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domingo, 31 de outubro de 2010

Os terríveis vaticínios da Folha; um jornal agourando o futuro

A Folha de S. Paulo ou de como um jornal pode ser pregoeiro da desgraça
Emanoel Barreto

Estranha, muito estranha a mensagem da Folha. Numa primeira página em que admite a vitória da adversária ideológica, o jornalão exibe discurso iconográfico em que a apresenta e a seu opositor como habitantes de um mundo, melhor, um país surrealista, demencial, depressivo e deprimente. A Folha faz de tudo, até mesmo na undécima hora, para passar a ideia de que provável eleição de Dilma levará o Brasil a situação lastimosa.

Tudo no texto visual é triste, desolador, sorumbático, aterrador. A realidade nacional é cifrada em cor amarelada, num matiz social que impressiona o olhar com um sentido de coisa ruim. Todos os seres representados, incluindo o ícone de Serra, são entes oprimidos, privados de vontade, angustiados, mergulhados em situação de comleta decrepituda política e existencial, vivendo a vida como se esta por si só fosse um interminável e inexplicável exercício de padecimentos.

Vendas amordaçam esse enigmático mundo sem sentido. Serra é mostrado com aspecto infantilizado,  choramingas. Um pedinte político. O brasileiríssimo tucano traz o bico preso como se vivesse luto. 

Tocos de árvores sangram. Seres des-almados portam votos nas mãos como se caminhassem a esmo, perdidos em ilações sombrias. Vestidos com o azul de Serra são uma procissão, uma espécie de préstito da desgraça iminente.

Dilma tem o semblante sinistro, mão direita de lutador de boxe. Presa pelo pé à cabeça de Lula é de alguma forma também um lêmure sem vontade própria mas, mesmo assim, tem algo de maligno em sua figura fantasmática.

O discurso figurativo não alerta a um perigo, na verdade deseja que o país ingresse num tempo de trevas e de medo. A jornal como pregoeiro de desacerto e da hacatombe, desejando o mal ao futuro próximo. 

Mas, apesar da Folha, amanhã há de ser outro dia. E bem diferente do que anseia o jornal dos Frias.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

É isso: meia pesquisa basta para  bom entendedor
Emanoel Barreto

Para bom entendedor meia pesquisa basta. A tendência pró-Dilma há muito deixou de ser tendência e passou à condição de fato social cristalizado. Hoje, e quem informa é o Datafolha, ela seria eleita.

Acrescente-se a isso o fato de que a Folha anunciou escândalo na administração de Serra então governador, em episódio de aparente manipulação e conluio de empreiteiras para abocanhar espaços e ganhar dinheiro ilegalmente na construção do metrô de S.Paulo ao participar de um jogo de cartas marcadas. Antes da licitação já estava acertado quem seria "o vencedor".

Esse fato deverá ter alguma repercussão na próxima pesquisa, do Datafolha ou outro qualquer instituto setorial. Abaixo, matéria do Estadão sobre os resultados da pesquisa e constatação de que Lula continua a subir no conceito do brasileiro a respeito de sua administração.

Na terceira semana de campanha no segundo turno da eleição presidencial, a candidata Dilma Rousseff (PT) manteve a vantagem sobre José Serra (PSDB). Ela tem 49% das intenções de voto, e o tucano, 38%, segundo pesquisa Datafolha divulgada ontem.


Em relação à sondagem anterior, feita no dia 21, Dilma e Serra oscilaram para baixo - ela um ponto e ele dois. O número de indecisos passou de 6% para 8%.


Levando-se em conta apenas os votos válidos, a candidata do PT lidera por 56% a 44% - o mesmo índice revelado na semana passada.

A pesquisa capta os efeitos do último debate entre os presidenciáveis, realizado na noite de anteontem, na TV Record, e da polêmica sobre a agressão que Serra teria sofrido em uma caminhada no Rio de Janeiro.

Tanto o tucano quanto a petista levaram o episódio ao horário eleitoral. Serra acusou o PT de truculência e a campanha de Dilma expôs uma suposta "armação", segundo a qual o candidato teria simulado um ferimento na cabeça.

