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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012


Livro do médico Tarcísio Gurgel é estímulo ao intercâmbio cultural
Gurgel: livro rico em valores culturais e humanos

Janela aberta para o mundo”, uma obra bilíngüe - português e inglês -  é o novo título que o médico, turista e escritor Tarcísio Gurgel de Sousa lança no próximo sábado, 28 de Janeiro de 2012, às 17 horas, na Livraria Siciliano do Shopping Midway Mall, em Natal-RN. O livro é um rico relato sobre intercâmbio estudantil e os valores sociais e humanos que o autor adquiriu e cultivou durante 45 anos, que é o espaço de tempo decorrido entre os estudos através do American Field Service (1965) e os dias atuais.

Com uma memória privilegiada e um senso de organização raro, o autor resgata momentos, fatos, informações e fotografias, que com o passar do tempo vão se revelando preciosidades, e que vale à pena ler e ver.  Mostra com riqueza de detalhes aquele ano que passou nos Estados Unidos e as experiências que vieram em seguida. Tarcísio Gurgel formou-se em medicina, foi Médico Perito do INSS e da Secretaria Estadual de Saúde. Sempre gostou de viajar e já conhece mais de cinqüenta países em todos os continentes. Em 2007 o autor lançou seu primeiro livro sobre viagens, intitulado “Batendo asas - onde e como”.

“Janela aberta para o mundo - Open window to the world” teve um lançamento comemorativo em outubro de 2011, em West Chicago ? EUA, durante evento que reuniu os participantes da turma de High School 1965/66. Tarcísio Gurgel foi o orador da turma e diz que foi um momento emocionante e inesquecível, pois ali reencontrou dezenas de amigos, 45 anos depois. E é sobre esse tipo de laços de amizade que o seu livro trata. Tarcísio deseja que sua obra sirva de estímulo aos estudantes que pretendem participar de programas de intercâmbio

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Encontro esta pérola em três partes, a respeito de Stefan Zweig e seu livro Brasil, o país do futuro. Um precioso trabalho do jornalista Alberto Dines. Para quem se interessa pelo Brasil, para quem ama o Brasil.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Primeira de uma série de histórias de Alberany, o abominável, a ser narradas neste folhetim

De como Alberany fingiu-se de eremita e acabou em ignóbil masmorra

Ó vós, que vos abalançais a ler este coranto, digo-vos que sou Alberany, o abominável, e que encontro-me em lamentável situação, atirado a cárcere de masmorra hedionda e vil. A princípio contar-vos-ei como vim aqui parar, hoje dormindo sobre a palha e comendo códeas de pão dormido, ao lado de infeliz farsante que cometeu o erro de me acompanhar em meus intentos e embustes. Estamos no ano da graça de 1712 e nesta quadra se passa minha existência malsã.
 Eis o que digo e o que aconteceu: encontrava-me eu percorrendo aldeias e vilarejos onde exercia meu nefando ofício de enganar e surrupiar de pessoas crédulas até mesmo a roupa do corpo, mediante anúncios de tragédias e outros males, e me apresentava como curandeiro dotado de grandes poderes. Se me dessem o que pedia nada de mal lhes aconteceria. 

http://cinerama.blogs.sapo.pt/322811.html
Neste périplo encontrei, caído de bêbado, o indivíduo já citado. Dormia ele num estábulo onde eu também vim a me abrigar. Quando acordou conversamos e percebi que ali estava um ordinário igual a mim. Combinamos que ele chegaria antecipadamente a um povoado, fazendo-se passar por coxo. Pediria esmolas para ir a Roma em busca do Papa, que certamente o curaria. Nesse momento eu chegaria e, fazendo rezas fortes, o faria curado, atraindo sobre nós os favores do populacho. 

Destarte fizemos muito dinheiro e partimos então para grande e ilustre cidade, onde iríamos explorar o povo nos arrabaldes. Assim pensamos e assim fizemos. Bom dinheiro entrou e o gastamos todo em casas de tavolagem. Então rumamos para iniciativas mais ousadas. Disse eu ao detestável comparsa: 


- Vamos fazer pregações em púlpitos. Seremos dois eremitas que recolhem recursos para uma nova e definitiva Cruzada que libertará a Terra Santa do jugo dos infiéis. Conheço o latim e...

