"Não é justo alguém ter o direito de ter uma empresa de aviação e outro não ter o direito de comer um pão." /////// JAMAIS IDE A UM LUGAR GRANDE DEMAIS. A UM LUGAR AONDE NÃO TENHAIS CORAGEM DA IMENSIDÃO - EMANOEL BARRETO - NATAL/RN
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
George Bush lança livro de memórias: defende a tortura e tenta limpar seu passado
Emanoel Barreto
"O ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush (2001-2009) voltará nesta terça-feira ao cenário público com o lançamento de um aguardado --embora pouco surpreendente-- livro de memórias.
Emanoel Barreto
"O ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush (2001-2009) voltará nesta terça-feira ao cenário público com o lançamento de um aguardado --embora pouco surpreendente-- livro de memórias.
"As 481 páginas de "Decision Points" (pontos decisivos, em tradução livre) não surpreenderão aqueles que forem às livrarias para saber o que levou Bush a declarar a guerra ao Iraque, como o furacão Katrina o afetou ou por que ele autorizou o uso das simulações de afogamento, técnica de tortura, no interrogatório de terroristas."
O trecho acima foi tirado da Folha. E, realmente, não há mesmo como surpreender: primeiro porque o personagem ainda está à quente na história; segundo e por isso mesmo, os noticiários são de alguma forma um diário público do que fez e perpetrou o personagem.
Se Bush realmente escreveu o livro, isto é, se sabe escrever no sentido de ação criativa, capacidade de expressar-se pela escritura, a única novidade será essa: a expressão íntima de alguém relatando-se.
A imagem que tenho de Bush, todavia, não me inclina a supor que encontremos nesse livro, se e quando vier a ser publicado no Brasil, visões aprofundadas, dilemas de um estadista. Eu o vejo como um homem tacanho, mesquinho, que dirigiu a monumental máquina hegemônica estadunidense às suas finalidades mais imperiais e desumanizadoras.
Os Estados Unidos são um país que ainda se guiariam de alguma forma pela doutrina do Destino Manifesto, surgida em 1840. Uma espécie de missão histórica; mais que isso, determinação divina para o domínio das Américas e do mundo por decorrência natural.
O livro é de qualquer forma documento a ser lido e pensado. Especialmente para que tudo o que ali está não venha a se repetir.
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A voz que veio do Além foi fabricada em estúdio
Emanoel Barreto
A falsificação do real ganhou forma exemplar no mais "lançamento" do "mais novo" disco de Michal Jackson. Ao que entendi, trata-se de um lauto simulacro de canções, resultado de manipulações sofisticadíssimas em estúdio.
O disco, encomendado pelos familiares do morto é nada mais nada menos que isso, a julgar pelas informações que li: um simulacro, um sarcófago de onde saiu a múmia de Jackson para alimentar a fome monetária da parentela e a sede de um mercado que nunca se aplaca. Uma fantasia sinistra, uma voz sem vida. Abaixo, a matéria da Folha, onde se registra o lançamento.
Pouco tempo após ser disponibilizada para audição no site de Michael Jackson na manhã desta segunda-feira, a música "Breaking News", do primeiro álbum póstumo do cantor, "Michael", já causou alvoroço na rede.
Tantos comentários negativos a respeito da música fizeram um dos produtores envolvidos no projeto, Teddy Riley, se manifestar e defender o álbum póstumo.
"Isso é para todo mundo que está apontando o dedo... Vocês me perguntaram, então vou dar minha resposta. Quem não acreditar em mim que se f... Eu fui chamado para esse projeto pela Sony, e a família [Jackson] aprovou. Essas músicas foram criadas pelo [produtor Eddie] Cascio. Eu não escrevi as músicas, eu fui chamado para mixar e terminar o que já havia sido começado, só por conta do meu relacionamento com Michael e com a família Jackson, que sentia que eu deveria estar no projeto, pelo meu relacionamento com ele. Todos os produtores que participaram desse projeto foram pagos antes do trabalho. Eu sinto que os vocais são sim do MJ. Eles só estão muito processados..."
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domingo, 7 de novembro de 2010
Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces
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Lereis abaixo a mais recente carta de Alberany, o abominável. Como demorou muito a enviar a missiva, registra-se aqui o final da última mensagem, a fim de que consigais entender o que se segue. Estava Alberany e seu grupo de sequezes na mansão do Marquês de Camisão, lídimo senhor que tinha por auxiliares um papagaio e uma anta, dedicando-se com esmero sem fim a explorar a espoliar, como também o faz Alberany. Eis o último parágrafo da carta: "E o que faremos, quis saber eu, para trazer luz às mentes mentecaptas e aos pensares pouco doutos? Eis a questão, respondeu aquele ser de grandes dotes. Eis a questão, continuou. Faremos grandes experiências com os parvos e os dementes, os grãos-bobos e os demais que veem do povo, a fim de que se capacitem ao trabalho mais elevado e contribuam para com o mundo, dando-lhe melhor feição."
Terra Brasilis, 12 de junho de 1730
Aos que acompanham minhas andanças e sórdidas tropelias, segue-se o que se diz:
Quem me falava assim era o douto papagaio do Marquês de Camisão, explicando planos para a elevação dos parvos. Disse, e com ele concordei, que tais seres precisam ser domados ao bom pensar. E como o faremos?, perguntei. Da seguinte forma, detalhou: na cabeça de cada um será aposto um círculo de ferro, uma espécie de cinturão, a ser apertado ao máximo. De tal forma, que este jamais será retirado, seja em futuro próximo ou longínquo.
Para quê?, questionei. Muito simples disse-me o sábio papagaio: para que os poucos pensamentos que lhes subsistem em tais cérebros atrofiados ali permaneçam. E a esses pensamentos se lhes ajuntando informações e sabenças pelos sortilégios de aulas e exercícios. A anta, também conselheira do Marquês, aproximou-se e sussurrou: tais sabenças serão o manejo da pá e da enxada. Para quê?, busquei saber. Para que cavem buracos. Buracos? Sim, buracos. Buracos são importantíssimos, completou a anta.
E para que tais buracos? Muito simples: eles serão mantidos ocupados e, mais que isso, tais buracos serão vendidos a grandes homens de países distantes e exóticos. Buracos de todos os tipos e tamanhos. Neles serão enterrados os mortos, que em tais países se mata muito e é grande a demanda por buracos. Esses líderes são famosos por suas atrocidades e como já mataram quase todo o seu povo falta-lhes mãos para cavar buracos. Vi que ali, em tão terrível companhia, poderia exercitar todos os meus misteres mais terríveis e propus: por que não vendemos também cárceres?
Ó, disse o Marquês de Camisão. Ó mente privilegiada e humanista e culta. Eis que me chegastes, vós e vossos benfazejos sequazes em boa hora. Por que até então não havíamos pensado na venda de cárceres? Carceres portáteis, disse eu. Cárceres que serão vendidos a reis e imperadores, sultões e grão-vizires, déspotas, baronetes e tiranos de todos os tipos e estirpes. Sim, completou Peró, um dos malandros que me acompanhavam. Esbirros e beleguins, verdugos e matadores por lei serão os guardiães dos cárceres e terão assim diminuído o seu trabalho e prestimoso labor.
