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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A professora Arlete Araújo e o professor Manuel Lucas, candidatos a reitora e vice da UFRN na última consulta à comunidade universitária para sucessão do reitor Ivonildo Rego, divulgaram carta aberta de agradecimento, cuja transcrição segue abaixo.
.......

Nota de agradecimento à comunidade universitária

Concluído o processo de consulta à Comunidade Universitária para escolha
do   Reitor e Vice-Reitor, nós, que constituímos a chapa Um Novo Olhar
para a UFRN,  nos dirigimos  a todos os professores,
técnico-administrativos e alunos que  expressaram a sua confiança
mediante o voto em nossas idéias, para manifestar nossos agradecimentos
pelo apoio e estímulo recebidos no pleito.

Durante toda a campanha apresentamos e defendemos um projeto de gestão
que contemplava um conjunto de iniciativas acadêmicas e administrativas
baseadas nos princípios da transparência, da participação, da autonomia
e da democratização interna do espaço púbico. E o fizemos sempre
pautados por uma conduta ética, de respeito às diferenças no campo
programático e de defesa intransigente de uma instituição republicana
que assegurasse a impessoalidade no trato da coisa pública, a
publicização de seus atos, a legalidade e a transparência. Também não
descuidamos de qualificar o debate, tanto apresentando um programa em
sintonia com os problemas atuais da UFRN, como levantando um conjunto
de proposições na forma de artigos sobre temas candentes da gestão
universitária.

Estamos convictos da importância de termos oferecido um projeto
alternativo à nossa Comunidade Universitária. Permanecemos convencidos
que o debate fortalece a instituição e exige que as candidaturas façam
a interlocução com seus diversos segmentos e dessa forma se comprometam
com um programa de gestão em sintonia com as demandas existentes, de
modo que a responsabilização do gestor público possa vir a ser algo
concreto e passível de cobrança no futuro.

A confiança depositada em nossos nomes será objeto de balizamento para
nossas ações cotidianas e fará com que o compromisso com a UFRN seja
permanentemente reafirmado. Não nos furtaremos a exercê-lo!
Muito obrigado a todos que acreditaram e acreditam na UFRN que sonhamos!

Natal, 15 de Novembro de 2010

Arlete e Manoel Lucas

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Carta aberta a favor da Arlete na UFRN

Recebo carta aberta do professor Miguel Eduardo Moreno Añez, favorável à candidatura da professora Arlete Araújo à reitoria da UFRN (EB).

Caros Colegas;

Um novo olhar para a UFRN significa “um novo programa de inovação em gestão”, uma tecnologia em amadurecimento, em que as novas práticas de gestão irão diferenciar a vanguarda da velha guarda, como diz Gary Hamel, aclamado pela The Economist, pela Fortune e o Financial Times como “o principal guru de gestão do mundo”, no seu ultimo livro sobre o futuro da administração. Ele fala sobre as crenças herdadas, as quais impedem que as organizações do século XXI superem novos desafios e que os gestores possuam habilidades humanas que contribuirão para o sucesso competitivo da organização, em um mundo em que a eficiência, a disciplina e as pessoas são os recursos básicos. 

A Professora  Arlete possui essas habilidades, que, segundo Hamel estão ordenadas na seguinte hierarquia: na base está a obediência – a habilidade de aceitar instruções e seguir regras, seguindo a hierarquia da organização, encontramos a diligência. Pessoas diligentes são responsáveis, não pegam atalhos. São conscienciosas e bem organizadas.  O conhecimento e o intelecto estão no próximo nível. Acima do intelecto, está a iniciativa. Pessoas com iniciativa não esperam ser perguntadas e não precisam ser mandadas. Elas buscam novos desafios e estão sempre à procura de novas maneiras de agregar valor. Ainda mais acima, está a criatividade. Profissionais criativos são competentes e irreprimíveis. E finalmente, no topo, está  a paixão. Pessoas como Arlete têm paixão pelo que fazem, paixão pela coisa pública, transpondo os obstáculos, transformando as intenções em realizações.  

Além dessas habilidades, os gestores terão que possuir atributos e qualidades para enfrentar o futuro. Vou recorrer à trilha do livro escrito por Ítalo Calvino chamado “Seis propostas para o próximo milênio”, em que o escritor apresenta um conjunto de conferências feito para a Universidade de Harvard, onde são colocadas as qualidades ou atributos da escritura literária para o milênio em que então se avizinhava.