- Sabeis latim? - quis ele saber.


- Sim - respondi.

- E o que sabeis de latim?


Respondi que conhecia duas palavras: "orater frater" e que isso, no que se resumia meu grande saber, seria o suficiente para dosar as multidões aos nossos intentos. 

- O que significa tal coisa? - questionou.


- Não sei. Mas sei que quando os padres dizem isso nas missas todos se curvam. E um rapazinho, munido de uma vara que tem em uma das pontas uma sacola recolhe dinheiro e muito. Até mesmo moedas de ouro.


Ele então sugeriu que às palavras em latim ajuntássemos esta outra: "catecúmeno". Nem eu nem ele sabíamos o que significava, mas o perverso aduziu: - Certa feita quando eu, praticando diatribes no adro de uma igreja promovia grande confusão, fui de tal palavra acusado pelo padre. Portanto,se sou um catecúmeno, e sei bem o que sou, catecúmeno deve ser algo mui lamentável e péssimo. 


Pusemos em andamento o plano. Vestimo-nos de andrajos, munimo-nos de cajados e fomos para o centro da cidade. Ali havia duas grandes praças e nas praças, que distavam uma da outra muitas braças, havia dois púlpitos em pedra, de onde os cidadãos podiam se manifestar, gritar e reivindicar, muitas vezes recebendo em troco ovos podres e repolhos na cara. 


Caminhamos cada um para uma praça e começamos nossa solerte prédica. Deu-se então o meu exórdio. Subindo ao púlpito ergui o cajado e elevei a voz. Berrei: - Orater frater, catecúmenos! - ninguém me deu atenção. Repeti: - Orater frater, catecúmenos! - e mais uma vez: - Orater frater, catecúmenos!

A multidão continuava a passar, ignorando-me. De nada adiantava minha sórdida surtida. Até que vi um homem que parecia se encaminhar para mim. Pelo menos olhava para mim e disso não havia dúvida. Era um tipo alto e fornido, envergando roupas de certo luxo e um portentoso tricorne. Entendi que estaria ali a minha vítima primeira.

Encarei o tipo e insisti: - Orater frater, catecúmeno! - Orater frater, catecúmeno! - o homem aproximou-se e eu lhe disse:   -Orater frater, catecúmeno! Orater frater! Ajoelhai-vos e ouvi a palavra de um austero eremita que o deseja ao lado da luta contra os mouros!


Tomado de surpresa o homem reagiu quando gritei: - Orater frater, maldito! Orater frater, farsante!  já fora de mim, pois percebia que meu plano não estava dando certo. Possuído de grande furor passei a acusar o homem de torpe, de vil e de avaro; de mesquinho, de ímprobo e de corrupto;de sonegador e retentor do dízimo na luta contra os infiéis. 


Grande erro cometi. O homem era padre que gostava de livrar-se da sotaina e envergar trajes civis. Para completar havia bebido um pouco e atacou-me a golpes de sólida bengala de cedro. Reagiu assim quando eu dizia ser "enviado do Papa em nobre missão de postular esmolas santas para a guerra contra os mouros".


Munido de tal arma ele saltou sobre o púlpito e vibrou-me formidável golpe no crânio, pondo-me abaixo. E gritava: - Ataquem o perjuro! Ataquem o herege! - foi o suficiente. Um grupo de desocupados investiu contra mim e me pôs em fuga sob uma chuva de golpes e pedradas.

Enquanto corria ouvia as invectivas: - Atacai o monstro! Atacai o malvado! Matai ao assassino! Atacai-o e matai-o! É um lúbrico e um vilão e matou seu próprio pai! Parricida! Parricida! - as coisas estavam fora de controle. Em poucos minutos boato daninho havia se espalhado e agora eu era um parricida. Já me via pendurado à forca. Corri em busca do meu amigo. 

Este não tivera melhor sorte. Insistindo com um mendigo que deveria dar-lhe todo o seu dinheiro para as Cruzadas, enfureceu-se quando este o agrediu com gesto chulo.  Ato contínuo atirou-se à goela do patife e tentava meter as mãos em seus bolsos para se apoderar de tudo o que pudesse.



