Mostrando postagens com marcador minas gerais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador minas gerais. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Carta aberta à TIM - sobre Major Ezequiel/MG desconectado

Prezados Senhores,
Contrariando o slogan da operadora, vivenciei mais uma vez nessa minha viagem de férias a condição "TIM com fronteiras".
Somos uma família numerosa e nos reunimos com certa freqüência em nossa terra natal, Major Ezequiel, distrito de Alvinópolis-MG.
Nesse último encontro, em julho de 2011, nos reunimos, num período de três dias, um grupo de aproximadamente 60 pessoas. Dessas, algo em torno de 40 pessoas possuem celulares TIM.
Ficamos quase incomunicáveis nesses dias, uma situação inaceitável que chamei de "Major Ezequiel desconectado": lá, simplesmente, não existe opção de nenhuma operadora de telefonia celular.
Situação inaceitável pela própria condição hoje de mercado de trabalho.
Acho ótimo fazer um retiro e me desconectar, mas isso deveria ser a escolha de cada pessoa. Desligar e ligar o seu aparelho quando bem entender. Mas uma situação imposta pelo descaso das operadoras é uma condição inadmissível, principalmente para uma operadora cujo slogan brada a condição de "sem fronteiras", fronteira essa que distava 14 km de onde estávamos. Quem precisou fazer as suas ligações e não conseguiu um telefone público funcionando, rodou 28 km, considerando ida e volta, por mais de uma vez, para fazer parte do grupo "sem fronteiras".
Major Ezequiel é, principalmente para nós, majorenses ausentes, um lugar de aconchego, um lugar que nos lembra o colo da mãe, cujo slogan do nosso encontro, de afeto e carinho, diz que: “Major Ezequiel  é um lugar que venceu as mudanças e diz ao tempo que prefere ficar como está”.
Esse é um slogan de apego pela nossa terra natal e não significa que somos avessos à tecnologia e nem que precisamos ficar dependentes de uma única operadora de telefonia fixa e serviços insuficientes.
Major Ezequiel não precisa e não pode ficar na condição além fronteira.
Farei também a mesma reclamação para as outras operadoras, aquela que tiver mais visão de mercado, menos fronteiras e levar mais a sério o serviço pelo qual se propõe, atenderá aos nossos reclamos.
Aguardo retorno e espero que estejamos em breve dentro da “fronteira” da TIM.
Saudações,
Emanoel  Barreto
Jornalista e Professor da UFRN

domingo, 12 de setembro de 2010

Jornal Nacional - JN no Ar 6 (RN - MG) - Primeiro veja o vídeo; depois leia o comentário

Tá tudo tão bom, mas tá tudo tão ruim não é mesmo?
Emanoel Barreto

Há algo de estranho nessa promoção do Jornal Nacional. Por que isso agora? Por que em período eleitoral? Se você observar os números, bastante negativos especialmente em índice de desenvolvimento humano, se ombreiam aos aspectos positivos de cada lugar visitado.

Foi assim no Rio Grande do Norte, foi assim no norte de Minas. E isso se dá de forma bruta, estabelecendo uma relação de choque entre, por exemplo a produção de camarão no Rio Grande do Norte, o índice de mortalidade infantil e o analfabetismo. Isso só para ficar nesses exemplos.

Não sei se você reparou, mas Bonner, para escolher um município mineiro a ser visitado, tinha poucos cartões à sua disposição na urna. Minas tem tão poucos municípios? Ou os que foram selecionados para ser sorteados não seriam todos do norte do Estado, que tem características climáticas nordestinas semelhanças em termos de pobreza?

Explicando: a realização desse voo por todo o Brasil, por partes do Brasil adredemente escolhidas, tem por objetivo mostrar um Brasil que não deu certo, um Brasil de desequilíbrios, um Brasil onde o governo federal... falhou.

Trata-se, não tenho dúvida, de uma ação de agendamento perfeitamente entrosada com a campanha da grande imprensa para desacreditar a candidatura Dilma. E isso em nome do bom jornalismo. Tecnicamente perfeito, o enquadramento passa exatamente essa ideia.
Temos aqui o que os estudos de cobertura política chamam de enquadramento plural aberto. Isso quer dizer o seguinte: o veículo de comunicação dá aos atores políticos o mesmo destaque, sem favorecer a nenhum deles.

Só que isso se deu em forma de engenharia comunicacional reversa: os atores políticos passaram a ser os Estados e todas as suas mazelas, percebe? As mazelas foram privilegiadas como se fossem elas, as mazelas, os atores políticos. E o resultado subliminar atinge o governo federal sem que se diga sobre este qualquer palavra.

Perfeito. Tecnicamente perfeito...

quinta-feira, 27 de julho de 2006

Ainda das Gerais: o batizado e o padre rabugento

"O homem vem à terra para uma permanência
muito curta, para um fim que ele mesmo ignora,
embora, às vezes, julgue sabê-lo".
Albert Einstein

A igreja lembrava a basílica de São Pedro. O padre mesmo disse, antes de iniciar a cerimônia de batismo. Estou em Minas, na cidade de Timóteo, para ser, em companhia da Minha Mulher, padrinho e madrinha de Lívia, filha de Jonas e Cristina.

Realmente, o templo tinha as linhas básicas da magnífica basílica, mas, além disso, tinha também um problema: o apressadíssimo padre, que com gestos bruscos advertia os fíéis que, logo após a cerimônia, todos deveriam retirar-se, o mais rápido possível.

E ficamos todos nós como aquele motorista que fica só acelerando o carro, para largar o mais rápido possível tão logo o sinal verde abra. Na verdade, não achei o padre grosseiro. Mas um trapalhão mal-humorado, Um tipo rabugento, a zelar por algo que considera como muito importante.

O homem era tão, digamos, aferventado, que a pequena Lívia, até então caladíssima, abriu o eco a chorar quando ele tentou lhe fazer um carinho. Mas não houve problema: e afinal realizou-se o batizado, que esperou quase um ano pela minha presença a fim de que fosse realizado. A data inicial fora remarcada em função de impossibilidade minha de ir até lá.

Terminada a cerimônia, ainda dava para ouvir o padre e sua algaravia de exigências, conclamando as pessoas a sair. Parecia querer o grande silêncio do templo só para seus ouvidos. Na verdade, deve ser ele um carrancudo habitante da solidão.

Mas valeu a pena. Jonas, uma grande figura e um grande caráter, e Cristina, uma mãe coruja, festejaram o batismo. Na comemoração, a voz forte de Bruno, seu violão e a presença do pai, Tone, foram notas marcantes. Também valeu, pela alegria e espontaneidade a alegria de Jeane, Edmirson e a filhinha Rafaela, além de Pedro, um pequeno furacão.

São coisas que vivi nas Gerais. Coisas boas que entram na vida da gente. Coisas que dá vontade de repetir. E as Gerais estarão sempre em nosso caminho. Ô trem bão, sô... Cê pode acreditar...