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"Não é justo alguém ter o direito de ter uma empresa de aviação e outro não ter o direito de comer um pão." /////// JAMAIS IDE A UM LUGAR GRANDE DEMAIS. A UM LUGAR AONDE NÃO TENHAIS CORAGEM DA IMENSIDÃO - EMANOEL BARRETO - NATAL/RN
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Índio do Serra ficou com inveja porque não ganhou bolinha. Agora, Índio do Serra vai entrar para um circo e já sabe qual vai ser o seu futuro.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Serra pede e ministro embaralha trabalho da Justiça
Democracia e manobra eleitoreira ou até a Folha acusa falta de ética dos tucanos
Emanoel Barreto
Ao contrário do que o senso comum dos políticos procura passar e impor, democracia não é um estado social consolidado, uma "coisa", uma realidade perfeita e maquínica, onde tudo funciona perfeitamente apenas porque se tem direito - obrigação ao voto. Essa é uma compreensão vulgar e tosca. E, quando utilizada para iludir segmentos menos escolarizados, mal-intencionada.
Democracia é um processo, uma saudável utopia quando tal processoé regido por algo chamado ética. Democracia é também distribuição de renda, escolarização, acesso a gens e serviços, o Estado em suas manifestações fenomêmicas a serviço do social. É cidadania em compreensão plena. Democracia é a cidadania posta em prática.
Uma das manifestações do Estasdo é o Poder Judiciário, que não deve servir ao privado mas ao público.
Às vésperas da eleição surgiu essa coisa de exigir-se o uso de dois documentos para votar, como se não bastasse o título de eleitor ou outro documento e a conferência destes nos arquivos do TRE, facilmente acesível aos mesários graças à informatização. O propósito é descartar eleitores menos escolarizados, o que chamo aqui de "uso dos simples para confundir a sua cidadania".
Leia a matéria abaixo e você compreenderá. Compreenderá também como age a Folha, que ao noticiar essa manobra faz parecer que é um jornal apartidário. Segue o texto:
Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.
Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo. A solicitação foi testemunhada pela Folha.
No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.
A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT).
A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menor nível de escolaridade.
Após pedir que o assessor ligasse para o ministro, Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens. O funcionário o informou que o ministro do STF estava do outro lado da linha.
Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como "meu presidente". Durante a conversa, caminhou pelo auditório onde ocorria o encontro. Após desligar, brincou com os jornalistas: "O que estão xeretando?"
Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa.
Para tucanos, a exigência da apresentação de dois documentos pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade.
Temendo o impacto sobre essa fatia do eleitorado, o PT entrou com a ação pedindo a derrubada da exigência.
O resultado do julgamento já está praticamente definido, mas o seu final depende agora de Mendes.
Se o Supremo não julgar a ação a tempo das eleições, no próximo domingo, continuará valendo a exigência.
À Folha, o ministro disse que pretende apresentar seu voto na sessão de hoje.
Antes da interrupção, foi consenso entro os ministros que votaram que o eleitor não pode ser proibido de votar pelo fato de não possuir ou ter perdido o título.
Votaram assim a relatora da ação, ministra Ellen Gracie, e os colegas José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello. Para eles, o título, por si só, não garante que não ocorram fraudes. Argumentam ainda que os dados do eleitor já estão presentes, tanto na sessão, quanto na urna em que ele vota, sendo suficiente apenas a apresentação do documento com foto.
"A apresentação do título de eleitor não é tão indispensável quanto a do documento com fotografia", afirmou Ellen Gracie.
O ministro Marco Aurélio afirmou que ele próprio teve de confirmar se tinha consigo seu título de eleitor. "Procurei em minha residência o meu título", disse. "Felizmente, sou minimamente organizado."
A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos foi definida em setembro de 2009, quando o Congresso Nacional aprovou uma minirreforma eleitoral.
O PT resolveu entrar com a ação direta de inconstitucionalidade semana passada por temer que a nova exigência provoque aumento nas abstenções.