O miserável mendigo, vendo-se a ponto de perder suas parcas moedas valeu-se do povo: - Atacai-o, ó meus! Atacai-o! Eis que tenta roubar os vinténs de um pobre e todo pobre é um santo, como dizem as Escrituras! - as pessoas então atentaram àquela mesquinha contenda e moeram de pau o meu amigo.


Corremos então de uma praça à outra. Ele de lá e eu de cá, e nos encontramos no meio do caminho. A gendarmeria fazia a sua ronda e fomos capturados. E agora estamos aqui, nesta infecta prisão. Creio que em breve seremos levados ao juiz.
(Continua)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A capitã dos mares

Ontem tive uma das grandes alegrias da minha vida: minha neta começou a escrever sua primeira obra de ficção. Tem o título de "A capitã dos mares" e contará as aventuras de uma menina que comanda navio de piratas em busca de um tesouro a partir do mapa de um pirata holadês já morto. Detalhe: o mapa é "amaldiçoado" - imagine só..., o que confere maior intensidade à trama. E o título foi escrito em letras góticas.

Fiquei impressionado pelo seguinte: ela tem apenas 12 anos e jamais havia escrito algo assim. Estava em minha casa e perguntou-me como se faz uma história. Expliquei que o enredo básico é ter um personagem principal que tem um objetivo a alcançar, mas, entre ele e o objetivo há um opositor, qualquer que seja este. A luta para atingir o objetivo constitui toda a trama.


Ela disse: "Eu sei: mas o problema são os detalhes". Ou seja: as cenas, o quadro a quadro da ação romanesca. Para explicar,  narrei uma suposta cena num porto. Dez minutos depois, minha surpresa: "Vovô, venha ver." Ela já havia composto o primeiro parágrafo, incluindo diálogos, aprofundando em muito a minha sugestão. Tivemos que parar em seguida, pois seu irmãozinho queria porque queria ver uns filmes de Mickey no Youtube.

Ficou-me, contudo, a maravilhosa impressão de ver minha neta escrevendo. Mais tarde vou ligar para ela, a fim de saber o que mais já produziu. Será que a capitã dos mares já embarcou em busca do tesouro? Estou certo que sim. E acompanharei de perto esse mundo de aventuras.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Deu na Folha: Escritor potiguar ganha prêmio nacional

João Almino vence prêmio literário Zaffari Bourbon

DE SÃO PAULO - O escritor potiguar João Almino, autor do romance "Cidade Livre" (editora Record), é o vencedor do prêmio Zaffari Bourbon de Literatura 2011.
O anúncio foi feito ontem, durante o primeiro dia da 14ª Jornada Nacional de Literatura, que acontece na Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.
Lamino receberá R$ 150 mil do prêmio que é considerado um dos maiores do país.
Seu livro concorreu com 228 inscritos e venceu obras de grandes autores como Rubens Figueiredo, Cristovão Tezza e Luiz Ruffato.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Uma oração

Jorge Luis Borges

Minha boca pronunciou e pronunciará, milhares de vezes e nos dois idiomas que me são íntimos, o pai-nosso, mas só em parte o entendo. Hoje de manhã, dia primeiro de julho de 1969, quero tentar uma oração que seja pessoal, não herdada. Sei que se trata de uma tarefa que exige uma sinceridade mais que humana. É evidente, em primeiro lugar, que me está vedado pedir. 

Pedir que não anoiteçam meus olhos seria loucura; sei de milhares de pessoas que vêem e que não são particularmente felizes, justas ou sábias. O processo do tempo é uma trama de efeitos e causas, de sorte que pedir qualquer mercê, por ínfima que seja, é pedir que se rompa um elo dessa trama de ferro, é pedir que já se tenha rompido. Ninguém merece tal milagre. Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me. O perdão purifica o ofendido, não o ofensor, a quem quase não afeta. 

A liberdade de meu arbítrio é talvez ilusória, mas posso dar ou sonhar que dou. Posso dar a coragem, que não tenho; posso dar a esperança, que não está em mim; posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei ou entrevejo. 

Quero ser lembrado menos como poeta que como amigo; que alguém repita uma cadência de Dunbar ou de Frost ou do homem que viu à meia-noite a árvore que sangra, a Cruz, e pense que pela primeira vez a ouviu de meus lábios. O restante não me importa; espero que o esquecimento não demore. Desconhecemos os desígnios do universo, mas sabemos que raciocinar com lucidez e agir com justiça é ajudar esses desígnios, que não nos serão revelados.

