Angeli, na Folha: o poder de síntese da charge muda
"Não é justo alguém ter o direito de ter uma empresa de aviação e outro não ter o direito de comer um pão." /////// JAMAIS IDE A UM LUGAR GRANDE DEMAIS. A UM LUGAR AONDE NÃO TENHAIS CORAGEM DA IMENSIDÃO - EMANOEL BARRETO - NATAL/RN
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
O elegante salafrário
O elegante playboy queria um brinquedo novo. Já estava cansado do Porshe, do iate, da lancha offshore, dos passeios em ilhas de fantasia e mágica, prazeres e champanhe. Queria algo inesperado, instigante, perfeito. E o pai deu-lhe o presente. Deu mas não disse o que era. Somente depois de decorrido um prazo, após um certo dia, o rapaz iria saber da maravilha que estava a seu dispor.
![]() |
| http://www.google.com.br/imgres?q=dinheiro |
O pai o enviou a viagem aos mares do sul; mas, antes, o fez assinar documento que não leu. Leu apenas uma palavra: "candidato". Sem entender, firmou o documento e viajou. Três meses depois foi trazido de volta e o pai, felicíssimo, o abraçou firmemente e o parabenizava. Lá fora, à frente da mansão, ouvia-se alarido. "O que é isso, papai?"; e o pai respondeu: "Seu presente, meu filho."
![]() |
| http://www.google.com.br/imgres?q=lancha+offshore |
Dito isso, o pai pegou o playboy pelo braço e o levou à janela mais alta da casa. Ao fundo movia-se grande multidão, urrando e gritando ao sol impiedoso. "E o que é isso, papai?". Ao que o velho respondeu: "Isso, meu filho, é o povo. O povo é o teu novo presente. Foste eleito deputado federal sem sequer precisar de te campanha, pois estavas em viagem, e agora tens tua paga merecida: dou-te o povo de presente. Faz com ele o que quiseres."
Emocionado o playboy perguntou: "Posso falar? Posso fazer um discurso?" - é claro que podia. Deputado ganha mesmo, e muito bem, para falar e fazer discurso. E o notável mandrião anunciou ao povo tudo o que pretendia fazer em seus próximos oitenta mandatos: "Meu povo. Estejam certos de uma coisa: não vim para trabalhar. Nasci para cometer!"
![]() |
| http://www.google.com.br/imgres?q=muammar&hl=pt-BR&client=firefox-a&hs |
O ocaso do bárbaro
A queda de Muammar Kadaffi é mais um exemplo do quanto um ditador pode ser odiado - e é - pelas entranhas da sociedade oprimida. O homem ditador, em sua arrogância louca, é levado a supor em si a condição de superioridade, domínio e direção. Aí está o seu erro: no âmago profundo do social, nas entranhas do povo, ferve a insatisfação alimentada pelo medo impotente até que um dia explode tudo no tiro do fuzil.
Foi assim com Kadaffi, foi assim com Mussolini, cadáver exposto em praça pública ao lado do corpo dilacerado da amante Claretta Petacci. Sem esquecer as mortes morais e humilhantes como as de Pinochet e dos generais-ditadores da Argentina. Todo tirano cultiva uma maré montante de inimigos.
E afinal mandar nos outros com poder de vida e de morte é assinar a própria morte, cultivada nos porões mais fundos da história que se faz.
Marcadores:
ditador,
guerra,
líbia,
muamar kadaffi,
rebeldes líbios,
revolução
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
A história do buraco que nasceu de geração espontânea e agora quer ser uma floresta
Na minha rua surgiu há poucos dias um jovial e malandro buraco. "Geração espontânea", garantiu-me. Como se vê, trata-se de buraco, além de tudo, metafísico, filósofo e positivista.
