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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Serra: não vinha dando certo, não vai dar certo
Emanoel Barreto

No debate de Record o candidato José Serra assumiu um discurso agressivo. Atrás nas pesquisas seguiu a tática básica que todo marqueteiro recomenda: bater, bater, bater. Além disso agregou ao seu pronunciamento um tom alarmista quando referiu o MST como se fora uma espécie de quadrilha, magote de desordeiros perigosos, destruidores e, portanto, merecedores de ação repressivo-policial.

Ao se despedir falou que não deseja "um país de punhos cerrados", insinuando que sua opositora certamente busca tal comportamento. Com esse discurso guerra-fria buscou atrair votos. Não vinha dando certo, não vai dar certo.

Como estão dizendo  no Twitter, Serra passou mal. Demonstrou uma espécie de nervosismo. Algo controlado, mas, mesmo assim, nervosismo. Senão, como se justificaria a insistência no seu velho tema do aborto? Buscou em várias oportunidades levar o debate ao confronto quando tachava sua opositora de "mentirosa".

Não vinha dando certo, não vai dar certo.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Eu vi o que vocês fizeram no debate passado
Emanoel Barreto

Os debates televisivos se transformaram em cerimônias, rituais midiáticos, onde os participantes dizem sempre a mesma coisa apenas mudando as palavras. Uma tautologia, em outras palavras. Dilma insistirá nas vitórias do governo com suas políticas públicas, Serra vai garantir que ele é mesmo o melhor, Marina vai defender o  crescimento-verde e Plínio, que se transformou numa espécie de velhote irreverente, atirando para todos os lados, sustentará tal comportamento.

Resumo: tudo o que você já viu ontem na Record será repetido no gran finale, o debate-máximo, o imperial encontro num estúdio da TV Globo, claro. Esse o grande momento, pomposo e cheio de ocorrências de respeito à emissora dos Marinho.

Mais resumo e para explicar melhor o que seja o ritual midiático. Em palavras simples, é a entrevista - aqui incluindo os debates - em que o declarante diz algo que já se sabe, exatamente o que o público, adestrado pelos meios de comunicação, espera que ele diga. Exemplo clássico é a entrevista do jogador de futebol: "Estou preparado tecnicamente e fisicamente e espero ter um bom desempenho, ajudando a minha equipe a chegar à vitória". 
Não é isso mesmo?


Pois bem: mesmo admitindo-se que o debate torna os candidatos mais transparentes, e não torna, porque ali eles estão treinados para se comportar daquela forma, esse tipo de programa apenas reforça a política-espetáculo, uma produção que tem interesse em se apresentar como emocionante. Um confronto, um jogo passado em arena tornada pública por se publicar.


Mas, vamos esperar o gran finale midiático e depois votar. Ah, sim: tem ainda a pesquisa final, aquela também espetacularizada e, no caso, antecipadora da vitória virtual de Dilma. 

Agora, estabeleçamos uma coisa: faço a crítica ao processo midiático, não implicando isso numa adesão a suposta imparcialidade ou neutralidade. Não sou imparcial ou neutro, não há ninguém assim. Podemos até ser serenos numa apreciação e daí resulta a nossa - de qualquer jornalista - credibilidade. 

Quem acompanha este Coisas de Jornal deve saber que esta folha de internet tem simpatia por Dilma por entender que ela é a melhor escolha. Tanto que vem sendo atacada por todos os lados pelos jornalões. 


Mas, vamos esperar o debate final e a pesquisa final. Depois, votar. Depois, deixar que a história continue sua viagem louca sobre a face da Terra.
Imagem: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/




 

domingo, 5 de setembro de 2010

Candidata a reitoria da UFRN participará de debates

Recebi da professora Maria Arlete Duarte de Araújo comunicado a respeito de debates de que participará como candidata a reitor da UFRN. Segue a íntegra. Outras chapas terão idêntico tratamennto (EB).

