"Não é justo alguém ter o direito
de ter uma empresa de aviação
e outro não ter o direito de comer um pão."
/////// JAMAIS IDE A UM LUGAR GRANDE DEMAIS. A UM LUGAR AONDE NÃO TENHAIS CORAGEM DA IMENSIDÃO - EMANOEL BARRETO - NATAL/RN
Cheguei ao Globo algumas semanas antes do começo da segunda
temporada de Nelson Rodrigues no jornal, em 1962. Vim indicado pelo
irmão dele, Paulo, e passei a ilustrar a coluna deste, que se chamava
"Se a cidade contasse...". Nelson chegou em março e logo comecei a
acumular os desenhos para os textos dos dois irmãos. Por dez anos, fui o
único a exercer esta função no jornal, e acredito que tenha sido o
único a ilustrar as colunas de Nelson (tanto no Globo quanto no "Jornal
dos Sports"), inclusive "A vida como ela é".
Como conhecia meu pai de longa data (o arquiteto e
ilustrador Monteiro Filho), Nelson me tratava como um filho. E isso ele
demonstrava com os apelidos mais estapafúrdios.
Quando descobriu que eu
havia tido uma pequena militância esquerdista, trabalhando em jornais do
Partido Comunista, passou a me chamar de
"ex-quase-perigoso-revolucionário". Falava alto, para todo mundo da
redação ouvir. Outro apelido muito comum (e, acreditem se quiserem,
carinhoso) era "ridículo". Mas logo descobri que não era exclusivo.
Eu trabalhava em uma espécie de mezanino e de lá não via a editoria de
esportes. Um dia, ouvi a voz grossa dele berrando: "Ô ridículo!!" Desci
correndo. Surpreso, Nelson respondeu: "O que você está fazendo aqui? Não
gritei teu nome, gritei 'ridículo'!". Ele estava chamando o Freitas, o
contínuo. A gargalhada foi geral!
A vida era uma aventura. Era difícil saber o que ia brotar daquela mente criativa,
se a crônica do dia teria algum personagem surreal. Quando menos
esperava, Nelson surgia com um tipo novo. Eu tinha que pensar rápido e
raramente ele se metia. Uma das poucas vezes em que lembro de
intervenção foi no Sobrenatural de Almeida. Fiz o esboço às pressas e
fui mostrar. Já tinha cartola, capa... Ele gostou de tudo isso, mas
pediu: "Bota um pouco mais sinistro".
E por falar nesta alcunha, teve
até um personagem que chamava Andrade, o Sinistro.
Era um pessimista com a seleção brasileira.Foi em uma das últimas
copas que Nelson assistiu. Achei aquele particularmente difícil e fui
perguntar a árvore genealógica do figura.Ele me chamou para perto e
falou baixinho: "O Andrade é o Evandro (Carlos de Andrade, que era
diretor de redação na época). Mas não faz ele parecido!" De fato,
Evandro tinha sido cronista esportivo do "Diário carioca" e adorava
discutir os aspectos técnicos da coisa.
Ou seja, era o contrário do Nelson, que de técnico não tinha nada.
Vocês podem imaginar, então, as discussões futebolísticas dos dois.
Naturalmente, fiz o Andrade baixinho, atarracado, o oposto do Evandro.
Uma das últimas lembranças que tenho de Nelson infelizmente não é
alegre. Em 1980, nos meses finais de vida, ele vinha à redação com uma
enfermeira. Um dia fui acompanhando os dois até o hall de elevadores,
onde passou um repórter esbaforido e falou para ele: "Estão cogitando
teu nome para a Academia Brasileira de Letras!" Nelson botou a mão no
ombro dele e disse, laconicamente: "Não dá mais tempo". Doeu ver
aquilo...
Em tanto tempo de convivência, acabei aprendendo a viajar junto com
ele. É isso, se posso definir em uma frase: Nelson Rodrigues me ensinou
a delirar.
Academia quer
participação no Conselho Consultivo do Rádio Digital
Pesquisadores desejam
opinar no processo
A
Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom)
encaminhou carta ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Silva, solicitando
vagas, para observadores da academia, no Conselho Consultivo do Rádio Digital.
A carta, assinada pelo presidente da entidade, professor Antonio Hohlfeldt,
explica que “a participação da academia se faz necessária nesse processo, pela
expertise de seus pesquisadores, que podem colaborar com as discussões,
oferecendo análises, estudos e diagnósticos do setor”. O Conselho Consultivo do
Rádio Digital foi criado pela Portaria nº 365, de 14 de agosto de 2012 e, em
sua composição, há representantes do Governo Federal, do Poder Legislativo, do
setor de radiodifusão e da indústria.