O advogado do PT, José Gerardo Grossi, afirmou que a exigência de dois documentos para o voto é um "excesso". "Parece que já temos um sistema suficientemente seguro para que se exija mais segurança", disse.
Foto:Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Emanoel Barreto
Ao contrário do que o senso comum dos políticos procura passar e impor, democracia não é um estado social consolidado, uma "coisa", uma realidade perfeita e maquínica, onde tudo funciona perfeitamente apenas porque se tem direito - obrigação ao voto. Essa é uma compreensão vulgar e tosca. E, quando utilizada para iludir segmentos menos escolarizados, mal-intencionada.
Democracia é um processo, uma saudável utopia quando tal processoé regido por algo chamado ética. Democracia é também distribuição de renda, escolarização, acesso a gens e serviços, o Estado em suas manifestações fenomêmicas a serviço do social. É cidadania em compreensão plena. Democracia é a cidadania posta em prática.
Uma das manifestações do Estasdo é o Poder Judiciário, que não deve servir ao privado mas ao público.
Às vésperas da eleição surgiu essa coisa de exigir-se o uso de dois documentos para votar, como se não bastasse o título de eleitor ou outro documento e a conferência destes nos arquivos do TRE, facilmente acesível aos mesários graças à informatização. O propósito é descartar eleitores menos escolarizados, o que chamo aqui de "uso dos simples para confundir a sua cidadania".
Leia a matéria abaixo e você compreenderá. Compreenderá também como age a Folha, que ao noticiar essa manobra faz parecer que é um jornal apartidário. Segue o texto:
Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.
Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo. A solicitação foi testemunhada pela Folha.
No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.
A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT).
A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menor nível de escolaridade.
Após pedir que o assessor ligasse para o ministro, Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens. O funcionário o informou que o ministro do STF estava do outro lado da linha.
Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como "meu presidente". Durante a conversa, caminhou pelo auditório onde ocorria o encontro. Após desligar, brincou com os jornalistas: "O que estão xeretando?"
Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa.
Para tucanos, a exigência da apresentação de dois documentos pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade.
Temendo o impacto sobre essa fatia do eleitorado, o PT entrou com a ação pedindo a derrubada da exigência.
O resultado do julgamento já está praticamente definido, mas o seu final depende agora de Mendes.
Se o Supremo não julgar a ação a tempo das eleições, no próximo domingo, continuará valendo a exigência.
À Folha, o ministro disse que pretende apresentar seu voto na sessão de hoje.
Antes da interrupção, foi consenso entro os ministros que votaram que o eleitor não pode ser proibido de votar pelo fato de não possuir ou ter perdido o título.
Votaram assim a relatora da ação, ministra Ellen Gracie, e os colegas José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello. Para eles, o título, por si só, não garante que não ocorram fraudes. Argumentam ainda que os dados do eleitor já estão presentes, tanto na sessão, quanto na urna em que ele vota, sendo suficiente apenas a apresentação do documento com foto.
"A apresentação do título de eleitor não é tão indispensável quanto a do documento com fotografia", afirmou Ellen Gracie.
O ministro Marco Aurélio afirmou que ele próprio teve de confirmar se tinha consigo seu título de eleitor. "Procurei em minha residência o meu título", disse. "Felizmente, sou minimamente organizado."
A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos foi definida em setembro de 2009, quando o Congresso Nacional aprovou uma minirreforma eleitoral.
O PT resolveu entrar com a ação direta de inconstitucionalidade semana passada por temer que a nova exigência provoque aumento nas abstenções.
O advogado do PT, José Gerardo Grossi, afirmou que a exigência de dois documentos para o voto é um "excesso". "Parece que já temos um sistema suficientemente seguro para que se exija mais segurança", disse.
Foto:Moacyr Lopes Junior/Folhapress
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
E aí Índio do Serra se reuniu com Serra e disse: "Homem branco não tenha medo. Índio tá cavando solução para nosso problema de subir nas pesquisas. Quando Índio mandar, homem branco fecha os olhos e pula para subir nas pesquisas." Veja o que aconteceu:
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Na onda da quebradeira de sigilo o Pixador tem uma dúvida profunda
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Os tucanos estão de cara feia
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.marcusmonteiro.