Sim, porque, preso, todo o povo ficará admoestado a não se mover e a estar aprestado a qualquer hora e a qualquer momento a ser morto e levado, cada um, a buraco que lhe seja de direito. Que grande obra!, exultou o Marquês.
E ficou decidido que seríamos fabricantes de buracos e cárceres portáteis. Comandei a nossa turba que foi às ruas e aos arruados, às aldeias e aos rincões, aos longes e às misérias e de lá nos trouxe, acorrentadas, centenas de homens que logo foram postos a construir buracos e cárceres. E toda a nossa produção foi vendida.
Que mais podemos fazer?, indagou o Marquês. Senhor, disse-lhe eu, faremos maravilhas. Se mo permitis, vetiremos camisões iguais ao vosso, eu e toda a minha grei. E, como fazeis, daremos saltos enormes e, inflados pelo ar contido nas largas dos camisões, flutuaremos ao céu e todos nos verão como seres extraordiários, alumbrantes e faustosos em nosso voo de prodígios.
Ó, exclamou o Marquês. E logo estávamos todos vestidos de camisões. Fomos à mais alta torre da mansão e de lá nos atiramos a flutuar pelos ares. E todo o povo se curvava ante tão subida demonstração de grandeza. O Marquês, à frente, liderava nossas evoluções. E todos nós gritávamos: dinheiro! Dinheiro, miseráveis! Não vedes que estais a presenciar coisas excepcionais e imponderáveis prodígios? Então, dinheiro! Dinheiro! Dinheiro!
E pobres e ricos se dobravam e atiravam ao ar suas moedas. Que eram magistralmente recolhidas pelas mãos insolentes dos nossos mandriões, velhacos e cafajestes. Com o passar do tempo começamos a ficar pesados de tanto ouro que alguns de nós ameaçavam vir abaixo. Decidimos voltar à mansão do Marquês, ali depositando em um subterrâneo toda a fortuna recolhida aos tolos.
Erguemos brindes e festejamos muito toda a noite. E eis que, ouvindo o nosso alarido festivo e irresponsável, aproximou-se da mansão um velho muito rico, tabelião e usurário. Soubera de alguma forma dos nossos solertes intentos e viera propor sociedade. Desmontou de seu cavalo ricamente ajaezado e foi convidado a entrar. Logo nos pôs a par de seus maléficos propósitos: tinha em seu poder documentos e contratos de ricos indivíduos. Forjaria a transferência de tais bens para o seu nome e o nosso se lhes déssemos participação em nossas execráveis empreitadas.
Fingimos que sim e ele logo falsificou os papéis. Tão logo o fez, apoderamo-nos de sua figura e o surramos com inteligência e grande habilidade, enquanto gritava: que espécie de patifes sois? Nos vos acabei de dotar de grandes cabedais e imensos tesouros? Não sou vosso sócio, ó súcia de má-fé? E respondemos não o sois. Sois sim nosso prisioneiro e trata já de firmar documento abrindo mão de vossa sociedade. Ele resistiu, mas nada que uma nova e boa sova não o fizesse mudar de ideia.
E agora, o que faço?, perguntou, agora que estou na miséria e serão sombrios os meus dias? Logo lhe demos firme resposta: foi levado a cavar buracos e a construir cárceres, num deles sendo logo posto a ferros.
Numa próxima correspondência contarei como esse indigitado conseguiu se safar de nossas garras malsinadas e vir a se tornar colaborador de nossas infâmias e outras ameaças.
Do vosso respeitoso e mui,
Alberany, o abominável
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Sônia Braga rides again à terra amada, mãe gentil; rides, pero no mucho
Emanoel Barreto
Vejo na Folha que Sônia Braga rides again. A informação me aparece como uma espécie de prêmio de consolação àquela que já foi espevitada e desejada atriz brasileira, mas que cometeu dois erros: primeiro: foi para os Estados Unidos, fazer não se sabe exatamente o quê; segundo: envelheceu. E isso a indústria cultural não perdoa.
Lá conseguiu qualquer papel digno de nota e a isso veio o aluvião dos anos, o peso do tempo, o desgaste da pela sedosa, o medo de dar até logo e a pelanca - perdão por essa palavra que jamais pensara em escrever na minha vida - balançar.
Desta forma, as divas são punidas pelo que foram. Ou melhor, pelo que deixaram de ser. Para os cliques, é necessário que ela seja sempre ninfética, arfante, cruzadora de pernas em lances sensacionais. Se possível até mesmo aparecer um pouco bêbada às vezes. Só para fazer o charme de estar passando por algum pesadelo existencial, do you understand?
Mas veja a matéria da Folha. Está até razoavelmente redigida, mesmo sem qualquer força estilística que captasse o grande personagem homano que é Sônia Braga.
...
Sônia Braga volta à televisão no Brasil e nos Estados Unidos
KEILA JIMENEZ
COLUNISTA DA FOLHA
Falsa-certinha ou mãe-protetora europeia? Para quem estava com saudades, Sônia Braga volta à TV em diferentes prateleiras.
No dia 23, ela é a carioca da vez na série de Daniel Filho na Globo. Personagem batizada de Júlia, homenagem a Sônia em "Dancin' Days", que Daniel dirigiu.
Na TV paga viverá mais uma Gabriela, mãe de Luc (Gilles Marini) no seriado "Brothers & Sisters" (Universal), em episódio que vai ao ar nos Estados Unidos no dia 14, mas só no início do ano por aqui.
Sônia Braga, em Nova York, espera por convite para retornar às novelas brasileiras
Folha - Como foi o convite para "Brothers & Sisters"?
Sônia Braga - Aceitei assim que o recebi através da minha manager, pois adoro a série, que tem produção do Ken Olin e quase a mesma equipe de "Alias" [série da qual a atriz participou]. Não podia ser melhor.
Você acompanha a série?
Já tinha assistido e gostava muito. O elenco é realmente ótimo, liderado por Sally Field. Este meu episódio foi dirigido por Matthew Rhys, que na série faz o fantástico Kevin. Ele tem um belo e fortíssimo sotaque galês. Muito bonito!
Como será sua personagem?
Serei mãe do lindíssimo Gilles Marini, o Luc na série. Não posso contar mais, apenas que vivo em Paris mas sou... portuguesa!
O que achou de viver novamente uma Gabriela?
Sinto que o Jorge [Amado] está sendo homenageado quando uma personagem é batizada de Gabriela.
Se surpreendeu ao ser escalada para viver uma européia?
A personagem é portuguesa, mas sempre viveu na França. Então tive que falar em francês com "meu filho".
O que você tem em comum com as francesas?
Mulher é mulher no mundo inteiro! Com a aproximação global, acho que somos todos uma pequena aldeia.
Como foi viver a Júlia em "As Cariocas"?
Adorei rever [Antônio] Fagundes, Regina [Duarte] e conhecer o Dalton Vigh.
E o reencontro com Daniel Filho na TV...
Como sempre nos encontramos, não foi tão estranho. Estávamos procurando um projeto na TV faz um tempão, então finalmente aconteceu. Mas vamos continuar buscando um outro projeto para fazermos juntos no cinema.
Por que não volta a fazer novelas por aqui?
