sábado, 9 de junho de 2012

O Nordeste como rodapé do Brasil

Tenho observado, aqui acolá, o desempenho da atriz Titina Medeiros naquela novela da Globo. Aquela, onde Titina faz papel de empregada doméstica e o personagem principal, uma cantora nordestina, é representada como uma tipa desbocada, grosseira e meio estúpida que faz sucesso com música idem. Creio que a atriz principal não seja nordestina e, dentro do padrão preconceituoso da Globo, fala com um sotaque de arrepiar, deixando implícito que quem fala daquele jeito o faz por ser representante de uma certa casta inferior; tanto que na fala trai sua origem, ou seja: vem do Nordeste, lá do rodapé da sociedade brasileira.
http://auroradecinema.wordpress.com/2012/05/19/descoberta-no-teatro-nordestina-titina-medeiros-da-show-em-cheias-de-charme/

Lamento que Titina, que é nordestina. também tenha aderido ao sotaque que a Globo estabeleceu como forma de representar o nosso povo. Titina sabe que nós não falamos como seu personagem se manifesta. Ela mesma não fala daquele jeito.

Temos, é certo, a ausência do chiado, que a Globo identifica com indicador de pessoas elevadas, finas, elegantes. Mas, daí àquela manifestação espalhafatosa há uma grande distância. 

Suponho que tenha sido a direção da novela quem a obrigou a tal e lamentável comportamento dramatúrgico. E até entendo que Titina tenha se curvado para não perder a chance. Mas que lamento, lamento.

E não me venham dizer que trata-se apenas de atitude caricatural para "dar mais força ao personagem". Não é. É parte de toda uma visão sudestina sobre o Nordeste; severinizado, amaldiçoado pela seca, habitado por seres rudes, grosseiros, grotescos até.

Somos, perante tal visão, um povo-bicho, um povo que vive à procura de uma cacimba, um pingo d'água, uma rama de mato para não morrer de fome. Se esquecem de que as consequências sociais da seca são fruto da incompetência histórica dos governos em lidar com tais problemas e por causa disso temos sim pobreza e miséria. Mas não por culpa essencial ao povo, mas pela culpa cristalizada naqueles que, nos altos postos, ganham muito para manter nosso povo não nordestino, que somos, mas nordestinizados, no sentido daqueles que nos veem com olhar de preconceito estúpido. E lamento, como lamento.
O mundo cabe numa foto. Magnífica obra de Cartier Bresson

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Elvis Presley & Martina McBride - Blue Christmas

A esquisita greve dos professores da UFRN

Recebi, como os demais professores do Departamento de Comunicação Social da UFRN, a seguinte mensagem da professora Josimey Costa:

Caros,
Ontem, na assembléia da ADURN para discussão das negociações sobre nosso plano de carreira como docentes, foi aprovada a realização de um plebiscito no dia 12 próximo para consultar toda a categoria se deseja uma greve para o dia 15/06. A assembléia se posicionou por uma maioria de cinco pessoas a favor da greve, após muito tumulto por parte de estudantes e alguns poucos professores radicais. 
Lamentei muito a pouca lucidez de quem agiu assim e a ausência de muitos colegas, que teriam se informado melhor sobre a situação atual. Mas sabendo que isso é natural no processo, decidi escrever aos colegas do DECOM para manifestar minha posição: apostar numa greve docente na UFRN neste momento, quando ainda estamos em negociação com o governo, é apostar no vazio. Estamos quase encerrando o semestre e a maioria viaja de férias. A greve não vai ter força política dessa forma. 
E vai emperrar uma negociação que está se mostrando favorável a nós! Prefiro apostar na consciência e na razão para alcançar resultados ainda possíveis. Votarei contra a greve neste momento por acreditar que não esgotamos todas as nossas possibilidades ainda.
Grata a quem me leu até aqui.
Cordialmente,
Josimey Costa
...........
Creio que Josimey tem razão. As negociações estão em andamento. Teria sido mais ajuizado esperar e cobrar do governo o cumprimento dos nossos direitos.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Recebo e divulgo


Em audiência com o PROIFES, MEC anuncia a retomada do GT Carreira e se declara a favor do alinhamento das carreiras docentes com a de Ciência e Tecnologia 



O PROIFES foi recebido às 14h30 de hoje, 5 de junho de 2012, pelo Ministro Aloízio Mercadante e pelo Secretário da SESu, Amaro Lins. Pela Federação, fizeram-se presentes os professores Eduardo Rolim de Oliveira (Presidente), Fernando Amorim (Vice-Presidente) e Gil Vicente Figueiredo (Tesoureiro). A ANDES, por sua vez, foi recebida às 10h30. Ainda no período da manhã, também aproximadamente às 10h30, grupos de estudantes em greve que participavam de manifestação conjunta depredaram a entrada do prédio do MEC, quebrando os vidros do saguão de acesso, razão pela qual a entrada da delegação do PROIFES não pode se dar através da porta principal do edifício.