Atributos e qualidades, como sabemos, têm dois lados: podem ser positivos ou não. Talento e soberba, abstração e distração, rigidez e imobilidade, generosidade e prodigalidade, por exemplo,  nos mostram que os defeitos e as boas qualidades podem ser tão próximos como os lados de uma mesma moeda. No entanto, vou me restringir a indicar três atributos que vejo na Professora Arlete, como marcantes em sua personalidade, e que a faz merecedora do cargo que ora pleiteia.  As outras várias qualidades vocês poderão reconhecê-las através de sua atuação. 

O primeiro seria a integridade. Em sua vida profissional e pessoal este atributo tem uma marca forte. Ela leva muito a serio a atividade acadêmica e administrativa no desempenho profissional. O segundo atributo é a sua competência política e profissional, como demonstrada durante os oito anos a frente do CCSA e pelos seus conhecimentos na gestão pública. Finalmente, o compromisso com o interesse público como terceiro atributo, demonstrado em sua prática e atuação docente.

Arlete tem integridade, competência política e administrativa, visão institucional e compromisso com o interesse público, para caminhar nos próximos anos com a UFRN em direção ao futuro e avançar no que há de mais positivo. Conseguirá isto ao resgatar os princípios de um novo programa de inovação em gestão, para uma instituição de qualidade acadêmica e social nos planos  local, regional, nacional e internacional, em  suas atividades de ensino, pesquisa e extensão. No entanto, sem perder de vista o seu compromisso com  uma gestão mais democrática, mais humana e em sintonia com a realidade social do estado do Rio Grande do Norte e do Brasil.

Por estas razões peço a meus colegas professores, funcionários e alunos da graduação e pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado), que na quarta feira 10 de Novembro, votem na Chapa 1, - “Um novo olhar para a UFRN” - escolhendo  a Professora Arlete Araújo e o Professor Manoel Lucas para a Reitoria da UFRN.
                                                  Miguel Eduardo Moreno Añez

Professor Titular da UFRN
Coordenador do PPGA/DEPAD
Recebo comunicado da chapa 2, liderada pela professora Ângela Paiva Cruz, relativo à campanha a reitor da UFRN. (EB)

Uma avaliação necessária

As mudanças vividas pela sociedade contemporânea, geradas por intensas transformações científicas e tecnológicas, disseminadas pela larga aplicação das novas tecnologias de informação e comunicação, impõem à Universidade do Século XXI a tarefa de elaborar respostas aos desafios da globalização de modelos financeiros e produtivos. 

A essa Universidade cabe um papel de afirmação de um projeto de desenvolvimento e da soberania nacionais, dado que a Educação Superior é responsável por parte substantiva da produção científica, tecnológica e cultural, sendo assim, elementos demarcadores da inserção internacional dos diferentes países. 

É nesse contexto que a Universidade Federal do Rio Grande do Norte se situa: uma instituição social que desempenha um papel estratégico como agência indutora do desenvolvimento local, regional e nacional, conforme sua missão de "educar, produzir e disseminar o saber universal, contribuir para o desenvolvimento humano, comprometendo-se com a justiça social, a democracia e a cidadania." (conforme definido na Proposta do Plano de Desenvolvimento Institucional da UFRN 2010-2019, p.03, disponível em www.ufrn.br). 

Na perspectiva de enfrentar os desafios contemporâneos, a Educação brasileira, em especial, a Educação Superior passa por um dos momentos mais importantes da sua história, com políticas públicas destinadas à sua ampliação, diversificação e melhoria de qualidade. Em especial, a Universidade Pública brasileira tem sido estimulada e apoiada a promover uma expansão e uma reestruturação que requalifiquem e tornem mais eficaz o exercício de seu papel no desenvolvimento social, econômico, ambiental e humano da sociedade brasileira.  

Nesse contexto, a comunidade acadêmica e a atual gestão da UFRN desenvolveram e implementaram propostas ousadas e iniciativas inovadoras, mobilizando e integrando docentes, técnicos, discentes e gestores na perspectiva de avançar, de forma marcante, na construção de uma universidade pública, gratuita e de qualidade. Dessa forma, a UFRN conseguiu avançar no atendimento às expectativas da sociedade e da comunidade universitária, aproveitando as oportunidades para expandir e melhorar a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão; aprimorar o acesso à universidade com o aumento das vagas, promovendo uma significativa inclusão de segmentos populacionais em condições socioeconômicas desfavoráveis; avançar nas políticas de assistência ao estudante e fortalecer seus vínculos e sua presença junto à sociedade potiguar. 