Geografia do voto

 A principal novidade em relação à pesquisa anterior é o fato de que, na Região Sudeste, a mais populosa do País, Dilma saiu da situação de empate técnico e assumiu a ponta, com 44% a 40%.

No Sul, onde lidera, Serra viu sua vantagem cair quatro pontos. Ele tem agora 48% (eram 50%) contra 41% (eram 39%).
No Nordeste, principal reduto da petista, a vantagem dela se manteve em 37 pontos, mas os dois candidatos oscilaram um ponto para baixo (de 65% para 64% e de 28% para 27%).

O Datafolha também mediu a aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pela terceira semana consecutiva atingiu patamar recorde.

Agora, 83% dos entrevistados pelo instituto consideraram o governo ótimo ou bom. Houve oscilação positiva de um ponto em relação ao levantamento da semana anterior. A taxa dos que consideram a administração regular passou de 14% para 13%. O índice dos que veem a gestão como ruim ou péssima se manteve em 3%.





Veja bons motivos para votar em Serra

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O debate na TV como ritual de mídia
Emanoel Barreto

Vem aí um novo debate. Será na Record, segunda-feira. Somente com perguntas entre os dois candidatos. O espetáculo midiático está se transformando num ritual. Alguém duvida do que vai acontecer? Salvo fato de última hora e portanto imprevisível, Serra e Dilma vão se defrontar com as mesmas perguntas, mesmo que formuladas de maneira diversa da forma como já foram propostas.

O excesso de debates está cansando. O confronto, na verdade, é mais para atender aos interesses da grade de programação das emissoras que para tratar de assuntos e temas de grande política. E ai do candidato que não aceitar: o show tem de continuar.

Da forma como está é apenas o ritual. Tudo se passa segundo uma espécie de liturgia, com passos cerimoniais arbitrados pela TV, emoldurando o encontro segundo os termos e a lógica de um programa típico desse veículo

Suponho que uma ótima forma de debate seria aquele em que os dois candidatos entrassem no estúdio e, sem qualquer mediação, começassem a conversar, esgrimindo argumentos, discutindo civilizadamente o que pretendem fazer.

No máximo um jornalista faria a citação de um tema e eles, abertamente, passariam a se questionar, em três ou quadro blocos de 15 minutos.

Aí sim, teríamos um debate.

A dica dessa capa da Veja me foi passada por Patrícia Natasha, estudante de jornalismo antenada com o nosso tempo.

Quem me envia essa é João Victor Torres, estudante de jornalismo e uma das promessas da nova geração que está se formando em mídia impressa.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

No jogo da política, eis a análise do Pixador

O Pixador

 Pesquisa confirma tendêndia pró-Dilma
Emanoel Barreto


O Estadão informa:
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, está 11 pontos porcentuais à frente de José Serra (PSDB), segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta quarta-feira, 20. A petista tem 51% das intenções de voto contra 40% de José Serra (PSDB). Votos brancos e nulos somam 5% e 4% não sabem ou não responderam.
Considerando-se apenas os votos válidos (excluídos nulos, brancos e eleitores indecisos), Dilma teria 56% contra 44% do tucano. 

A tendência, consultando-se o histórico das pesquisas, é pró-Dilma. Tendência significa "propensão a" e indica possibilidade de confirmação de momento tendencial enunciado pelo levantamento de intenções em dado contexto.

A campanha, ao que parece, além de suscitar a participação de setores obscurantistas da sociedade ao lado de Serra, teve o condão de, em lado oposto, levantar vozes sociais autorizadas civilmente a se manifestar a favor de Dilma. Chico Buarque que o diga. Leonardo Boff também. São vozes impolutas e da mais absoluta credibilidade

O comparecimento de atores que tais à cena pública demonstra que há, solidamente, estratos sociais que compreendem o momento histórico e repudiam o plano em marcha, de buscar os tucanos o empreendimento de hegemonia - domínio e direção da sociedade.

Nas universidades professores e estudantes se erguem. E bandeiras nas esquinas dizem não aos que pretendem levar adiante projeto político alinhado à conservação e ao obscurantismo.