Dando início à audiência com o MEC, o professor Eduardo Rolim entregou ao Ministro documento com as deliberações da reunião do Conselho Deliberativo de sua entidade, realizada no dia 3 de junho, que propôs indicativo de greve para o dia 15 de junho com a pauta do PROIFES, caso não sejam retomadas as negociações no GT Carreira, com aceitação pelo governo da equiparação salarial entre docentes e servidores da carreira de Ciência e Tecnologia. O Presidente explicou que foi indicada consulta plebiscitária prévia a ser feita no dia 12 de junho.

A representação do PROIFES apresentou também alguns dos demais pontos de pauta: a retirada da nova forma de cálculo da insalubridade e periculosidade da MP 568/2012; a progressão de D1 para D3 dos professores do EBTT portadores de títulos de mestrado ou doutorado, enquanto não for regulamentado o Art.120 da Lei 11.784/2009; e a continuidade, com qualidade, do processo de expansão de Universidades e Institutos Federais.

O Ministro Mercadante disse de entrada que estava indignado com a forma pela qual, já no dia 17 de maio, havia sido deflagrada a greve em curso, a seu ver de forma inteiramente precipitada. “Não é fato que o piso dos professores seja R$ 557,00. A verdade é inteiramente diferente. Há apenas cerca de 120 docentes que entram com salários de um pouco mais de R$ 1.600,00, e o piso dos docentes em DE é da ordem de R$ 2.800,00. Ademais, as negociações sobre carreira estavam em pleno curso e todas as entidades integrantes do GT Carreira haviam concordado em debater o assunto até o dia 31 de maio. Além disso, a carreira reestruturada será implantada apenas em 2013 e temos até agosto para definir os valores e impactos que serão enviados ao Congresso Nacional”, afirmou Mercadante. O Ministro disse ainda que não será a greve que irá mudar o andamento das negociações nem irá pautar o governo. “Consideramos que o debate sobre a reestruturação de carreira deve ser feito com tranquilidade e há tempo para que isso aconteça.”

A seguir, após analisar brevemente a pauta entregue pelo PROIFES, Mercadante disse que a suspensão do GT Carreira foi momentânea, para reavaliação do complexo quadro econômico que se desenha no mundo, e que é pano de fundo para a questão orçamentária que terá que ser equacionada pelo governo, envolvendo não apenas docentes como os demais funcionários públicos federais. Informou a esse respeito que o GT Carreira será retomado já na próxima semana, como solicita o PROIFES – possivelmente no dia 12 ou no dia 13.

No que diz respeito à equiparação o Ministro disse que o MEC está de pleno acordo com a tese do alinhamento entre as carreiras, conforme defendido pelo PROIFES e trabalhará nesse sentido junto ao Ministério do Planejamento. Mercadante, contudo, ponderou que acredita ser difícil que isso venha a ocorrer de uma vez só, no prazo de um ano e que, portanto, teremos que pensar num parcelamento, como ocorreu em 2008, 2009 e 2010. “Quero dizer a vocês que temos concordância com esses dois pontos da pauta do PROIFES – haverá a continuidade dos trabalhos do GT Carreira e defenderei o alinhamento entre as carreiras docentes e da Ciência e Tecnologia. Quanto à expansão da rede de Universidades e Institutos, com qualidade, essa é a política deste governo e dos dois anteriores. Nosso entendimento é favorável à progressão dos docentes do EBTT de D1 para D3, enquanto não for feita a regulamentação da matéria e, também nesse ponto, temos acordo com o PROIFES. Por último, concordo com a revisão da forma de cálculo da insalubridade e periculosidade, mas essa é uma posição que ainda depende de debate interno no governo e no Congresso Nacional”, finalizou Mercadante.