O fato que de fato não é um fatoEmanoel Barreto
Campanhas políticas podem e efetivamente transformam jornais em aparelhos políticos, extensões dos partidos. Funcionando como uma espécie de intelectual coletivo o jornal, para efeito de vilegiatura partidária, trabalha politicamente mesmo quando diz pelo noticiário que está apenas informando objetivamente a respeito dos fatos. Esse "dizer" é exatamente a aparência de neutralidade das notícias. Sua leitura dá a impressão de que o jornal está sendo isento.
Quando você lê um texto e este aparenta ser isento mesmo sem o ser, é o jornal que está se dizendo isento e como tal é percebido. Toda notícia reivindica, todo jornal reivindica credibilidade, exatidão. Obtendo-se esse efeito, a notícia "se disse" credível, confiável.
Mas, veja bem: o jornal informa a respeito dos fatos, não traz os fatos em si. O jornal é segunda circunstância, valora e imbrica aos acontecimentos sua própria visão de mundo e assim o fato primevo se torna uma espécie de realidade suplente, representaviva - aquela que foi selecionada para tal se tornar.
Isso se dá especialmente no chamado jornalismo declaratório, aquele proveniente de noticiário advindo de ato frasal intencionado do declarante. Quando isso se dá, entramos no perigoso terreno que confunde publicidade - aqui no seu sentido de tornar público - com propaganda, uma vez que é a ideologia quem comanda o noticiário. O jornal partícipe das intenções de partido ou ator político com o qual mantenha alguma forma de aliança ou simpatia.
A atual campanha à presidência da República é exemplo clássico: a enfática aparição de Dilma nos noticiários, as acusações de seus adversários há muito deixaram de ser notícia para se transformar em propaganda ou contrapropaganda, dependendo de como os encaremos.
Propaganda pelo efeito que busca atingir de criar opinião pública a favor de Serra. Contrapropaganda quando busca desconstruir a imagem midiática de Dilma. Trata-se de espetáculo lamentável: não só pelo desserviço que impõe à democracia, mas e especialmente porque esse tipo de jornalismo não assume sua condição de praticamente de política por outros meios.
O noticiário sobre a "crise" dos dados fiscais da filha de Serra é o típico acontecimento-nada. Emitiu-se um discurso intencionado e a partir desse fato-intencional-forjado surgiram os demais acontecimentos "naturalmente". Trata-se de um metaprocesso de circulação circular; formou-se - apenas no jornalismo, veja - toda uma cadeia de "fatos novos" em retroalimentação contínua, uma espécie de moto-perpétuo sem consistência interna. O discurso propagando-se a si próprio.
Tanto é verdade que não há movimento de sociedade civil estarrecido e, pelo andar do fato - aí sim - real de que a algazarra não surte efeito, tudo indica que a candidata do PT será eleita em primeiro turno. E isso deixa os tucanos de cara feia.
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Manchete do JB antecipa, mesmo sem dizer, a vitória de Dilma
"Dil-ma! Pá-pá-pá! Dil-ma! Pá-pá-pá!"
Emanoel Barreto
A manchete do JB Online é assertiva: "Eleitor passa ao largo da crise do sigilo fiscal". Em sua enunciação o texto aparenta estar coerente com a realidade: 1) há uma crise, 2) mas a sociedade dela não toma conhecimento apesar de sua importância e interesse à cidadania.
No texto há uma verdade e uma inverdade: a verdade: o coletivo não está sensiblizado; a inverdade: não está sensibilizado porque não há crise. Esta somente existe nas páginas da grande imprensa que tenta de todos os modos impor à agenda social a sua própria agenda, seus próprios interesses.
A manchete deveria ser essa: "Dilma já é presidente eleita".
