. Esta somente existe nas páginas da grande imprensa que tenta de todos os modos impor à agenda social a sua própria agenda, seus próprios interesses.

A manchete deveria ser essa: "Dilma já é presidente eleita".

Os barões da grande mídia parecem não entender que notícia precisa necessariamente nascer de fatos, sejam fatos de ação - aqueles que têm começo, meio e fim -, sejam fatos nascidos do declaratório de alguém.

No caso, como não há fato de ação; como o PT - seus líderes, pessoas exponenciais - , não usou os dados da filha de Serra para qualquer finaidade político-partidária, não há fato jornalístico de ação premeditada e realizada. Há apenas isso: um fato-vazio. E cada jornal opera como num jogo de espelhos.

O declaratório não parte de fontes; parte, na verdade, dos próprios jornais que se utilizam do declaratório dos serristas para transmutá-los em notícia. Declaratório que os jornais buscaram fazendo dos declarantes seus ventríloquos e se transformando por isso mesmo em ventríloquos daqueles em processo de circulação circular dessa bizarra comunicação.

O que se está pretendendo é chamar a atenção do social, a sua indignação, provocar  escândalo. Mas para que haja escândalo é necessário que pessoas se sintam ofendidas pela prática censurável de alguém. Havendo indignação e em seguida manifestação de repúdio ao fato escandaloso fecha-se o círculo e temos aquilo que se chama de opinião pública.

Não há nada disso e a mídia sabe que não há. Agora é esperar a eleição. Sim: um especialista foi chamado a falar a respeito do fortalecimento de Dilma e afirmou que, mantidas as atuais condições de quadro, será eleita no primeiro turno.

Salvo fato-novo, fato-novo real e grave, nada mudará o curso dos acontecimentos. Enquanto isso, os petistas alarmam nas ruas: "Dil-ma! Pá-pá-pá! Dil-ma! Pá-pá-pá!".

O Pixador faz nova descoberta a respeito de Serra: sua capacidade

O Pixador volta a atacar

A falsa manchete publicada pela Folha de S. Paulo


http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.portugal-tchat.com/forum/attachments/ajouter-vos-fotos-blagues-rigolottes/

De como se produzir uma notícia a partir do que não é verdade ou o hábito não faz a freira
Emanoel Barreto


 A Folha de S. Paulo manipula noticiário para favorecer Serra. Leia abaixo:

Servidor da Receita Federal em Minas que acessou dados de EJ é filiado ao PT


RANIER BRAGON
FERNANDA ODILLA
DE BRASÍLIA

O servidor da Receita de Formiga (MG) que acessou dez vezes em 2009 os dados pessoais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, é filiado ao PT desde agosto de 2001.
Listado no procedimento administrativo da Corregedoria da Receita que investiga a violação do sigilo fiscal de EJ e de outras pessoas ligadas ao PSDB, Gilberto Souza Amarante aparece nos registros oficiais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) como filiado ativo do PT de Arcos (MG), a 30 km de Formiga.

As consultas ao número de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de EJ feitas pelo servidor se deram em 3 de abril de 2009, em menos de 1 minuto -das 16h32min18seg às 16h32min59seg.

No mesmo dia, o CPF de EJ foi consultado também em Brasília, por uma servidora que comprovou à Corregedoria da Receita ter motivação profissional para o acesso.

Os presidentes do PT nacional, José Eduardo Dutra, do PT-MG, Reginaldo Lopes, e do PT de Arcos, Hideraldo José, dizem que não conhecem Amarante e que ele não teve atividades partidárias nos nove anos de filiação.

"A oposição vai fazer mais estardalhaço, mas não há nenhuma relação da campanha com esse episódio. O fato de ser filiado, é claro, por si só causa constrangimento ao partido", afirmou Dutra, que disse que ele será expulso se comprovada irregularidade.

"Conheço o PT de Arcos, sou votado em Arcos, e nunca ouvi falar dessa pessoa. Se é filiado, não é militante", disse Lopes, do PT mineiro.

"NUNCA VI ESSA PESSOA"
O presidente do partido em Arcos -cidade de cerca de 36 mil habitantes- afirmou que a legenda tem na cidade 226 filiados. "Nunca nem vi essa pessoa. Ela nunca participou de qualquer ação, atividade partidária aqui em Arcos."