Os dirigentes do PROIFES disseram que irão informar a categoria sobre as posições do Ministro e que aguardam para breve o anúncio da nova data de reunião do GT.

domingo, 3 de junho de 2012

Deu na Tribuna do Norte:

Foto da guerra completa 40 anos e marca vida da vítima


Nenhuma guerra produziu tantas imagens e mexeu com os sentimentos e a opinião pública mundial quanto a Guerra do Vietnã (1959-1975). E nenhuma foto, entre os milhares de registros dos campos de batalha, ficou tão profundamente gravada na memória das gerações que vivenciaram o horror daquele conflito quanto a das crianças correndo por uma estrada, tentando escapar de um bombardeio. No centro da cena, uma menina magra, nua, desesperada, ferida.  Esta semana, aquela foto estará completando 40 anos.

Era 8 de junho de 1972, no Vietnã, e o fotógrafo Huynh Cong 'Nick' Ut viu algumas crianças correndo, tentando escapar de seguidas explosões na vila de Trang Bang, na província de Tay Ninh. Ele não pensou duas vezes antes de fotografar a cena

A garotinha de 9 anos, nua, gritando "muito quente, muito quente", enquanto tentava escapar das bombas, era Kim Phuc entre o irmão mais novo, Phan Thanh Phouc, que perdeu um olho, e dois primos, que aparecem de mãos dadas, Ho Van Bon e Ho Thi Ting.

A imagem tornou-se um dos símbolos da Guerra do Vietnã. Kim Phuc está com 49 anos e diz que a foto a perseguiu a vida inteira. "Eu realmente quis escapar daquela menina", diz Phan Thi Kim Phuc. "Eu queria escapar dessa imagem, mas parece que a foto não me deixou escapar", disse ela, que hoje comanda uma fundação para ajudar crianças vítimas da guerra. "Eu fui queimada e me tornei uma vítima da guerra, mas crescendo, tornei-me outro tipo de vítima", completa ela.

Ao relembrar o momento em que a foto foi tirada, ela diz ter ouvido fortes explosões e que o chão "tremeu". "Eu vou ficar feia, não serei mais normal. As pessoas vão me ver de um jeito diferente", ela diz ter pensado na hora, ao perceber que sua mão e braço esquerdos estavam queimados.

Em choque, ela correu atrás seu irmão mais velho e não se lembra de reparar nos jornalistas estrangeiros reunidos enquanto corria na direção deles, gritando. Depois disso, ela perdeu a consciência.
DivulgaçãoFoto do grupo de criança tentando escapar de um bombardeio de uma aldeia vietnamita, em 1972, foi uma das imagens mais chocantes do conflito nosudoeste asiático. 
 
Foto do grupo de criança tentando escapar de um bombardeio de uma aldeia vietnamita, em 1972, foi uma das imagens mais chocantes do conflito no sudoeste asiático
 

 
"Eu chorei quando a vi correndo", diz Ut, que cobria a guerra pela Associated Press. "Se eu não a ajudasse e alguma coisa acontecesse que a levasse a morte, acho que eu me mataria depois", comenta o fotógrafo, que nunca mais deixou de falar com Phuc. Ele a deixou em um pequeno hospital e fez os médicos garantirem que tomariam conta da garota.

A foto foi publicada e, alguns dias depois, outro jornalista, Christopher Wain, um correspondente britânico que tinha dado água de seu cantil a Phuc, descobriu que ela tinha sobrevivido. A garota tinha sido transferida para uma unidade americana em Barsky, única instalação em Saigon equipada para lidar com ferimentos graves.

"Eu não tinha ideia do que tinha acontecido comigo", diz Phuc. "Acordei no hospital com muita dor e com enfermeiras ao meu redor. Acordei com um medo terrível". "Toda manhã, às 8 horas, as enfermeiras me colocavam em uma banheira com água quente para cortar toda a minha pele morta. Eu só chorava e quando eu não aguentava mais, desmaiava", relembra ela que hoje vive com o filho e o marido, Bui Huy Toan, no Canadá.

Depois de vários enxertos de pele e cirurgias, Phuc foi finalmente autorizada a deixar o hospital, 13 meses após o bombardeio. Ela tinha visto foto de Ut, que até então tinha ganhado o Prêmio Pulitzer, mas ainda não sabia do alcance e poder da imagem.

"Fico muito feliz em saber que ajudei Kim", disse Ut, que ainda é fotógrafo da Associated Press. "Eu a chamo de minha filha", brinca. "A maioria das pessoas conhece minha foto, mas sabe pouco sobre minha história", diz Phuc. "Fico agradecida por poder aceitar essa foto como um presente. Com ela, eu posso usá-la para a paz."