Os barões da grande mídia parecem não entender que notícia precisa necessariamente nascer de fatos, sejam fatos de ação - aqueles que têm começo, meio e fim -, sejam fatos nascidos do declaratório de alguém.
No caso, como não há fato de ação; como o PT - seus líderes, pessoas exponenciais - , não usou os dados da filha de Serra para qualquer finaidade político-partidária, não há fato jornalístico de ação premeditada e realizada. Há apenas isso: um fato-vazio. E cada jornal opera como num jogo de espelhos.
O declaratório não parte de fontes; parte, na verdade, dos próprios jornais que se utilizam do declaratório dos serristas para transmutá-los em notícia. Declaratório que os jornais buscaram fazendo dos declarantes seus ventríloquos e se transformando por isso mesmo em ventríloquos daqueles em processo de circulação circular dessa bizarra comunicação.
O que se está pretendendo é chamar a atenção do social, a sua indignação, provocar escândalo. Mas para que haja escândalo é necessário que pessoas se sintam ofendidas pela prática censurável de alguém. Havendo indignação e em seguida manifestação de repúdio ao fato escandaloso fecha-se o círculo e temos aquilo que se chama de opinião pública.
Não há nada disso e a mídia sabe que não há. Agora é esperar a eleição. Sim: um especialista foi chamado a falar a respeito do fortalecimento de Dilma e afirmou que, mantidas as atuais condições de quadro, será eleita no primeiro turno.
Salvo fato-novo, fato-novo real e grave, nada mudará o curso dos acontecimentos. Enquanto isso, os petistas alarmam nas ruas: "Dil-ma! Pá-pá-pá! Dil-ma! Pá-pá-pá!".
Emanoel Barreto
A manchete do JB Online é assertiva: "Eleitor passa ao largo da crise do sigilo fiscal". Em sua enunciação o texto aparenta estar coerente com a realidade: 1) há uma crise, 2) mas a sociedade dela não toma conhecimento apesar de sua importância e interesse à cidadania.
No texto há uma verdade e uma inverdade: a verdade: o coletivo não está sensiblizado; a inverdade: não está sensibilizado porque não há crise. Esta somente existe nas páginas da grande imprensa que tenta de todos os modos impor à agenda social a sua própria agenda, seus próprios interesses.
A manchete deveria ser essa: "Dilma já é presidente eleita".
Os barões da grande mídia parecem não entender que notícia precisa necessariamente nascer de fatos, sejam fatos de ação - aqueles que têm começo, meio e fim -, sejam fatos nascidos do declaratório de alguém.
No caso, como não há fato de ação; como o PT - seus líderes, pessoas exponenciais - , não usou os dados da filha de Serra para qualquer finaidade político-partidária, não há fato jornalístico de ação premeditada e realizada. Há apenas isso: um fato-vazio. E cada jornal opera como num jogo de espelhos.
O declaratório não parte de fontes; parte, na verdade, dos próprios jornais que se utilizam do declaratório dos serristas para transmutá-los em notícia. Declaratório que os jornais buscaram fazendo dos declarantes seus ventríloquos e se transformando por isso mesmo em ventríloquos daqueles em processo de circulação circular dessa bizarra comunicação.
O que se está pretendendo é chamar a atenção do social, a sua indignação, provocar escândalo. Mas para que haja escândalo é necessário que pessoas se sintam ofendidas pela prática censurável de alguém. Havendo indignação e em seguida manifestação de repúdio ao fato escandaloso fecha-se o círculo e temos aquilo que se chama de opinião pública.
Não há nada disso e a mídia sabe que não há. Agora é esperar a eleição. Sim: um especialista foi chamado a falar a respeito do fortalecimento de Dilma e afirmou que, mantidas as atuais condições de quadro, será eleita no primeiro turno.
Salvo fato-novo, fato-novo real e grave, nada mudará o curso dos acontecimentos. Enquanto isso, os petistas alarmam nas ruas: "Dil-ma! Pá-pá-pá! Dil-ma! Pá-pá-pá!".