  Caros Colegas,

Foi com muita satisfação que recebi convite da ADURN ( Ofício nº
045/2010, de 26 de agosto de 2010) para participar de uma série de
debates sobre temas importantes da gestão na UFRN no período que
antecede a Consulta à comunidade universitária para o cargo de Reitor
e Vice-Reitor de nossa Instituição. Entendo que a nossa entidade
agindo dessa forma contribui para a consolidação da democracia na UFRN
e permite que a comunidade possa discutir e analisar as propostas
apresentadas.

Informo que já manifestei à ADURN a minha concordância com os debates
propostos por estar convicta de que o debate é extremamente salutar
para uma instituição universitária que se caracteriza pela pluralidade
de idéias.

Abaixo, os debates propostos com temas, locais e datas


1.Tema: Melhorias na Gestão Institucional + Articulação UFRN/Sociedade

+ Estrutura Organizacional da UFRN – Local: Auditório da Farmácia/CCS

– Data: 15/09/2010

2.Tema: Política Institucional para a Carreira do Básico, Técnico e
Tecnológico – Local: Auditório da Escola de Música – Data: 23/09/2010


3. Tema: Ciência, Tecnologia e Inovação + Articulação UFRN/Sociedade +
Estrutura Organizacional da UFRN - Local: Anfiteatro “A” do CCET ( CT+
CCET) – Data: 29/09/2010


4.Tema: Melhorias na Gestão Institucional + Articulação UFRN/Sociedade +
Controle Social –Local: Anfiteatro do CB ( CB + Educação Física+
Odontologia+ Fisioterapia+ Enfermagem ) Data: 13/10/2010

5.Melhorias na Gestão Institucional + Política de Interiorização –
Local: CERES/Caicó – Data: 20/10/2010


6. Melhorias na Gestão Institucional + Articulação UFRN/Sociedade +
Controle Social – Local: Auditório da BCZM ( CCHLA+ CCSA) – Data:
21/10/2010.


Na expectativa de que este seja um bom momento para a comunidade
universitária, convido-os a se somarem a este esforço de nossa ADURN.
Um abraço cordial
Maria Arlete Duarte de Araújo


Candidata à Reitoria: um novo olhar na UFRN
Acesse:www.arletenovolhar.com

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

 Candidata à reitoria da UFRN debate controle social da gestão

Recebo e publico íntegra de artigo de autoria da professora Maria Arlete Duarte de Araújo, candidata à reitoria da UFRN. Outras chapas terão igual espaço neste Coisas de Jornal (EB).
........
   Discutindo a UFRN: em direção ao controle social da gestão
Maria Arlete Duarte de Araújo
Professora Titular – DEPAD/ Centro de Ciências Sociais Aplicadas
(arletearaujo@natal.digi.com.br)
Candidata à Reitoria - Um novo olhar sobre a UFRN

A consulta aos instrumentos normativos da UFRN nos informa que a sua gestão é participativa e democrática. Tal afirmação se apóia no fato de que suas instâncias de decisão são colegiadas e de que a participação de sua comunidade universitária está assegurada através da representação das diversas categorias – alunos, corpo técnico-administrativo e professores.


Sem entrar na discussão da fluidez da participação nessas instâncias e da forma como a representação se exerce, o propósito deste artigo é questionar se este desenho é suficiente para garantir que o controle social se efetive sobre as ações acadêmicas e administrativas dado que em uma gestão democrática é imprescindível assegurar que a participação dos atores no processo de tomada de decisões ocorra durante as etapas de formulação, execução e avaliação de suas políticas, de modo a assegurar a responsabilização de sua administração.


Nesta perspectiva, a responsabilização da gestão universitária através da dimensão do controle social implica na ampliação do espaço público de decisão na definição e controle das políticas, programas e projetos em todas as atividades.