Perguntei-lhe sobre os seus planos, pois na minha rua já vivi momentos trepidantes com enchentes ameaçadoras e o meio-fio mais alto que a calçada e sei o que é lutar contra acidentes topográficos mal-humorados e tempos chuvosos furibundos.
| Quando surgiu, o buraco era humilde e nada ameaçador |
Respondeu-me que pretende, se não conseguir ser elevado ao elegante status de piscina, transformar-se em cratera, chegar à condição de charco e, se possível, atingir o ponto de ser um pântano, onde habitarão cobras gigantescas e crocodilos que mandará vir de onde existirem tais e tamanhos animais enormes e nocivos.
| Agora já se tornou uma bocarra pronta a nos engolir |
Percebi que teria problemas. Pedi licença e retirei-me, temeroso do que estaria por vir. A minha conversa com o buraco fora de manhã e, à noite, terrificado, percebi a ocorrência de estranhos fenômenos à luz do poste madrugador: curiosos movimentos de seres arredondados que se mexiam colados ao pavimento da rua: eram buracos de outras partes da cidade que tinham vindo em socorro daquele malefício que brotava da rua.
Conferenciavam e ouvi que intentariam até mesmo tornar-se um buraco tão grande e tão profundo que, além de se tornarem pântano, chegariam à China onde promoveriam grandes tumultos e enormes desacertos. Continuei prestando atenção até que ouvi: antes de tudo, antes do pântano e dos charcos, das piscinas ou seja lá do que for, uniriam forças, se juntariam num só ente lesivo e dariam origem a uma grande floresta, dominando todas aquelas paragens.
| Finalmente aqui o início da grande floresta em que se tornará |
Isto posto, houve como que um vendaval e os buracos se tornaram um. E de repente uma folhagem desprendeu-se de enorme nuvem de poeira; dia seguinte minha rua tinha a primeira manifestação do mundo - geração espontânea vale salientar - de um matagal que, temo, virá em breve vai se espalhar em toda Natal e nos transformar não sei exatamente em quê. Mas não tenho dúvida: boa coisa não será.
Marcadores:
abandono,
buraco de natal,
buraco na rua,
políticos. povo
domingo, 28 de agosto de 2011
Flores do dia a dia
--- Walter Medeiros - 26.08.2011
Caminho do trabalho,
Chovem-nos flores de ipê;
Roxas, claras, perfumadas, belas,
No pé de uma vasta duna.
Bela cena encanta,
Qual dia em Starnberg -
Ilha das Rosas, chuva de lírios
Brancos, perfumados, belos.
Qual encanto no chão,
Chuva de flores de jambo
Roxas, vivas, deslumbrantes,
Na esquina da minha rua.
--- Walter Medeiros - 26.08.2011
Caminho do trabalho,
Chovem-nos flores de ipê;
Roxas, claras, perfumadas, belas,
No pé de uma vasta duna.
Bela cena encanta,
Qual dia em Starnberg -
Ilha das Rosas, chuva de lírios
Brancos, perfumados, belos.
Qual encanto no chão,
Chuva de flores de jambo
Roxas, vivas, deslumbrantes,
Na esquina da minha rua.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Deu na Folha: Escritor potiguar ganha prêmio nacional
DE SÃO PAULO - O escritor potiguar João Almino, autor do romance "Cidade Livre" (editora Record), é o vencedor do prêmio Zaffari Bourbon de Literatura 2011.
O anúncio foi feito ontem, durante o primeiro dia da 14ª Jornada Nacional de Literatura, que acontece na Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.
Lamino receberá R$ 150 mil do prêmio que é considerado um dos maiores do país.
Seu livro concorreu com 228 inscritos e venceu obras de grandes autores como Rubens Figueiredo, Cristovão Tezza e Luiz Ruffato.