Quero morrer completamente; quero morrer com este companheiro, meu corpo.

sábado, 11 de junho de 2011

Leio na Folha e reproduzo:

Edição destaca pioneirismo de Braga

Ao ocupar vão entre jornalismo e literatura, capixaba é apontado como fundador da crônica moderna brasileira

Lançamento traz carta e texto inéditos, além de antologia de trechos, depoimentos, fotos e análises sobre autor

Fotos Divulgação/Arquivo Roberto Seljan Braga

O cronista Rubem Braga em autorretrato não datado

FABIO VICTOR
DE SÃO PAULO

Cigano, Seu Rubis, Lobo, Urso, Sabiá da Crônica, Príncipe da Crônica, Fazendeiro do Ar, Velho Braga.
Quietarrão que disfarçava o banzo em tantos apelidos -alguns dados por si próprio- , jornalista que elevou a crônica ao nível de grande literatura, Rubem Braga (1913-1990) volta à ribalta.
É o homenageado da nova edição dos "Cadernos de Literatura Brasileira", do Instituto Moreira Salles. A série iniciada em 1996, que alcança o 26º número, pela primeira vez se debruça sobre um cronista típico, alguém que fez da miudeza do cotidiano seu substrato e do jornal seu meio.

A deferência se justifica. Como aponta José Castello num ensaio da edição, ao se colocar simultaneamente à margem da literatura e da imprensa, perfilando-se num intervalo entre os dois, Braga "afirma a absoluta singularidade do que escreve" e "se torna o fundador da crônica moderna brasileira".

"Nossa escolha é o reconhecimento da crônica como uma forma literária autenticamente brasileira e de Rubem Braga como nosso cronista mais interessante", diz Antonio Fernando de Franceschi, diretor editorial dos "CLB". A edição do volume é de Manuel da Costa Pinto.
Em termos biográficos, a homenagem não traz novidades para quem leu "Um Cigano Fazendeiro do Ar" (Globo), a biografia de Braga escrita pelo jornalista Marco Antonio de Carvalho.

Mas há uma crônica inédita em livro (e possivelmente na mídia, segundo os editores), em que Braga detalha a criação do seu lendário terraço numa cobertura em Ipanema. E uma carta do cronista a Miguel Arraes (1916-2005), felicitando-o pela eleição ao governo de Pernambuco em 62. Marca dos "CLB", o diferencial está também no conjunto sintético sobre vida e obra do cronista, nas fotos, na antologia de frases e nas análises e depoimentos.
Nesta última seção estão textos de Danuza Leão (leia trecho ao lado), do jornalista Claudio Mello e Souza e do tradutor Boris Schnaiderman -que participou da campanha da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra e critica a cobertura que Braga fez do conflito como enviado do "Diário Carioca".

Além do ensaio de Castello, há os de Humberto Werneck (que selecionou, com Michel Laub, trechos de crônicas) e de Sérgio Augusto. Entre os deslizes, um que decerto faria Braga resmungar: na introdução do "Caderno" ("Folha de Rosto"), há termos e expressões como "inconsútil", "do alto do seu dossel" e "restaura o labor", tão distantes de seu estilo límpido e desempolado.

Como complemento ao lançamento, o blog do IMS (blogdoims.uol.com.br) vai publicar nos próximos dias as três melhores crônicas de Braga escolhidas por um time de jornalistas e escritores. O IMS não bateu o martelo sobre o próximo homenageado dos "Cadernos", mas Franceschi dá a pista. "Vale lembrar que em 2012 teremos os 110 anos de nascimento de Drummond."

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A matéria abaixo deu na Folha. Fala de Sabrina Sato e Eduardo Suplicy. Ele deu um livro de presente a ela. Saiba, depois de ler a matéria, quais as maravilhosas consequências desse presente àquela interessante menina e dulcíssima criatura.

Eduardo Suplicy é o primeiro a chegar à festa de Sabrina Sato

DE SÃO PAULO
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi o primeiro a chegar na festa da apresentadora Sabrina Sato, do "Pânico na TV", que completou 30 anos. 

A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha deste sábado (5). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL. 