Todo esse crescimento foi devidamente articulado com a qualificação e a democratização da gestão universitária, com a expansão e a modernização da infraestrutura. Nesta direção, foram adquiridos equipamentos para os ambientes acadêmicos e administrativos, além de um forte investimento na admissão de novos servidores docentes e técnicos administrativos, mediante concurso público. Novas salas de aula foram e estão sendo construídas, assim como novos espaços administrativos e de convivência. 

Novos modelos acadêmico-formativos foram concebidos, discutidos e implantados, com a criação, por exemplo, do Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia e do curso de Gestão em Políticas Públicas.

Também se puseram em prática novos formatos organizativo-institucionais no campo da pesquisa e da extensão, alicerçados na ampliação sistemática do número de bolsas e apoios institucionais. Foram também implantados novos arranjos institucionais estratégicos, tais como a Escola de Ciência e Tecnologia, a Secretaria de Educação a Distância, o Metrópole Digital e os Institutos Internacionais de Neurociências e de Física, por meio dos quais a UFRN intensifica suas conexões com a sociedade e com a comunidade científica nacional e internacional. Com estratégias e ações orientadas, esse crescimento não foi aleatório, mas resultou de planejamento, acompanhamento e avaliação cujos objetivos e metas foram discutidos nos diversos espaços consultivos e deliberativos da UFRN.

Considerando essa avaliação extremamente positiva, passamos a apresentar nossas diretrizes programáticas para enfrentar, na próxima gestão, desafios novos e propor à nossa comunidade NOVAS CONQUISTAS, com os seguintes eixos: UFRN E SOCIEDADE; ATIVIDADES ACADÊMICAS; ORGANIZAÇÃO E GESTÃO. 

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domingo, 7 de novembro de 2010

Recebo e publico íntegra de comunicado da Chapa Novas Conquistas, liderada pela professora Ângela Maria Paiva Cruz, candidata a reitor da UFRN. Demais concorrentes terão idêntico tratamento. (EB)


Novas Conquistas para os servidores técnicos

A UFRN obteve várias conquistas na gestão de pessoas e é impossível imaginar a instituição sem elas. Mas nem sempre foi assim: desde a criação da PRH, há 15 anos, muita coisa mudou.
Professora ângela fala de seus projetos à Reitoria da UFRN
A idéia de criar uma Pró-Reitoria de Recursos Humanos - composta de 03 departamentos para cuidar dos assuntos relativos às pessoas que fazem a instituição ? foi um marco decisivo para consolidar uma tendência na gestão universitária da UFRN: desenvolver-se com e através das pessoas!

As conquistas de hoje parecem simples e rotineiras, mas foram todas resultantes de muito esforço das sucessivas gestões e muita dedicação dos servidores, particularmente dos servidores técnico-administrativos que integram a PRH, o Departamento de Desenvolvimento de Recursos Humanos - DDRH, o Departamento de Assistência ao Servidor - DAS, e o Departamento de Administração de Pessoal - DAP. 

Contar com a gestão da PRH, conduzida na sua totalidade por técnicos administrativos, é um avanço não só para a UFRN mas uma grande conquista desse segmento!
Não foi à toa que o DDRH conseguiu capacitar 2.750 servidores técnicos por ano e promover o incentivo à qualificação para 2.716 servidores técnicos. 

Os gastos em capacitação no ano de 2002 foram de R$ 80.000,00, enquanto em 2010 são de R$ 800.000,00, dando condições para custear a participação dos servidores em dezenas de treinamentos, cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado. Tudo isso por conta de uma visão de valorização e desenvolvimento para os servidores administrativos que conquistou as parcerias dos dirigentes e da área acadêmica.

Dedicar cuidados técnicos à saúde do servidor, assisti-lo em suas dificuldades, zelar por um melhor ambiente de trabalho, gerando uma melhor qualidade de vida no trabalho tem sido a busca constante do DAS.

A gestão exemplar do Departamento de Administração de Pessoal (DAP) implantando novas metodologias e moderno sistema de informação, além de um dedicado serviço de atendimento, tipifica a tendência de mudança, inovação e aperfeiçoamento, elementos presentes na atual gestão, mas extremamente necessários para ampliação e diversificação na gestão seguinte.

