A luta, sempre a luta..."Não é justo alguém ter o direito de ter uma empresa de aviação e outro não ter o direito de comer um pão." /////// JAMAIS IDE A UM LUGAR GRANDE DEMAIS. A UM LUGAR AONDE NÃO TENHAIS CORAGEM DA IMENSIDÃO - EMANOEL BARRETO - NATAL/RN
sábado, 18 de julho de 2009
A luta, sempre a luta...sexta-feira, 17 de julho de 2009
Não é só com um chazinhoO preocupante é que nossos serviços de atendimento médico-hospitalar, postos de saúde e desasistência a quem não tem plano de saúde formam quadro que podemos chamar de dramático. Caso a gripe suína se torne situação alastrada um expressivo contingente populacional estará literalmente ao abandono.
A frágil situação organizacional do Estado brasileiro o leva a colocar-se como instituição que falha na prestação de serviço público. Vamos mal na educação, segurança e saúde. O Estado não chega aos que mais precisam, aos que mais dependem do bom funcionamento de sua estrutura organizacional em termos de assistência.
Talvez seja o caso de se remeter o problema aos céus, esperando que o sobrenatural faça o que as autoridades com certeza não poderão fazer.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
O castelão e seu castelo
VergonhaEmanoel Barreto
Apenas para você comparar: na Noruega o ministro da Saúde foi demitido porque telefonou a um hospital público pedindo que amigo seu fosse atendido de forma preferencial. Pegou o telefone e fez o pedido. Isso causou tamanha indignação nacional que a saída foi a sua demissão imediata. A imprensa abriu manchetes, a população se indignou. E esse ato, lá entendido como de corrupção inaceitável, valeu, talvez, o fim da vida pública do envolvido.
Aqui, o presidente do Senado, José Sarney, faz contorcionismos incríveis. Está sob fogo cerrado da imprensa, a opinião pública nacional está perplexa, mas sabemos todos: nada lhe acontecerá. No máximo, talvez seja levado a renunciar ao cargo como estão pedindo as vozes mais honoráveis da Casa, como o senador Pedro Simon, do alto dos seus 80 anos, mais, muito mais da metade deles dedicados ao público.
Em conversas, tenho ouvido: para que serve o Senado? Talvez a indagação esteja fora de enquadramento. Na verdade, a pergunta seria: para que servem certos senadores? A legislação deveria contemplar com rigor esse tipo de gente, permitindo sua cassação de forma certeira e rápida, quando da ocorrência de indignidades como as perpetradas por Sarney.
sábado, 11 de julho de 2009
Diploma sim. E já!sexta-feira, 10 de julho de 2009

Texto para uma foto estranha
Emanoel Barreto
Devia cantar, mas, antes, não fez nada.
Devia dizer, mas, depois, calou-se.
Deveria saltar?
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Emanoel Barreto
quarta-feira, 8 de julho de 2009
O cansaço do pequeno brasilEmanoel Barreto
O pequeno brasil cansou.
Se não de tudo, pelo menos de andar.
E depois, para aonde os passos o levarem,
chegará sempre e sempre a mais cansaço.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Confirmada existência de funcionários-fantasmasdomingo, 5 de julho de 2009
Ó Deus, ele morreu...Um total de 1.223.978 pessoas tinham se inscrito na página do ginásio Staples Center, que receberá a cerimônia, até as 17h (hora em Brasília) deste sábado.
Na sexta-feira, a empresa AEG, responsável pela organização do funeral, assinalou que abriu o processo de registro a pessoas que não vivem nos Estados Unidos, uma modificação ao anúncio realizado na manhã de quinta em Los Angeles.
Os que quiserem assistir ao memorial terão a sua disposição 11 mil entradas para o Staples Center e outras 6.500 para o teatro Nokia, a poucos metros do ginásio, onde a cerimônia será transmitida.
O funeral do rei do pop será transmitido para todo o mundo.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Não há remorsoquinta-feira, 2 de julho de 2009
Vamos viajarEmanoel Barreto
Vamos viajar, seguir do cais ao mar aberto.
E mesmo não sendo certo um porto de chegada,
pois é vão nosso saber insano, é preciso partir
a cada hora e chegar a sempre novos mares.
terça-feira, 30 de junho de 2009
O diabo no Senadosábado, 27 de junho de 2009
Foto: Alize Freudenthalsexta-feira, 26 de junho de 2009
A morte de Michael Jacksonquinta-feira, 25 de junho de 2009

