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quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Folha está promovendo um escarcéu em torno de texto que sequer foi publicado, de autoria de FHC. É o que se chama, em jornalês, de "balão de ensaio", uma coisa de jornal que visa "testar" até que ponto alguém pode medir a importância ou impacto de suas palavras ou atitudes midiáticas. O balão de ensaio surge de algo que em si não tem valor algum ou o tem de forma relativa;  visa atender unicamente o interesse de alguém em torno da promoção de seu nome ou instituição a que seja ligado. No caso, o jornal pretende criar e promover um pesudoacontecimento - o "debate" interno do PSDB - a fim de promover esse partido. Leia a matéria.

Oposição discorda de FHC e defende foco no 'povão'

DE SÃO PAULO
Hoje na Folha Líderes da oposição, entre eles Aécio Neves (PSDB-MG), discordaram ontem do teor do artigo em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso propõe que desistam do "povão" para investir na nova classe média, informa reportagem de Catia Seabra, Vera Magalhães e Daniela Lima, publicada na Folha desta quarta-feira (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).
Já o ex-governador José Serra fez vários elogios ao texto e disse que este não é o "ponto essencial" do texto. 

Em artigo que será publicado nesta semana e revelado pela Folha, FHC defende uma revisão profunda da estratégia do PSDB e da oposição para voltar ao poder.
O tucano diz que a oposição deveria desistir de conquistar as camadas mais pobres do eleitorado e se conectar com a nova classe média.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Deadline, a linha da morte no jornalismo

"Era isso mesmo o que eu esperava:
comprar um cemitério."
(Assis Chateaubriand, ao comprar e recuperar o jornal Estado de Minas)

Muito antes que as prensas comecem a rodar, o jornal começa a ser feito. É um trabalho de equipe, intenso e coordenado. Como num jogo de passes, é preciso que cada jogador entregue ao companheiro o bastão da notícia. Notícia, esse objeto abstrato, que só aparentemente está expresso nas palavras. Na verdade, da notícia, enquanto mensagem, vale a compreensão, a representatividade do relato, o valor que previamente se dá a um determinado tipo de acontedimento, que deve ser importante ou interessante. Sem isso, nada de notícia. Importância ou interesse são essenciais.
Letras, palavras, fotos, ilustrações, tudo isso somente vale pelo que representa. E pelas consequências junto ao leitor. Vale pelo rumor social que pode causar. Em si, não têm essência nem consistência. O código é a expressão tosca do entendimento humano. E o jornal é a desesperada tentativa de captar o mundo, transformando em tinta impressa a pressa das pressões que o homem sofre todos os dias.
A notícia sobrepaira à página impressa, se espalha da mancha gráfica e se espraia no mundo. O jornal trabalha com um repertório de fatos que nada mais são que os padrões do mundo, as coisas que escolhemos como cotidianas. Mesmo que essa estranha cotidianidade jornalística sejam o inusitado, o grotesco, o excessivamente bom ou a maldade em sua mais requintada forma. De alguma forma, ao longo da História, a história da maldade se sobrepôs. O homem tem o dom do ruim.
A cotidianidade, rotineira e plana, é plena de um vazio e presivível viver. Assim, o jornalismo dedicou-se dar relevo àquilo que foge do comum. E, lamentavelmente, os atos de maldade superam em muito os comportamentos de caridade, solidariedade, humanidade e bem. 
E, ao trabalhar com tantos fatos, todos recheados de tensão, o jornalismo o faz sob pressão. É o que chamamos nas redações de deadline, literalmente "linha da morte", em português prazo fatal, hora-limite. Agora, se você tem uma profissão, digamos, convencional, cumpre expediente litúrgico, atende a uma pontualidade budista, sequer imagina o que é trabalhar numa redação, o que é ser jornalista. E se você gosta de ser assim, jamais seria jornalista. O jornalismo é a tranqüilidade em disparada. Ou, como já se disse, jornalismo é a História escrita à queima-roupa.
A matéria-prima do jornal é o mundo e seu almanaque de acontecimentos, o tal repertório a que me referi há pouco. Cria-se assim, entre o jornal e o leitor, uma relação analógica: o leitor sabe que, numa determinada página, encontrará, sempre, um determinado tema - política, esporte, polícia, economia, por exemplo - mas jamais pode, ou pelo menos não deveria, prever qual assunto será tratado.
Explicando: sabe-se que em política a corrupção é quase norma executiva. Político é quase sinônimo de ladrão, pelo menos no Brasil. Assim, a novidade jornalística é: qual será a nova corrupção a ser exposta? Ou, separando cada coisa: o tema é política&corrupção, esses dois irmãos siameses. Já o assunto é a novidade sobre o mais recente corrupto flagrado.
Mas o que quero falar mesmo é a respeito da questão tempo, em função do deadline e seu equivalente literal em português, "linha da morte". Em jornal, adquirimos uma vivência muito especial a respeito da questão tempo. Tempo não apenas enquanto aquele imperceptível passar de horas para o trabalhador de expediente litúrgico, mas para o jornalista, o trabalhador do tempo fragmentado, angustiado. 
Para nós, a convivência com o tempo é como conviver com o silêncio, ou com um lago calmo e profundo. Aparentemente, nada está acontecendo, mas, por trás do biombo da calma, o mundo está em ebulição. O grande problema é que os grandes acontecimentos têm algo de secreto, algo de sagrado. Os criminosos da política, por exemplo, disfarçam seu fervor pelo dinheiro e pelo poder em conciliábulos - perdão pela palavra - e confrarias que ocorrem às ocultas. Há um certo recato no roubar político. 
Compete ao jornalista descobrir esses segredos, tão bem guardados como os grandes venenos, aqueles que se ocultam nos menores frascos. E, o mais triste, é que um grande veneno é uma grande arte. Administrá-lo é uma forma de ciência; há um certo saber, no trabalho dos corruptos. Tanto, que neles demoram a ser descobertos. Suas doses são homeopáticas. 
O ladrão dos dinheiros públicos tem a perícia de um cirurgião ou a técnica de um pintor do Renascimento ao retocar, com suavidade, uma nesga de tinta. E o que é pior - dessa cicuta, o veneno de buscar sempre o novo, algo que também nos contamina - os jornalistas bebemos todos os dias. De algum modo os jornalistas morremos todos os dias, com o grande veneno do deadline. Mas renascemos, dia seguinte, com uma nova manchete.
Imagem: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.almanaquedacomunicacao.com.br/files/images

