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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Câmaras de 22 municípios do RN confirmam aumento nas vagas de vereadores





Júlio Pinheiro - repórter

Os 5.565 municípios do Brasil terão mais vereadores em 2013. Depois da aprovação proposta de emenda à Constituição (PEC), o número de parlamentares pode chegar a 59.764 na próxima legislatura, contra 51.419 eleitos em 2008. As alterações nas câmaras municipais podem ser aprovadas através de mudança nas lei orgânicas dos municípios até junho de 2012. No Rio Grande do Norte, algumas cidades já aprovaram a alteração no número de parlamentares, inclusive Natal.

Em 2009, quando Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou resolução estabelecendo os limites máximos do número de parlamentares por município, dependendo da população, várias casas legislativas correram para aprovar a alteração. Contudo, a mudança aprovada em lei prevê também a diminuição nos repasses do Executivo ao Legislativo das cidades, o que implicará em menos recursos para acomodar funcionários e os novos vereadores. Esse é um dos motivos que levaram os parlamentares a ponderar se realmente seria viável o aumento nas vagas.

A Confederação Nacional dos Municípios, em pesquisa realizada entre os dias 21 e 28 de setembro, consultou todas as câmaras municipais que podem proceder o aumento no número de vereadores. Em todo o Brasil, 2.153 câmaras foram consultadas e 1.857 responderam ao questionário. No estado, 30 câmaras foram consultadas e apenas cinco não responderam. Natal foi uma das que não respondeu.

De acordo com a relação entre habitantes e número de vagas, Natal pode chegar passar dos 21 vereadores para 29. Os vereadores já têm aprovada a mudança na lei orgânica que prevê o aumento em oito vagas. Porém, os parlamentares podem mudar o texto até o dia 30 de junho do ano que vem. Quanto ao aumento nas vagas em outros municípios, o maior salto será em São Gonçalo do Amarante.

Na pesquisa da CNM, o Legislativo do município da Grande Natal confirmou que já fez a alteração e, na próxima eleição, estarão em jogo 17 vagas, e não mais 10. Mossoró, que tinha apenas 13 vereadores, passará a ter 21 em 2013, enquanto Parnamirim passará dos 12 vereadores para 18, Assu ganhará mais cinco cadeiras e terá 15 parlamentares, e Caraúbas, Currais Novos e Monte Alegre passarão dos 9 vereadores para 11.

Dos municípios que responderam que não alteraram a lei, mas que vão aumentar o número de vereadores estão Caicó, Ceará-Mirim, Canguaretama, Extremoz, Jucurutu, Macaíba, Macau, Nísia Floresta, Parelhas, Pau dos Ferros, Santa Cruz, São José de Mipibu e São Miguel. Nesses municípios ainda não há a confirmação sobre quantas novas vagas serão criadas, mas deverão respeitar o limite estabelecido pela lei. Apenas os municípios de Baraúna, Touros e São Paulo do Potengi garantiram que não vão alterar o número de parlamentares.

A PEC dos Vereadores foi promulgada pelo Congresso Nacional em 2009, depois de imbróglio envolvendo Câmara e Senado. Foram definidos os aumentos nas vagas, novos repasses e que vigência da nova norma seria apenas para as eleições de 2012, não havendo aplicação retroativa, que poderia resultar em mudanças no coeficiente eleitoral de parlamentares já eleitos. A decisão foi avalizada pelo TSE. (Tribuna do Norte).

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dengue, o tubarão vem aí

Vejo na Folha: Atualmente 16 Estados têm risco muito alto de ter surto de dengue, divulgou nesta terça-feira o Ministério da Saúde.
São eles Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. São Paulo tem risco moderado.
O grau de risco foi calculado a partir de seis fatores, entre eles o número de casos em anos anteriores e a infestação do local por larvas do mosquito Aedes Aegypti, que transmite o vírus. 

A colocação do Rio Grande do Norte entre os Estados ameaçados pela dengue causa preocupação especialmente por um aspecto: a responsabilidade, ou falta desta, por parte das autoridades. Mas um aspecto não pode ser descurado: a participação social.