Ontem, a Folha não conseguiu contatar Amarante. Anteontem, ele disse que, por ofício, acessa CPFs por motivos variados e que não se lembrava a razão de ter vasculhado a ficha de EJ.
A consulta ao CPF dá acesso a dados cadastrais -como nome e endereço. Não permite observar declarações de renda nem de bens.

Amarante também afirmou que até então não havia sido questionado pela Corregedoria da Receita, embora a sindicância tenha sido aberta há mais de dois meses. Eduardo Jorge afirmou que pedirá hoje à Receita Federal que informe a razão das consultas ao seu CPF.
Incluindo Formiga, o tucano teve seus dados consultados em 22 ocasiões, de acordo com a investigação da Corregedoria da Receita.

REPERCUSSÃO POLÍTICA
O caso da violação dos dados de EJ e de outras pessoas ligadas ao PSDB, como Veronica Serra, vem sendo explorado na propaganda do candidato à Presidência José Serra, que acusa a adversária Dilma Rousseff (PT) de ser a responsável pelo crime.

Ontem, Dilma minimizou o episódio. Afirmou que os acessos ocorreram em abril de 2009, mais de um ano antes de ela ser escolhida oficialmente pelo PT candidata. Amarante é o segundo personagem do escândalo que pertence ao PT.

O homem que usou uma procuração falsa para retirar na Receita Federal os dados sigilosos de Veronica, o contador Antonio Carlos Atella, foi filiado de 2003 a até pelo menos 2009.
A exemplo de Amarante, o PT diz que Atella nunca teve atuação partidária.

Ao contrário do que atesta a Justiça eleitoral de São Paulo, a legenda afirma que a filiação do contador não foi efetivada devido a uma divergência no sobrenome registrado --em vez de "Atella", argumenta o partido, grafou-se "Atelka".
... 
O TRECHO GRIFADO, grifo meu, que os redatores tiveram o cuidado de colocar no meio do texto, desfaz toda a trama da "notícia": se o servidor que acessou os dados não teve conhecimento maior além de aspectos cadastrais simples, por que o estardalhaço?

A Folha sabe, seus diretores o sabem muito bem, que isso não é notícia: foi transformado em notícia, como forma de dar-se continuidade à guerra de posição que o jornal empreende contra a candidatura Dilma. Diga-se: guerra de posição é a ocupação de espaços estratégicos com o fim de dominar a situação e destruir o inimigo.

A notícia tornou-se manchete pelo simples fato de que recebeu um titulão na primeira página. E como o leitor está acostumado, treinado na verdade, a perceber como manchete aquela notícia logo abaixo de título em corpo 60 ou 72 (medidas tipográficas para o tamanho das letras) isso dá a impressão, somente dá a impressão de que se trata de manchete genuína; aquela produzida a partir de fato essencialmente importante.

A grande imprensa se agarra a tudo o que pode para o combate à candidatura Dilma. Esquece que seu poder decresceu muito. A Folha deveria, como fazem os grandes jornais americanos, anunciar às claras seu apoio a Serra. Seria muito mais digno; seria muito mais decente.

Senão, o que ocorre é o seguinte: o leitor não compra informação útil ao seu dia a dia; compra as opiniões e o proselitismo dos patrões da Folha. Outra coisa: digamos que o PT tenha dez mil filiados em todo o país, digamos; então, por que não noticiar "Dez mil filiados do PT não quebraram sigilo de ninguém"?

Pelo visto, a mentira tem saia curta e o hábito não faz a freira. 



 

domingo, 5 de setembro de 2010

Desesperado para subir nas pesquisas, Serra deixa a tenda de Pai Véi, o macumbeiro e vai se reunir com Merlin, o Mago, a quem pergunta: "Grande Merlin, o que devo fazer para subir nas pesquisas? Veja a resposta de Merlin

Aqui, o sábio conselho de Merlin
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Jair Rodrigues - Disparada - Festival de 1966 --- Ele era acompanhado pelo Trio Maraiá, nordestinos de Natal

Roda Vida - III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record 1967

O Pixador fala sobre pesquisas

E aí, Serra fez reunião secreta com Pai Véi: "O que faço pra subir nas pesquisas, Pai Véi?"