Marcadores:
escritor,
ficção,
literatura,
livro,
potiguar,
prêmio Zaffari Bourbon
sábado, 20 de agosto de 2011
| Espaço aberto: Estamira, presente! |
| Escrito por César Fernandes | ||
| Ontem a tarde (27 de julho de 2011) Estamira Gomes de Souza, mulher negra da classe trabalhadora, catadora de lixo no Aterro do Gramacho (Rio de Janeiro) nasceu ao contrário.Tinha 72 anos e morreu cansada, mal cuidada e principalmente: não ouvida (paradoxalmente tão escutada no mundo inteiro). A protagonista do filme que leva seu nome, dirigido por Marcos Prado e lançado em 2004 agonizou por horas no Hospital Miguel Couto, na Gávea, desassistida pelo SUS e incapaz – como a imensa maioria dos trabalhadores – de comprar sua assistência em um hospital particular.
Os trocadilhos apontam que a razão de sua morte se chama 'septicemia', uma infecção generalizada. Poderiam dizer que por ter transtornos mentais, Estamira deveria ter sido assistida em um asilo, ou um hospital/hospício psiquiátrico para que de lá não saísse e morresse em paz, longe do lixo, das moscas, longe da família, longe daquele mar que lhe era tão importante. Do outro lado, os que acreditam cegamente nos governos, acreditam que a construção da rede de atenção psicossocial substitutiva à lógica manicomial está consolidada, amplificada e atuante. Não desconsideramos os avanços da instalação da rede, determinada pela lei 10216/2001. Mas, como Estamira nos alertou: existe esperteza ao contrário, não inocência. De toda forma, Estamira passou sua vida em pé, trabalhando, replicando sua existência dentro dum lixão, desatenta aos levantes manicomiais de empresários-da-saúde-mental que discorrem trocadilhos sobre técnicas arcaicas repaginadas, assistência integral, novos medicamentos, cuspindo cifras. Alheia aos professores de Psicologia que passam o filme nas aulas e todos saem das salas com mal estar, surpresos, com pena. No ano que vem, uma nova turma assistirá sua história. Tudo bem: esta arte nos permite a distância, a contemplação, o não envolver-se e o não implicar-se. Escutamos Estamira e observamos mais uma que sofre numa massa de trabalhadores negros, homens e mulheres que apodrecem todos os dias. Estamira é apenas mais uma entre os milhares de loucos da classe trabalhadora que já não valem mais nada ao sistema do capital e que por isto – e só por isto – são jogados no lixo para se confundirem ao inútil e ao descuido nos aterros e favelas do país. O cinismo deste sistema traveste seu discurso delirante, denunciativo, agressivo e violento em “poesia”, “uma forma atípica de expressão”, “obra de arte”. Esta forma de arte não nos importa. Não queremos lembrar de Estamira apenas quando seu filme recebe mais um prêmio internacional. Acreditamos que não basta lamentar sua morte em cento e quarenta caracteres, num pio. Reivindicamos a vida e obra produzida ao longo dos dias de vida de Estamira. Com todos os seus direitos humanos negados, todos os serviços de saúde de má qualidade, sua péssima condição de moradia, seu trabalho precarizado, a educação negada. Seus e de todos os trabalhadores. Não nos interessa a mera constatação de que algo vai errado. Interessa a luta pela efetividade da atenção à saúde mental no Brasil. Interessa a consolidação de equipes multidisplinares, a efetivação da Reforma Psiquiátrica, a redução de danos, a porta aberta nos equipamentos, a defesa intransigente de uma vida digna e sem desigualdade social para todos os trabalhadores. Lutando, honramos Estamira e todos os seus irmãos e companheiros desconhecidos, que nunca estrelarão um filme mas que também querem visitar o mar. Estamira! Mulher negra, resistente, trabalhadora! Presente! --Texto obtido no site do /sintest/RN. |
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Quem matou Norma ou porque o crime compensa
Vez por outra sofremos o que se poderia chamar de abalos de folhetim: a vida nacional é invadida por ocorrência ficcional de novela da Globo quando algum personagem polêmico é morto. Até hoje se fala na morte de Odete Roitman. Da mesma forma, muitas vezes o país é varrido por noticiário envolvendo escândalos e mortes.