A Intercom - uma instituição sem fins
lucrativos, destinada ao fomento e à troca de conhecimento entre pesquisadores
e profissionais atuantes no mercado – tem acompanhado as discussões sobre a
implantação do rádio digital no Brasil desde 2001, por meio de artigos
publicados pelos pesquisadores integrantes do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia
Sonora. A entidade procura não somente refletir sobre o processo de
migração tecnológica, como também colabora com a construção de políticas
públicas para o setor.
Em 2007, um grupo de 72 pesquisadores sócios
da Intercom divulgou carta pública na qual questionava o Ministério das
Comunicações acerca da tecnologia e dos métodos que seriam utilizados na
implantação do rádio digital no Brasil. O movimento culminou com um encontro,
em Brasília, em 13 de dezembro de 2007, entre o então ministro das Comunicações
Hélio Costa e uma comissão formada por três professores escolhidos pelo grupo:
Luiz Artur Ferraretto (UFRGS), Nair Prata (UFOP) e Nélia Del Bianco (UnB). Na
reunião, o ministro apresentou várias explicações de ordem técnica sobre o
rádio digital e ouviu da comissão a preocupação acerca da tecnologia e dos
métodos que poderiam ser utilizados no processo.
Segundo a carta, os pesquisadores da Intercom
têm se manifestado em defesa da construção de uma política pública para a
implantação do rádio digital que assegure a manutenção da gratuidade do acesso
ao rádio, a transmissão de áudio com qualidade em qualquer situação de
recepção, a adaptabilidade do padrão a ser escolhido ao parque técnico
instalado, a co-evolução e a co-existência do digital com o analógico, a oferta
do aparelho receptor com potencial de popularização, a escolha de uma tecnologia
não-proprietária e com potencial de integração do meio a outras mídias
digitais.
De acordo com o documento, “a Intercom
entende que a criação Conselho Consultivo do Rádio Digital representa um avanço
no sentido de ouvir todos os segmentos envolvidos no processo de implantação do
sistema de rádio digital”, mas solicita vagas para observadores da academia,
com direito a voz, e que uma delas possa ser um representante da Sociedade
Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação.
O Ministério das Comunicações
confirmou que recebeu a carta e que o documento está sendo analisado.
Brasileira vende virgindade em leilão
“Uma catarinense de 20 anos está leiloando sua virgindade
pela internet, após aceitar participar de um documentário de um cineasta
australiano. Os lances para fazer sexo com Catarina Migliorini já chegam a US$
155 mil (cerca de R$ 315,3 mil) e vêm de compradores dos EUA, Índia, Brasil e
Austrália.” Encontrei a notícia no Portal IG e me veio uma pergunta: até que
ponto chegaram as relações fictícias e a mulher se apresenta como produto.
A prostituição é
antiga, o comércio do ato sexual vem das eras mais remotas e tem como marco a
efemeridade daquele encontro, uma vez que o homem chega até ela mas não sente-se
responsabilizado por qualquer resultado daí resultante: gravidez ou contágio venéreo,
por exemplo.
Usada, a mulher objeto do desejo torna-se coisa do passado
implicitamente estabelecido nesse pacto comercial às esconsas. A obliquidade do
relacionamento também estabelece à mulher uma espécie de poder: ela é que é a
procurada, estabelece o preço do corpo e dos atos que com ele se poderão
cometer. Mas esse poder é falso, a mulher será sempre a desditosa, uma vez que
passável adiante até o próximo e qualquer parceiro. No fundo, o sacrifício será
sempre dela.
No caso dessa jovem, ao que parece plenamente inserida no
métier como você verá na transcrição abaixo, o cinismo do falso poder que ela pensa
exercer dá o tom do glamour criado pela midiatização do negócio. Não coloco em
pauta o valor virgindade, questiono a forma como um ato cotidiano, um coito,
ganha forma de coisa estranha, um estardalhaço, como se fora algo tão inacessível
que seria preciso um bordel na internet para se realizar.
Segue a matéria:
Virgindade de brasileira já vale mais de R$ 315 mil em leilão na internet
Catarina Migliorini, 20 anos, está na Indonésia e participa de documentário do diretor australiano Justin Sisely
iG São Paulo |
- Atualizada às
Reprodução
Catarina Migliorini, que está leiloando a virgindade na internet
Uma catarinense de 20 anos está leiloando sua
virgindade pela internet, após aceitar participar de um documentário de
um cineasta australiano. Os lances para fazer sexo com Catarina
Migliorini já chegam a US$ 155 mil (cerca de R$ 315,3 mil) e vêm de
compradores dos EUA, Índia, Brasil e Austrália.
Catarina e o russo Alexander Stepanov, 21 anos, foram
selecionados há cerca de dois anos pelo cineasta Justin Sisely,
idealizador de "Virgins Wanted". O documentário, que segue o formato
reality show, contará a história dos dois jovens, que terão suas
primeiras relações sexuais com o vencedor dos leilões.
