
"Não é justo alguém ter o direito de ter uma empresa de aviação e outro não ter o direito de comer um pão." /////// JAMAIS IDE A UM LUGAR GRANDE DEMAIS. A UM LUGAR AONDE NÃO TENHAIS CORAGEM DA IMENSIDÃO - EMANOEL BARRETO - NATAL/RN
sábado, 14 de novembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A falsa rebeldia ou rebeldes sem causa
Emanoel Barreto
A Folha Online traz a foto acima, com o seguinte texto: "Alunos ficam pelados na sala da reitoria da Unb (Universidade de Brasília) em repudio ao ato contra Geyse Arruda na Uniban." Pergunto: o que tem a UnB com a questão da jovem que foi apupada pelos colegas, por vestir-se com vestido curto demais? Por que tentar politizar (existe uma política do corpo, lembra?) numa universidade o que aconteceu em outra, a Uniban?
A jovem foi agredida pelos colegas na Uniban. Errado. Muito errado. Erraram todos os que o fizram. Todavia, levando o caso para outra visão, distanciada e crítica, o que temos? Temos, objetivamente, uma moça que, manipulada pelos padrões da indústria da moda, que diz que a mulher para ser vista como bela deve mostrar-se semidesnuna, revela-se frívola e desconhecedora de que a mulher não precisa assumir-se como objeto sexual para se impor ou anunciar-se como bela.
E os rapazes e moças da UnB, por que não comparecem seminus no cotidiano de suas aulas? Se esse seria o normal de cada um, a convicção de cada um, esse comportamento idiossincrático deveria tornar-se corriqueiro. Ai, sim, seria o exercício de uma política do corpo consequente. Cada um vestindo-se, ou desvestindo-se a seu talante, e exigindo respeito a essa individualidade.
O que ocorreu em Brasília foi apenas uma manifestação tardia, um ersatz, um sucedâneo tolo dos já distantes protestos e happenings dos anos 1960. Naquela época existia todo um sentimento de contracultura, uma postura forte de ruptura com os padrões. Hoje, apenas tentativa pálida de protesto de um grupo de jovens que, certamente, preferiu um comportamento discrepante e fugaz, em vez de fazer seus deveres de casa.
terça-feira, 10 de novembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Menos, companheiro, menos...
Emanoel Barreto
A foto da Reuters registra o momento em que mulher deposita flores onde já foi o muro de Berlim, cuja queda é hoje comemorada como marco de "liberdade". Sem qualquer louvação ao tipo de socialismo praticado pelos alemães do leste, é preciso levar-se em consideração o que é "liberdade". Todos os sistemas do mundo se apresentam como regimes de liberdade.
Liberdade para quem? Para o geral, para o todo, ou para os que criam esse conceito? O totalitarismo no estilo soviético é algo deplorável, uma espécie de depravação civil. Mas, imaginar-se que, sob o capitalismo, que é também uma forma de totalitarismo, estamos em liberdade, é algo que a ideologia, como falseamento da realidade, trabalha e muito bem.
Foi bom cair o muro? Foi. Mas, entendo que não há liberdade onde persistem pobreza, discriminação, sofrimento e manipulação de seres humanos para o lucro de uns poucos. De qualquer maneira a democracia formal, em sua formalidade mesma , é algo que permite vislumbre da possibilidade de um passo adiante, para uma sociedade mais justa.
Mas, insisto: dizer que se comemora a "liberdade" é um pouco de exagero, no mínimo isso. Pode-se comemorar? Até creio que sim. Mas, menos, companheiro, menos...