O que há de proximidade entre a tragédia interpretada por atores e as tragédias reais, as tragédias políticas, os escândalos familiares quando filhos matam os pais ou pais são suspeitos de assassinar filhos? Primeiro, o hífen midiático que une os dois tipos de produção: jornalismo e novela são resultantes do mesmo processo de comunicação de massa. Outra coisa: em ambos os casos trata-se da enunciação de ocorrências de impacto, com acerto em cheio no emocional coletivo via TV.
O escândalo político, a morte de alguém por familiar atingem, de forma poderosa, o senso comum e ativam o mecanismo sequencial entre novela e noticiário. Por exemplo, os irmãos Cravinhos e o casal que supostamente matou sua filha tiveram o noticiário sequencial, acompanhamento dia a dia, como se fosse uma novela. O caso do goleiro Bruno idem.
Assim, quando numa novela alguém morre em circunstâncias misteriosas, o caso assume um certo paralelismo ao noticiário. Só que - e aí está a grande diferença - na novela há prazo para acabar e na vida não. Na novela o autor do crime será punido mesmo que tenha matado alguém terrível como La Roitman. Dura lex sed lex. Isso dá início ao processo de catarse; Há uma compensação, viabilizada pela novela em sua enunciação, da frustração social ao ver por exemplo a libertação de criminosos de colarinho brando poucos dias ou poucas horas depois de sua captura. A novela purga frustrações pessoais ou dramas sociais, purifica de sofrimentos íntimos o telespectador que num dado capítulo vê, para sua alegria, o mau, o criminoso, o usurpador, o traidor ser punido.
Mas termina aí a proximidade entre novela e jornalismo: a primeira engana e encanta; o outro termina por mostrar que, no fim, o crime compensa. Pelo menos parece que.
Quem matou Norma em "Insensato Coração"? Veja cinco palpites
Folha de S. Paulo
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
A morte misteriosa da personagem Norma deixou todo mundo com a pulga atrás da orelha.
A personagem de "Insensato Coração" (Globo) morreu depois de uma discussão com Léo (Gabriel Braga Nunes), na qual sacou uma arma. Após uma luta física, o revólver caiu longe dos dois e Léo fugiu pela janela.
Momentos depois, uma pessoa misteriosa entra na sala e aponta para Norma. Ela só tem tempo de dizer "não faça uma besteira dessas" antes de ser atingida.
Entre os suspeitos mostrados no capítulo estão Raul (Antônio Fagundes), Eunice (Deborah Evelyn), Ismael (Juliano Cazarré), Fabíola (Roberta Rodrigues) e Tia Neném (Ana Lúcia Torres).
Mas, afinal, quem teria motivos para assassinar a ex-auxiliar de enfermagem que ficou rica só para se vingar do homem que a humilhou?
O F5 perguntou a cinco pessoas que trabalham com televisão ou são noveleiros de plantão.
Leia os palpites:
*
| João Miguel Junior/Divulgação/TV Globo | ||
| Wanda (Natalia do Vale) |
Norma foi assassinada por Wanda (Natália do Vale).
A mãe do Léo não enxerga os desmandos do vilão e faz de tudo por ele.
Matou Norma para que Léo não fosse prejudicado pela mulher.'
Alberto Pereira Jr., colunista do "Agora"
-
| Reprodução | ||
| Jandira (Cristina Galvão) |
Quem matou a Norma foi a Jandira (Cristina Galvão) por amor, por ciúme do Léo.
Ela sempre foi completamente apaixonada pela Norma.
Keila Jimenez, colunista da Folha
-
| Renato Rocha Miranda/Divulgação/TV Globo | ||
| Fabíola (Roberta Rodrigues) |
A assassina é a Fabíola.
Ela matou a Norma porque descobriu que ela estava por trás da morte de Milton (José de Abreu).