Campanhas locais e nacionais têm sido feitas de forma intensiva. E se as autoridades não apresentam um bom desempenho no combate à dengue, a população, facilmente, pode colaborar: basta tomar as medidas preventivas, fáceis, muito fáceis, que na TV, no rádio, jornais e panfletos ocupam espaço e tempo visando alertar a todos.

É muito comum as pessoas terem medo de tubarão. Que tal terem medo também da dengue, que mata muito mais que a fera dos mares?

Deve vir aí nova campanha. Compete a todos dar a sua contribuição.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A professora Arlete Araújo e o professor Manuel Lucas, candidatos a reitora e vice da UFRN na última consulta à comunidade universitária para sucessão do reitor Ivonildo Rego, divulgaram carta aberta de agradecimento, cuja transcrição segue abaixo.
.......

Nota de agradecimento à comunidade universitária

Concluído o processo de consulta à Comunidade Universitária para escolha
do   Reitor e Vice-Reitor, nós, que constituímos a chapa Um Novo Olhar
para a UFRN,  nos dirigimos  a todos os professores,
técnico-administrativos e alunos que  expressaram a sua confiança
mediante o voto em nossas idéias, para manifestar nossos agradecimentos
pelo apoio e estímulo recebidos no pleito.

Durante toda a campanha apresentamos e defendemos um projeto de gestão
que contemplava um conjunto de iniciativas acadêmicas e administrativas
baseadas nos princípios da transparência, da participação, da autonomia
e da democratização interna do espaço púbico. E o fizemos sempre
pautados por uma conduta ética, de respeito às diferenças no campo
programático e de defesa intransigente de uma instituição republicana
que assegurasse a impessoalidade no trato da coisa pública, a
publicização de seus atos, a legalidade e a transparência. Também não
descuidamos de qualificar o debate, tanto apresentando um programa em
sintonia com os problemas atuais da UFRN, como levantando um conjunto
de proposições na forma de artigos sobre temas candentes da gestão
universitária.

Estamos convictos da importância de termos oferecido um projeto
alternativo à nossa Comunidade Universitária. Permanecemos convencidos
que o debate fortalece a instituição e exige que as candidaturas façam
a interlocução com seus diversos segmentos e dessa forma se comprometam
com um programa de gestão em sintonia com as demandas existentes, de
modo que a responsabilização do gestor público possa vir a ser algo
concreto e passível de cobrança no futuro.

A confiança depositada em nossos nomes será objeto de balizamento para
nossas ações cotidianas e fará com que o compromisso com a UFRN seja
permanentemente reafirmado. Não nos furtaremos a exercê-lo!
Muito obrigado a todos que acreditaram e acreditam na UFRN que sonhamos!

Natal, 15 de Novembro de 2010

Arlete e Manoel Lucas

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Em dia histórico, triunfa na UFRN campanha "Queremos um jornal"
Emanoel Barreto


Representação de cerca de 50 estudantes e comissão de professores do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN recebeu hoje às 15h30, em meio a clima de intensa emoção, empenho da palavra do Reitor Ivonildo Rego de que será implantado e fará parte institucional do currículo o Jornal Universitário. O Reitor louvou a iniciativa e disse que trabalhará para disponibilizar todas as condições de êxito ao projeto.

A conquista é fruto da campanha "Queremos um jornal" que mobilizou os estudantes e as estudantes, bem como professores de disciplinas técnicas e teóricas. A campanha, que durou pouco mais de 15 dias, comprovou que docentes e discentes têm capacidade de mobilização, contando também com o apoio das Chefias do Departamento de Comunicação e Centro de Ciências Humanas Letras e Artes.

Estudantes e professores entregaram ao Reitor a proposta reivindicando o jornal como ente de sociedade civil, bem como laboratório para a prática do jornalismo, a fim de que não se repasse à iniciativa privada a responsabilidade de formar jornalistas, cumprindo o curso, desta forma, com as suas responsabilidades e papel histórico.

