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terça-feira, 29 de março de 2011

José de Alencar: na entrevista à TVU, o perfil de um lutador


O então candidato José Alencar nos estúdios da TVU, após a entrevista que concedeu ao programa Xeque-Mate

José de Alencar: o adeus ao grande avô
A morte do ex-vice-presidente José Alencar ocorre após intensa e firme luta contra o câncer. Tive oportunidade de entrevistá-lo, ao lado de estudantes de jornalismo, no programa Xeque-Mate, da TV Universitária, quando de sua primeira e vitoriosa candidatura ao lado de Lula. Dele ficou-me a impressão de um homem simples. 

Sei que me utilizo de lugar comum para fazer a representação de sua figura, tal qual a mim se apresentou. Sei que isso parece reducionismo, sei que não empalma, aparentemente, a sua figura. Mas, o que quis dizer, afinal, com "um homem simples"? Quis dizer o seguinte: simplicidade no sentido de despojamento, falar fácil, pessoa acessível, uma forma de encarnação do grande avô - aquele homem sábio das coisas da vida, sereno e afável; elegante sem pompa, despretensioso e aberto. 

Simplicidade enquanto algo substantivo e vivido. Simplicidade como mineiridade, uma vez que nascido e amante das terras alterosas. 

Lembro bem que durante a entrevista o indaguei se pelo fato de ser um conservador não funcionaria, por isso mesmo, como fiador da candidatura Lula junto aos segmentos que poderiam ver no ex-metalúrgico presença não-confiável na presidência da República. Uma espécie de sociedade de capital e trabalho. Mineiramente disse que não, que Lula seria seu próprio avalista; e detalhou: ele era apenas o vice, o candidato a vice. 

E a entrevista seguiu, informal e muito agradável, mas cumprindo com o papel a nos propusemos eu e os alunos: traçar um perfil do entrevistado. Suponho que a TVU deverá reprisá-la sexta-feira próxima, às sete da noite.

Agora José Alencar se vai. Saudações, velho mineiro. Saudações, grande avô.

domingo, 7 de novembro de 2010

A primeira reportagem de um bebê jornalista

Meu sobrinho João Pedro Barreto faz importantes anotações para a sua primeira reportagem. Entrevistou uma linda nuvem, alguns passarinhos e dois duendes. E todos lhe garantiram que o mundo pode melhorar, com a ajuda e a participação de grandes jornalistas como certamente ele será. A Bruno Barreto, seu pai e herdeiro do meu jornalismo, colunista do jornal O Mossoroense, um grande abraço. (EB)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Por favor, desculpe, pode ser?

Com luvas de pelica, com licença, desculpe, por favor e muito obrigado. Assim transcorreu a entrevista do candidato José Serra no Jornal Nacional. Bonner e família trataram muito bem o aliado, bem diferente do combate oferecido a Dilma e Marina. Houve sim uma tentativa de dar à entrevista o tom de contraditório, mas podia-se perfeitamente perceber que ali não havia qualquer clima de tensão, tentativa de intimidação, questionamento direcionado à desconstrução da imagem pública do candidato.

Amanhã a vez de Plínio Sampaio, candidato do PSOL à presidência. Espere e verá como vai ser o tratamento.