sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Réveillon InsÔnia Bar 2012/2013



Chame a turma e traga toda a sua alegria para o réveillon do InsÔnia Bar. Com a mais bela visão da praia de Ponta Negra, o InsÔnia é um sky bar sofisticado, que faz a festa da galera. Gente bonita, muita animação, a partir das dez da noite do dia 31 você vai curtir toda a animação e beleza do réveillon InsÔnia Bar. No InsÔnia a festa é mais festa.
Avenida Roberto Freire, mirante do mercado de Ponta Negra.A animação fica por conta do DJ Andreoli. 

Reservas de mesa pelos fones 8705-7121  e 2010-6838
Senha individual - R$ 40,00
Reserva de mesa  - R$ 160,00

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Led Zeppelin - Live at the Royal Albert Hall 1970 (Full Concert)



Feliz natal aos mendigos e feliz natal aos menos dignos

Vi hoje uma matilha de pedintes se espalhando pelas ruas. Todos queriam sua parte do feliz natal. Mãos estendidas, olhar de cachorro triste, aquele olhar que o cão nos manda, comovente, langoroso, quando parece pedir alguma coisa. Só que o cão não pede nada com aquele olhar, sequer é um olhar. Ele olha e pronto. Nós é que entendemos que o cachorro é triste.

O mendigo não: ele é humano e tem olhar. E olhar representa sentimento, intenção, expressão. Assim, o mendigo reúne as duas coisas: ele tem a tristeza essencial do homem, e alguma compreensão de que como homem vive como cachorro abandonado.
A tristeza se prega na vida do pobre, do miserável, do desvalido, e dela ela se vale como argumento. Pudera. Ele sabe que vivemos um jogo;  jogo sujo, esperto, maroto, muitas vezes safado, da exploração do homem pelo homem. 
http://poeticamente777.blogspot.com.br/2012/04/mendigos.html

O mendigo aprendeu isso na favela, no esgoto, no chão escuro e úmido daquele esconso do viaduto onde se esconde da chuva e do frio, a fome roendo o estômago, a gripe forte roncando no peito. 

E dessa escola ele tem diploma. Assim, munido da autoridade do sofrimento parte para pedir seu quinhão, mesmo que seja a menor, a mais sórdida, a mais grande parte da miséria que lhe despejemos na mão desse feliz/infeliz natal. 

Hoje vi uma matilha de mendigos-cães ladrando pela esmola do natal. Hoje vi uma corja da sofredores encardidos. Hoje vi também uma humanidade esmoleira se atiçando nos shoppings e pedindo o óbolo do presente suntuoso para enganar a sua situação de miserável, miserável que pode comprar um naco de ilusão.

Feliz natal a todos os mendigos. Feliz natal até mesmo aos menos dignos.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012



Play it again, Sam



O piano usado no filme Casablanca foi vendido por mais de 600 mil dólares. Ou seja: alguém pagou bem caro por um sonho. Em algumas das suas 58 teclas o ator e cantor Dooley Wilson traçou os acordes de  "As Times Goes By", que embalou os corações de muita gente em 1942: eras quando a Segunda Guerra explodia, mas em meio ao fogo havia um outro fulgor: Humphrey Bogart e Ingrid Bergman faziam arder corações, mãos, abraços, toques...



Uma frase que nunca foi pronunciada, “Play it again, Sam”, é até hoje marca do filme, pista para lembrar da cara sempre esfumaçada de Bogart. E do rostinho adorável de Ingrid.  
  
Dooley fazia o papel de um músico cantor, que com seu piano de rodinhas – o tal que foi vendido – andava de lá para cá no bar: até o momento em que alguém não disse a frase que ficou famosa, supostamente ao fim de As Times Goes By.


Então, play it again, Sam. 
Ou melhor: viva outra vez, Sam. Viva outra vez.




sábado, 15 de dezembro de 2012



Chegue logo,
bem depressa,
mais ligeiro, tenha dó

A manhã começou com jeito de chuva. Chuva criadeira, chuva sertaneja, daquelas que chegam e dizem que agora acabou-se a seca. Chuva que tange o calorão para longe e dá de presente ao açude água muita, mato verde nascendo nos aceiros, plantas sorrindo nos olhos do vaqueiro, gado pastando solto, menino esquipando em lombo de burro.
http://www.portalsplishsplash.com/2009/05/falta-de-chuva-e-o-inverno-no-sertao.html

Até disse à chuva que era ela bem-vinda e que visse para ficar. Mas ela não era chuva sertaneja. Era uma chuva viajante. Chegou aqui e foi não sei para onde, molhar que tipo de terra, fazer não sei o que lá. Só não fez foi chover: essa não era uma chuva chovedeira: era mesmo chuva viajeira.