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O Pixador faz nova descoberta a respeito de Serra: sua capacidade
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A falsa manchete publicada pela Folha de S. Paulo
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.portugal-tchat.com/forum/attachments/ajouter-vos-fotos-blagues-rigolottes/
De como se produzir uma notícia a partir do que não é verdade ou o hábito não faz a freira
Emanoel Barreto
A Folha de S. Paulo manipula noticiário para favorecer Serra. Leia abaixo:
Servidor da Receita Federal em Minas que acessou dados de EJ é filiado ao PT
RANIER BRAGON
FERNANDA ODILLA
DE BRASÍLIA
FERNANDA ODILLA
DE BRASÍLIA
Listado no procedimento administrativo da Corregedoria da Receita que investiga a violação do sigilo fiscal de EJ e de outras pessoas ligadas ao PSDB, Gilberto Souza Amarante aparece nos registros oficiais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) como filiado ativo do PT de Arcos (MG), a 30 km de Formiga.
As consultas ao número de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de EJ feitas pelo servidor se deram em 3 de abril de 2009, em menos de 1 minuto -das 16h32min18seg às 16h32min59seg.
No mesmo dia, o CPF de EJ foi consultado também em Brasília, por uma servidora que comprovou à Corregedoria da Receita ter motivação profissional para o acesso.
Os presidentes do PT nacional, José Eduardo Dutra, do PT-MG, Reginaldo Lopes, e do PT de Arcos, Hideraldo José, dizem que não conhecem Amarante e que ele não teve atividades partidárias nos nove anos de filiação.
"A oposição vai fazer mais estardalhaço, mas não há nenhuma relação da campanha com esse episódio. O fato de ser filiado, é claro, por si só causa constrangimento ao partido", afirmou Dutra, que disse que ele será expulso se comprovada irregularidade.
"Conheço o PT de Arcos, sou votado em Arcos, e nunca ouvi falar dessa pessoa. Se é filiado, não é militante", disse Lopes, do PT mineiro.
"NUNCA VI ESSA PESSOA"
O presidente do partido em Arcos -cidade de cerca de 36 mil habitantes- afirmou que a legenda tem na cidade 226 filiados. "Nunca nem vi essa pessoa. Ela nunca participou de qualquer ação, atividade partidária aqui em Arcos."
Ontem, a Folha não conseguiu contatar Amarante. Anteontem, ele disse que, por ofício, acessa CPFs por motivos variados e que não se lembrava a razão de ter vasculhado a ficha de EJ.
A consulta ao CPF dá acesso a dados cadastrais -como nome e endereço. Não permite observar declarações de renda nem de bens.
Amarante também afirmou que até então não havia sido questionado pela Corregedoria da Receita, embora a sindicância tenha sido aberta há mais de dois meses. Eduardo Jorge afirmou que pedirá hoje à Receita Federal que informe a razão das consultas ao seu CPF.
Incluindo Formiga, o tucano teve seus dados consultados em 22 ocasiões, de acordo com a investigação da Corregedoria da Receita.
REPERCUSSÃO POLÍTICA
O caso da violação dos dados de EJ e de outras pessoas ligadas ao PSDB, como Veronica Serra, vem sendo explorado na propaganda do candidato à Presidência José Serra, que acusa a adversária Dilma Rousseff (PT) de ser a responsável pelo crime.
Ontem, Dilma minimizou o episódio. Afirmou que os acessos ocorreram em abril de 2009, mais de um ano antes de ela ser escolhida oficialmente pelo PT candidata. Amarante é o segundo personagem do escândalo que pertence ao PT.
O homem que usou uma procuração falsa para retirar na Receita Federal os dados sigilosos de Veronica, o contador Antonio Carlos Atella, foi filiado de 2003 a até pelo menos 2009.
A exemplo de Amarante, o PT diz que Atella nunca teve atuação partidária.