sábado, 11 de setembro de 2010

 New York Times vai acabar versão impressa

Deu no JB Online - WASHINGTON - O presidente do Conselho de Administração da The New York Times Company e publisher do jornal The New York Times, Arthur Sulzberger Jr., admitiu em público, pela primeira vez, que o futuro de um dos mais influentes jornais do mundo, fundado em 1851, será com a publicação de notícias e imagens exclusivamente em plataformas digitais. Em conferência realizada esta semana, em Londres, Sulzberger Jr. deixou claro que o fim das edições em papel é uma tendência irreversível.

A mudança do impresso para o digital é um tema muito debatido na atualidade na mídia mundial. O JB, em atitude pioneira, já é 100% digital desde o dia 1º deste mês (leia a íntegra no JB Digital).

– É certo que vamos parar de imprimir o New York Times em algum momento, em data a ser definida – afirmou Sulzberger Jr., segundo notícia publicada no site do New York Observer – Daily Transor, sob o título "Arthur Sulzberger Jr. admite o inevitável".
O executivo deixou claro que já se pensa em como deverá ser desenvolvida a próxima etapa do informativo na web, onde já mantém um site.

– Os leitores poderão ler artigos gratuitamente, mas o volume maior de conteúdo será pago – adiantou Sulzberger Jr, que não quis prever quando espera ver o jornal exclusivamente na internet, segundo texto divulgado no site do Business Insider, intitulado "Sulzberger admite: `Vamos parar a impressão do New York Times no futuro'”.

Segundo o site Business Insider, o NYT gasta US$ 200 milhões/ano com a redação. A geração de receita online seria de US$ 150 milhões/ano. Sulzberger Jr. disse que o modelo da futura operação “está evoluindo”, e confirmou que o New York Times e o Google trabalham juntos numa ferramenta batizada como Primeiro Clique Livre, que servirá como degustação para leitores que, em seguida, poderão tornar-se assinantes do jornal digital. O The New York Observer escreve também que o NYT planeja incrementar o sistema de pagamento pelo acesso a partir do próximo ano.

sábado, 28 de agosto de 2010


Estudantes de Comunicação preparam jornal

Em reunião ontem com grupo de alunos de jornalismo decidimos a criação do Jornal Livre, uma produção impressa cuja iniciativa surgiu deles. A ideia é fazer isso mesmo que o título do jornal indica: um produto sem vínculos, independente de partidos, informativo e opinativo. Acima, foto da primeira reunião. Neste sábado-domingo darei mais detalhes. (EB)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Mensagem deixada no orkut de Nilo Santos, que aniversariaria hoje, mas faleceu
recentemente.


Nilo Santos
--- Walter Medeiros


Que mistério, esta vida, esta grande via,
Tempo que muda de cara, qual magia,

Tempo de mudanças, de tecnologia,

Tempo que a gente nem imaginou um dia.