Na televisão tem dado que os profetas do inverno, homens velhos do sertão de antigamente, dizem que teremos tempo bom no dia certo: que virão chuvas boas, amigas, dessas de correr água, cachos de água na biqueira das casas, os bezerros correndo no pátio.

Vamos lá, chuva; venha que o sertanejo já não aguenta mais. O gado está morrendo, o olhar ficando triste, a terra rachando. Venha chuva, e traga água e pinte o sertão todo de verde. Chegue logo, bem depressa, mais ligeiro, tenha dó.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012




Desejo de matar
Sociedade que cultiva um esquizofrênico culto às armas e à violência –  há até mesmo feiras de armas, como aqui há feira de gado, e os cidadãos têm liberdade para se manter armados –,  os americanos enfrentam novamente o fantasma da sua própria loucura.

Um jovem atacou e matou 27 pessoas numa escola em Connecticut; mais detalhadamente numa adorável cidadezinha de 25 mil habitantes. Ele é mais um da série de loucos armados que podem aparecer a qualquer momento e matar pessoas inocentes e indefesas. 

E o pior é que isso é produto autêntico, genuíno, legítimo, da própria sociedade americana. Esses criminosos jamais desaparecerão de lá. Tornaram-se uma espécie de curiosidade danosa, lamentável, do doentio culto às armas.

Eles se perguntam por que isso acontece: a resposta pode estar na cintura de qualquer pai de família ou num porão escuro onde o próximo matador esteja planejado um morticínio.

Abaixo, matéria da Folha a respeito do assunto:

  Atirador mata pelo menos 27 em escola em Connecticut, nos EUA

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Um atirador abriu fogo na manhã desta sexta-feira em uma escola da cidade de Newtown, no Estado de Connecticut, nos Estados Unidos. A polícia diz que funcionários e crianças estão entre os mortos e feridos no incidente. 

A estimativa de mortos ainda não foi confirmada pela polícia, mas a imprensa americana e a agência de notícias Associated Press informam a morte de 27 pessoas. Dentre elas, o número de crianças mortas varia entre 14 e 18.


Presidente americano Barack Obama chora ao falar sobre o tiroteio na escola Sandy Hook em Newton, nos EUA; pelo menos 27 morreram em escola em Connecticut, nos EUA
O ataque aconteceu por volta das 10h locais (13h em Brasília) na escola Sandy Hook, em uma área próxima a Newtown, quando um atirador entrou na escola e começou a efetuar disparos. Um pai de aluno ouvido pela emissora NBC diz que o atirador disparou durante uma reunião administrativa no prédio.
O chefe de polícia do condado de Danbury, Al Baker, confirmou que há crianças mortas após os disparos e dezenas de feridos, entre alunos e funcionários. Segundo a rede de TV CNN, o diretor e uma psicóloga da escola estariam entre as vítimas.
A Casa Branca informou que o presidente Barack Obama foi avisado sobre o incidente por volta das 10h30 (13h30 em Brasília) e acompanha a situação. Ele telefonou para o governador do Estado, Daniel Malloy, oferecendo ajuda federal nas investigações do incidente.
 

ATIRADOR
Segundo a polícia, o atirador, identificado como Ryan Lanza, está morto, mas não foi determinado se ele foi morto pela polícia ou se cometeu suicídio. Ele teria usados duas armas, um revólver e uma pistola, que foram apreendidas, e um colete à prova de balas.
Agentes consultados pela Associated Press disseram que o criminoso seria um homem de 20 anos que teria relação com a escola, mas não especificaram que tipo de laço teria. Os agentes ainda investigam a hipótese da participação de um segundo atirador.

Um cordão de isolamento foi feito na frente do hospital e do quartel dos bombeiros onde se concentram as ações da polícia. A imprensa e parentes dos alunos da escola foram ao local.
A escola atingida tinha 39 professores e cerca de 650 alunos de educação infantil e primária, entre cinco e dez anos. 

CHOQUE
 
O caso assustou pais de alunos e moradores da cidade de 25 mil habitantes que fica a 120 km de Nova York. 

Em entrevista ao canal CBS, Stephen Delgiadice, pai de uma menina de oito anos, disse que sua filha ouviu duas explosões e os professores pediram que ela ficasse em um canto. "É preocupante, especialmente nesta cidade, que sempre imaginamos ser o lugar mais seguro dos Estados Unidos". 

"Newtown é uma cidade calma. Eu nunca esperava que isso fosse acontecer aqui. É muito assustador. Nossas crianças não estão a salvo aqui", disse Lisa Bailey, mãe de três filhos.