Ué, é só me chamarem que vou, né? (risos)
Emanoel Barreto
Vejo na Folha que Sônia Braga rides again. A informação me aparece como uma espécie de prêmio de consolação àquela que já foi espevitada e desejada atriz brasileira, mas que cometeu dois erros: primeiro: foi para os Estados Unidos, fazer não se sabe exatamente o quê; segundo: envelheceu. E isso a indústria cultural não perdoa.
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| Gilberto Tadday/Folhapress |
Desta forma, as divas são punidas pelo que foram. Ou melhor, pelo que deixaram de ser. Para os cliques, é necessário que ela seja sempre ninfética, arfante, cruzadora de pernas em lances sensacionais. Se possível até mesmo aparecer um pouco bêbada às vezes. Só para fazer o charme de estar passando por algum pesadelo existencial, do you understand?
Mas veja a matéria da Folha. Está até razoavelmente redigida, mesmo sem qualquer força estilística que captasse o grande personagem homano que é Sônia Braga.
...
Sônia Braga volta à televisão no Brasil e nos Estados Unidos
KEILA JIMENEZ
COLUNISTA DA FOLHA
Falsa-certinha ou mãe-protetora europeia? Para quem estava com saudades, Sônia Braga volta à TV em diferentes prateleiras.
No dia 23, ela é a carioca da vez na série de Daniel Filho na Globo. Personagem batizada de Júlia, homenagem a Sônia em "Dancin' Days", que Daniel dirigiu.
Na TV paga viverá mais uma Gabriela, mãe de Luc (Gilles Marini) no seriado "Brothers & Sisters" (Universal), em episódio que vai ao ar nos Estados Unidos no dia 14, mas só no início do ano por aqui.
Sônia Braga, em Nova York, espera por convite para retornar às novelas brasileiras
Folha - Como foi o convite para "Brothers & Sisters"?
Sônia Braga - Aceitei assim que o recebi através da minha manager, pois adoro a série, que tem produção do Ken Olin e quase a mesma equipe de "Alias" [série da qual a atriz participou]. Não podia ser melhor.
Você acompanha a série?
Já tinha assistido e gostava muito. O elenco é realmente ótimo, liderado por Sally Field. Este meu episódio foi dirigido por Matthew Rhys, que na série faz o fantástico Kevin. Ele tem um belo e fortíssimo sotaque galês. Muito bonito!
Como será sua personagem?
Serei mãe do lindíssimo Gilles Marini, o Luc na série. Não posso contar mais, apenas que vivo em Paris mas sou... portuguesa!
O que achou de viver novamente uma Gabriela?
Sinto que o Jorge [Amado] está sendo homenageado quando uma personagem é batizada de Gabriela.
Se surpreendeu ao ser escalada para viver uma européia?
A personagem é portuguesa, mas sempre viveu na França. Então tive que falar em francês com "meu filho".
O que você tem em comum com as francesas?
Mulher é mulher no mundo inteiro! Com a aproximação global, acho que somos todos uma pequena aldeia.
Como foi viver a Júlia em "As Cariocas"?
Adorei rever [Antônio] Fagundes, Regina [Duarte] e conhecer o Dalton Vigh.
E o reencontro com Daniel Filho na TV...
Como sempre nos encontramos, não foi tão estranho. Estávamos procurando um projeto na TV faz um tempão, então finalmente aconteceu. Mas vamos continuar buscando um outro projeto para fazermos juntos no cinema.
Por que não volta a fazer novelas por aqui?
Ué, é só me chamarem que vou, né? (risos)
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A primeira reportagem de um bebê jornalista
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Recebo e publico íntegra de comunicado da Chapa Novas Conquistas, liderada pela professora Ângela Maria Paiva Cruz, candidata a reitor da UFRN. Demais concorrentes terão idêntico tratamento. (EB)
| Novas Conquistas para os servidores técnicos | |
| Leia mais em www.novasconquistasufrn.com.br | |
A UFRN obteve várias conquistas na gestão de pessoas e é impossível imaginar a instituição sem elas. Mas nem sempre foi assim: desde a criação da PRH, há 15 anos, muita coisa mudou.
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| Professora ângela fala de seus projetos à Reitoria da UFRN |
A idéia de criar uma Pró-Reitoria de Recursos Humanos - composta de 03 departamentos para cuidar dos assuntos relativos às pessoas que fazem a instituição ? foi um marco decisivo para consolidar uma tendência na gestão universitária da UFRN: desenvolver-se com e através das pessoas!
As conquistas de hoje parecem simples e rotineiras, mas foram todas resultantes de muito esforço das sucessivas gestões e muita dedicação dos servidores, particularmente dos servidores técnico-administrativos que integram a PRH, o Departamento de Desenvolvimento de Recursos Humanos - DDRH, o Departamento de Assistência ao Servidor - DAS, e o Departamento de Administração de Pessoal - DAP.
Contar com a gestão da PRH, conduzida na sua totalidade por técnicos administrativos, é um avanço não só para a UFRN mas uma grande conquista desse segmento!
Não foi à toa que o DDRH conseguiu capacitar 2.750 servidores técnicos por ano e promover o incentivo à qualificação para 2.716 servidores técnicos.
Os gastos em capacitação no ano de 2002 foram de R$ 80.000,00, enquanto em 2010 são de R$ 800.000,00, dando condições para custear a participação dos servidores em dezenas de treinamentos, cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado. Tudo isso por conta de uma visão de valorização e desenvolvimento para os servidores administrativos que conquistou as parcerias dos dirigentes e da área acadêmica.
Dedicar cuidados técnicos à saúde do servidor, assisti-lo em suas dificuldades, zelar por um melhor ambiente de trabalho, gerando uma melhor qualidade de vida no trabalho tem sido a busca constante do DAS.
A gestão exemplar do Departamento de Administração de Pessoal (DAP) implantando novas metodologias e moderno sistema de informação, além de um dedicado serviço de atendimento, tipifica a tendência de mudança, inovação e aperfeiçoamento, elementos presentes na atual gestão, mas extremamente necessários para ampliação e diversificação na gestão seguinte.
Conquistamos muito, mas vamos agora em busca de NOVAS CONQUISTAS, tais como:
- Ampliação e reforma das instalações físicas para melhorar cada vez mais o atendimento ao servidor no DAS;
- Oferta de novos cursos de graduação tecnológica e especialização, a partir do estudo da demanda apontada pelos servidores técnico-administrativos e gestores;
- Aumento das vagas para servidores em cursos de mestrado e doutorado;
- Ampliação e consolidação de programas de apoio social ao servidor;
- Construção do novo Centro de Capacitação para os servidores;
- Ampliação e diversificação de Programas de melhoria da qualidade de vida no trabalho;
- Investimentos na melhoria dos serviços de atendimento ao público;
- Modernização da gestão através da formação continuada de gestores, secretários e servidores, gerando um Banco de Competências para funções gerenciais;
- Dimensionamento e movimentação interna das pessoas baseados em mapeamento das competências dos servidores para o melhor aproveitamento de suas capacidades em suas respectivas unidades;
- Fortes investimentos nas ações de acessibilidade e inclusão das pessoas portadoras de necessidades especiais;
- Modernização das ações de Perícia em Saúde e Vigilância à Saúde do Servidor;
- Criação do Comitê Gestor de Capacitação para análise de afastamentos para qualificação.
