Do povo, pelo povo, para o povo
Olá,
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Um amigo me disse hoje algo
muito interessante: “No Brasil temos eleições; não temos democracia.” Não é um
trocadilho, apesar de parecer muito. Há algo de sutil nessa afirmativa: o fato
de você eleger alguém não significa que ele o represente efetivamente. Não é
porque alguém se diz “representante do povo” que ele seja isso, efetivamente.
Por implicação, hão haverá democracia
enquanto governo do povo, pelo povo, para o povo, pois não haverá povo
realmente representado por aqueles que se dizem tal. E isso pelo fato simples
de que o representante não veio do ser coletivo, não viveu seus problemas,
anseios e angustias, necessidades e urgências.
Se essa pessoa empoderada não
tiver vínculos orgânicos com aqueles que diz representar não haverá essa
representação; haverá sim uma farsa, na maioria das vezes uma tragédia.
Agora, o paradoxo: mesmo assim
é preciso manter esse sistema de votação. Ele é, em potência, a possibilidade
de que algum dia o povo venha mesmo a ser representado. A encenação dará lugar
ao teatro válido do drama histórico.