Conquistamos muito, mas vamos agora em busca de NOVAS CONQUISTAS, tais como:
  • Ampliação e reforma das instalações físicas para melhorar cada vez mais o atendimento ao servidor no DAS;
  • Oferta de novos cursos de graduação tecnológica e especialização, a partir do estudo da demanda apontada pelos servidores técnico-administrativos e gestores;
  • Aumento das vagas para servidores em cursos de mestrado e doutorado;
  • Ampliação e consolidação de programas de apoio social ao servidor;
  • Construção do novo Centro de Capacitação para os servidores;
  • Ampliação e diversificação de Programas de melhoria da qualidade de vida no trabalho;
  • Investimentos na melhoria dos serviços de atendimento ao público;
  • Modernização da gestão através da formação continuada de gestores, secretários e servidores, gerando um Banco de Competências para funções gerenciais;
  • Dimensionamento e movimentação interna das pessoas baseados em mapeamento das competências dos servidores para o melhor aproveitamento de suas capacidades em suas respectivas unidades;
  • Fortes investimentos nas ações de acessibilidade e inclusão das pessoas portadoras de necessidades especiais;
  • Modernização das ações de Perícia em Saúde e Vigilância à Saúde do Servidor;
  • Criação do Comitê Gestor de Capacitação para análise de afastamentos para qualificação.
A chapa Novas Conquistas convida os servidores técnicos a continuar avançado com a UFRN. No dia 10 de novembro vote na chapa 2 – Ângela e Fátima.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Reitor da UFRN declara apoio ao movimento #QueremosUmJornal - Vídeo editado e postado no You Tube por Jacques Noronha

"Queremos um jornal": a história real de um sonho

O reitor Ivonildo Rego assegurou ontem a implantação do Jornal Universitário, em encontro com estudantes e professores do curso de Comunicação Social da UFRN. Esta é parte da pequena equipe que deu início à história real de um sonho. 

Os estudantes são Everson Andrade, Themis Lima, Paulo Nascimento, Rafael Barbosa, Kassandra Lopes, Ananda Braga, Larissa Moura e Daísa Alves. Não puderam comparecer Luan Xavier e Marco Carvalho.
Professor Barreto e alunas do curso de Jornalismo: Queremos um jornal
Juventude mobilizada comemora a conquista do Jornal Universitário
Reitor Ivonildo Rego assume compromisso com "Queremos um jornal"


Professores e alunas ontem na Reitoria da UFRN
.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

 Recebo e publico íntegra de artigo da professora Arlete Araújo, candidata a reitor da UFRN. A chapa opositora terá idêntido tratamento. (EB)



Porque quero ser reitora
Maria Arlete Duarte de Araújo


Estamos chegando ao final da campanha para a Reitoria da UFRN. Durante
vários meses apresentamos e defendemos um projeto para a UFRN que tem

como filosofia de gestão assegurar uma instituição aberta ao debate,

tecnologicamente avançada, com condições de trabalho dignas, cursos de

graduação e programas de pós-graduação de qualidade acadêmica e

inserção internacional, humanista, comprometida com a inclusão social,

a interiorização e a cultura, valorizadora de seus servidores e com

fortes vínculos com a sociedade. Isto implica em afirmar o papel

social da universidade como centralidade, e não como algo retórico ou

secundário, e colocar as necessidades dos diversos segmentos sociais

que constituem a sociedade potiguar no centro de suas preocupações.


Nesse projeto de universidade é fundamental a afirmação da democracia

interna em seu cotidiano. A universidade deve ser o espaço do debate

intelectual, da reflexão e da troca de experiências, tanto em sua

dinâmica interna como em suas respostas à dinâmica da sociedade na qual

está inserida. Por outro lado, a afirmação da democracia implica na

transparência dos atos acadêmicos e administrativos para que possam ser

conhecidos e avaliados pela comunidade universitária e pela sociedade.


Igualmente importante é a reafirmação da autonomia como eixo central de

uma gestão democrática. Por fim nesse projeto o compromisso com a
solução de problemas sociais se materializa em um conjunto de programas
e ações para as atividades acadêmicas e administrativas.


Em relação á graduação entendemos que os processos formativos devem

contemplar currículos flexíveis que permitam uma sólida e competente

habilitação para o trabalho e contribuam para a construção de uma

postura crítica e reflexiva dos egressos diante da realidade na qual

vão se inserir. Isso implica em revisar os projetos

político-pedagógicos, para privilegiar uma relação estreita com os

problemas reais de desenvolvimento – econômicos, sociais, tecnológicos,

culturais, ambientais - e fortalecer compromissos de responsabilidade

social com o desenvolvimento sustentável da sociedade. Implica também

em ter a clara compreensão de que o crescimento para ser consolidado

necessita de salas adequadas, livros nas bibliotecas, laboratórios,

políticas para assegurar a permanência dos alunos, professores

qualificados, estruturas de apoio às atividades de pesquisa, de

extensão e de uma infra-estrutura que garanta o funcionamento adequado

da instituição.


