A Seleção, o camarão
e o caranguejo
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Neymar Chora ao ouvir o hino nacional (http://copadomundo.ig.com.br/2014-06-17/l) |
É grande a expectativa quanto à
atuação do Brasil contra Camarões. Creio seja consensual a convicção de que a Seleção
não vai bem. O time está tem timing. Sem
timing porque tímido e tímido porque
sem tino. E quem não tem um bom time treme, trupica, cai. Maktub!* É o destino.
Algo está muito errado. A situação
se complica porque Camarões não tem nada a ganhar mesmo que vença, mas pode
botar tudo a perder a quem não resta outro recurso a não ser ganhar. Pelo que
apresentou até agora, é como se a Seleção estivesse com medo de tomar o mesmo
caminho que a Espanha que assumiu ligeiro, pateticamente, sua condição
falimentar e foi logo desclassificada. Não sei exatamente o que há, mas percebo
claramente que não há o que devia haver: futebol, força, arranco, drible, gol.
É claro que não se pode
esquecer o passado reluzente, os grandes tempos de esplendor, os lances
geniais, o grito, a emoção, o "vamos minha gente!" Mas não se pode esquecer: como evento, o futebol tem
no agora o seu tempo e na efemeridade desse agora sua pequena eternidade.
É com essa pequena eternidade
que me preocupo; que não dê tempo de mudar tudo e que a Seleção se perca. E afinal,
mergulhando num mar coalhado de camarões o Brasil ande pra trás, se enganche na tarrafa já que não tem Tafarrel, se encolha tristemente e transforme
em caranguejo.
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* Maktub é do árabe e significa algo como "estava escrito".