Suplicy teve que esperar --e muito: a aniversariante só apareceu quase duas horas depois.
"A que horas ela chega?", perguntava ele na entrada. "Em 20 minutinhos", respondia Karina, irmã de Sabrina. "Vou ficar aqui na porta. Quero recepcioná-la." Paciente, olhava o relógio. "Vocês estão me enganando, né?". Sabrina chegou e ele deu a ela um livro de Nelson Mandela de presente. 

Maravilhosas consequências do presente de Suplicy a Sato:

1) A adorável criatura passou a saber que existe alguém chamado Nelson Mandela.
2) Passou a saber que existem coisas chamadas livros.
3) Disse que vai aprender a ler. Depois a escrever. Depois a contar até dez, o que não é pouca coisa.
4) Afinal, depois de aprender a ler, a escrever e a contar vai escrever um livro: com dez páginas, cada uma com  dez palavras. Palavras com no máximo duas sílabas. 
5) Coroando sua carreira vai entrar para a Academia Brasileira de Letras. 

Conclusão: diante de tal calamidade, devemos todos fugir .

Felix Lima/Folhapress
Sabrina Sato e Eduardo Suplicy na festa de aniversário dela
Sabrina Sato e Eduardo Suplicy na festa de aniversário dela

Sorry, Vera Fischer não escreve para pobres

Vera Ficher agora é escritora. Escreveu dez livros de uma fornada só. Não escreve para gente pobre, acha que somente os ricos são importantes e, na foto, você percebe como a moça vive o estio de sua beleza. Ao fundo, ícone de Marilyn Monroe faz o contrapondo da ex-bela La Fischer. Pelo menos ganhamos uma escritora... Compensa, né?

Deu na Coluna Monica Bergamo, Folha:


Mônica Bergamo

bergamo@folhasp.com.br

Luciana Whitaker/Folhapress

A atriz Vera Fisher, que lança o romance 'Serena', em seu apartamento no Rio

EU NÃO ESCREVO PRA POBRE

Vera Fischer lança, no dia 20, o romance "Serena", o primeiro de uma série de dez, todos com nome de mulher. Ela falou à coluna:

Folha - Como é o romance?
Vera Fischer
- Não queria que meus livros fossem açucarados, mas sim vibrantes, para o público começar a ler e não parar mais. Já tenho dez livros escritos. E não queria títulos como "Um Amor e a Traição", "O Barco e a Saudade". Falei: vou botar nome de mulher, "Serena", depois "Donatela", "Valentina", "Pietra"... É a marca Vera Fischer. Fica mais chique.

Dez livros?
Fiz um atrás do outro, durante um ano. Como tenho muita imaginação, vou criando personagens. Tem uma situação ou duas pelas quais eu passei. Mas ninguém pode saber, é "segredíssimo". Eu descrevo os personagens, o perfume, as roupas, se é Ungaro ou Valentino. Meus personagens não são nunca pobres, são sempre ricos (gargalhada).

Por quê?
Porque eu não gosto, eu não sei escrever pra gente pobre. Eu detesto.

O universo dos ricos é mais interessante?
É mais interessante. Cada livro tem pelo menos uma viagem ao exterior. O "Serena" tem Marrocos e St. Barths, no Caribe.

Os que você chama de pobres podem comprar seus livros.
Podem. Porque eles não custam caro. Eles vão se identificar e adorar. Coisa bonita sempre é melhor.

Qual é o seu estilo?
Ah, esse negócio de descrever uma folhinha caindo da árvore em quatro páginas, ninguém tem mais saco pra ler isso, não. As coisas são rápidas nos meus livros.

Tem até um sequestro.
Achei que o livro tava acabando e aí falei: tem que inventar coisa interessante pra acontecer. Vamos botar um sequestro! É ação.

Tem também sexo oral.
Os meus livros têm sexo de todo tipo. Têm gays fazendo sexo -eu não sei como é, mas invento. Tem de tudo. Não tenho pudor. O mundo dos escritores é assim.

Em 2009 você disse: "Estou há dois anos sem sexo". E agora?
Ah, de vez em quando tem um sexozinho assim rápido.