(Com Associated Press)

O que foi

A Guerra do Vietnã foi um conflito armado ocorrido no Sudeste Asiático entre 1959 e 30 de abril de 1975. A guerra colocou em confronto, de um lado, a República do Vietnã (Vietnã do Sul) e os Estados Unidos, com participação efetiva, porém secundária, da Coreia do Sul, da Austrália e da Nova Zelândia; e, de outro, a República Democrática do Vietnã (Vietnã do Norte) e a Frente Nacional para a Libertação do Vietname (FNL). A China, a Coreia do Norte e, principalmente, a União Soviética prestaram apoio logístico ao Vietnã do Norte, mas não se envolveram efetivamente no conflito.

Em 1965, os Estados Unidos enviaram tropas para sustentar o governo do Vietnã do Sul, que se mostrava incapaz de debelar o movimento insurgente de nacionalistas e comunistas, que se haviam juntado na Frente Nacional para a Libertação do Vietname (FNL). Entretanto, apesar de seu imenso poder militar e econômico, os norte-americanos falharam em seus objetivos, sendo obrigados a se retirar do país em 1973 e dois anos depois o Vietnã foi reunificado sob governo socialista, tornando-se oficialmente, em 1976, a República Socialista do Vietnã.

sábado, 2 de junho de 2012

Titina dá entrevista à Folha, fala da carreira e critica Micarla e Rosalba

Atriz diz que se inspirou em travesti para compor a Socorro de "Cheias de Charme"


LUIZA SOUTO
DO RIO
Estreante em novelas, mas há 20 anos se apresentando pelos palcos do país, nem a própria Titina Medeiros, 35, imaginava que faria tanto sucesso na pele da incorrigível Socorro em "Cheias de Charme" (Globo).

Ao "F5", a atriz revelou que acredita numa reviravolta de sua personagem e contou como está sendo a primeira experiência em televisão.
Leia abaixo a entrevista na íntegra:

Estevam Avellar/TV Globo
Socorro tomará tudo de Chayene em "Cheias de Charme", acredita Titina Medeiros
Socorro tomará tudo de Chayene em "Cheias de Charme", acredita Titina Medeiros
*
"F5" - Você se inspirou em alguém para compor a Socorro?
Titina Medeiros - Me inspirei em duas pessoas, mas uma não quero falar o nome porque é da minha família, uma pessoa muito íntima, mas que reconhece que tem umas coisas dela na Socorro. E a outra é de um vídeo que vi na internet --que eu adoro--, que se chama "Duelo de Titãs - Travesti Gisela". Meu sonho é conhecer essa pessoa. É um transexual que tem a autoestima como a da Socorro, que sempre acha que se sai muito bem. Mas nenhuma dessas pessoas tem o mau-caratismo da Socorro, apenas os trejeitos. 

Uma vidente falará para a Chayene [Cláudia Abreu] que uma pessoa tomará tudo dela, mas a cantora acredita que é a Rosário [Leandra Leal]. Não seria a Socorro?
Eu acho que é a Socorro. Não sei muito ainda, mas acho que a Socorro vai dar uma reviravolta. No dia que a Rosário apareceu na casa de Chayene e fez comida para ela, foi a Socorro que a serviu. E a Chayene não lembra disso. E a Socorro já disse algumas vezes que ela vai ser dona de tudo aquilo. Isso me confunde, me faz pensar se ela é bobinha, ingênua, ou se mostra como ingênua pra depois dar o bote. Acho que ela é iludida, só quer o sucesso. Acho que ela vai se revelar.
E o que você está achando do texto dos autores?
 
Acho a novela muito dinâmica, com cenas curtas. Os autores deixaram muito espaço para o público criar. Eles não precisam explicar muito. No teatro tem muito isso. E essa coisa da leveza, da caricatura. Eu adoro. 

Como está sendo essa experiência na TV?
Pra mim ainda está sendo bem difícil. Estou fazendo com alegria, estou muito feliz, mas é difícil por ser o primeiro trabalho, por ser um personagem de muita responsabilidade pra quem faz pela primeira vez. Mas estou me jogando. Não fico criando dificuldades.
 
Como você começou na arte?
 
Sou do sertão do Rio Grande do Norte, de uma cidade muito pequena chamada Acari, e até os 16 anos não conhecia o teatro. Eu queria ser musicista, estudava trompete, e jornalista, que é a minha formação acadêmica. Quando assisti a Maria do Céu Guerra no espetáculo "O Pranto de Maria Parda", na capital, eu saí dali com a certeza de que queria fazer o que ela fazia. Então comecei a estudar teatro e com 19 anos já ganhava dinheiro com isso. Encontrei o [grupo] Clowns de Shakespeare e é onde estou até hoje. 