Segunda-feira próxima começam os trabalhos para elaboração do projeto do jornal, com participação paritária de professores e estudantes.
   
O blog #Queremosumjornal, criado e editado pelos estudantes, publicou a seguinte matéria um dia antes da reunião, :
 
Para quem ainda não conhece: o movimento reivindica a construção de um Jornal Universitário para a prática jornalística. É sabido que as disciplinas laboratoriais necessitam de uma maior aproximação com a vivência de uma redação. Temos uma visão pálida do jornalismo, pois nos falta o principal: a prática, o cumprimento de pauta, a experiência do que seja produzir fotos e textos jornalísticos com data e hora para entrega, sua editoração, impressão e distribuição, e, principalmente, o respaldo da sociedade. Os estudantes recorrem às próprias empresas jornalísticas para completar o seu aprendizado e, cremos, é função da Universidade assumir a formação de profissionais qualificados e completos. Por isso, vamos até lá. Por isso "Queremos um Jornal".


É válido salientar que nossa intenção em relação ao manifesto não é, definitivamente, usar o barulho pra se fazer ouvir. Em vez disso, queremos mostrar como professores e alunos do curso de Comunicação Social acreditam e valorizam a ideia e, nesse contexto, entregar ao reitor a nossa proposta formal. O Jornal Universitário será uma conquista do curso e de toda a comunidade universitária e a participação de todos é essencial para o sucesso da nossa empreitada. Contamos com vocês!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Índio do Serra ficou com inveja porque não ganhou bolinha. Agora, Índio do Serra vai entrar para um circo e já sabe qual vai ser o seu futuro.

O Pixador

Manobras escuras e tenebrosas transações da candidatura Serra: uma sinistra manipulação de imagens prevê futuro sombrio ao Brasil



Tenho medo do Serra
João Victor Victor Torres

Senhores, isso não é uma coisa qualquer.
Prestem bem atenção o que uma elite ferida e decadente é capaz de fazer
para não perder uma eleição. Previsões funestas, absurdas e inferiorizadas
que inventam estórias e calúnias. Um charlatanismo vulgar, típico da sua
origem.

Ela mexe com religião, aborto e temas frágeis e complexos. O intuito? Qual o
objetivo? Com que finalidade? Ora, ora: reverter os 12 pontos de diferença, o
abismo que separa José Serra de Dilma. Indignação.


É a essa pessoa que você vai dar o voto?
É aos candidatos do terrorismo midiático que você vai dar o voto? Olhem a edição, veja o que os meios de comunicação, quando vendidos, são capazes.


Isso parece uma brincadeira, uma pegadinha do Gugu, mas isso não é uma
coisa qualquer.

Em outras palavras esse vídeo, chama você eleitor, de idiota e de
despreparado, sem o menor crivo para entender que o candidato da direita não
sabe perder e está fazendo de tudo para arrastar votos, mesmo que seja da
maneira mais desonesta e fraudulenta possível.

Medo, eu tenho medo de José Serra.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Campanha "Queremos um jornal" 
mobiliza estudantes e professores
Recebi do professor Adriano Gomes, coordenador da Base Cultura, Civilização e Midia-
Comidia, alentador email que reconfirma o sucesso de mobilização "Queremos um jornal!". 
O Setor II do Campus Central da UFRN apoia e promove o movimento. Segue o texto. 
 
Prof. Barreto,

A campanha "Queremos um jornal" já está ganhando corpo nas salas,
 corredores, entre os colegas e alunos, o que revela o anseio de todos pelo
 êxito dessa iniciativa extraordinária. Torcemos por isso e, para tanto,
 conte conosco.
 Adriano Gomes
É isso: meia pesquisa basta para  bom entendedor
Emanoel Barreto

Para bom entendedor meia pesquisa basta. A tendência pró-Dilma há muito deixou de ser tendência e passou à condição de fato social cristalizado. Hoje, e quem informa é o Datafolha, ela seria eleita.