Roberto de Oliveira, editor da sãopaulo
-
| Marcio Nunes/Divulgação/TV Globo | ||
| Léo (Gabriel Braga Nunes) |
Provavelmente é alguém que eles nem mostraram.
Aliás, adorei enfiarem a tia Neném no rol dos suspeitos... Que motivos ela teria?
Mas no fundo acho que foi mesmo o Léo. De raiva dela, e para não ir em cana. Bem óbvio.
Tony Goes, colunista do F5
-
| Renato Rocha Miranda/Divulgação/TV Globo | ||
| Gilda (Helena Fernandes) |
Dá para descartar, pelas dicas que os autores já deram, algumas pessoas.
A tia Neném, por exemplo, morria na sinopse original, logo não poderia ser ela.
Outros personagens já tiveram seus finais divulgados, como a Eunice e o Raul.
Como os autores gostam de surpreender, aposto em alguém bem inesperado, como a Gilda (Helena Fernandes).
Vitor Moreno, repórter do F5
Marcadores:
assassinato,
jornalismo,
norma,
novela,
quem matou norma,
rede globo
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Carta aberta à TIM - sobre Major Ezequiel/MG desconectado
Prezados Senhores,
Contrariando o slogan da operadora, vivenciei mais uma vez nessa minha viagem de férias a condição "TIM com fronteiras".
Somos uma família numerosa e nos reunimos com certa freqüência em nossa terra natal, Major Ezequiel, distrito de Alvinópolis-MG.
Nesse último encontro, em julho de 2011, nos reunimos, num período de três dias, um grupo de aproximadamente 60 pessoas. Dessas, algo em torno de 40 pessoas possuem celulares TIM.
Ficamos quase incomunicáveis nesses dias, uma situação inaceitável que chamei de "Major Ezequiel desconectado": lá, simplesmente, não existe opção de nenhuma operadora de telefonia celular.
Situação inaceitável pela própria condição hoje de mercado de trabalho.
Acho ótimo fazer um retiro e me desconectar, mas isso deveria ser a escolha de cada pessoa. Desligar e ligar o seu aparelho quando bem entender. Mas uma situação imposta pelo descaso das operadoras é uma condição inadmissível, principalmente para uma operadora cujo slogan brada a condição de "sem fronteiras", fronteira essa que distava 14 km de onde estávamos. Quem precisou fazer as suas ligações e não conseguiu um telefone público funcionando, rodou 28 km, considerando ida e volta, por mais de uma vez, para fazer parte do grupo "sem fronteiras".
Major Ezequiel é, principalmente para nós, majorenses ausentes, um lugar de aconchego, um lugar que nos lembra o colo da mãe, cujo slogan do nosso encontro, de afeto e carinho, diz que: “Major Ezequiel é um lugar que venceu as mudanças e diz ao tempo que prefere ficar como está”.
Esse é um slogan de apego pela nossa terra natal e não significa que somos avessos à tecnologia e nem que precisamos ficar dependentes de uma única operadora de telefonia fixa e serviços insuficientes.
Major Ezequiel não precisa e não pode ficar na condição além fronteira.
Farei também a mesma reclamação para as outras operadoras, aquela que tiver mais visão de mercado, menos fronteiras e levar mais a sério o serviço pelo qual se propõe, atenderá aos nossos reclamos.
Aguardo retorno e espero que estejamos em breve dentro da “fronteira” da TIM.
Saudações,
Emanoel Barreto
Jornalista e Professor da UFRN
Marcadores:
comunicação,
fátima bernardes,
major ezequiel,
minas gerais,
telefonia,
telefonia celular,
tim com fronteiras,
tim sem fronteiras
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Carreira Docente: avanços ou entraves?
Editorial publicado na coluna da ADURN no Jornal Tribuna do Norte, dia 14/08/2011
As negociações sobre a Carreira Docente entram numa fase decisiva. No último dia 09 de agosto, o Governo, o PROIFES e o ANDES-SN se reuniram uma vez mais para negociar a nova carreira. Na mesa de negociação foram discutidas medidas emergenciais, cujo impacto orçamentário precisará ser previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA).