Ao contrário do que atesta a Justiça eleitoral de São Paulo, a legenda afirma que a filiação do contador não foi efetivada devido a uma divergência no sobrenome registrado --em vez de "Atella", argumenta o partido, grafou-se "Atelka".
...
O TRECHO GRIFADO, grifo meu, que os redatores tiveram o cuidado de colocar no meio do texto, desfaz toda a trama da "notícia": se o servidor que acessou os dados não teve conhecimento maior além de aspectos cadastrais simples, por que o estardalhaço?
A Folha sabe, seus diretores o sabem muito bem, que isso não é notícia: foi transformado em notícia, como forma de dar-se continuidade à guerra de posição que o jornal empreende contra a candidatura Dilma. Diga-se: guerra de posição é a ocupação de espaços estratégicos com o fim de dominar a situação e destruir o inimigo.
A notícia tornou-se manchete pelo simples fato de que recebeu um titulão na primeira página. E como o leitor está acostumado, treinado na verdade, a perceber como manchete aquela notícia logo abaixo de título em corpo 60 ou 72 (medidas tipográficas para o tamanho das letras) isso dá a impressão, somente dá a impressão de que se trata de manchete genuína; aquela produzida a partir de fato essencialmente importante.
A grande imprensa se agarra a tudo o que pode para o combate à candidatura Dilma. Esquece que seu poder decresceu muito. A Folha deveria, como fazem os grandes jornais americanos, anunciar às claras seu apoio a Serra. Seria muito mais digno; seria muito mais decente.
Senão, o que ocorre é o seguinte: o leitor não compra informação útil ao seu dia a dia; compra as opiniões e o proselitismo dos patrões da Folha. Outra coisa: digamos que o PT tenha dez mil filiados em todo o país, digamos; então, por que não noticiar "Dez mil filiados do PT não quebraram sigilo de ninguém"?
Pelo visto, a mentira tem saia curta e o hábito não faz a freira.
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domingo, 5 de setembro de 2010
Desesperado para subir nas pesquisas, Serra deixa a tenda de Pai Véi, o macumbeiro e vai se reunir com Merlin, o Mago, a quem pergunta: "Grande Merlin, o que devo fazer para subir nas pesquisas? Veja a resposta de Merlin
Aqui, o sábio conselho de Merlin
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O Pixador fala sobre pesquisas
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E aí, Serra fez reunião secreta com Pai Véi: "O que faço pra subir nas pesquisas, Pai Véi?"
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sábado, 4 de setembro de 2010
O Pixador fez uma pesquisa e Serra foi pesquisado...
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Serra perguntou a Pai Véi, o macumbeiro: "Índio da Costa me ajuda ou atrapalha, Pai Véi?"
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Problemas? Veja aqui o que Pai Véi, o macumbeiro, pode fazer por você
Mensagem de Pai Véi: "Tu sofre? Pai Véi ajuda zuçê."
Fio,
Si fio tá cum prolbema Pai Véi ajuda zuçê a achá a saída. Iscoia abaxo o sirviço e podi comdiserá feito.
Pai Véi faz:
Arranco unha, dô surra in minino chorão, rezo difunto, fecho e abro casamento, benzo doido, disfaço acordo comerciá, abaxo e assubu preço das coisa, rogo praga a sogra, mato rato, barata, cobra e ôtros inseto, levanto saia de mulé, dô rastera in alejado, puxo cabelo de frêra, milagre de dente pôde qui vira bom de novo, derramo caldo de fejão nas festa, acabo bale, chamo puliça e mando prendê, fêxo porta de cimitero, dispacho pa matá caba ruim, catimbó pa chamá auma do ôto mundo, ispanto lubizome i acabo cum medo de morrê.
Só num prometo inleição de Serra.