Acrescente-se a isso o fato de que a Folha anunciou escândalo na administração de Serra então governador, em episódio de aparente manipulação e conluio de empreiteiras para abocanhar espaços e ganhar dinheiro ilegalmente na construção do metrô de S.Paulo ao participar de um jogo de cartas marcadas. Antes da licitação já estava acertado quem seria "o vencedor".

Esse fato deverá ter alguma repercussão na próxima pesquisa, do Datafolha ou outro qualquer instituto setorial. Abaixo, matéria do Estadão sobre os resultados da pesquisa e constatação de que Lula continua a subir no conceito do brasileiro a respeito de sua administração.

Na terceira semana de campanha no segundo turno da eleição presidencial, a candidata Dilma Rousseff (PT) manteve a vantagem sobre José Serra (PSDB). Ela tem 49% das intenções de voto, e o tucano, 38%, segundo pesquisa Datafolha divulgada ontem.


Em relação à sondagem anterior, feita no dia 21, Dilma e Serra oscilaram para baixo - ela um ponto e ele dois. O número de indecisos passou de 6% para 8%.


Levando-se em conta apenas os votos válidos, a candidata do PT lidera por 56% a 44% - o mesmo índice revelado na semana passada.

A pesquisa capta os efeitos do último debate entre os presidenciáveis, realizado na noite de anteontem, na TV Record, e da polêmica sobre a agressão que Serra teria sofrido em uma caminhada no Rio de Janeiro.

Tanto o tucano quanto a petista levaram o episódio ao horário eleitoral. Serra acusou o PT de truculência e a campanha de Dilma expôs uma suposta "armação", segundo a qual o candidato teria simulado um ferimento na cabeça.

Geografia do voto

 A principal novidade em relação à pesquisa anterior é o fato de que, na Região Sudeste, a mais populosa do País, Dilma saiu da situação de empate técnico e assumiu a ponta, com 44% a 40%.

No Sul, onde lidera, Serra viu sua vantagem cair quatro pontos. Ele tem agora 48% (eram 50%) contra 41% (eram 39%).
No Nordeste, principal reduto da petista, a vantagem dela se manteve em 37 pontos, mas os dois candidatos oscilaram um ponto para baixo (de 65% para 64% e de 28% para 27%).

O Datafolha também mediu a aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pela terceira semana consecutiva atingiu patamar recorde.

Agora, 83% dos entrevistados pelo instituto consideraram o governo ótimo ou bom. Houve oscilação positiva de um ponto em relação ao levantamento da semana anterior. A taxa dos que consideram a administração regular passou de 14% para 13%. O índice dos que veem a gestão como ruim ou péssima se manteve em 3%.





Veja bons motivos para votar em Serra

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

 Cresce apoio à campanha "Queremos um jornal!"

A base de pesquisa Comunicação, Cultura e Mídia-Comidia, manifestou hoje à tarde apoio à campanha. Os professores José Zilmar e Adriano Gomes, seus coordenadores, receberam os alunos que lideram o movimento e manifestaram solidariedade. Abaixo, novas expressões de incentivo. No Twitter, a professora Graça Pinto também manifestou-se a favor. 

Professor Barreto,

 Sou testemunha do seu empenho, e dos alunos do curso, pela criação do Jornal
 Livre. Seu entusiasmo nos anima na luta, e reitero todo o apoio a essa bela
 iniciativa! Conte conosco!
 Abraços,
 Socorro Veloso
....

Prof. pode contar com o meu apoio para a campanha da implantação do jornal e da minha orientação e trabalho na editoria de fotojornalismo.
itamar nobre

....
Excelente iniciativa!
 Essa luta é de todos nós que buscamos melhorias para nosso departamento! louvo a iniciativa, parabéns e conte conosco.
 