O ponto positivo é que o Governo sinaliza uma abertura para negociação mesmo após a definição de uma agenda prioritária que atenda o prazo final que o Governo tem para enviar sua proposta de LOA ao Congresso Nacional, que é de 31 de agosto. Segundo o Secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, o debate continuará após essa data, de forma a contemplar a continuidade das discussões sobre carreira e salários.
Na mesa, o governo propôs às entidades dois passos para a reestruturação da carreira. O primeiro seria a correção das distorções do enquadramento ocorridas por ocasião da criação da classe de Professor Associado, quando os professores doutores só puderam progredir para Associado 1, independentemente do tempo em que estavam represados em Adjunto 4. O segundo passo seria a incorporação da Gratificação Específica do Magistério Superior (GEMAS) ao vencimento básico.
Contudo, as propostas, ainda que sejam reivindicações nossas, são muito pequenas e não atendem nossa categoria. O presidente do Proifes, Gil Vicente, lembrou que para que a entidade possa assinar qualquer acordo com o Governo, dois princípios básicos devem ser contemplados: o tratamento equânime às carreiras do MS e do EBTT, o que significaria, neste caso, que também a Gratificação Específica de Atividade Docente do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (GEDBT) deva ser incorporada, se a GEMAS o for; e, igualmente, ativos, aposentados e pensionistas têm que receber do Governo tratamento isonômico, o que significaria que os aposentados doutores, ao menos, deveriam também ser reenquadrados como Associados.
Mas, além da Carreira, é necessário um olhar sobre a nossa remuneração, pois a possibilidade real de não termos sequer a recomposição de perdas inflacionárias de 2010 pode iniciar um novo ciclo de perdas salariais já bem conhecidas por nossa categoria.
Há vários aspectos na nova carreira, que merecem um debate profundo, a fim de se evitar que o Governo, através de um discurso sobre a necessidade de pressa no envio de um Projeto de Lei, atropele os interesses da categoria. Para isso, o PROIFES convocou uma reunião extraordinária com todas as ADs e sindicatos recém constituídos para segunda, 15 de agosto, com o objetivo de discutir a conjuntura política, reafirmar os pontos mínimos para a possível assinatura de um acordo com o Governo Federal e elaborar as estratégias para a última reunião da rodada de negociações, que acontece às 19h. Na terça-feira, dia 16, as entidades voltam a se reunir com o Proifes para avaliar o resultado da mesa de negociação e deliberar sobre encaminhamentos.
Após a elaboração da proposta final na mesa de negociação, o ADURN-Sindicato debaterá a mesma com os docentes sindicalizados. Temos que convencer o governo que esta proposta não atende a categoria, e reafirmar a posição do VII Encontro do PROIFES, para que tenhamos uma proposta equilibrada para todos os professores. A categoria necessita de uma carreira que seja coerente com o esforço de cada um para a sua titulação, para o aprofundamento do processo de pesquisa e extensão.
É preciso manter a perspectiva da negociação, mas também a da firmeza dos interesses da categoria. É hora do Movimento Docente buscar unidade de ação para uma Carreira mais justa e que recupere o papel do professor universitário na sociedade brasileira.