No que se refere à pós-graduação nosso compromisso é criar as condições

para que os programas além de formarem docentes, definam projetos

consistentes de pesquisa e possuam estratégias e ações de integração

com a pós-graduação lato sensu e com a graduação. Da mesma forma tenham

intercâmbios técnico-científicos nacionais e internacionais, produção

intelectual compatível com o tamanho do corpo docente e inserção

externa em agências de fomento, de modo que se constituam em pólos de

desenvolvimento científico e tecnológico atentos às demandas da

sociedade e à busca de soluções para seus problemas mais prementes.


Este esforço se completa com um forte compromisso de inclusão que deve

se materializar em uma política de ampliação do acesso e de permanência

do aluno na instituição. Isso implica, de um lado, uma política de

assistência que permita a realização de um conjunto de atividades

necessárias à formação desse alunado – culturais, científicas,

políticas, esportivas e de intercâmbio - bem como, de outro lado,

políticas para assegurar a sua permanência na instituição, mediante a

concessão de bolsas, orientação psicológica, moradia, alimentação e
transporte, tudo isso com a compreensão de que a UFRN não pode ser
apenas um espaço acadêmico aonde se vai assistir aulas, mas um lugar do
conhecimento e da cultura da humanidade. E nessa perspectiva a

universidade sendo um importante centro cultural tem a responsabilidade

de fomentar todas as formas de manifestações culturais (dança, teatro,

música, cinema, artes plásticas, literatura, manifestações populares

tradicionais e contemporâneas) criando assim mecanismos de acesso da
comunidade à cultura.


De igual importância em nosso projeto a melhoria das condições de

trabalho ocupa lugar central. O intenso crescimento da instituição,

traduzido no aumento do número de docentes, funcionários

técnico-administrativos, alunos, cursos e programas, assim como de

edifícios, laboratórios e instalações, não tem sido acompanhado de

políticas de gestão de pessoas orientadas pelos critérios de


reconhecimento, valorização e satisfação no trabalho. As políticas
postas em prática não têm incorporado assim a dimensão da humanização.

Assumir que o corpo de servidores é o maior patrimônio da instituição é

uma concepção de gestão que internaliza as idéias de agregar, integrar,

incentivar, desenvolver, manter e avaliar as pessoas como tarefa

inadiável para assegurar condições de trabalho que permitam o

crescimento profissional dos servidores, ao tempo em que propiciam o

seu engajamento e o comprometimento para a obtenção dos objetivos

institucionais.


Esses são alguns pontos do projeto que defendemos nesta campanha e ao

qual dedicamos muito do nosso esforço e da nossa energia, pois

acreditamos que ter uma visão de futuro da UFRN é a principal força

mobilizadora para a sua materialização: uma instituição de qualidade

acadêmica e social nos planos local, regional, nacional e

internacional, em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, sem

no entanto perder de vista o seu compromisso com uma gestão mais

democrática, mais humana e em sintonia com a realidade social do estado

do Rio Grande do Norte e do Brasil.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Queremos um jornal ganha mais apoio: chapas à reitoria devem se pronunciar

Ganha força e representatividade o movimento "Queremos um jornal". Os estudantes estão divulgando a campanha, devendo a proposta ser apresentada formalmente às duas candidatas à reitoria da UFRN em debate a ser promovido pelo Diretório Central dos Estudantes. Ambas serão chamadas a dizer publicamente se acatam a exigência de melhores condições para o ensino de jornalismo impresso e a transformam em objetivo institucional permanente após eleição.

Desde já manifesto meu agradecimento ao jornalista Paulo Tarcísio Cavalcanti, que vem sustentando luta a favor da proposta em seu blog Jornal do RN ( http://ptarcisio.blogspot.com/ ).

No Twitter você pode colaborar digitando #queremosumjornal . (EB)



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Candidata a reitora da UFRN envia artigo em que trata de política de atenção à saúde


Recebo e publico artigo de autoria da professora Maria Arlete Duarte de Araújo. Outra ou outras chapas terão idêntico tratamento. (EB)

DISCUTINDO A UFRN:
Política de Atenção à Saúde: onde está a preocupação com as pessoas?