Alexandre Santos
Folha exagera no apoio a Serra
Emanoel Barreto

A edição da hoje da Folha exagerou na dose de apoio a José Serra. Em matéria a respeito do candidato o título é "Ideal, antipetismo e ajuda de custo movem tucanos". 
O título, todavia, não é coincidente com o conteúdo do texto. Vejamos a matéria:

O pink quase fosforescente, uniforme do grupo de 20 mulheres que aguardava a chegada de José Serra na porta de um hotel de Porto Alegre (RS), na última sexta-feira, só não chamava mais atenção do que a gritaria que elas promoviam -"Brasil Decente, Serra Presidente!"


Quando se cansavam, as militantes sacavam cópias de um artigo de jornal em que se lia: "Dilma Rousseff defende a legalização do aborto", e começavam seu proselitismo: "Somos a favor da vida, e Dilma tem sido ambígua demais quando o assunto é aborto", repetia a presidente da Ação da Mulher Progressista do Rio Grande do Sul, Ana Gorski Rodrigues.

O entusiasmo das Penélopes Charmosas gaúchas por José Serra não depende de ajudas de custo, quentinhas com almoço ou promessas de emprego. "É ideologia mesmo. É um ideal", dizia a octogenária cor-de-rosa do boné ao tênis, só os imensos olhos azuis destoando.

"É por ideologia, sim, que estou aqui", proclamava o segundo tenente reformado Adair Gonçalves, 60, gaúcho de Pelotas, ontem, na caminhada com Serra pelo calçadão de Copacabana, no Rio.


Gonçalves, membro de uma comunidade de militares na internet chamada "Brasil Acima de Tudo", fez questão de levar para o ato duas "bombas", como ele chamava duas folhinhas que exibia para todos em volta. Em uma, via-se imagem de Dilma supostamente fotografada ao lado de uma metralhadora.

A coordenação de campanha da candidata petista tachou a imagem de "fotomontagem grosseira" --"Mesmo no julgamento a que a ditadura a submeteu, ela não foi acusada de ter participado de nenhuma ação que envolvesse armas", diz um blog antiboatos mantido pelo PT.

A outra "bomba" de Gonçalves era uma suposta certidão de nascimento lavrada na Bulgária, atestando que a candidata petista teria nascido naquele país. "Ela nem brasileira é", pregava o militar reformado.

No calçadão de Copacabana, distribuíram-se 200 capacetes, desses de operários, que foram disputados a empurrões pelos serristas.

Os mesmos capacetes já haviam aparecido, na véspera, em um bairro popular de Campinas onde Serra fez campanha. "É para a gente se proteger das agressões petistas", disse a psicóloga e escritora Ana Parreira, 58. "Pode vir coisa bem pior do que bolinhas de papel." Não veio.

"Nós não queremos que o Brasil se transforme em uma Cuba ou em uma Venezuela", discursava, risonha e confiante entre suas amigas, a administradora de empresas Maria Tavares, 65. O forte sotaque nordestino, ela não revelava de onde é. As amigas em tom de mistério diziam que Maria é uma celebridade da política alagoana refugiada há anos no Rio --mora ali, na área nobre da avenida Atlântica que assistiu à manifestação tucana.

O professor universitário de Direito João Francisco Sauwen Filho, 74, acompanhado pela também professora Regina Fiuza, 66, assim explicou seu apoio à candidatura Serra: "Cansei dessa cafajestocracia que dominou o Brasil." Instado pela Folha a explicar seu ponto de vista, o docente completou: "Posso estar sendo um tanto heterodoxo, mas eu não acredito em nenhuma solução que não passe pelas elites. A solução que não passar [pelas elites] é meia-sola", disse.


Entre tantos militantes "ideológicos", ainda se vê, no meio das hostes serristas, o velho cabo eleitoral remunerado, aquele sujeito que, em troca de R$ 50, agita durante seis horas consecutivas as bandeiras do PSDB. Como Natália Antunes, 25, moradora de um conjunto residencial popular.

No sábado, Natália e um grupo de 60 outras jovens, faziam figuração em uma rápida visita de Serra à periferia de Campinas (SP).