Marcadores:
adurn,
docentes da ufrn,
governo,
governo dilma,
salários,
trabalhadores do ensino,
UFRN
Buracos-zumbis venusianos invadem ruas de Natal
Se você ler a matéria da Tribuna do Norte que reproduzo abaixo, a respeito de perigoso buraco que está começando a engolir uma árvore e dá indícios de que pode tragar um poste de alta tensão, saiba de uma coisa: o jornal não informa, mas esse temível buraco é na verdade um ser espacial, um legítimo buraco-zumbi venusiano. E buracos-zumbis venusianos são os piores, amigo, os piores, sabia? Você não tem notado que Natal tem buracos por toda parte? Se não notou, alarme-se: trata-se de uma invasão desses terríveis seres extraterretres, com espantosa capacidade de reprodução e ocupação de solo. Invasão criteriosamente estudada pelo Grão Mestre dos Buracos, que vive em alguma parte da zona sul de Natal. Leia a matéria e veja a ação desse temível buraco. Dizem que, à noite, emite rugidos e treme o chão, ameaçando terremotos e outros males. Estou com medo, especialmente porque na minha rua também apareceu misterioso buraco perto da minha casa. Deve ser um buraco-zumbi venusiano.
Ainda sobre o buraco-zumbi, informo que a demora em seu enfrentamento, envolvendo a prefeitura e a Caern, é porque as duas entidades ainda não foram informadas do que se trata. Se o fosse, sem dúvida tomariam providências contra esse perigoso ser espacial. Chamariam, sem dúvida, Flash Gordon e sua pistolina de raio raser para eliminá-lo com um só disparo.
PS: o jornal informa que hoje o problema será solucionado.
Será? Esses zumbis venusianos são um perigo...
Cratera no bairro das Quintas surgiu há 60 dias
Roberto Lucena
Repórter
Um buraco com aproximadamente 6 metros de profundidade e 4 metros de largura está deixando moradores e comerciantes do bairro Quintas apreensivos. Segundo relato de populares, o buraco, localizado próximo ao cruzamento da avenida dos Paiatis com a rua Leão Veloso, surgiu há mais de dois meses. Sem obras de reparo emergencial e com a chuva que caiu durante o fim de semana, o buraco aumentou e "engoliu" uma árvore na noite do último domingo. Se continuar expandindo, a cratera pode derrubar um poste de alta tensão que existe no local.
júnior santos
Segundo população, Prefeitura do Natal e Caern não chegam a consenso de quem é responsabilidade
De acordo com Marco Dantas, proprietário de uma cigarreira localizada na rua Leão Veloso, o buraco é um transtorno antigo. "Mais de dois meses que esse problema começou. A gente procurava a prefeitura e diziam que a Caern quem resolvia. Na Caern, diziam que a culpa era da prefeitura. Não feito nada e agora o resultado é esse", reclama.
O Corpo de Bombeiros foi acionado quando a árvore tombou na rua. A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) suspendeu o fornecimento de água na região e, na tarde de ontem, operadores do órgão realizavam os primeiros procedimentos no local. "Na verdade não podemos fazer muita coisa agora. Vamos religar o fornecimento de água para que a região não fique completamente desabastecida, porém, as obras de reparo só poderão ser executadas quando a prefeitura fizer a parte dela", disse João Alves, funcionário da Caern.
Marcadores:
buraco na rua,
natal,
tribuna do norte,
zumbis
domingo, 14 de agosto de 2011
Vai começar a destruição do Machadão
Leio na Tribuna do Norte que nesta segunda começam os trabalhos de destruição do Machadão. É o início de uma intentona que tem por objetivo erguer um elefante branco para que sejam realizados aqui jogos de Copa do Mundo. Pior que isso é a revelação de que tipo de governantes temos: gente que relega a segundo prioridades como saúde, educação e segurança em favor de um projeto que somente servirá para enriquecer as construtoras.
Assim construímos a realidade desse país, moldamos o seu futuro, cavamos o fosso profundo onde nossos pés se afundarão.
O mundo está lutando para não entrar numa crise financeira terrível e nós festejamos não sei bem o quê; talvez a construção de um abismo de onde futuramente alguém haverá de dizer que, como é muito profundo, é melhor que fiquemos lá.
Marcadores:
a morte,
copa 2014,
copa do mundo,
estádio,
futebol,
machadão,
pobreza,
políticos. povo
Assinar:
Postagens (Atom)



