A história secreta da construção da Arena das Dunas
A Torre de Babel também constará dessa magnífica arrancada para o progresso
O Governo afinal poderia mostrar serviço: iria construir um hospital. Antes, porém, o Secretariado reuniu-se e decidiu que o hospital deveria funcionar numa nuvem. Assim poderia se deslocar por todo o estado e prestar um excelente serviço ao povo. Abriu-se a competente licitação. Grandes e conceituadas empresas nacionais e internacionais, com inesgotáveis currículos em construção de grandes obras em nuvens se apresentaram, e a mais graduada delas foi escolhida.
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A empresa montou seu canteiro de obras em grandes, enormes balões estratosféricos, mas surgiu um problema: não havia nuvens, ou melhor, uma nuvem suficientemente grande para dar-se início à grande obra. O Secretariado então se reuniu e chegou à conclusão de que seria necessário contratar empresa especializada na fabricação de nuvens especiais, nuvens que fossem capazes de sustentar um hospital como aquele, grandioso e altamente necessário à rede pública de saúde.
Foi novamente aberta licitação e grandes construtoras de nuvens compareceram ao certame, sendo escolhida sem dúvida a mais competente. Mas, houve outro problema: para construir nuvens seria necessário uma altíssima montanha, pois assim seria mais fácil a nuvem ser fabricada e ganhar altura. E, claro, veio a mais qualificada empresa de construção e erguimento de montanhas, e foi contratada.
Afinal, todas as empresas trabalharam, cada um em sua especialidade e o monumental nosocômio foi dado como pronto. Todavia, desde o início das obras até sua conclusão haviam se passado muitos anos, o Tesouro fora levado à falência e, o que é pior, todo o povo morrera por falta de assistência médica, já que não havia hospital para atendimento. E como não havia mais povo, muito menos os doentes, o hospital era agora desnecessário. O que fazer?
Resposta: o Governo tomou grandes empréstimos com um grande objetivo: iria importar doentes e afinal inaugurar seu hospital. Mas doentes, especialmente doentes importados, doentes fabricados em países distantes e de grande evolução industrial, custavam muito caro. Não deu para comprar. O Governo então tomou sua mais sábia decisão: contratou grande entidade especializada em fazer chover. E a empresa veio e fez chover, transformando em chuva a nuvem onde estava o hospital, que veio abaixo de forma estrepitosa para gáudio da equipe governamental.
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Nota da Redação: ao encerrarmos esta edição fomos informados que, para acompanhamento das obras de mobilidade urbana, foram recuperadas as plantas da Torrre de Babel, cujas obras terão início em caráter de urgência urgentíssima. Lá de cima, os governantes - que teem grande visão -, poderão contemplar como serão grandiosas e vastas, a perder de vista, as obras de mobilidade urbana.