A chapa Novas Conquistas convida os servidores técnicos a continuar avançado com a UFRN. No dia 10 de novembro vote na chapa 2 – Ângela e Fátima.
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sábado, 6 de novembro de 2010
Roberto Stuckert-nov.2010
Quando a foto diz mil palavras
Emanoel Barreto
A foto está na Folha de hoje. Impressionante. Magnífico trabalho de composição e senso de oportunidade, típicos do profissional olho-de-lince. Ilustra matéria em que o marketeiro João Santana diz ao jornal que a campanha não foi ganha no primeiro turno em decorrência do chamado caso Erenice.
Stuckert captou aquilo que em Bresson era chamado de image à la sauvette ou imagem captada - pelo olhar leopardo do fotógrafo - em momento preciso, sintético, vigoroso. Desvelador, pela imagem, daquilo que supostamente se passa no íntimo do fotografado. É isso: um grande flagrante. Um grande profissional.
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O Poder nas mãos dos maus; a corrupção como norma padrão
Emanoel Barreto

A Operação Impacto volta às manchetes de Natal. O escândalo se arrasta há quatro e até hoje nenhum dos envolvidos foi declarado culpado - ou inocentado pela Justiça. A demora em si é preocupante porque revela e traz à tona mais uma vez nossa cultura de leniência, o lerdo e pesado caminhar na apuração de tais casos.
Isso dá-me a sensação de que o ato corrupto ganhou no Brasil uma espécie de etnia sui generis, tornou-se gesto corrente, orgânico ao nosso fazer social, impregnando nossa cultura de um certo letargo conspícuo, adjetivo que uso aqui em seu sentido de facilmente perceptível, que salta aos olhos, acrescendo-se a isso o fato de que, tornado comum, transformou-se em normal.
Essa letargia contamina todos os escalões da vida pública, que passa a ser vivida como se privada fosse e faz com que pessoas achegadas ao Poder, pelo voto ou por alguma forma de contrato com os poderosos - por exemplo, a prestação de serviços - sintam-se no direito de invadir, mesclar e infectar o que é público com o lamentável vírus de uso da res pública em favor de si ou dos que compõem o seu magote de parentes, aderentes ou beneficiários.
Somos uma sociedade que valoriza o "jeitinho", o arranjo, o acerto cordial das falcatruas. Isso gera a impunidade reiterada e a sensação, por parte daquele ou daqueles que não são punidos, de que podem evoluir da condição de impunes para o patamar, mais alto e confortável, de impuníveis. Ou seja: a impunidade passa a impunibilidade ou impossibilidade de ser punido. Isso é grave.
Cria-se um estado de coisas tal que essa situação, generalizada, torna-se uma espécie de segunda natureza, e assim esse processo de naturalização sugere, em seus efeitos práticos, que é assim e assim deve continuar. Torna-se exemplo e padrão, desarticulando no cidadão íntegro e honrado a convicção de que esteja do lado certo: o exercício cotidiano da probidade e da honradez.
O honrado passa a ser visto como "otário" e aquele que é digno tratado como "digno de pena" pelo fato mesmo de sua dignidade.
Quantos bandidos de colarinho branco você já viu ser presos? Quantos? Tenho certeza que pPoucos, bem poucos. Lembro-me de repente do Juiz Lalau e sua malversação de dinheiros públicos e de outro magistrado, esse envolvido em venda de sentenças. No Rio Grande do Norte recordo de outro juiz, mandante do assassinato de um promotor.
Nos últimos dias foi capturado Gledson Maia, diretor do Dnit, e sobrinho do deptado João Maia, cujo irmão Agaciel Maia já fora noticiado amplamente como praticante de corrupção. Nada aconteceu. Temo que nada venha a acontecer.
É que o ato corrupto já se configura na tal segunda natureza, densa e verdejante floresta onde se embrenham elementos de malíssimas intenções, voltados ao logro e ao descaminho de valores. A indecência estabeleceu-se e triunfa. Soam as trombetas da concussão e do impropério civil e nada se faz.
O mestre Rui Barbosa tinha razão quando dizia: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Folha "mata" Lula e questiona a sua participação na transição do governo
Emanoel Barreto
Uma forma de o jornalismo dar acontecimentos como fatos consumados é forçar, na assertividade do título ou do texto, essa assertividade como fato que se sobrpõe ao acontecimento que lhe deu origem.
Trata-se, portanto, de um meta-acontecimento. Explico: a representação do real é imposta ao real e surge como fato substituto e acima daquilo que busca representar. É a verdade jornalística sobrepujando a verdade de mundo. Veja o titulo da matéria ao lado: "'Rei morto', Lula diz que negociará reforma em 2011".
Com isso o jornal busca mostrar suposta incoerência entre o dizer e o fazer de Lula, arrimando-se no conteúdo da manchete para em tom acusativo indicar que o presidente buscará ser, nos bastidores, ventríloquo a comandar o espetáculo da transição e até mesmo, quem sabe, insinuar-se nos passos seguintes do governo Rousseff.
Diz o jornal: Um dia após ter afirmado que não vai interferir na composição do governo de Dilma Rousseff -"rei morto, rei posto"-, o presidente Lula disse ontem, em reunião ministerial no Palácio do Planalto, que pretende negociar com a oposição e emplacar uma reforma política no primeiro ano do novo governo.
O jornalão dos Frias tenta fazer valer ao pé da letra o ditado popular, determinando que o ator político Lula deveria recobrir-se de algo como uma espécie de ingênuidade política, retirando-se de cena.
A "verdade" jornalística está no fato de que, na legalidade da formulação do título, justifica-se a paralisia de Lula reivindicada pelo próprio título. A verdade de mundo reside no fato de que ingênuo seria cobrar de um ator político seu silêncio em momento que exige naturalmente sua presença e participação. Eu não disse "atitude decisória", mas "participação".
É embaralhando o real com o prescrito que o jornal proscreve esse mesmo real.
Jornalismo é técnica, mas também é arte. Como técnica atém-se a função fática: narrar de forma credível e fazer coincidir narração, descrição ou relato com o fato que lhe deu causa. Como arte, manifesta-se na clareza, elegância, originalidade e até mesmo na pontuação poética de texto ou título como ocorre com a crônica.
No caso do título analisado nesta matéria, houve o recurso algo poético de referência ao ditame popular, buscando verossimilhança entre essa licença e a realidade que a Folha intenta apor a Lula. Ou seja: requer que o presidente declare-se "morto" e se assuma como tal.
Em suma, não há, a rigor, informação. Pelo menos não informação em sentido estrito, mas informação impregnada, nas entrelinhas, do espírito de fazer oposição.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Transcrevo artigo da Agência Adital (EB)
Desafios para a Presidenta Dilma Rousseff
Leonardo Boff *
Adital -
Celebramos alegremente a vitória de Dilma Rousseff. E não deixamos de folgar também pela derrota de José Serra que não mereceu ganhar esta eleição dado o nivel indecente de sua campanha, embora os excessos tenham ocorrido nos dois lados. Os bispos conservadores que, à revelia da CNBB, se colocaram fora do jogo democrático e que manipularam a questão da descriminalização do aborto, mobilizando até o Papa em Roma, bem como os pastores evangélicos raivosamente partidizados, sairam desmoralizados. Post festum, cabe uma reflexão distanciada do que poderá ser o governo de Dilma Rousseff.