O que você achou de uma mulher ser eleita presidente?
Eu achei que podia uma mulher ser eleita presidente, mas não esta (Dilma Rousseff). Porque essa não dá, né? O PT não dá mais.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Gilberto Avelino

Diante do Mar
                  
 
É janeiro. O claro 
mês das marés 
de sizígia.  


Ontem,  
a bolandeira circulou 
a lua,  

em sinal da proximidade 
das chuvas.  


Hoje,  
sobre o mar,  
as chuvas 
vieram.  


E os pescadores descansam 
as quilhas. 

— Os peixes 
alumbram-se 
com as águas doces.  


Envolvem o mar 
as escuras sombras 
da noite.  


Contudo,  
em harmonias 
o mar 
tece os fios 
de níveas rendas.  


O farol 
permanece atento,  
indicando 
os rumos.  


E nós — amada 
amiga,  
nos enternecendo 
ao som da onda,   

da onda 
alta,  

com quem dividimos 
a vigília.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces

George Orwell
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.openculture.com/wp-content/uploads/2010/04/orwell.jpg&imgrefurl=http://www.openculture.com/2010/04/

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

 Recebo e divulgo o Livro Crônica dos Senhores do Castelo. Contatos: http://www.senhoresdecastelo.com.br/
 
Uma missão, dois Senhores de Castelo e incontáveis perigos. A batalha pelo Multiverso começa agora!
 
Em um passado longínquo, um conflito épico foi travado em todo o Multiverso. Para garantir o futuro e o equilíbrio de todos os reinos, um grupo de combate especial, chamado Senhores de Castelo, foi criado. Depois de anos de guerras devastadoras, os Senhores de Castelo conquistaram a vitória e por mais de três milênios zelaram pela harmonia e pela prosperidade nos quatro quadrantes do Multiverso.

 
Mas a paz fica ameaçada quando a princesa guerreira Laryssa e seu companheiro androide tentam reativar a magia ancestral do Globo Negro, um artefato de grande poder.

 
Em meio a perseguições por seres grotescos e por um temível feiticeiro, o caminho da princesa cruza com o de dois poderosos Senhores de Castelo – Thagir, um pistoleiro com braceletes mágicos, e Kullat, um cavaleiro que manipula energia. Tem início então uma eletrizante jornada, em que habilidades de guerra, magia e tecnologia decidirão o destino de todo um planeta.
O poder verdadeiro é o primeiro livro da saga dos Senhores de Castelo

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sou um ágrafo, prefiro assim

Vivo tentando aprender a escrever. Me explicaram que não consigo porque sou um ágrafo. E o que é um ágrafo?, perguntei. Um ágrafo é você, me responderam. Aí, fiquei numa situação difícil: além de não saber escrever descobri que não sei quem sou. Assim, estou falando estas letras ao mesmo tempo em que tento escrever, mas como não sei escrever vou falando. E como estou falando com as mãos, porque para poder falar do jeito que estou falando é preciso o uso desse tipo de língua de sinais teclados, vou aprendendo aos poucos a escrever. Mas agora está ocorrendo algo terrível: enquanto aprendo a escrever desaprendo de falar porque palavras são letras que se juntam no ar e como não sei escrever letras invisíveis sinto que estou ficando mudo. Descubro agora, por um estranho mecanismo, que ser um ágrafo é também ser um mudo. Diante de tal situação contentar-me-ei em ver, mesmo que temendo as imagens que o mundo me envia: são palavras visuais, são fatos que falam de morte, prisões, fome e outras ameaças. Assim, desisto de tentar aprender a ver. Porque isso também me obriga a ler as histórias que os olhos veem no mundo. Volto a ser um ágrafo. Prefiro assim.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces

Émile Zola
Imatgem: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.marianne2.fr/photo/804137-964624.jpg%3Fv%3D1216983825&imgrefurl=http://www.marianne2.fr/Emile-Zola-Ma-vie-est-bourgeoise-mon-oeuvre-est-socialiste-mon-ame-est-revolutionnaire_a89519.html&usg=__fDqlal-Wd89I0WwztDGOvh8dzS0=&h=346&w=250&sz=18&hl=pt-br&start=0&sig2=kf3_k7CTly_sFTCyJfo0NQ&zoom=1&tbnid=HffBubXnlRT9vM:&tbnh=136&tbnw=98&ei=looKTYH8EIOdlgf9xdi8AQ&prev=/images%3Fq%3Demile%2Bzola%26um%3D1%26hl%3Dpt-br%26client%3Dfirefox-a%26sa%3DN%26rlz%3D1R1GZEV_pt-BR___BR406%26biw%3D1024%26bih%3D581%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=716&vpy=79&dur=379&hovh=264&hovw=191&tx=91&ty=116&oei=XYoKTY3ZA4GKlwe8kaS0Aw&esq=8&page=1&ndsp=21&ved=1t:429,r:5,s:0