O incidente que resultou em agressão ao candidato Serra, no Rio, é demonstrativo do quanto a campanha à sucessão presidecial se encaminhou a rumos estranhos à democracia. A ação, atribuída a supostos militantes do PT, é o resultado do rebaixamento dos níveis do debate, que escorreu da alta política para os descaminhos de discussões estéreis e histéricas acerca do aborto, vindas do PSDB. Virá agora a vitimização de Serra e, o incidente, seu martírio. O ato vai virar "atentado" e o não-discurso, o vazio de discussão provocada em torno de nada, será o mote dominante daqui por diante, é o que presumo. (EB)
Foto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKRkh-m_tq46OiGKbAwBTHY7_goN8b3TkhH3trDmImPV0C1Ufk1JO7IWksdsCUGP1Ae4UMqgI-HaDJIMj8Qwm5G9r2i9tb8SzL0ly3H8h9SIYaMVUJTaTgQjzZOea6VsbQm0W1/s1600/10293317.jpg

sábado, 16 de outubro de 2010

Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu
Emanoel Barreto

Em meio à disputa acirrada que vem sendo travada no segundo turno das eleições presidenciais, em torno de temas como a legalização do aborto e a união civil entre pessoas do mesmo sexo, a campanha do candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, distribuiu ontem, em evento com professores na capital paulista, santinho com a foto do presidenciável e a frase: "Jesus é a verdade e a justiça."


A afirmativa é do Estadão. O que não está dito é que a "acirrada disputa" a respeito de aborto e ligação e união civil entre homossexuais na verdade não existe; existe sim, enquanto fatos oriundos dos meios de comunicação, difundidos por esses mesmos meios de comunicação e enfatizados idem.

Foram os jornais, revistas e TVs ligadas a Serra que deram destaque a tais ninharias para desviar o debate político com o aproveitamento e a manipulação de pessoas cujas convicções estejam regidas por princípios religiosos ou moralmente mais conservadores.


O comportamento do tucano, ao agregar a seu discurso de fala atitudes dignas de um místico de camarinha ajoelhado frente a oratório e repetindo uma jaculatória, é dado precioso que permite analisar que tipo de ator político jaz oculto pelo biombo do confessionário: um homem que aceita dar-se a esse tipo de jogo para chegar ao poder praticamente a qualquer custo.


Cabe então uma pergunta: com essa mobilização de segmentos religiosos o que se pretende: a implantação, aqui, de uma república teocrática? Certamente não é isso. Difícil seria imaginar Serra, eleito, buscando aconselhar-se com algum colegiado de entidade mariana a fim de tomar decisões à luz divina. Não tenho fé de que isso venha a acontecer, especialmente porque ela não será eleito...


Tenho fé, todavia, de que ele enceta uma nova forma de Marcha com Deus pela Liberdade manipulando convicções íntimas de pessoas fervorosas, que veem nele um líder voltado a obras pias e sacras intenções - de última hora, diga-se de passagem.


O apelo à religião e à pátria são recursos extremos dos que buscam no nebuloso imaginário social forças e raízes de afirmação para utilizar-se desse mesmo social em proveito de uma ideologia e seus pregoeiros. Tenho fé de que tal intentona não virá a prosperar.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Serra, um cigarro e uma dose de uísque
Emanoel Barreto

Na transcrição abaixo, da Folha, Serra diz que não é contra a produção de fumo e que "o fato de eu ter batalhado contra o hábito do cigarro não implica que eu seja contra a produção de tabaco". Tenho alguma dificuldade em entender tal comportamento. Mas talvez seja por causa de minhas limitações que, devo supor, sejam muitas e muito grandes. Como pode alguém lutar contra algo e não ser contra o alvo de sua dissidência? Se consegue entender, explique-me.

Outra coisa: isso também é válido para o aborto? Ele luta contra o aborto mas isso não significa dizer que é contra o aborto? É isso, é isso o que o candidato quer dizer? São essas fragilidades e inconsistências programáticas, essa falta de um discurso propositivo que me levam a crer que essa candidatura está fadada à derrota.