Esposamos a tese daqueles analistas que viram no governo Lula uma transição de paradigma: de um Estado privatizante, inspirado nos dogmas neoliberais para um Estado republicano que colocou o social em seu centro para atender as demandas da população mais destituida. Toda transição possui um lado de continuidade e outro de ruptura.
A continuidade foi a manutenção do projeto macroeconômico para fornecer a base para a estabilidade política e exorcizar os fantasmas do sistema. E a ruptura foi a inauguração de substantivas políticas sociais destinadas à integração de milhões de brasileiros pobres, bem representadas pela Bolsa Familia entre outras. Não se pode negar que, em parte, esta transição ocorreu pois, efetivamente, Lula incluiu socialmente uma França inteira dentro de uma situação de decência. Mas desde o começo, analistas apontavam a inadequação entre projeto econômico e o projeto social. Enquanto aquele recebe do Estado alguns bilhões de reais por ano, em forma de juros, este, o social, tem que se contentar com bem menos.
Não obtante esta disparidade, o fosso entre ricos e pobres diminuiu o que granjeou para Lula extraordinária aceitação.
Esposamos a tese daqueles analistas que viram no governo Lula uma transição de paradigma: de um Estado privatizante, inspirado nos dogmas neoliberais para um Estado republicano que colocou o social em seu centro para atender as demandas da população mais destituida. Toda transição possui um lado de continuidade e outro de ruptura.
A continuidade foi a manutenção do projeto macroeconômico para fornecer a base para a estabilidade política e exorcizar os fantasmas do sistema. E a ruptura foi a inauguração de substantivas políticas sociais destinadas à integração de milhões de brasileiros pobres, bem representadas pela Bolsa Familia entre outras. Não se pode negar que, em parte, esta transição ocorreu pois, efetivamente, Lula incluiu socialmente uma França inteira dentro de uma situação de decência. Mas desde o começo, analistas apontavam a inadequação entre projeto econômico e o projeto social. Enquanto aquele recebe do Estado alguns bilhões de reais por ano, em forma de juros, este, o social, tem que se contentar com bem menos.
Não obtante esta disparidade, o fosso entre ricos e pobres diminuiu o que granjeou para Lula extraordinária aceitação.
Agora se coloca a questão: a Presidenta aprofundará a transição, deslocando o acento em favor do social onde estão as maiorias ou manterá a equação que preserva o econômico, de viés monetarista, com as contradições denunciadas pelos movimentos sociais e pelo melhor da inteligentzia brasileira?
Estimo que, Dilma deu sinais de que vai se vergar para o lado do social-popular. Mas alguns problemas novos como aquecimento global devem ser impreterivelmente enfrentados. Vejo que a novel Presidenta compreendeu a relevância da agenda ambiental, introduzida pela candidata Marina Silva. O PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento) deve incorporar a nova consciência de que não seria responsável continuar as obras desconsiderando estes novos dados. E ainda no horizonte se anuncia nova crise econômica, pois os EUA resolveram exportar sua crise, desvalorizando o dólar e nos prejudicando sensivelmente.
Dilma Rousseff marcará seu governo com identidade própria se realizar mais fortemente a agenda que elegeu Lula: a ética e as reformas estruturais. A ética somente será resgatada se houver total transparência nas práticas políticas e não se repita a mercantilização das relações partidárias("mensalão").
As reformas estruturais é a dívida que o governo Lula nos deixou. Não teve condições, por falta de base parlamentar segura, de fazer nenhuma das reformas prometidas: a política, a fiscal e a agrária. Se quiser resgatar o perfil originário do PT, Dilma deverá implementar uma reforma política. Será dificil, devido os interesses corporativos dos partidos, em grande parte, vazios de ideologia e famintos de benefícios. A reforma fiscal deve estabelecer uma equidade mínima entre os contribuintes, pois até agora poupava os ricos e onerava pesadamente os assalariados. A reforma agrária não é satisfeita apenas com assentamentos. Deve ser integral e popular levando democracia para o campo e aliviando a favelização das cidades.
Estimo que o mais importante é o salto de consciência que a Presidenta deve dar, caso tomar a sério as consequências funestas e até letais da situação mudada da Terra em crise sócio-ecológica. O Brasil será chave na adaptação e no mitigamento pelo fato de deter os principais fatores ecológicos que podem equilibrar o sistema-Terra. Ele poderá ser a primeira potência mundial nos trópicos, não imperial mas cordial e corresponsável pelo destino comum. Esse pacote de questões constitui um desafio da maior gravidade, que a novel Presidenta irá enfrentar. Ela possui competência e coragem para estar à altura destes reptos. Que não lhe falte a iluminação e a força do Espírito Criador.
Estimo que, Dilma deu sinais de que vai se vergar para o lado do social-popular. Mas alguns problemas novos como aquecimento global devem ser impreterivelmente enfrentados. Vejo que a novel Presidenta compreendeu a relevância da agenda ambiental, introduzida pela candidata Marina Silva. O PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento) deve incorporar a nova consciência de que não seria responsável continuar as obras desconsiderando estes novos dados. E ainda no horizonte se anuncia nova crise econômica, pois os EUA resolveram exportar sua crise, desvalorizando o dólar e nos prejudicando sensivelmente.
Dilma Rousseff marcará seu governo com identidade própria se realizar mais fortemente a agenda que elegeu Lula: a ética e as reformas estruturais. A ética somente será resgatada se houver total transparência nas práticas políticas e não se repita a mercantilização das relações partidárias("mensalão").
As reformas estruturais é a dívida que o governo Lula nos deixou. Não teve condições, por falta de base parlamentar segura, de fazer nenhuma das reformas prometidas: a política, a fiscal e a agrária. Se quiser resgatar o perfil originário do PT, Dilma deverá implementar uma reforma política. Será dificil, devido os interesses corporativos dos partidos, em grande parte, vazios de ideologia e famintos de benefícios. A reforma fiscal deve estabelecer uma equidade mínima entre os contribuintes, pois até agora poupava os ricos e onerava pesadamente os assalariados. A reforma agrária não é satisfeita apenas com assentamentos. Deve ser integral e popular levando democracia para o campo e aliviando a favelização das cidades.
Estimo que o mais importante é o salto de consciência que a Presidenta deve dar, caso tomar a sério as consequências funestas e até letais da situação mudada da Terra em crise sócio-ecológica. O Brasil será chave na adaptação e no mitigamento pelo fato de deter os principais fatores ecológicos que podem equilibrar o sistema-Terra. Ele poderá ser a primeira potência mundial nos trópicos, não imperial mas cordial e corresponsável pelo destino comum. Esse pacote de questões constitui um desafio da maior gravidade, que a novel Presidenta irá enfrentar. Ela possui competência e coragem para estar à altura destes reptos. Que não lhe falte a iluminação e a força do Espírito Criador.