domingo, 12 de dezembro de 2010

Face, Faces, Faces, Faces, Faces, Faces, Faces, Faces, Faces

Franz Kafka
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZezUSIh_NeIP9qgvoTD6lrWlcHdSq_YzSCyXHX5F7PhMTrpumsyvRweu9_ou6hq8d62n3f6V_yqueFjUGf5YRzHDmrl5it_JkdNmJJb54SGi0Jp2h357ua2lut7AjqkyUfoFX/s1600/Franz+Kafka1.jpg&imgrefurl=http://belleliteratura.blogspot.com/2010/12/franz-kafka-descricao-concisa-e.html&usg=__CEb4U6ZuVwjfXpJPPZ8Te_fWsR8=&h=244&w=330&sz=14&hl=pt-br&start=16&sig2=3_o0OLQc4pIS3IzNYSZTXQ&zoom=1&tbnid=HxpAACZ3RlE-PM:&tbnh=109&tbnw=148&ei=KQQFTaC8GsH_lgf3n6zqCQ&prev=/images%3Fq%3Dfranz%2Bkafka%26um%3D1%26hl%3Dpt-br%26safe%3Doff%26client%3Dfirefox-a%26sa%3DN%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26biw%3D1024%26bih%3D407%26tbs%3Disch:10%2C314&um=1&itbs=1&iact=rc&dur=203&oei=FwQFTfDgDML7lwf72_3SCQ&esq=7&page=2&ndsp=14&ved=1t:429,r:6,s:16&tx=44&ty=35&biw=1024&bih=407

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Follow Secreto: siga essa boa ideia. Recebi a informação e divulgo na íntegra. (EB)

Encontro Cultural dos Followers



O Follow Secreto está longe de ser apenas mais um encontro promovido através do Twitter.

É a oportunidade de nos reunirmos com amigos, com pessoas que nunca se viram, mas que se “seguem”, de trocar informações, discutir sobre essa ferramenta, o Twitter, que a cada dia ganha mais espaço e visibilidade, atenção da mídia, enfim... Mas o mais importante nesse evento é a confraternização de uma idéia: a leitura.


A organização do encontro é das comunicadoras Leide Franco (@LeideFranco) e de Bruna Markes (@_markes). A reunião dos Twitteiros está marcada para o dia 15 de janeiro (sábado), às 20h, no auditório da Livraria Siciliano do Shopping Midway Mall.

Na ocasião, cada participante levará um livro para presentear alguém, a intenção é que seja o mais secreto possível, pois cada um só ficará sabendo a quem vai dar o livro lá na hora. Iremos dividir os participantes em grupos, possivelmente os Followers e Followings em comum.


O tema central desse Encontro Cultural vai além do simples ato de receber, ler e guardar o livro na estante. Pensamos que conhecimento deve ser repassado, transferido, daí a idéia já usada em outros lugares chamada “Esqueça um Livro”, ou seja, depois de lido, o ganhador do livro vai “esquecê-lo” em algum lugar movimentado, mas antes terá que descrever, como se fosse uma dedicatória, a forma que aquele livro chegou às suas mãos, pedindo pra que a pessoa que o encontrar, depois de ler também, continue a dedicatória e “esqueça” o livro em alguma parte, fazendo assim uma corrente da leitura, dessa forma, pessoas que nunca tiveram a chance de comprar um livro ou quem nunca gostou de ler, tenha a oportunidade de fazê-lo, através dessa iniciativa.


Além disso, estamos pedindo aos participantes que levem um livro “usado” para que possamos fazer doações a bibliotecas públicas.


Cordialmente,

Equipe Follow Secreto


Contatos pelo e-mail: followsecreto@gmail.com

Twitter: www.twitter.com/followsecreto

http://www.followsecreto.blogspot.com/