Serra desceu da van, andou menos de 100 metros, cercado por um enxame de repórteres e fotógrafos, parou no estacionamento de uma lanchonete, deu uma entrevista coletiva em que detonou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), peça-chave do programa do PT, entrou na van e sumiu.

"Foi rapidinho", comemorou Jenifer Souza, 21, que receberá como se tivesse trabalhado seis horas. Natália vota em Serra, convicta. Suas amigas, não. São dilmistas que estão ali só por causa do dinheiro. Todas estão desempregadas. "Bandeirar é nossa atual profissão", diz, aproveitando para pedir "uma vaguinha na Folha depois que a campanha acabar".

Percebe-se claramente que a matéria tem intuito irônico. O uso de aspas insinua exatamente isso. Mesmo assim a editoria resolveu forçar uma situação que somente na internalidade do texto do título se justifica. A falta de contexto entre título/foto comprova que a "militância" de Serra é composta por mulheres "penélopes charmosas" e pessoas que usam a palavra ideologia sem saber exatamente o que significa além de pessoas remuneradas para animar a campanha. As aspas da repórter Márcia Capriglione, autora do texto, são enfáticas.

A citação das declarações, sempre aspeadas, revela, a meu juízo, como a jornalista encarou o acontecimento: algo meio bizarro, uma espécie de ridículo bem-intencionado da parte de alguns ou um ganha-pão ocasional para outros.

domingo, 24 de outubro de 2010

 Centro Acadêmico Berilo Wanderley se junta à campanha "Queremos um jornal!"


Parabéns Professor Emanoel Barreto pela  inciativa de apoiar os estudantes  no movimento "Queremos um jornal". Nós do Centro acadêmico Berilo Wanderley tbm queremos ajudar nessa campanha importantíssima para o curso de jornalismo da UFRN. Entraremos em contato com as chapas das duas candidatas para reitoria para realizar um debate sobre as políticas e propostas das duas gestões para área de comunicação. E ,assim , cobraremos um posicionamento com relação a essa proposta e a outras necessidades do curso de comunicação.


abraços, 
João Víctor Pereira Leal 
Coord. de Assuntos Acadêmicos CABW
O Pixador

Campanha "Queremos um jornal!" ganha repercussão no Fórum Nacional de Professores de Jornalismo
Emanoel Barreto


A campanha "Queremos um jornal!", desenvolvida pelos estudantes de jornalismo da UFRN, ganhou repercussão nacional. Como apoiador da iniciativa, informei ao Forum Nacional dos Professores de Jornalismo e recebi manifestações de apoio e incentivo à proposta. Transcrevo abaixo as palavras animadoras dos colegas que, até agora, já se manifestaram. Amanhã começa a mobilização de todo o Curso de Comunicação Social em favor do projeto.
Entendo que é possível sim a realização dessa saudável e corajosa utopia. Não é possível formar completamente um jornalista, uma jornalista, sem a prática revistida da práxis cidadã. Creio que é dever da Reitoria da UFRN assumir essa ideia como projeto institucional, acatando a proposta dos estudantes e garantindo-lhe certeza de realização.

Abaixo, o meu email comunicando aos colegas professores de todo o país a iniciativa. Logo após, o apoio já obtido. Segue o texto:

De: Emanoel Barreto
Para: FNPJ@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Sábado, 23 de Outubro de 2010 8:47:07


 
Caros Colegas,
 
Informo que na UFRN um grupo de estudantes de jornalismo lançou a campanha "Queremos um jornal!", que tem por objetivo sensibilizar a reitoria
no sentido de dotar o curso de Comunicação Social de um jornal. Mais objetivamente: os estudantes exigem que a reitoria construa um laboratório
dotado de computadores e um parque gráfico. Isso mesmo; um parque gráfico. A proposta é a formação do jornalista pleno: com experiência na
rotina jornalística e eticamente preparado. O movimento tem  como proposta a edição de um jornal-ente da sociedade civil, entrando no universo noticioso dos
jornais comerciais. O diferencial é que este jornal não teria compromissos com políticos nem com o mercado, tornando-se assim apto ao exercício claro e firme
de um jornalismo de compromisso.
 