* Teólogo, filósofo e escritor
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Reitor da UFRN declara apoio ao movimento #QueremosUmJornal - Vídeo editado e postado no You Tube por Jacques Noronha
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"Queremos um jornal": a história real de um sonho
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| Professor Barreto e alunas do curso de Jornalismo: Queremos um jornal |
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| Juventude mobilizada comemora a conquista do Jornal Universitário |
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| Reitor Ivonildo Rego assume compromisso com "Queremos um jornal" |
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| Professores e alunas ontem na Reitoria da UFRN |
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Professor Duarte solidariza-se com "Queremos um jornal"
No dia em que defende sua tese de doutorado, o professor Duarte Guimarães envia email em que se congratula com a campanha vitoriosa "Queremos um jornal".
Caro Prof. Barreto,
Tenho corrido tanto nos últimos dias preparando a minha apresentação que, apesar de ter incentivado e me colocado à disposição dos alunos do movimento, quando foram à sala de aula outro dia, não lhe postei uma mensagem a tempo nesse sentido.
Mas receba minhas congratulações pela campanha. Sou testemunha de seu esforço para colocar um jornal impresso em circulação. Lembro-me que, juntos, quando estávamos ministrando o "disciplinão" Jornalismo Impresso, acho que entre 1999 e 2000, fomos em peregrinação a vários lugares, inclusive à Reitoria e à Editora da UFRN, com o material todo pronto, e com muita luta conseguimos imprimir, com relativo sucesso, alguns números daquele que denominamos "Jornal de Comunicação". Um jornal-laboratório assim voltava a circular por toda a UFRN depois de seis anos parado.
Em seguida, com a ajuda do professor Eduardo Pinto, chefe do Decom, conseguimos (o sr. tinha se afastado para uma pós, salvo engano), aumentar o formato do jornal, colocar cor e imprimir mais um ou dois números, apenas. Em seguida passamos a fazê-lo somente para a internet. Depois fui eu quem teve que se afastar. Devo dizer que tudo isso, especialmente quando estivemos juntos, rendeu matérias na imprensa local e até um excelente trabalho de final de curso do aluno Marcone Maffezzolli, cujo título, se não me engano, foi "A prática do Jornalismo Impresso na UFRN: da crise à implantação", além de que a grandiosa maioria dos alunos se inseriram muito bem no mercado.
Antes disso, por volta dos anos 1994-98, desta vez com o professor Albimar Furtado, conseguimos imprimir uns jornais de bairro, como o "Folha de Ponta Negra" e o "Repórter: Santos Reis". Ainda hoje lamento que muitos dos jornais que todos nós fizemos ao longo de todo esse período não tenham sido impressos. Muitas matérias importantes, históricas até, inclusive com furos jornalisticos, não conseguimos publicar.
Agora, com a promessa do reitor, reascende em mim a chama da fé na prática laboratorial, apesar de, após ter passado por tantos percalços, guardar uma expectativa ainda maior.
Abração.
Duarte.
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História do rádio
Walter Medeiros* – waltermedeiros@supercabo.com.br
A vida de Natal e do Rio Grande do Norte através de muitas décadas, contada pelas próprias pessoas que a viveram, num emocionante exercício de história, recordação, emoção e saudade. Talvez assim possamos definir o trabalho dedicado, contínuo e de valor inestimável dos profissionais que compõem o quadro do programa Memória Viva da TV Universitária, que vai ao ar às quintas-feiras, a partir das 19:00 horas e aos domingos, a partir das 16:00 horas.Sob o comando do escritor, professor de Letras da UFRN e jornalista Tarcísio Gurgel, uma hora é sempre pouco para os convidados contarem suas vidas e suas histórias, de forma descontraída. Esses convidados são sempre selecionados entre pessoas que tiveram e têm destacada participação nos mais variados setores da sociedade potiguar. São pessoas de todos os extratos, que formam um verdadeiro quebra-cabeça do tempo, e ao final deixam sempre uma sensação de harmonia, beleza e vitalidade.
Através daquele programa podemos ter acesso privilegiado a muitas histórias, que certamente corriam o risco de se perder no tempo pela falta de registro, muitas delas em vista do fato de seus próprios protagonistas não lhes atribuírem o grande valor que têm.
Como pequenos detalhes de aspectos da cidade em cada época. Através dos anos, dos bairros, das ruas, de tantos logradouros e monumentos, vamos conhecendo a vida de Natal, com seus encantos, seus dramas, suas divergências e convergências, sua importância universal.
Assim já vimos contar suas histórias: políticos, profissionais liberais, esportistas, artistas, comerciantes, industriais, educadores e uma sequência bastante qualificada de pessoas, que sempre prendem a atenção do telespectador. Esta curiosidade é aguçada pelo formato do programa, que inclui a participação de dois convidados escolhidos por cada entrevistado, normalmente pessoas com as quais conviveram muitos dos episódios que são narrados.
Fui surpreendido pelo convite para entrevistar o jornalista e radialista Adamires Furtado, ao lado do também jornalista e radialista Wellington Medeiros, meu irmão, e de Tarcísio Gurgel. Uma concatenação da natureza findou me colocando nessa condição de entrevistador. Mas alguém que acompanhou a amizade que sempre tivemos eu e Adamires, nos tempos da Rádio Cabugi, ao saber da gravação, exclamou: “Tinha de ser você!”.
A entrevista vai ao ar nos dias 18 de novembro, a partir das 19:00 horas e 21 de novembro, a partir das 16:00 horas. Aí, por mais que tenhamos vontade de adiantar os assuntos que foram abordados na entrevista, Wellington e eu não podemos revelar nada.
Nem precisou Tarcísio pedir, pois é assim mesmo que funcionam esses compromissos tácitos do embargo jornalístico. Mas podemos garantir que Adamires contou muitas passagens interessantes e até engraçadas da sua vida e que sua entrevista será uma importante página da história do rádio potiguar.
*Jornalista
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Em dia histórico, triunfa na UFRN campanha "Queremos um jornal"
Emanoel Barreto
Representação de cerca de 50 estudantes e comissão de professores do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN recebeu hoje às 15h30, em meio a clima de intensa emoção, empenho da palavra do Reitor Ivonildo Rego de que será implantado e fará parte institucional do currículo o Jornal Universitário. O Reitor louvou a iniciativa e disse que trabalhará para disponibilizar todas as condições de êxito ao projeto.
A conquista é fruto da campanha "Queremos um jornal" que mobilizou os estudantes e as estudantes, bem como professores de disciplinas técnicas e teóricas. A campanha, que durou pouco mais de 15 dias, comprovou que docentes e discentes têm capacidade de mobilização, contando também com o apoio das Chefias do Departamento de Comunicação e Centro de Ciências Humanas Letras e Artes.
Estudantes e professores entregaram ao Reitor a proposta reivindicando o jornal como ente de sociedade civil, bem como laboratório para a prática do jornalismo, a fim de que não se repasse à iniciativa privada a responsabilidade de formar jornalistas, cumprindo o curso, desta forma, com as suas responsabilidades e papel histórico.
Segunda-feira próxima começam os trabalhos para elaboração do projeto do jornal, com participação paritária de professores e estudantes.