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Serra teme atacar Lula
Vejo no IG: Em entrevista exclusiva concedida ao iG nesta sexta-feira, o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, José Serra, afirmou ter avisado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma suposta quebra de sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra. A conversa, segundo o tucano, aconteceu em janeiro deste ano, na mesma ocasião em que contou ao presidente que planejava representar o PSDB nas eleições presidenciais. No entanto, Serra poupou Lula na hora de cobrar providências. E, mais uma vez, jogou a responsabilidade sobre o vazamento de informações da Receita Federal sobre sua adversária Dilma Rousseff (PT).
“A campanha é de responsabilidade da candidata. E as pessoas que ela escolhe são de responsabilidade dela. Qualquer pessoa que lê as coisas na imprensa vê que houve um envolvimento. Houve ato criminoso de quebra de sigilo com fins políticos eleitorais que são óbvios. Isso vem desde o ano passado”, afirmou Serra. “Ela (Dilma) é responsável, sem dúvida nenhuma. Você é responsável pelo que acontece na sua campanha”, completou.
[...] Serra acusou a Receita Federal e o governo de "fazer corpo mole" e de comandar uma "operação abafa" nas investigações sobre a violação de sigilo. Serra, porém, é comedido quando questionado se o presidente Lula devia tomar medidas mais drásticas. "A responsabilidade maior sempre é (do presidente), mas não estou dizendo que foi Lula que mandou fazer isso", disse. "É o que se espera (que ele possa atuar para resolver)", completou.
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O escândalo do escândalo: faltou combinar com o público
Emanoel Barreto
Em todas as teletelas, em todas as coisas de jornal, o escândalo faccioso do PSDB domina o noticiário, numa enxurrada enfática. Trata-se de ação coordenada entre o partido e a mídia em ação tática para desestabilizar a candidatura Dilma Rousseff. O suposto fato-novo da campanha é tão desesperadamente utilizado que a filha de Serra perdeu até sua condição identitária, Verônica, para ser apenas isso: a-filha-do-Serra.
A permanência do noticiário, sua ênfase, pode, por efeito de comunicação reverso, resultar em nada. Primeiro, porque o fato em si é fato construído; os jornalistas que o erigiram é que lhe dão todo o estardalhaço, e isso passa a impressão de que surgiu da agenda pública quando, ao invés, é oriundo da agenda midiática.
Segundo, porque não surgindo da agenda pública, não havendo da parte da sociedade qualquer mostra de indignação com o factoide, o escândalo do escândalo o equipara a todos os demais escândalos que deram em nada.
E assim, deverá perder-se em meio ao caudal da campanha como denúncia vazia que é. Maquinações midiáticas quando planejadas dão a impressão a seus fautores, em função do próprio planejamento, que tudo dará certo. Mas aí é que muitos deles se enganam: faltou combinar com o público - do mesmo modo que Garrincha disse quando o técnico da Seleção, programando uma série de jogadas concatenadas afirmou que dali sairia o gol: "A gente já combinou com o outro time?"
Emanoel Barreto
Em todas as teletelas, em todas as coisas de jornal, o escândalo faccioso do PSDB domina o noticiário, numa enxurrada enfática. Trata-se de ação coordenada entre o partido e a mídia em ação tática para desestabilizar a candidatura Dilma Rousseff. O suposto fato-novo da campanha é tão desesperadamente utilizado que a filha de Serra perdeu até sua condição identitária, Verônica, para ser apenas isso: a-filha-do-Serra.
A permanência do noticiário, sua ênfase, pode, por efeito de comunicação reverso, resultar em nada. Primeiro, porque o fato em si é fato construído; os jornalistas que o erigiram é que lhe dão todo o estardalhaço, e isso passa a impressão de que surgiu da agenda pública quando, ao invés, é oriundo da agenda midiática.
Segundo, porque não surgindo da agenda pública, não havendo da parte da sociedade qualquer mostra de indignação com o factoide, o escândalo do escândalo o equipara a todos os demais escândalos que deram em nada.
E assim, deverá perder-se em meio ao caudal da campanha como denúncia vazia que é. Maquinações midiáticas quando planejadas dão a impressão a seus fautores, em função do próprio planejamento, que tudo dará certo. Mas aí é que muitos deles se enganam: faltou combinar com o público - do mesmo modo que Garrincha disse quando o técnico da Seleção, programando uma série de jogadas concatenadas afirmou que dali sairia o gol: "A gente já combinou com o outro time?"