Maria Arlete Duarte de Araújo
Professora Titular – DEPAD/ Centro de Ciências Sociais Aplicadas
(arletearaujo@natal.digi.com.br)Candidata à Reitoria – Um novo olhar para a UFRN
 
O ambiente de trabalho em uma instituição universitária coloca para o professor, além das responsabilidades derivadas do cargo, da alta competitividade embutida nos processos de obtenção de bolsas, bolsistas e recursos e da necessidade de aprendizagem contínua,  um conjunto de problemas produtores de stress: múltiplas atividades concomitantes de ensino, pesquisa, orientação e extensão; participação em comissões diversas, prestação de consultorias; cumprimento de prazos para orientações, projetos e artigos; compromissos com a manutenção de conceito dos programas de pós-graduação de que participa; financiamento de projetos; urgência de tempo para tudo e falta de apoio didático, entre outros. Todas essas   questões podem provocar um desgaste físico e emocional e serem  determinantes de muitas doenças.  Dessa forma, é um equívoco limitar a compreensão das condições de trabalho dos docentes à estrutura física e tecnológica, por mais importantes que sejam. Aqui, é preciso ressaltar que mesmo essas condições  básicas  ainda não se constituem uma realidade para boa parte dos professores da nossa instituição.

De forma idêntica, situações estressantes são também vivenciadas pelo corpo técnico-administrativo, provocadas especialmente  pelas  exigências de novas competências para lidar com os novos processos de trabalho, a falta de mobilidade nos ambientes de trabalho, o desestímulo provocado pelo não aproveitamento do potencial de formação existente, a necessidade de adaptação a sistemas tecnológicos mais modernos, tudo isso  associado a um sentimento de não valorização e reconhecimento do trabalho realizado.

Refletir sobre o desgaste físico e emocional ao qual estamos permanentemente submetidos, tanto os docentes quanto os membros do corpo técnico-administrativo,  em nossos ambientes e relações de trabalho, deve  pois ocupar um lugar central na agenda de gestão das pessoas. A necessidade de produzir resultados, alcançar objetivos e metas, cumprir normas e regras, elementos da racionalidade instrumental da instituição, não faz sentido se for com o sacrifício das pessoas que constituem o seu maior patrimônio. Dito de outro modo,  não podemos ficar prisioneiros da lógica estritamente racional e funcional que coloca em segundo plano o bem estar das pessoas. Uma nova lógica deve se impor para se contrapor à lógica instrumental e com ela dialogar para produzir contratos psicológicos duradouros, positivos e ricos em aprendizagem e satisfação entre a instituição e as pessoas. Estamos nos referindo à necessidade de humanizar a instituição de modo a valorizar e reconhecer a importância do trabalho das pessoas.

Esta compreensão remete, entre outras preocupações vinculadas ao ambiente de trabalho, para a necessidade da adoção de um programa de atenção à saúde dos servidores que seja capaz de prevenir, promover e recuperar a saúde, na perspectiva de uma concepção integral de saúde. A saúde é um direito de todo o cidadão e se constitui um bem inalienável. Não é possível aceitar que em uma instituição produtora de conhecimento como a UFRN não se saiba qual o perfil epidemiológico dos seus servidores, não se reconheça a forma como os diferentes ambientes organizacionais impactam na saúde, se ache natural a ausência de debates sobre as condições de trabalho geradoras de doenças, não se saiba quais as doenças do trabalho existentes e se dê pouquíssima atenção à saúde dos seus servidores.Tudo isso reclama e impõe a necessidade de um novo olhar sobre a gestão das pessoas. Uma instituição não é apenas máquinas, prédios, processos. As pessoas precisam sentir que a instituição se preocupa com elas, que se empenha em seu bem estar e que a atenção à saúde ocupa  centralidade nas políticas de gestão.

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Arlete divulga artigo discutindo a UFRN

Recebo e publico artigo da professora Maria Arlete Duarte de Araújo, candidata à reitora da UFRN. Outras chapas terão idêntico tratamento. (EB)
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DISCUTINDO A UFRN


CRESCIMENTO SIM, MAS COM HUMANIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO (II)


Maria Arlete Duarte de Araújo
Professora Titular – DEPAD/ Centro de Ciências Sociais Aplicadas
arletearaujo@natal.digi.com.br

Em artigo anterior destacamos que o Programa REUNI, do governo federal, produziu um enorme crescimento da UFRN, com muitos prédios construídos e em construção, novas salas de aula, ampliação da biblioteca, novos laboratórios, novos cursos de graduação e pós-graduação. Todavia esse crescimento físico não foi acompanhado por um conjunto de processos de diversas naturezas – político, comunicacionais, decisórios, operacionais, motivacionais e de controle - consagrados pela ciência administrativa como igualmente infra-estruturais, tal como os prédios e instalações. E toda organização, ensina a ciência administrativa moderna, para funcionar bem, exige que esses processos sejam suficientemente articulados, de sorte a promover o equilíbrio e não comprometer a qualidade das atividades realizadas.