Emanoel Barreto
terça-feira, 23 de junho de 2009
...e aí, em Mossoró ficou todo mundo com cara de otário...segunda-feira, 22 de junho de 2009
O Senado vomitasábado, 20 de junho de 2009

Mesmo que nada mude
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Ei! Quer ser jornalista?quarta-feira, 17 de junho de 2009
Jornalismo e espetáculoterça-feira, 16 de junho de 2009
Não, não. A culpa não é dele...segunda-feira, 15 de junho de 2009
Na foto da AP, Mir lidera protestoEmanoel Barreto
Supostas fraudes na eleição presidencial do Irã estão mobilizando França, Alemanha e Reino Unido, que cobram investigação a respeito da reeleição surpreendente de Mahmoud Ahmadinejad com a expressiva votação de 63% dos 25 milhões de votos aos candidatos. A comunidade internacional estranha, exatamente, o número, considerado expressivo demais, não retratando a realidade da campanha, que permitia suposição de vitória do seu principal adversário, Mir Hossein Mousavi
A reação internacional ocorre em boa hora. O Irã é uma teocracia republicana. Assim, os ditames religiosos imperam como leis gerais, para tratarmos a coisa de forma simplificada. Lá, o presidente não é o chefe supremo das forças armadas, como acontece no Ocidente. Isso é coisa que fica adstrita ao ailtolá Khamanei, sucessor do trevoso aiatolá Khomeini.
Além disso, o presidente eleito, para assumir, tem que passar pelo crivo do Conselho de Guardiães. Se não for aceito, ganha mas não leva. A eleição do reformista Mir Hossein Mousavi seria sem dúvida um avanço e poderia significar mudança no relacionamento do Irã, que está a exigir alterações para melhor no relacionamento dos antigos persas com a sociedade civil internacional.
domingo, 14 de junho de 2009
Emanoel Barreto
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Os robos? Os robôs somos nósIsso é preocupante porque os proprietários de televisores analógicos não poderão ver TV, a menos que assinem serviços de TV digital por cabo, substituam seu televisor por um modelo com "set-top box" (necessário para receber o novo sinal) embutido ou adquiram um conversor.
No Brasil, medida semelhante está marcada para 2016, segundo o cronograma oficial, mas o governo já falou em adiar a medida. Quando o sistema analógico for desligado, para assistir à televisão, será preciso comprar pelo menos o conversor.
.....
quinta-feira, 11 de junho de 2009

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A foto é de campanha publicitária da Benetton
Pureza insolente
Emanoel Barreto
O amor pode devassar, sem ser devasso,
as várias visões do conceito - regra, norma, império.
E se devassa os recônditos, se chega os arrabaldes mais distantes da ordem, essa quimera, pode fazer feliz quem o quer ser.
A pureza insolente, petulante,
está no gesto de quem não teme
nem pede para ser compreendido.
O homem, a mulher, o amor,
são três seres.
Que, como Deus,
formam uma única e só pessoa.
terça-feira, 9 de junho de 2009
A viagemEmanoel Barreto
O vinho, o chapeu, a viagem.
A vinha, quem vinha, viu.
E, depois do que veio fazer
Virou o leme da vida
para a o próxima viagem.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Coisas de Jornal será atualizado nesta terça
domingo, 7 de junho de 2009