Um dia achamos fascinante a tipografia,
Que o off set aposentou sem piedade,

Pois cada tempo traz as suas novidades,
Como a fascinante informática, que viria.

E a nossa maquininha de escrever,

Que não era arma, mas sagacidade

Para nossas lutas pela liberdade,

Que um dia afinal vimos nascer.


Mas agora, nesse dia, mais surpresa,
Para quem a internet agora curte,

Você está aqui no seu Orkut,

Que na convivência é uma beleza.

 Mas não responde mais nossas mensagens,

Está mudado, construindo outra história,

Restando a nós apenas a memória

Daquelas tuas belas reportagens.





Veja aqui uma coluna social diferente. Fútil, mas em compensação essencialmente tola comme il faut

Jornal inútil


Abaixo, uma seleção das mais importantes idiotices jornalísticas que em muito contribuirão para aumentar a sua cultura inútil. Idiotices e calhordices: dos jornais, dos jornalistas e dos, vá lá, atores sociais - do poder e fora dele. Gente de grana, sabe? Gente sem grana também, ok? - EB.

Todos querem Alessandra
A informação está emm Heloisa Tolipan - JB. Importantíssimo. Leia:
Como diz Suzana, a personagem editora de moda de Malu Mader em Ti-ti-ti: “A saúde está com tudo no mundo fashion”. Alessandra Ambrósio que o diga. Depois de só ser lembrada para trabalhos comerciais, ela chegou ao Olimpo da alta moda. Além de ser capa da Love, ela está na Vogue Rússia, na Vogue America e nas campanhas da Lowe e Moschino. Pela primeira vez, aliás, ela figura no principal ranking do site models.com, em 34º lugar. Seu habitat, até então, era a lista das sexies, na qual ainda ocupa a 5ª posição. “Ms. Ambrósio é a definição do último grito na moda: a mistura entre o sexy e o high fashion”, decreta o site.
...
Filha de Mick Jagger posa semi nua em campanha de jeans

Também para seu gáudio: Georgia May Jagger, filha de Mick Jagger, posou vestindo apenas uma calça jeans justa para a nova campanha da grife Hudson.
Georgia, 18, é filha do vocalista do Rolling Stones com a modelo Jerry Hall. Ela é a terceira dos quatro filhos do casal.
As fotos foram feitas em Nova York pelo badalado fotógrafo de moda Mario Sorrenti.
... Esta relevante informação está na Folha.

...Também na Folha outro grande acontecimento. Leia logo: "Gay de 'Ti-ti-ti' pode engatar relação com mulher.Em breve, o coração de Julinho (André Arteche) -- que perdeu o namorado Osmar (Gustavo Leão) em um acidente de carro -- vai se abrir para uma nova paixão em "Ti-ti-ti", da Globo. Segundo o ator, o novo pretendente pode ser inclusive uma mulher. "O Julinho tem o que eu chamo de comoção estética. Pode até ser que uma mulher desperte nele uma paixão", adianta. - Estou comovido.

... EPA! EPA, EPA, que aqui o negócio é sério. É no Estadão. Veja só estes bonecos:
Conselho amplia benefícios de juízes federais



Magistrados, que já gozam de dois meses de férias por ano, podem agora 'vender' 20 dias e embolsar uma quantia a mais por ano


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que os magistrados federais devem ter as mesmas vantagens que já são garantidas a integrantes do Ministério Público Federal (MPF).


Por detrás dessa medida com fisionomia técnica, há uma ampliação de privilégios. Em consequência da decisão, assim como os membros do Ministério Público, os juízes, que já gozam de dois meses de férias por ano, poderão "vender" 20 dias e embolsar uma quantia considerável a mais por ano.

Além da possibilidade de vender um terço das férias, a simetria entre as duas carreiras garante aos magistrados direito a outros benefícios, como auxílio alimentação, licença-prêmio e licença sem remuneração para tratar de assuntos particulares.


No próprio CNJ há quem acredite que, se a decisão do conselho for questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), há grandes chances de a corte suspendê-la. Há uma súmula do STF segundo a qual o Judiciário não tem função legislativa e, portanto, não cabe a esse Poder aumentar vencimentos de servidores sob fundamento de isonomia.

A decisão do CNJ, tomada por 10 votos a 5, ocorreu seis dias depois de o STF ter encaminhado ao Congresso Nacional um projeto de lei para reajustar os salários do Judiciário da União em 14,79%.

.... Agora a coluna social do povo:
Esta alegre família deixou a violência do Rio de Janeiro e veio  morar no Nordeste. A foto é um registro do filme Garapa, de José Padilha, o diretor de Tropa de Elite. Como se vê, o povo também sabe ser feliz. Uau! Até que enfim uma coluna social de mesmo, como se dizia antigamente, mostra a felicidade do povo.