Serra se apega ao que apareça, a qualquer tábua de salvação que lhe ofereça qualquer esperança e pronto: passa a tomar aquele assunto como ponto de pauta essencial e faz disso um cavalo de batalha. A falta de discurso oposicionista o leva a tanto. A última pesquisa revela que continua em desvantagem em relação a Dilma, que tem 35% e Serra 47%. Talvez ele precise de um cigarro. E uma dose de uísque....

Leia o discurso do absurdo.
No RS, Serra afirma que não é contra a produção de fumo



JEAN-PHILIP STRUCK
ENVIADO ESPECIAL A PELOTAS (RS)


O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou hoje em Pelotas (258 km de Porto Alegre) que não é contra a produção de fumo no Brasil.


"O fato de eu ter batalhado contra o hábito do cigarro não implica que eu seja contra a produção de tabaco," disse o candidato.

O Estado do Rio Grande do Sul, onde o candidato cumpriu agenda de campanha hoje, é o maior produtor de tabaco do Brasil.
Serra também afirmou que a indústria merece apoio porque a maior parte da produção é exportada e gera empregos.

"O fato de que o cigarro faça mal não implica que vai acabar o consumo e que não se exporte. É uma atividade que gera empregos, que merece ser apoiada e vai ter meu apoio."

O candidato disse que nunca atacou os produtores de tabaco do país. "Nunca fiz qualquer referência negativa aos agricultores dessa atividade, que produzem um tabaco de excelente qualidade, que o mercado mundial deseja."

O tucano também disse que é o governo Lula, por meio da assinatura de acordos internacionais, que tomou medidas para erradicação da cultura do tabaco.

Serra não quis comentar a pesquisa Ibope divulgada hoje. O levantamento mostra que a intenção de voto para o tucano é 47% dos votos válidos. Dilma Rousseff (PT) tem 53%.

As declarações foram feitas em Pelotas, terceiro maior colégio eleitoral do Rio Grande do Sul, com 247.376 eleitores. A visita à cidade foi a última etapa da viagem do tucano ao Rio Grande do Sul hoje. Mais cedo, ele esteve em Porto Alegre e no município de Rio Grande.

Serra chegou a Pelotas com mais de duas horas de atraso. Parte da agenda acabou sendo cancelada. Quando o candidato chegou no centro da cidade, a maior parte das lojas do calçadão já estavam fechadas e as ruas vazias. Pouco mais de 200 pessoas receberam o candidato numa cafeteria.

Em Pelotas, Serra ficou à frente de Dilma no primeiro turno, com cerca de 42% dos votos, contra 41% da petista.



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Agora, só falta chamar a TFP
Emanoel Barreto

Em campanha que por momentos lembra mobilização da Tradição, Família e Propriedade, instituição católica de extrema-direita que atuava com desenvoltura durante a última ditadura no Brasil, os apoiadores de Serra mobilizam segmentos conservadores ligados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Em defesa de Serra, seguidores seus fazem distribuição de panfletos em que "aconselham" a que não se vote em candidato que "apoia o aborto". 
A respeito, leio na Folha:

Um panfleto assinado por um braço da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) recomendando que fiéis contrários à legalização do aborto não votem no PT foi distribuído ontem, em Aparecida (SP) e Contagem (MG), antes e durante missas em homenagem ao Dia de Nossa Senhora Aparecida.
O documento atribui posições pró-aborto ao PT, ao governo federal e, apesar de não citá-los nominalmente, ao presidente Lula e à presidenciável Dilma Rousseff.
Trata-se do mesmo panfleto que já havia circulado entre fiéis durante o primeiro turno e no dia das eleições.
O texto é assinado pelos bispos da Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, responsável pelo Estado de São Paulo.
A seção é presidida pelo bispo de Santo André (SP), dom Nelson Westrupp. O conteúdo do panfleto também está publicado no site da regional da CNBB.

Perigoso é, na verdade, eleger um homem que se apoia em tais comportamentos, misturando política com religião e obscurantismo.  