Mas você ainda pertence ao Clowns de Shakespeare?
Esse ano a gente está com espetáculo "Sua Incelença, Ricardo III". Como vim fazer novela estou sendo substituída, porque me avisaram de cara que não dava para conciliar teatro e TV, mas já estou morrendo de saudade. 

E como está o circuito cultural em Natal?
Está muito sofrida a cultura do meu Estado. Quando há festivais as casas de espetáculo têm, em media, 80% de público, mas estamos num lugar muito triste porque a prefeita destruiu nossa cidade. E ainda entrou uma governadora igual. O Rio Grande do Norte está no momento de falência muito grande. O que nos mantém são os editais públicos, e como o grupo já tem uma história a gente consegue sobreviver. Essa coisa de eu estar na Globo bate para o potiguar como um motivo de orgulho. Eles dizem "pelo menos ela". Sou muito apaixonada pela minha terra, mas falta aquele incentivo. O público potiguar nem sabe que existe tanta gente boa. Temos muita qualidade.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Recebo e divulgo

Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre Carreira Docente
O ADURN-Sindicato, filiado ao PROIFES-Federação, tem participado ativamente do processo de negociação com o Governo, que compreendeu o acordo de reajuste salarial de 4% e incorporação da Gemas ao Vencimento Básico (VB), efetivado através da Medida Provisória (MP) de nº 568, e a instalação do GT de Carreira e seu funcionamento regular até a interrupção por parte do Governo no último dia 28.
Durante todo o processo de negociação, o ADURN-Sindicato tem informado todos os passos à comunidade acadêmica através da comunicação direta com os docentes e da divulgação de matérias nos meios de comunicação.
Diante da decisão do Governo em adiar as reuniões do GT de Carreira, o ADURN-Sindicato e o PROIFES-Federação estão pressionando o Governo e articulando apoio no Congresso para a recomposição imediata do processo de negociação e conclusão da proposta de reestruturação da Carreira.
O ADURN-SINDICATO REAFIRMA A CONVOCAÇÃO DE TODOS OS SINDICALIZADOS PARA, NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA, 6 DE JUNHO, PARTICIPAREM DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINARIA, ÀS 15h, NO AUDITÓRIO DO CENTRO DE EDUCAÇÃO.
Fortaleça seu Sindicato. Participe!
Diretoria do ADURN-Sindicato

O governo dos bons pastores

 Ao ler na Tribuna do Norte notícia que abaixo transcrevo, veio-me a sensação de que, em matéria de saúde, estamos no mínimo em situação lastimável; no mínimo. O dengue já é epidemia e o que é pior, epidemia sazonal, o que implica previsibilidade e, portanto, ação de política pública para sua erradicação. Por sua vez o sistema hospitalar é um caos ou quase isso, como bem mostra a Tribuna.

 O que temos é uma sucessão de governos que não leva a saúde a sério, ou seja, não leva a sério a sociedade. O setor deve e pode ter atuação eficaz, com destinação de verbas necessárias e suficientes para atender à demanda. É direito social e responsabilidade, melhor dizendo dever do Estado.

O que não se leva em consideração, saindo-se agora do aspecto planejamento e administração, é o fator humano: não é salientada a questão do sofrimento, da dor até mesmo existencial dos que esperam por um atendimento que nunca é feito, amparo que sempre é negado.

Não creio que os governantes saibam o que é esperar meses e meses por uma ultrassonografia, muito menos o que seja chegar ao Walfredo Gurgel em situação de urgência ou emergência é ficar literalmente jogado, atirado a um canto como objeto inservível. 

 O grande problema é que, quando das campanhas eleitorais tudo é prometido, tudo está assegurado e o mundo virá a ser ideal, ante a presença de um Estado assistente e comprometido. A realidade, assim, é a realidade irreal da propaganda, onde se mostra de forma compacta benfeitorias e bondades, o governo dos bons pastores que acolhem a protegem as suas ovelhas.

Mas, na vida, é diferente, e cabe ao povo sofrer e esperar, aguardando que um dia, não se sabe quando, os bons pastores virão mesmo a atender às suas ovelhas. Amém. 

Segue o texto da Tribuna.