Evidenciamos, no artigo anterior mencionado acima, alguns problemas resultantes hoje, na UFRN, da desarticulação entre os processos infra-estruturais. Agora trataremos das propostas.


Na perspectiva da recuperação dos espaços de participação – um processo eminentemente político, de comunicação e motivacional - coloca-se como tarefa inadiável a definição de uma agenda de debates amplos e abertos sobre a desarticulação processual infra-estrutural e outras questões relativas ao trabalho docente e do corpo técnico-administrativo. A constituição de uma Mesa Permanente de Negociação, como um canal de discussão entre a Administração e os servidores com o objetivo de democratizar as relações de trabalho e fortalecer o papel dos docentes e técnico-administrativos sobre as políticas de gestão das pessoas, é objetivo indispensável.


Da mesma forma a criação de Comissões sobre as Condições do Trabalho, em cada unidade acadêmica e administrativa, com o objetivo de discutir tais condições, propondo e negociando com a Administração Central mudanças no ambiente e na organização do trabalho. As duas iniciativas são instrumentos a serem institucionalizados para permitir uma gestão participativa, sempre tendo como foco a melhoria das condições de trabalho.


Além da institucionalização desses mecanismos, deve-se também reestruturar as funções da Pró-Reitoria de Recursos Humanos a fim de que incorpore uma seção especializada para tratar das relações de trabalho, em estreita articulação com as Comissões sobre as Condições de Trabalho de cada unidade acadêmica.


Importante ainda é priorizar o resultado ao invés do procedimento, para dar mais eficiência e qualidade ao trabalho do docente e do técnico-administrativo. Como fazer isto? Desburocratizando as instâncias e trâmites dos processos acadêmicos e administrativos, o que exige revisão das normas de registro e controle das atividade, definindo fluxos mais ágeis e aspectos que de fato merecem ser controlados, com vistas ao resultado a ser alcançado, evitando duplicação de controles e de registros meramente formais. Isto se aplica tanto interna quanto na relação externa, a exemplo da relação com a FUNPEC. A desburocratização exige assim amplo debate sobre as formas de controle das atividades docentes e técnico-administrativas.


De igual sorte há que repensar a estrutura de apoio ao trabalho, a fim de que o professor e o técnico-administrativo tenham de fato condições adequadas para realizar suas atividades. Estamos falando de estruturas administrativas que agilizem a solução dos problemas. Estamos falando de estruturas de informática, de compras, de consertos de equipamentos e de reformas dos ambientes de trabalho. Estamos falando de estruturas que apóiem o trabalho docente nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. O foco deve ser rever estruturas e processos para melhorar as condições de trabalho e assegurar que haja espaço para a criatividade e as soluções inovadoras.


Em conclusão, sim, o crescimento é importante para a expansão e o fortalecimento da universidade pública, necessários ao desenvolvimento do país e à construção de uma sociedade mais justa socialmente. Neste sentido, devemos fazer todo o esforço para consolidá-lo e aprofundá-lo. Todavia, deve-se projetar nele “um novo olhar”, visando qualificá-lo, de sorte a obter reflexos diretos na condição de trabalho dos docentes e do corpo técnico-administrativo e reverter os resultados do crescimento para a Sociedade, através de processos formativos dos alunos, que priorizem a qualidade social, crítica e reflexiva, bem como de pesquisas que apóiem o processo de desenvolvimento econômico, social e tecnológico do Rio Grande do Norte e do país e que promovam uma forte articulação com a Comunidade, para solução de seus problemas.


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domingo, 19 de setembro de 2010

Recebo e publico artigo da professora Maria Arlete Duarte de Araújo, candidata a reitor da UFRN. Outras chapas terão idêntico tratamento (EB).

Discutindo a UFRN: gestão por competências, um caminho a seguir?
Maria Arlete Duarte de Araújo
Professora Titular – DEPAD/ Centro de Ciências Sociais Aplicadas
(arletearaujo@natal.digi.com.br)
Candidata à Reitoria: “Um novo olhar para a UFRN”

É fato que a UFRN tem feito, nos últimos anos, importantes investimentos na qualificação do corpo docente e técnico-administrativo. Muitas oportunidades foram criadas e sem dúvidas as iniciativas devem ser louvadas. Todavia as questões que se colocam, essenciais, são as seguintes: o que o servidor produziu e implementou com o conhecimento adquirido? Qual o retorno para o servidor e para a instituição, em termos de alcance de objetivos e metas institucionais, da obtenção de níveis de desempenho na execução da atividade e da satisfação do servidor?