O blog #Queremosumjornal, criado e editado pelos estudantes, publicou a seguinte matéria um dia antes da reunião, :
Para quem ainda não conhece: o movimento reivindica a construção de um Jornal Universitário para a prática jornalística. É sabido que as disciplinas laboratoriais necessitam de uma maior aproximação com a vivência de uma redação. Temos uma visão pálida do jornalismo, pois nos falta o principal: a prática, o cumprimento de pauta, a experiência do que seja produzir fotos e textos jornalísticos com data e hora para entrega, sua editoração, impressão e distribuição, e, principalmente, o respaldo da sociedade. Os estudantes recorrem às próprias empresas jornalísticas para completar o seu aprendizado e, cremos, é função da Universidade assumir a formação de profissionais qualificados e completos. Por isso, vamos até lá. Por isso "Queremos um Jornal".
É válido salientar que nossa intenção em relação ao manifesto não é, definitivamente, usar o barulho pra se fazer ouvir. Em vez disso, queremos mostrar como professores e alunos do curso de Comunicação Social acreditam e valorizam a ideia e, nesse contexto, entregar ao reitor a nossa proposta formal. O Jornal Universitário será uma conquista do curso e de toda a comunidade universitária e a participação de todos é essencial para o sucesso da nossa empreitada. Contamos com vocês!
Emanoel Barreto
Representação de cerca de 50 estudantes e comissão de professores do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN recebeu hoje às 15h30, em meio a clima de intensa emoção, empenho da palavra do Reitor Ivonildo Rego de que será implantado e fará parte institucional do currículo o Jornal Universitário. O Reitor louvou a iniciativa e disse que trabalhará para disponibilizar todas as condições de êxito ao projeto.
A conquista é fruto da campanha "Queremos um jornal" que mobilizou os estudantes e as estudantes, bem como professores de disciplinas técnicas e teóricas. A campanha, que durou pouco mais de 15 dias, comprovou que docentes e discentes têm capacidade de mobilização, contando também com o apoio das Chefias do Departamento de Comunicação e Centro de Ciências Humanas Letras e Artes.
Estudantes e professores entregaram ao Reitor a proposta reivindicando o jornal como ente de sociedade civil, bem como laboratório para a prática do jornalismo, a fim de que não se repasse à iniciativa privada a responsabilidade de formar jornalistas, cumprindo o curso, desta forma, com as suas responsabilidades e papel histórico.
Segunda-feira próxima começam os trabalhos para elaboração do projeto do jornal, com participação paritária de professores e estudantes.
O blog #Queremosumjornal, criado e editado pelos estudantes, publicou a seguinte matéria um dia antes da reunião, :
Para quem ainda não conhece: o movimento reivindica a construção de um Jornal Universitário para a prática jornalística. É sabido que as disciplinas laboratoriais necessitam de uma maior aproximação com a vivência de uma redação. Temos uma visão pálida do jornalismo, pois nos falta o principal: a prática, o cumprimento de pauta, a experiência do que seja produzir fotos e textos jornalísticos com data e hora para entrega, sua editoração, impressão e distribuição, e, principalmente, o respaldo da sociedade. Os estudantes recorrem às próprias empresas jornalísticas para completar o seu aprendizado e, cremos, é função da Universidade assumir a formação de profissionais qualificados e completos. Por isso, vamos até lá. Por isso "Queremos um Jornal".
É válido salientar que nossa intenção em relação ao manifesto não é, definitivamente, usar o barulho pra se fazer ouvir. Em vez disso, queremos mostrar como professores e alunos do curso de Comunicação Social acreditam e valorizam a ideia e, nesse contexto, entregar ao reitor a nossa proposta formal. O Jornal Universitário será uma conquista do curso e de toda a comunidade universitária e a participação de todos é essencial para o sucesso da nossa empreitada. Contamos com vocês!
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Recebo e publico íntegra de artigo da professora Arlete Araújo, candidata a reitor da UFRN. A chapa opositora terá idêntido tratamento. (EB)
Porque quero ser reitora
Maria Arlete Duarte de Araújo
Estamos chegando ao final da campanha para a Reitoria da UFRN. Durante
vários meses apresentamos e defendemos um projeto para a UFRN que tem
como filosofia de gestão assegurar uma instituição aberta ao debate,
tecnologicamente avançada, com condições de trabalho dignas, cursos de
graduação e programas de pós-graduação de qualidade acadêmica e
inserção internacional, humanista, comprometida com a inclusão social,
a interiorização e a cultura, valorizadora de seus servidores e com
fortes vínculos com a sociedade. Isto implica em afirmar o papel
social da universidade como centralidade, e não como algo retórico ou
secundário, e colocar as necessidades dos diversos segmentos sociais
que constituem a sociedade potiguar no centro de suas preocupações.
Nesse projeto de universidade é fundamental a afirmação da democracia
interna em seu cotidiano. A universidade deve ser o espaço do debate
intelectual, da reflexão e da troca de experiências, tanto em sua
dinâmica interna como em suas respostas à dinâmica da sociedade na qual
está inserida. Por outro lado, a afirmação da democracia implica na
transparência dos atos acadêmicos e administrativos para que possam ser
conhecidos e avaliados pela comunidade universitária e pela sociedade.
Igualmente importante é a reafirmação da autonomia como eixo central de
uma gestão democrática. Por fim nesse projeto o compromisso com a
solução de problemas sociais se materializa em um conjunto de programas
e ações para as atividades acadêmicas e administrativas.
Em relação á graduação entendemos que os processos formativos devem
contemplar currículos flexíveis que permitam uma sólida e competente
habilitação para o trabalho e contribuam para a construção de uma
postura crítica e reflexiva dos egressos diante da realidade na qual
vão se inserir. Isso implica em revisar os projetos
político-pedagógicos, para privilegiar uma relação estreita com os
problemas reais de desenvolvimento – econômicos, sociais, tecnológicos,
culturais, ambientais - e fortalecer compromissos de responsabilidade
social com o desenvolvimento sustentável da sociedade. Implica também
em ter a clara compreensão de que o crescimento para ser consolidado
necessita de salas adequadas, livros nas bibliotecas, laboratórios,
políticas para assegurar a permanência dos alunos, professores
qualificados, estruturas de apoio às atividades de pesquisa, de
extensão e de uma infra-estrutura que garanta o funcionamento adequado
da instituição.
No que se refere à pós-graduação nosso compromisso é criar as condições
para que os programas além de formarem docentes, definam projetos
consistentes de pesquisa e possuam estratégias e ações de integração
com a pós-graduação lato sensu e com a graduação. Da mesma forma tenham
intercâmbios técnico-científicos nacionais e internacionais, produção
intelectual compatível com o tamanho do corpo docente e inserção
externa em agências de fomento, de modo que se constituam em pólos de
desenvolvimento científico e tecnológico atentos às demandas da
sociedade e à busca de soluções para seus problemas mais prementes.
Este esforço se completa com um forte compromisso de inclusão que deve
se materializar em uma política de ampliação do acesso e de permanência
do aluno na instituição. Isso implica, de um lado, uma política de
assistência que permita a realização de um conjunto de atividades
necessárias à formação desse alunado – culturais, científicas,
políticas, esportivas e de intercâmbio - bem como, de outro lado,
políticas para assegurar a sua permanência na instituição, mediante a
concessão de bolsas, orientação psicológica, moradia, alimentação e
transporte, tudo isso com a compreensão de que a UFRN não pode ser
apenas um espaço acadêmico aonde se vai assistir aulas, mas um lugar do
conhecimento e da cultura da humanidade. E nessa perspectiva a
universidade sendo um importante centro cultural tem a responsabilidade
de fomentar todas as formas de manifestações culturais (dança, teatro,
música, cinema, artes plásticas, literatura, manifestações populares
tradicionais e contemporâneas) criando assim mecanismos de acesso da
comunidade à cultura.