Leitos são metade do recomendado

Publicação: 01 de Junho de 2012 às 00:00

Roberto Lucena - repórter

O número de leitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no Rio Grande do Norte é 50% inferior ao recomendado pelo Ministério da Saúde. Somente na capital, existem 151 vagas, nas redes pública e privada, quando o necessário seria pelo menos 300. A situação pode piorar caso o Conselho Regional de Medicina (Cremern) interdite alguns leitos que funcionam, segundo especialistas, de forma irregular. A demanda reprimida é outra preocupação. Em alguns hospitais, há casos de pacientes que aguardam por cirurgias há mais de um mês por falta de vagas nesse setor.
Júnior SantosApenas em Natal, número de leitos pode ser ainda menor do que é apresentado, devido aos instalados sem equipamentos adequadosApenas em Natal, número de leitos pode ser ainda menor do que é apresentado, devido aos instalados sem equipamentos adequados

As autoridades de Saúde Pública não sabem qual a quantidade exata de pacientes que, nesse momento, aguardam uma vaga nas UTIs. No entanto, de acordo com o presidente da Sociedade Norte-Riograndense de Terapia Intensiva (Sonorti), Antônio Fernando, o índice é elevado. "Não sabemos exatamente esse percentual porque os hospitais não fazem esse acompanhamento. Porém, é certo que há uma demanda reprimida muito alta. O número de leitos é baixo", disse. 

A falta de leitos nas UTIs do Estado é assunto discutido há muito tempo. Em abril passado, devido à falta de vagas na rede pública, a juíza Patrícia Gondim Moreira Pereira, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Natal, determinou ao Estado do Rio Grande do Norte e ao Município de Natal a instalação ou ampliação de leitos, conforme determinado pela Portaria Ministerial nº 1.101/2002, em um percentual de no mínimo 7% dos leitos totais. A determinação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJRN) e Estado e Município têm cerca de cinco meses para cumprir a ordem sob pena de pagar multa diária.

Porém, mesmo com a decisão judicial, a população não observa melhorias. Pelo contrário. No dia 18 de maio, a UTI do Hospital Giselda Trigueiro foi transferida para o Hospital Ruy Pereira. O motivo da mudança inesperada foi um curto-circuito na rede elétrica do Giselda que danificou alguns aparelhos. Desde então, os pacientes estão acomodados em uma sala improvisada. O espaço é amplo mas não oferece a mesma comodidade e segurança necessária. "A pior parte diz respeito aos diagnósticos. Estamos aqui, mas todos os exames são feitos no Giselda. Além disso, as roupas e alimentação também vêm de lá. Fica complicado trabalhar assim", relatou Ariane Pereira, infectologista. Na tarde de ontem, quatro pacientes estavam no setor. Não há informações de até quando a UTI do Giselda Trigueiro funcionará de forma improvisada.

Enquanto isso, médicos e pacientes dividem uma outra preocupação. O hospital Ruy Pereira pode sofrer intervenção ética. Em janeiro, os médicos que trabalham no local entregaram um documento à Sonorti relatando as dificuldades e necessidades. Segundo Antônio Fernando, na UTI, que abriga cinco leitos, não há material básico como aparelho de raio-x. "Os médicos nos relataram que há problemas com exames laboratoriais. É difícil manter uma UTI funcionando nessas condições", disse. O Cremern, segundo o presidente, tem conhecimento da situação e deve se pronunciar nos próximos dias.

A TRIBUNA DO NORTE entrou em contato com a secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) na tarde de ontem. A assessoria de imprensa informou que "há alguns dias, algumas pessoas procuram a secretaria para falar sobre o assunto, mas ninguém está à vontade para falar sobre isso". A Sesap está sem secretário desde o início de maio. Alguns questionamentos foram encaminhados à Sesap, via e-mail, mas não obtivemos resposta.

Sindicatos querem interditar o Walfredo

O Conselho Regional de Medicina (Cremern) deverá receber, nos próximos dias, o pedido de interdição do Hospital Walfredo Gurgel. A solicitação partirá do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), Sindicato dos Trabalhadores em saúde (Sindsaúde-RN) e Sindicato dos Odontólogos do Estado (Soern). Na última quarta-feira, os sindicatos se reuniram e decidiram que, devido aos constantes problemas de abastecimento e lotação, a interdição total do hospital seria a melhor solução.

O presidente do Sinmed-RN, Geraldo Ferreira, sugere que a interdição seja feita por etapas. "Temos consciência de que não é possível um fechamento total do hospital de uma única vez, pois não há como se transferir 400 pacientes de imediato, por isso sugerimos o fechamento por etapas", explicou. Os sindicatos querem ainda que haja uma fiscalização mais efetiva nos hospitais da rede pública estadual a fim de que seja elaborado um documento com pontos a serem cobrados ao Governo do Estado.