Na maioria dos casos a resposta não é simples, pois não existe uma articulação forte entre as ações de desenvolvimento institucional, competências exigidas, avaliação de desempenho e premiação pelo mérito. Em conseqüência o mais provável é que os servidores acabem não encontrando significado no trabalho realizado, dado que as suas aspirações e desejos se ampliaram, em função do conhecimento novo adquirido, e em razão de que percebem que a sua capacidade intelectual não está sendo corretamente aproveitada. E esse entendimento abre a possibilidade de por em xeque o contrato psicológico firmado entre servidor e instituição, trazendo inúmeros prejuízos, tanto do ponto de vista individual quanto organizacional.


As instituições de ensino dependem fundamentalmente das pessoas que no seu cotidiano articulam demandas, processos, fluxos de informação e que, em função da natureza do trabalho que executam, apóiam as suas atividades fins. Em decorrência torna-se vital repensar o modelo vigente de gestão de pessoas para adequá-lo às estratégias da instituição e às novas exigências que se colocam para o ensino superior. Toda a antiga filosofia de gestão de pessoal, com suas ferramentas tradicionais, em que os processos são mais importantes que os resultados, vem sendo duramente questionada. O foco deve dirigir-se para os resultados e para a efetividade das ações administrativas e acadêmicas, o que deve resultar em um modelo de gestão com maior participação, autonomia e descentralização. Um modelo centrado na gestão de competências existentes e na criação de um ambiente institucional que favoreça oportunidades de crescimento profissional.


Nestes termos, a implantação de uma gestão por competências exige:


• o estabelecimento de políticas para a gestão das pessoas alinhadas com as políticas gerais da instituição, o que implica em definir com bastante clareza as competências exigidas de cada cargo, para que o corpo docente e técnico-administrativo possa levar a bom termo os objetivos institucionais;


• o mapeamento das competências existentes em cada local de trabalho para o conhecimento da capacidade e potencial das pessoas;


• o planejamento das ações de qualificação para suprir a distância entre competência atual e competência futura, caso seja necessário, com base nas competências de cada cargo;


• a oportunidade para que o servidor possa assumir outras atividades no âmbito da instituição, de modo a valorizar, desenvolver e utilizar o seu pleno potencial;


• a criação e manutenção de um ambiente de trabalho e um clima organizacional que conduza à excelência do desempenho organizacional e plena satisfação dos servidores.


O caminho traçado depende previamente de um dimensionamento correto de pessoal, para subsidiar a gestão, tanto em termos quantitativos como qualitativos, bem como da análise da evolução provável das aposentadorias. Sem essas informações é impossível a adoção de um plano de qualificação das pessoas capaz de responder às necessidades institucionais e organizar as oportunidades de valorização das competências já existentes.


Uma gestão por competências deve também preocupar-se em estabelecer formas de recompensa pelo bom desempenho do servidor. Uma das idéias possíveis de serem implementadas e em sintonia com a filosofia de uma gestão por competências é criar sistemas de recompensas que tenham como objeto central a disponibilização ao servidor de novos programas de treinamento e desenvolvimento. Ao mesmo tempo torna-se fundamental implementar, para o corpo técnico-administrativo, uma política de afastamento para qualificação em níveis de mestrado e doutorado, a exemplo do que já ocorre com o corpo docente, de modo que haja, de forma consciente e deliberada, um esforço para profissionalizar de modo competente o corpo técnico-administrativo.


Estas ações decorrem da compreensão de que se faz necessário criar as condições para que as pessoas se realizem profissionalmente, maximizando seu desempenho e bem-estar por meio do comprometimento e do desenvolvimento de competências. Cada pessoa traz em si aspirações e desejos que procura satisfazer no exercício de suas funções, ao longo de sua carreira.


Assim, se formos capazes de criar um ambiente que privilegie a excelência e o reconhecimento pelo trabalho realizado nos níveis desejados pela instituição, com certeza encontraremos pessoas altamente motivadas e competentes. Em um momento de grande renovação da nossa instituição, tanto do corpo docente quanto técnico-administrativo, não temos o direito de desperdiçar a oportunidade de repensar a gestão das pessoas com foco na gestão por competências. Necessitamos de um novo olhar que permita o crescimento da instituição mas também o crescimento e a realização profissional das pessoas.