sexta-feira, 11 de maio de 2012

Em frente à Biblioteca Nacional
Caros Amigos,


Encerrou-se hoje o congresso de que participei. Foi muito bem recebida a exposição a respeito de Assis Chateaubriand. No Hotel Balmoral, onde me encontro, estou a praticamente dois passos da sede do jornal El País, a que não tive tempo de conhecer. 


São pouco mais de cinco da tarde e começo a preparar-me para a volta. A cidade está com um clima pesado, céu cinzento; o frio é uma constante. 


Na Plaza Cagancha, onde fica o hotel, um cantor de tango dá uma nota nostálgica à tarde. Folhas de plátano, creio que as árvores sejam plátanos, atoalham o chão. Já chego, Natal; já chego.


Abraços,
Emanoel Barreto

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Cadê as coisas do meu país?

Olá, amigos,
Estou em Montevidéu, preparando-me para a apresentação de meu trabalho no Encontro da Associação Latino-americana de Pesquisadores em Comunicação. Falarei a respeito de Assis Chateaubriand e seu hegemonismo no jornalismo.



Hoje fui a Punta del Este. A opulência das mansões transformou-se em ponto turístico e, claro, a escultura da mão que brota da areia da praia, magnífica metáfora do Homem, é seu principal atrativo. Para quem é de jogo os cassinos dão o tom. 

Estou de volta ao hotel e, nesse momento, vem-me algo à memória recente deste dia agradabilíssimo: Punta foi a primeira praia onde não vi uma só pessoa em traje de banho. Meu olhar tropical se indaga e me diz: cadê o meu sol dourado, cadê as coisas do meu país?