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
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http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://unisinos.br/blog/cidadania/files/2009/08/Pesquisa
Vamos esperar a próxima pesquisa
Emanoel Barreto
A saliência - exposição midiática - e a ênfase - sustentação no tempo - que a imprensa está dando a essa questão dos dados fiscais da filha de Serra é o que se poderia chamar de factoide ou pseudoacontecimento. Dois aspectos devem ser levados em conta: primeiro, a violação ocorreu quando Dilma sequer era candidata; segundo, os dados não foram usados pelo PT contra Serra.
Ou seja: o que o marketing de campanha de Serra dá andamento é a criação de falso fato-novo como forma e meio de barrar a ascensão de Dilma que até o momento aparenta ser avassalador sobre o tucano, segundo as pesquisas. Trata-se de tática pontual em meio ao desespero de derrota estimada e temida como iminente.
Tanto que a Folha, jornal que apoia Serra, em análise do fato diz: "Para que surta algum efeito eleitoral, esse caso da quebra de sigilo fiscal terá de apresentar desdobramentos. Por exemplo, o envolvimento claro de petistas ou de gente da campanha de Dilma Rousseff (PT) na operação de compra dos dados sigilosos."
Qualquer análise de discurso, por mais palmar que seja, revela, aos mais atentos aos significados do texto aspeado, qual o plano serrista: envolver um petista qualquer, para que as "acusações" ganhem peso social e eleitoral.
A menção ao texto excerto desvela meridianamente esse plano: chercez la femme, no caso a femme é... Dilma; a culpada essencial de todo o jogo montado pelo tucanato. É preciso, como a própria Folha confessa, encontrar alguém a ela ligado para que se complete o xadrez intrigante.
A tentativa de cassar sua candidatura é ato desesperado e último. Resta saber se há algum juiz suficientemente louco para dar andamento à intentona, lançando este país ao caos.
PS: esperemos a próxima pesquisa.
Vamos esperar a próxima pesquisa
Emanoel Barreto
A saliência - exposição midiática - e a ênfase - sustentação no tempo - que a imprensa está dando a essa questão dos dados fiscais da filha de Serra é o que se poderia chamar de factoide ou pseudoacontecimento. Dois aspectos devem ser levados em conta: primeiro, a violação ocorreu quando Dilma sequer era candidata; segundo, os dados não foram usados pelo PT contra Serra.
Ou seja: o que o marketing de campanha de Serra dá andamento é a criação de falso fato-novo como forma e meio de barrar a ascensão de Dilma que até o momento aparenta ser avassalador sobre o tucano, segundo as pesquisas. Trata-se de tática pontual em meio ao desespero de derrota estimada e temida como iminente.
Tanto que a Folha, jornal que apoia Serra, em análise do fato diz: "Para que surta algum efeito eleitoral, esse caso da quebra de sigilo fiscal terá de apresentar desdobramentos. Por exemplo, o envolvimento claro de petistas ou de gente da campanha de Dilma Rousseff (PT) na operação de compra dos dados sigilosos."
Qualquer análise de discurso, por mais palmar que seja, revela, aos mais atentos aos significados do texto aspeado, qual o plano serrista: envolver um petista qualquer, para que as "acusações" ganhem peso social e eleitoral.
A menção ao texto excerto desvela meridianamente esse plano: chercez la femme, no caso a femme é... Dilma; a culpada essencial de todo o jogo montado pelo tucanato. É preciso, como a própria Folha confessa, encontrar alguém a ela ligado para que se complete o xadrez intrigante.
A tentativa de cassar sua candidatura é ato desesperado e último. Resta saber se há algum juiz suficientemente louco para dar andamento à intentona, lançando este país ao caos.
PS: esperemos a próxima pesquisa.
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
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