Pelo menos um setor do Walfredo Gurgel já está interditado. Desde o dia 8 de maio, o setor de reanimação sofreu intervenção do Cremern. Segundo o Sindsaúde-RN, nenhuma providência foi tomada. De acordo com Jeancarlo  Cavalcante, presidente do Cremern, a solicitação dos sindicatos deverá ser analisada pelo órgão. "Somente o Cremern tem o poder de interditar ou não qualquer unidade de saúde. Não recebemos nenhum ofício ou documento dos sindicatos, mas o vice-presidente do Cremern esteve na reunião de quarta-feira. Vamos analisar a questão para tomar a decisão correta", disse.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Recebo e divulgo

Sindicatos da saúde solicitam interdição total do Walfredo Gurgel

A convite do Sindicato dos Médicos do RN (SINMED), Sindicato dos trabalhadores em saúde (SINDSAÚDE) e do Sindicato dos Odontólogos (SOERN) ontem, dia 30, foi realizada uma reunião com os representantes dos conselhos da área da saúde. Após uma rodada de discussões, na qual foram apresentados problemas técnicos de diferentes unidades hospitalares, com destaque para o Hospital Walfredo Gurgel, os sindicatos definiram por solicitar aos conselhos regionais a interdição total do hospital.
“Temos consciência de que não é possível um fechamento total do hospital de uma única vez, pois não há como se transferir 400 pacientes de imediato, por isso sugerimos o fechamento por etapas”, explica o presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira. 
Segundo Francisco de Almeida Braga, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremern), a solicitação será levada para as plenárias de cada conselho, já que os conselhos funcionam de forma colegiada. Braga, que também é responsável pelo Departamento de Fiscalização do Cremern, explicou que se solicitação dos sindicatos for aceita  o próximo passo dos conselhos e realizar uma fiscalização minuciosa  em cada setor do hospital.
Outra solicitação dos sindicatos é que a fiscalização se torne mais efetiva e que seja realizada em conjunto, como forma detectar problemas e tornar uníssona as cobranças por melhorias nos quadros hospitalares. Durante a reunião, discutiu-se ainda, a possibilidade de que após as fiscalizações serem realizadas pelos conselhos um relatório fosse enviado ao governo com um prazo limite para adequação dos setores debilitados, tornando o fechamento do hospital a última opção.
O setor de reanimação do Walfredo já se encontra interditado pelo Cremern desde o dia 8 de maio e até aqui nenhuma providência foi tomada para a sua reabertura. Para Sônia Godeiro, diretora do Sindsaúde, essa ação, se efetivada, é uma forma dos sindicatos, conselhos e trabalhadores darem um basta na situação indigna enfrentada diariamente pelos profissionais e doentes.
Estiveram presentes na reunião, além de representantes do Sinmed, Sindsaúde e Soern , dirigentes do Conselho Regional de Medicina, Enfermagem, Odontologia e Biologia.

Homenagem a Arlindo de Melo Freire

“Agora és filho de Natal”

--- Walter Medeiros* 
 
Um homem capaz de acompanhar, sem beber, um amigo que bebe de bar em bar, e depois, pacientemente, deixá-lo em casa; que se compara a um grão de areia, para tentar mostrar que não seria tão importante; mas capaz de lutar lutas difíceis e perigosas, na busca de ideais libertários; e de construir uma obra social do tamanho de um sindicato de trabalhadores ou de uma cooperativa aglutinadora de homens e mulheres batalhadores. Assim é Arlindo Freire, jornalista, sociólogo e historiador.
Foto: Elias Medeiros

Aos 77 anos, o nono filho de Antônio Freire e Francisca Freire, nascido em Pendências quando ainda era distrito de Macau, mais precisamente na localidade de Bamburral, recebeu nesta terça-feira – 29.05.2012 – o honroso e merecido título de Cidadão Natalense. Por iniciativa do vereador e Presidente da Câmara Municipal de Natal - CMN, o também jornalista Edivan Martins, subscrito ainda pelo vereador George Câmara.

A sessão foi um belo momento, histórico e memorável para a CMN, por muitos motivos, a partir da presença de amigos e familiares que prestigiaram o homenageado. Some-se a isto o discurso primoroso e competente do vereador Edivan Martins, que contou de forma emocionante a vida de Arlindo, destacando que ele “herdou dos pais os valores da decência”. Lembrando lema da Juventude Operária Católica – JOC segundo o qual “Se tiverdes fé irás à conquista do mundo”, Edivan anunciou solenemente: “Agora és filho de Natal”, observando que no dia em que não puder ir ao seu berço natural tocar nas folhas da carnaubeira, terá bem perto flores nativas de Natal, a Xanana.