Um abraço,
Emanoel Barreto
 
O apoio recebido:
Prezado Emanoel!
Além de parabenizar os estudantes da UFRN pelo lançamento da campanha ("Queremos um jornal"), registro aqui um desafio para que a gente possa, em nível nacional, a partir de nossas escolas, rediscutir o legítimo papel que o jornalismo vem desempenhando... Sucesso desta (democrática) ousadia! att, sérgio gadini
..

Caro Emanoel,
 
Associo-me às palavras de Gadini. É preciso nos mobilizarmos cada vez mais na defesa do Jornalismo e os(as) estudantes são centrais nesta luta. Parabéns aos colegas e estudantes de Jornalismo da UFRN pela iniciativa. Um abraço fraterno, alfredo.
 
 ..
 
Que maravilha, Prof. Emanoel. Quem maravilha!!! Salve salve os movimentos estudantis.
Como eu queria ver mais, mas muuuuuito mais mesmo, os nossos universitários reagirem ao marasmo das nossas instituições e/ou ao conformismo da não contestação. Afinal, a universidade, por excelência, é o espaço (ou pelo menos deveria ser) para formar profissionais críticos, questionadores, debatedores, novas lideranças.
 
Aqui na Univale (universidade comunitária), nosso curso de Jornalismo tem um jornal-laboratório - Circulando - (vencedor do prêmio Intercom de melhor jornal-laboratório do país, em 2003) que a duras penas vem sendo feito pelo nobre colega Prof. Tim Filho. Digo a duras penas porque o alunado daqui é deslumbrado com os estágios na TV, deixando o impresso bem de escanteio. 
 
Veja só, enquanto isso, aí na UFRN, alunos estão exigindo laboratório, jornal impresso e gráfica. 
 
Vou repassar essa sua notícia para os nossos discentes no intuito de mostrar a eles a preciosidade que eles tem aqui na Universidade para usufruir, mas não estão dando a devida importância.
 
Bom, desejo muita muita sorte aos alunos. Gostaria de continuar recebendo informações sobre o movimento estudanti aí, ok?
 
Grande abraço. Inté!
Fernanda Melo
--
Profa do Curso de Jornalismo/Univale
Mestranda em Gestão Integrada do Território/Univale
 
Foto: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.enciclopedia.com.pt/images/parque-grafico-da-rbs_011.jpg&imgrefurl=http

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

No jogo da política, eis a análise do Pixador

O Pixador

O Pixador




O incidente que resultou em agressão ao candidato Serra, no Rio, é demonstrativo do quanto a campanha à sucessão presidecial se encaminhou a rumos estranhos à democracia. A ação, atribuída a supostos militantes do PT, é o resultado do rebaixamento dos níveis do debate, que escorreu da alta política para os descaminhos de discussões estéreis e histéricas acerca do aborto, vindas do PSDB. Virá agora a vitimização de Serra e, o incidente, seu martírio. O ato vai virar "atentado" e o não-discurso, o vazio de discussão provocada em torno de nada, será o mote dominante daqui por diante, é o que presumo. (EB)
Foto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKRkh-m_tq46OiGKbAwBTHY7_goN8b3TkhH3trDmImPV0C1Ufk1JO7IWksdsCUGP1Ae4UMqgI-HaDJIMj8Qwm5G9r2i9tb8SzL0ly3H8h9SIYaMVUJTaTgQjzZOea6VsbQm0W1/s1600/10293317.jpg

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Depoimento de Chico Buarque (18 de outubro) a favor de Dilma

Candidata a reitora da UFRN envia artigo em que trata de política de atenção à saúde


Recebo e publico artigo de autoria da professora Maria Arlete Duarte de Araújo. Outra ou outras chapas terão idêntico tratamento. (EB)

DISCUTINDO A UFRN:
Política de Atenção à Saúde: onde está a preocupação com as pessoas?