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Este sim foi o primeiro debate. Serra na defesa; Dilma coerente
Emanoel Barreto


Afinal tivemos um debate: a Rede Banderantes colocou frente a frente Dilma e Serra e estes puderam confrontar-se. Serra dissimulou seu comportamento para simular serenidade; Dilma foi incisiva e direta. Exemplo: ao denunciar os ataques rasteiros que sofre, quis saber do oponente por que a mulher dele a acusou de querer "matar criancinhas". Ele simplesmente ignorou. Fora pego mas não quis admitir.

O tucano buscou amuletar-se em sua administração como se fora esta uma espécie de avatar do seu passado administrativo. Dilma explicitou o que foi feito nos oito anos de Lula, expôs o projeto serrista de privatização do pré-sal, e o adversário não teve saída, mesmo tentando se explicar, colocando-se, na hora, como defensor das estatais.

Dilma defendeu moradia digna, Serra falou que ajudou o povo a fazer puxadinhos.

O ponto fraco de Dilma foi o fato de que, não sendo uma oradora, deixou-se impregnar por um certo arrojo expositivo, o que poderia dar a entender nervosismo. Serra, cerebral, buscava falar pausado, dando tempo à organização do que dizia, mesmo quando tergiversava.

Os outros debates serão, digamos assim, para uma melhor afinação dos instrumentos. Dilma tem muito a dizer, especialmente se insistir na denúncia da campanha de mistificação, de desconstrução de sua pessoa, num processo insidioso que os ids das elites sabem muito bem manipular, retirando de suas clausuras mais escuras truques e cartas na manga.

Foto: http://www.sidneyrezende.com/noticia/104007+primeiro+debate+do+segundo+turno+e+na+band+veja+como+ele+sera

domingo, 10 de outubro de 2010

Serra já está no ataque para debater na Band
Emanoel Barreto

As coisas de jornal da grande imprensa anunciam que Dilma e Serra foram preparados por assessores a fim de que se saiam bem no debate de hoje na Band. Será como uma dança: dois pra lá, dois pra cá. Esse bolero será temperado a perguntas de gaveta e respostas idem.

Como é um espetáculo, infelizmente tem que ser assim. Cumprir o script e esperar que o adversário erre ao fugir do seu papel.

Sugeram os jornais que isso será difícil, já que ambos estão calibrados para responder com calma. Serra atacando o aborto como se isso fosse proposta de campanha de Dilma; ela denunciando as privatizações que o adversário, óbvio, defenderá ardorosamente.

Dizem as coisas de jornal dos jornalões que Serra pretende se tornar mais agressivo após pesquisa que certamente será realizada após o debate. Perdendo ou ganhando na apuração das intenções de voto, deverá retumbar o discurso a fim de garantir que é o melhor.

Dilma, que continua melhor nas pesquisas, também deverá redimensionar o discurso em função do resultado. Lembremos porém que este segundo turno é marcado por atitudes de obscurantismo dos serristas. Quer dizer, na prática, eles já estão no ataque.
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.defesa.net.br/wp-content/uploads/2010/03/alemanha.jpg&imgrefurl=http://www.defesa.net.br/tag/primeira-guerra-mundial/page/4/&usg=__fovKGDmm60bv_NHNxNXMMUaLuN0=&h=413&w=600&sz=69&hl=pt-br&start=58&sig2=6ePIif0JclZDizehP1OvDA&zoom=1&tbnid=I-Puu3FpeQbENM:&tbnh=124&tbnw=165&ei=HSeyTPXdCIWClAfso4y1BQ&prev=/images%3Fq%3Davi%25C3%25B5es%2Bde%2Bprimeira%2Bguerra%26um%3D1%26hl%3Dpt-br%26client%3Dfirefox-a%26sa%3DN%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26biw%3D1024%26bih%3D579%26tbs%3Disch:10%2C1824&um=1&itbs=1&iact=rc&dur=196&oei=CCeyTJShB4KglAfUiNXkDw&esq=5&page=5&ndsp=15&ved=1t:429,r:6,s:58&tx=85&ty=42&biw=1024&bih=579

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