De igual importância em nosso projeto a melhoria das condições de
trabalho ocupa lugar central. O intenso crescimento da instituição,
traduzido no aumento do número de docentes, funcionários
técnico-administrativos, alunos, cursos e programas, assim como de
edifícios, laboratórios e instalações, não tem sido acompanhado de
políticas de gestão de pessoas orientadas pelos critérios de
reconhecimento, valorização e satisfação no trabalho. As políticas
postas em prática não têm incorporado assim a dimensão da humanização.
Assumir que o corpo de servidores é o maior patrimônio da instituição é
uma concepção de gestão que internaliza as idéias de agregar, integrar,
incentivar, desenvolver, manter e avaliar as pessoas como tarefa
inadiável para assegurar condições de trabalho que permitam o
crescimento profissional dos servidores, ao tempo em que propiciam o
seu engajamento e o comprometimento para a obtenção dos objetivos
institucionais.
Esses são alguns pontos do projeto que defendemos nesta campanha e ao
qual dedicamos muito do nosso esforço e da nossa energia, pois
acreditamos que ter uma visão de futuro da UFRN é a principal força
mobilizadora para a sua materialização: uma instituição de qualidade
acadêmica e social nos planos local, regional, nacional e
internacional, em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, sem
no entanto perder de vista o seu compromisso com uma gestão mais
democrática, mais humana e em sintonia com a realidade social do estado
do Rio Grande do Norte e do Brasil.
Porque quero ser reitora
Maria Arlete Duarte de Araújo
Estamos chegando ao final da campanha para a Reitoria da UFRN. Durante
vários meses apresentamos e defendemos um projeto para a UFRN que tem
como filosofia de gestão assegurar uma instituição aberta ao debate,
tecnologicamente avançada, com condições de trabalho dignas, cursos de
graduação e programas de pós-graduação de qualidade acadêmica e
inserção internacional, humanista, comprometida com a inclusão social,
a interiorização e a cultura, valorizadora de seus servidores e com
fortes vínculos com a sociedade. Isto implica em afirmar o papel
social da universidade como centralidade, e não como algo retórico ou
secundário, e colocar as necessidades dos diversos segmentos sociais
que constituem a sociedade potiguar no centro de suas preocupações.
Nesse projeto de universidade é fundamental a afirmação da democracia
interna em seu cotidiano. A universidade deve ser o espaço do debate
intelectual, da reflexão e da troca de experiências, tanto em sua
dinâmica interna como em suas respostas à dinâmica da sociedade na qual
está inserida. Por outro lado, a afirmação da democracia implica na
transparência dos atos acadêmicos e administrativos para que possam ser
conhecidos e avaliados pela comunidade universitária e pela sociedade.
Igualmente importante é a reafirmação da autonomia como eixo central de
uma gestão democrática. Por fim nesse projeto o compromisso com a
solução de problemas sociais se materializa em um conjunto de programas
e ações para as atividades acadêmicas e administrativas.
Em relação á graduação entendemos que os processos formativos devem
contemplar currículos flexíveis que permitam uma sólida e competente
habilitação para o trabalho e contribuam para a construção de uma
postura crítica e reflexiva dos egressos diante da realidade na qual
vão se inserir. Isso implica em revisar os projetos
político-pedagógicos, para privilegiar uma relação estreita com os
problemas reais de desenvolvimento – econômicos, sociais, tecnológicos,
culturais, ambientais - e fortalecer compromissos de responsabilidade
social com o desenvolvimento sustentável da sociedade. Implica também
em ter a clara compreensão de que o crescimento para ser consolidado
necessita de salas adequadas, livros nas bibliotecas, laboratórios,
políticas para assegurar a permanência dos alunos, professores
qualificados, estruturas de apoio às atividades de pesquisa, de
extensão e de uma infra-estrutura que garanta o funcionamento adequado
da instituição.
No que se refere à pós-graduação nosso compromisso é criar as condições
para que os programas além de formarem docentes, definam projetos
consistentes de pesquisa e possuam estratégias e ações de integração
com a pós-graduação lato sensu e com a graduação. Da mesma forma tenham
intercâmbios técnico-científicos nacionais e internacionais, produção
intelectual compatível com o tamanho do corpo docente e inserção
externa em agências de fomento, de modo que se constituam em pólos de
desenvolvimento científico e tecnológico atentos às demandas da
sociedade e à busca de soluções para seus problemas mais prementes.
Este esforço se completa com um forte compromisso de inclusão que deve
se materializar em uma política de ampliação do acesso e de permanência
do aluno na instituição. Isso implica, de um lado, uma política de
assistência que permita a realização de um conjunto de atividades
necessárias à formação desse alunado – culturais, científicas,
políticas, esportivas e de intercâmbio - bem como, de outro lado,
políticas para assegurar a sua permanência na instituição, mediante a
concessão de bolsas, orientação psicológica, moradia, alimentação e
transporte, tudo isso com a compreensão de que a UFRN não pode ser
apenas um espaço acadêmico aonde se vai assistir aulas, mas um lugar do
conhecimento e da cultura da humanidade. E nessa perspectiva a
universidade sendo um importante centro cultural tem a responsabilidade
de fomentar todas as formas de manifestações culturais (dança, teatro,
música, cinema, artes plásticas, literatura, manifestações populares
tradicionais e contemporâneas) criando assim mecanismos de acesso da
comunidade à cultura.
De igual importância em nosso projeto a melhoria das condições de
trabalho ocupa lugar central. O intenso crescimento da instituição,
traduzido no aumento do número de docentes, funcionários
técnico-administrativos, alunos, cursos e programas, assim como de
edifícios, laboratórios e instalações, não tem sido acompanhado de
políticas de gestão de pessoas orientadas pelos critérios de
reconhecimento, valorização e satisfação no trabalho. As políticas
postas em prática não têm incorporado assim a dimensão da humanização.
Assumir que o corpo de servidores é o maior patrimônio da instituição é
uma concepção de gestão que internaliza as idéias de agregar, integrar,
incentivar, desenvolver, manter e avaliar as pessoas como tarefa
inadiável para assegurar condições de trabalho que permitam o
crescimento profissional dos servidores, ao tempo em que propiciam o
seu engajamento e o comprometimento para a obtenção dos objetivos
institucionais.
Esses são alguns pontos do projeto que defendemos nesta campanha e ao
qual dedicamos muito do nosso esforço e da nossa energia, pois
acreditamos que ter uma visão de futuro da UFRN é a principal força
mobilizadora para a sua materialização: uma instituição de qualidade
acadêmica e social nos planos local, regional, nacional e
internacional, em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, sem
no entanto perder de vista o seu compromisso com uma gestão mais
democrática, mais humana e em sintonia com a realidade social do estado
do Rio Grande do Norte e do Brasil.
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