Maria Arlete Duarte de Araújo
Professora Titular – DEPAD/ Centro de Ciências Sociais Aplicadas
(arletearaujo@natal.digi.com.br)Candidata à Reitoria – Um novo olhar para a UFRN
 
O ambiente de trabalho em uma instituição universitária coloca para o professor, além das responsabilidades derivadas do cargo, da alta competitividade embutida nos processos de obtenção de bolsas, bolsistas e recursos e da necessidade de aprendizagem contínua,  um conjunto de problemas produtores de stress: múltiplas atividades concomitantes de ensino, pesquisa, orientação e extensão; participação em comissões diversas, prestação de consultorias; cumprimento de prazos para orientações, projetos e artigos; compromissos com a manutenção de conceito dos programas de pós-graduação de que participa; financiamento de projetos; urgência de tempo para tudo e falta de apoio didático, entre outros. Todas essas   questões podem provocar um desgaste físico e emocional e serem  determinantes de muitas doenças.  Dessa forma, é um equívoco limitar a compreensão das condições de trabalho dos docentes à estrutura física e tecnológica, por mais importantes que sejam. Aqui, é preciso ressaltar que mesmo essas condições  básicas  ainda não se constituem uma realidade para boa parte dos professores da nossa instituição.

De forma idêntica, situações estressantes são também vivenciadas pelo corpo técnico-administrativo, provocadas especialmente  pelas  exigências de novas competências para lidar com os novos processos de trabalho, a falta de mobilidade nos ambientes de trabalho, o desestímulo provocado pelo não aproveitamento do potencial de formação existente, a necessidade de adaptação a sistemas tecnológicos mais modernos, tudo isso  associado a um sentimento de não valorização e reconhecimento do trabalho realizado.

Refletir sobre o desgaste físico e emocional ao qual estamos permanentemente submetidos, tanto os docentes quanto os membros do corpo técnico-administrativo,  em nossos ambientes e relações de trabalho, deve  pois ocupar um lugar central na agenda de gestão das pessoas. A necessidade de produzir resultados, alcançar objetivos e metas, cumprir normas e regras, elementos da racionalidade instrumental da instituição, não faz sentido se for com o sacrifício das pessoas que constituem o seu maior patrimônio. Dito de outro modo,  não podemos ficar prisioneiros da lógica estritamente racional e funcional que coloca em segundo plano o bem estar das pessoas. Uma nova lógica deve se impor para se contrapor à lógica instrumental e com ela dialogar para produzir contratos psicológicos duradouros, positivos e ricos em aprendizagem e satisfação entre a instituição e as pessoas. Estamos nos referindo à necessidade de humanizar a instituição de modo a valorizar e reconhecer a importância do trabalho das pessoas.

Esta compreensão remete, entre outras preocupações vinculadas ao ambiente de trabalho, para a necessidade da adoção de um programa de atenção à saúde dos servidores que seja capaz de prevenir, promover e recuperar a saúde, na perspectiva de uma concepção integral de saúde. A saúde é um direito de todo o cidadão e se constitui um bem inalienável. Não é possível aceitar que em uma instituição produtora de conhecimento como a UFRN não se saiba qual o perfil epidemiológico dos seus servidores, não se reconheça a forma como os diferentes ambientes organizacionais impactam na saúde, se ache natural a ausência de debates sobre as condições de trabalho geradoras de doenças, não se saiba quais as doenças do trabalho existentes e se dê pouquíssima atenção à saúde dos seus servidores.Tudo isso reclama e impõe a necessidade de um novo olhar sobre a gestão das pessoas. Uma instituição não é apenas máquinas, prédios, processos. As pessoas precisam sentir que a instituição se preocupa com elas, que se empenha em seu bem estar e que a atenção à saúde ocupa  centralidade nas políticas de gestão.

GENTE EM PRIMEIRO LUGAR!
UMA ADMINISTRAÇÃO HUMANIZADA!
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