Resposta de Pai Véi

The Shadows-Theme from Deer Hunter 1989

What a Wonderful World - Louis Armstrong

Sempre Não é Todo Dia

Candidata a reitoria da UFRN participará de debates

Recebi da professora Maria Arlete Duarte de Araújo comunicado a respeito de debates de que participará como candidata a reitor da UFRN. Segue a íntegra. Outras chapas terão idêntico tratamennto (EB).

  Caros Colegas,

Foi com muita satisfação que recebi convite da ADURN ( Ofício nº
045/2010, de 26 de agosto de 2010) para participar de uma série de
debates sobre temas importantes da gestão na UFRN no período que
antecede a Consulta à comunidade universitária para o cargo de Reitor
e Vice-Reitor de nossa Instituição. Entendo que a nossa entidade
agindo dessa forma contribui para a consolidação da democracia na UFRN
e permite que a comunidade possa discutir e analisar as propostas
apresentadas.

Informo que já manifestei à ADURN a minha concordância com os debates
propostos por estar convicta de que o debate é extremamente salutar
para uma instituição universitária que se caracteriza pela pluralidade
de idéias.

Abaixo, os debates propostos com temas, locais e datas


1.Tema: Melhorias na Gestão Institucional + Articulação UFRN/Sociedade

+ Estrutura Organizacional da UFRN – Local: Auditório da Farmácia/CCS

– Data: 15/09/2010

2.Tema: Política Institucional para a Carreira do Básico, Técnico e
Tecnológico – Local: Auditório da Escola de Música – Data: 23/09/2010


3. Tema: Ciência, Tecnologia e Inovação + Articulação UFRN/Sociedade +
Estrutura Organizacional da UFRN - Local: Anfiteatro “A” do CCET ( CT+
CCET) – Data: 29/09/2010


4.Tema: Melhorias na Gestão Institucional + Articulação UFRN/Sociedade +
Controle Social –Local: Anfiteatro do CB ( CB + Educação Física+
Odontologia+ Fisioterapia+ Enfermagem ) Data: 13/10/2010

5.Melhorias na Gestão Institucional + Política de Interiorização –
Local: CERES/Caicó – Data: 20/10/2010


6. Melhorias na Gestão Institucional + Articulação UFRN/Sociedade +
Controle Social – Local: Auditório da BCZM ( CCHLA+ CCSA) – Data:
21/10/2010.


Na expectativa de que este seja um bom momento para a comunidade
universitária, convido-os a se somarem a este esforço de nossa ADURN.
Um abraço cordial
Maria Arlete Duarte de Araújo


Candidata à Reitoria: um novo olhar na UFRN
Acesse:www.arletenovolhar.com

O talento de Everson Andrade

Sensibilidade, apuro técnico, senso do momento decisivo. Everson exercita o jornalismo visual com o senso já de um grande profissional

Um flagrante da vida, em exata composição com sentido de tempo

Em Natal, uma gloriosa manhã


Palavras do silêncio
Emanoel Barreto

Em Natal temos o que em livros que li há muito seria chamado de "uma gloriosa manhã". Uma brisa boa se aplaina e acalma. O silêncio é bom e habita a rua. Se espalha, vindo da rua, e entra em minha casa.

Não quero falar das lutas, das brigas do mundo pelo Poder ou coisas assim. Prefiro viver esse silêncio e teclar meio a esmo. É como se minhas mãos, de tanto escrever, já saibam o que eu penso. Elas se encarregam de falar.

Penso em meus alunos. São três turmas, todas muito boas, interessadas. Lembro do pequeno grupo de rapazes e moças que me procurou para, juntos, fundarmos um jornal: o Jornal Livre. Eles mesmos estão preparando a boneca do jornal. Iremos adiante.

 Em Natal temos o que em livros que li há muito seria chamado de "uma gloriosa manhã".

Penso em meus netos.

Há silêncio em minha casa e somente ouço, graciosos, os passos de minha companheira.