Temendo eventuais problemas judiciais na Austrália,
Sisely desistiu de filmar o projeto em seu país. Enquanto espera o fim
do leilão, que começou em 17 de setembro e termina em 15 de outubro,
Catarina está na Indonésia.
Em entrevista à Fox News em 2011, o cineasta disse que os
virgens ficarão com todo o dinheiro dos lances, para que ele não possa
ser acusado de ganhar dinheiro com a iniciativa. Na mesma entrevista,
Sisely disse não se preocupar com a polêmica. "Considero que isto é
arte, não prostituição", afirmou.
Em entrevista ao jornal australiano Herald Sun, Catarina
garantiu que não foi pressionada a participar do projeto. "Vou seguir
até o fim com o leilão", disse ela. "Espero encontrar alguém depois,
porque o leilão é uma oportunidade de negócio, e não uma oportunidade
amorosa."
De acordo com as regras do leilão, publicadas na
internet, a relação sexual acontecerá até dez dias depois de o vencedor
ser definido. Catarina terá de passar por um exame médico que garanta
sua virgindade ao comprador.
Por sua vez, o vencedor do leilão terá de passar por um
exame médico para mostrar que não possui doenças sexualmente
transmissíveis. As regras definem que, durante a relação sexual, o
comprador não poderá estar drogado, envolver uma terceira pessoa, beijar
a virgem, realizar qualquer fantasia ou fetiche, usar brinquedos
eróticos, telefone ou qualquer aparelho de gravação. A duração mínima da
relação sexual - que, segundo o site, é definida como "o pênis entrando
na vagina" - é de uma hora. Só uma relação sexual é exigida e nenhuma outra pessoa
além do comprador e da virgem poderão entrar no local. Não haverá
filmagem deste momento.
Com apenas uma sala do centro cirúrgico em funcionamento, caos
no HWG continua
Nada
detém o caos em que se transformou a saúde pública no RN. O Sindicato dos
Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN) encaminhou ofício, nesta
segunda-feira (24), à governadora Rosalba Ciarlini, à Secretaria Estadual de
Saúde, ao Conselho Regional de Medicina e à direção do Hospital Walfredo Gurgel
informando e solicitando providências quanto a situação de absoluto caos
e violação de direitos humanos no maior hospital público do estado.
Neste momento, das
sete salas do centro cirúrgico do HWG, apenas uma está em condição de
funcionamento para atender os três milhões de cidadãos do Rio Grande do Norte.
As outras salas estão ocupadas, por falta de vaga em UTI, com cinco pacientes
em situação gravíssima nos respiradores e aparelhos de anestesia, e sem médico
acompanhante.
Os anestesiologistas estão dando cobertura a estes pacientes
quando sua função é a execução dos procedimentos anestésicos para
cirurgias, que não tem condições de serem realizadas pela falta de salas. Há
risco de morte tanto para os pacientes que estão em sala aguardando vaga em
UTI, quanto aos os que estão aguardando sala para cirurgia.
domingo, 23 de setembro de 2012
Você tem a liberdade de ser obrigado a votar
Você é obrigado a ter a liberdade de votar e por ter a liberdade de votar é livre para ser obrigado a votar e, votando, exerce a liberdade de ter a liberdade de ser obrigado a votar porque ser livre para votar é a obrigação de ser obrigado a não ter a liberade de decidir se quer votar ou não. Moral da história: ninguém está livre do voto. Faço votos que isso um dia mude.
Leio no portal Nominuto a respeito da morte do meu professor Armando Viana. Lembro de suas aulas de química, quando levava à sala de aula tubos de ensaio e fazia demonstrações, misturando substâncias que aos meus olhos produziam efeitos que beiravam à magia. Belíssimas aulas, professor; aulas incríveis. Meu abraço e minha saudade.
Segue a matéria.
Morre o ex-vereador Armando Nobre Viana
Ele estava internado há quase dois meses no Papi e ontem sofreu uma parada cardiorrespiratória.
Por Lara Paiva
O ex-vereador de Natal, Armando Nobre Viana, morreu na tarde de sábado
(22) no Hospital Papi, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Ele
estava internado há quase dois meses na unidade de saúde. O seu velório
está acontecendo no Cemitério Morada da Paz, em Emaús, e o sepultamento
será no final da manhã de domingo (23).
Ele era farmacêutico e
bioquímico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e
foi um dos primeiros profissionais a ter o registro no Conselho Regional
de Farmácia do Rio Grande do Norte.
Foi professor de Química do
Colégio Marista, Nossa Senhora de Fátima, Atheneu, Escola Agrícola de
Jundiaí (EAJ), Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar e
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Desde o ano
de 1954, ele era proprietário de farmácias e também teve laboratórios de
análises clínicas. Deixou uma esposa, quatro filhos, dez netos e seis
bisnetos.