Para tanto, o controle social necessita de dispositivos formais na instituição - conselhos, comitês, comissões ad hoc, arenas públicas de deliberação, audiências, ouvidorias, sessões de controle, fóruns de discussão e deliberação - para que a comunidade se manifeste e tenha condições de influenciar o debate e as decisões acadêmicas e administrativas e, dessa forma, possa garantir uma regulação da autonomia da administração como conseqüência do jogo político.


Além dessa arquitetura organizacional, para que o controle social se consolide como mais um instrumento de avaliação da gestão, algumas condições são necessárias.


Em primeiro lugar, a institucionalização de uma cultura democrática marcada pela compreensão de que a arena de decisões é um espaço que pode comportar posições políticas divergentes e que é necessário construir consensos, em um processo aberto de discussão democrática e de significados compartilhados.


Em segundo lugar, possibilitar que a participação da comunidade universitária nos assuntos mais diversos desenvolva uma determinada competência para deliberação sobre os assuntos relativos às atividades acadêmicas e administrativas. O processo democrático depende de aprendizado e é a experiência acumulada que permite o enfrentamento de situações novas, com um nível maior de amadurecimento sobre as possibilidades de avanço e a necessidade de recuos, para a obtenção de resultados satisfatórios.


Em terceiro lugar, disseminar esta competência na universidade. A assimetria de informações pode resultar em monopolização do espaço de discussão e decisão por pessoas e /ou grupos mais preparados para impor seus pontos de vistas.


Estas são apenas algumas dificuldades para a efetivação do controle social. Isto não significa, no entanto, que ele não possa e não deva se institucionalizar. Para tanto, alguns pré-requisitos são fundamentais no esforço de democratizar a universidade: professores, corpo técnico-administrativo e alunos devem dispor de informação suficiente para estabelecer formas de interação com as instâncias de decisão; um desenho institucional que favoreça o controle social deve ser adotado; o exercido do controle social deve se dar tanto naqueles pontos onde nascem as decisões e as políticas, como naqueles onde se produzem os serviços.


A eficácia do controle social depende pois de uma comunidade universitária que possa ter força para democratizar as práticas políticas mediante a ampliação do espaço público e se torne interlocutora de peso na sua relação com as diferentes instâncias administrativas, seja intervindo, influenciando, problematizando, participando, encontrando soluções para os seus problemas, seja contribuindo para o debate e gestão das políticas universitárias.


É fácil concluir assim que ainda estamos bastante longe de institucionalizar o controle social sobre a gestão da UFRN. Se pretendemos aproximar a realidade da norma instituída, precisamos começar já a tarefa de construção de um ambiente democrático, de modo que a comunidade universitária possa exercitar todos os meios à sua disposição para fazer valer o interesse público.

Uma comunidade universitária que através de sua ação consiga exigir a prestação de contas de seus governantes e, mais do que isso, fazer com que a ação pública seja conseqüência dos interesses coletivos e não apenas de um pequeno grupo que monopoliza a tomada de decisão e impõe a sua vontade.
Acesse: www.arletenovolhar.com Siga-me:twitter.com/arleteraujo

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Candidatos ao governo do RN debatem segunda na Fiern
Emanoel Barreto

A Tribuna do Norte e a Federação da Indústria do Rio Grande do Norte-Fiern realizam nesta segunda, a parti das 8h,  debate com candidatos ao governo do estado. É uma edição especial do programa Motores do Desenvolvimento, onde as duas instituições, enquanto participantes da sociedade civil, promovem debates sobre questões de interesse do RN.


O evento será conduzido pelo jornalista da Globo News Merval Pereira. Cada um dos três
candidatos irá responder a perguntas referentes aos sete temas dos Motores do
Desenvolvimento do RN já ocorridos até agora (Infraestrutura; Energia; Turismo;
Comércio e Serviços; Indústria: Empreendedorismo; Educação).

Trata-se de evento importante ao qual já confirmei presença.