sábado, 6 de junho de 2009
Emanoel Barreto
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Espelho, espelho meu...Emanoel Barreto
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu, dizia Chico Buarque.
Se estás no cansaço assentado.
Se te para o coração um só instante.
E se o blog é espelho de repente.
E te olhas no espelho e te vês.
Ainda terias coragem, como a Bruxa,
De dizer "espelho, espelho meu?"
quinta-feira, 4 de junho de 2009
A esmola de um pão no sinal de trânsitoEmanoel Barreto
O noticiário internacional das coisas de jornal relembra os 20 anos do massacre na Praça da Paz Celestiam, Pequim. O flagrante, de autoria de Jeff Widener, repórter fotográfico da Associated Press, registra o momento em que um jovem colocou-se à frente dos tanques e impediu o seu avanço. É um dos registros jornalísticos mais fortes, dramáticos e pulsantes. Metáfora perfeita da democracia como ideal ético, em oposição à brutalidade de uma ditadura. A fragilidade humana enfrentando o descomunal poderio de um sistema de poder alucinado por suas próprias pregações.
O homem jamais foi identificado. Lembro-me bem do episódio, divulgado mundialmente pela TV. Aquele homem, minúsculo, detendo, com sua determinação, o avanço de uma máquina dirigida por uma mente de psicopata. Quando o tanque era manobrado para a esquerda, tentando passar, ele seguia na mesma direção. Virando-se em sentido contrário, o ativista fazia o mesmo.
Percebia-se algo inusitado: a fera de ferro sendo dobrada pela força de vontade de alguém desarmado, mas dotado de coragem incomum. Sem dúvida, movido por algo a que chamamos dignidade, desprendimento, arrojo. Não digo martírio porque entendo o mártir como alguém que se deixa abater. No fundo, há algo de covardia no martírio passivo.
No caso, se foi martírio, foi o martírio do forte. Valeu como um grito. Mais que isso, um brado, resistência. Jamais se deve compactuar com ditaduras. Nem mesmo com a ditadura do neoliberalismo que, sob o manto do seu discurso falsamente democrático, nos tem a todos presos em sua realidade tentacular e sufocante. Há democracia quando alguém esmola um pão em sinal de trânsito? Não, é a minha resposta. Não, deve ser a sua resposta também. Posso contar com isso?
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Contando as histórias do mundoterça-feira, 2 de junho de 2009
Viver é perigosoEmanoel Barreto
Advogado Carlos Eduardo Macário de Melo e médica Bianca Machado Cotta. Recém-casados, viajavam a Paris no voo da Air France, para a lua de mel. Em si trágico, o acontecimento traz aspectos como esse: a juventude ceifada em momento especial da vida. A condição humana, sabemos disso na cotidianidade, tem continuamente um dado de perigo, um alerta que sempre nos diz: viver é perigoso.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Nossa ilusão entra em campo num estádio vazioEmanoel Barreto
A começar do fato de que o Brasil não deveria sediar a Copa de 2014, pois temos problemas estruturais e conjunturais de monta, e nestes deveríamos aplicar os recursos
sábado, 30 de maio de 2009
Abraços,
Emanoel Barreto
http://www.youtube.com/watch?v=Y2eWglxp6g0
... No posto abaixo, meu comentário sobre a Copa de 2014.
Futebol para os bobossexta-feira, 29 de maio de 2009
E aí, vamos gritar gooooooooooooooooool?quinta-feira, 28 de maio de 2009

O terror, o terror, o terror...
Emanoel Barreto
O terrorismo, para além de suas manifestações de violência, que ultrapassam o objetivo militar primário, tem a sua maior força de repercussão pelo fato de que atinge vítimas não diretamente envolvidas com aqueles que representam o sistema que se quer atingir. Ou seja: o agrente terrorista tem o maléfico condão de atingir pessoas ao léu, qualquer um que passe no instante de detonação de uma bomba ou qualquer outro artefato mortífero.
Reside aí a força do terror: criar na população um sentimento de medo coletivo que diz: qualquer um, a qualquer hora, pode ser alvo. Tais ações visam demonstrar que, insidiosamente, os agentes terroristas podem se mover silenciosamente e instalar seus artefatos. Com isso, fica claro às pessoas que o Poder não está assim tão aparelhado para impedir que com desenvoltura os atentados sejam praticados.
Todas as ações desse tipo trazem em si uma forte carga comunicacional: o terrorismo é uma ampla e sinistra forma de comunicação. Todo atentado, tecnicamente, é uma espécie de texto, que reafirma a capacidade do grupo de causar danos os mais amplos, profundos e desestabilizadores. Vide o ataque de Osama aos Estados Unidos.
Foram escolhidos cuidadosamente três alvos: as torres gêmeas, como símbolo do capitalismo; o Pentágono, que representa o poderio bélico americano e a Casa Branca, como figuração da tera-mãe. A brutalidade teve todo todo um sentido de comunicação de massa, ferindo o povo americano em seus valores mais caros.
Todo ato, assim, visa repercussão de imprensa, o que termina por validá-lo, perante seus autores, como tática eficaz de guerra. Se não se anuncia tais acontecimentos, os agressores também saem ganhando, pois esse silêncio os beneficiará. Divulgando-se, obtêm o efeito de mídia pretendido. Será sempre um dilema para os jornalistas. Mas, divulgar é preciso, a fim de que as populações possam de alguma maneira prevenir-se.
Mas há uma forma também degradante de terrorismo: o terrorismo de Estado. O exemplo mais recente é o da Coreia do Norte, cujo discurso de poder está centrado na ameaça do uso de armas atômicas. Sem questionar que os Estados Unidos também se arrogam o uso das mesma armas, é preciso que os líderes do mundo usem de bom senso, para pelo menos, contornar a situação.
No mais, é perplexidade e desencanto quanto ao mundo onde vivemos.