O exemplo de filho que Arlindo transmitia para seus familiares era aquele jornalista que durante cerca de 50 anos todo final de tarde passava na casa dos seus pais, para deixar um exemplar do jornal em que trabalhava - “O Estado de S. Paulo”. Foi fundador da Associação dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte, transformada em Sindicato em julho de 1979.

Na sua visível humildade, Arlindo de Melo Freire afirma que nunca pensou que o presidente da Câmara Municipal fosse se preocupar com alguém como ele, que não se considerava tão merecedor. Mas contou em seguida momentos e fatos importantes da sua trajetória, falando inclusive sobre o tempo em que teve negado até o direito de falar. Lembrou inclusive do seu irmão, Aldo de Melo Freire, que foi perseguido pela repressão e findou se exilando na França, aonde veio a morrer.

Seu discurso sintetizou a vida no tempo em que os jornalistas do Rio Grande do Norte trabalhavam para fundar sua entidade de classe: “anos de insegurança, agonia, medo e pavor”. Em seguida mostrou sua verve visionária, para propor algo que está no ar, mas que talvez imperceptível, apesar dos dois mil cata-ventos monumentais que resultarão do processamento da energia eólica: a construção de algum monumento aos ventos junto às dunas, para mostrar ao mundo mais essa particularidade de Natal, uma espécie de Terra dos Ventos.
*Jornalista


Recebo e divulgo

Colegas,

Recebi um correio do sr. Almir Serra, diretor do ANDES-SN, ex-presidente da antiga ADURN-Seção Sindical, de não tão saudosa memória.

Neste Correio o sr. Almir, incumbido de ser um porta-voz dos "anti-autoritários" da UFRN, faz um convite para uma reunião. Nada demais.Demais mesmo é o amontoado de mentiras e desatinos escrito por este senhor que perdeu todo o respeito por nossa categoria e a trata como um monte de desmiolados.

Eis a íntegra do convite, que me permiti rebater....

QUARTA FEIRA, DIA 30 DE MAIO, A PARTIR DAS 10h:30min, REUNIÃO NO CENTRO DE
CONVIVÊNCIA

Professor,

Quarenta e oito Instituições Federais de Ensino estão em greve. Quatro
motivos levaram à sua deflagração:
aqui o Sr. Almir mistura decretação de Greve com Greve. Agora já se sabe que pouquíssimas universidades paralisaram suas atividades. O caso mais emblemático é o da UFRJ, onde meia-dúzia de andesianos correm pelos corredores, acompanhados de alunos "radicalizados". As aulas prosseguem normalmente e já há professores questionando a decretação de greve. Lastimável.

Mas vamos ao conjunto de mentiras...

1 - a precariedade da infra-estrutura na maioria dos Campi dessas
instituições, onde faltam desde salas de aula e laboratórios até giz e
água.
Essa mentira, dita em cadeia nacional, expressa a loucura que se apossou do ANDES-SN. dizer que estamos na penúria não é mentir. É mentir muito.
2 - a sobrecarga de trabalho dos docentes, provocada pela não contratação
de professores para completar um quadro que, se já era deficitário, com a
expansão sem qualidade e sem contrapartida de contratação de pessoal, só
aumentou sua carência.
O sr. Almir, aposentado há muito tempo, sequer conhece a realidade local. Nos últimos 4 anos quase 900 novos professores entraram na UFRN. E haverá um concurso para mais 50.000. Quanta mentira!!

3 - a farsa da negociação. Nas inúmeras mesas do Grupo de Trabalho para
tratar da reestruturação da carreira docente, o comportamento do governo é
o mesmo. Não conseguindo se contrapor aos argumentos apresentados pelo
ANDES-SN em pontos essenciais, concorda com o sindicato durante o debate
mas, ao final da reunião, reafirma sua proposta inicial.

Chamar a negociação de farsa é nos chamar de burros. O que o sr. Almir não diz....como de costume...é que a proposta do ANDES-SN é tão absurda e ruim, que foi simplesmente descartada. Vale só lembrar : carreira única e linha única no contra-cheque (sem RT).
4 – Acordo não cumprido. Em agosto de 2011, foi assinado um acordo, no
qual constavam os seguintes itens:
Os senhores observem bem o que este sr. diz. Vejam como ele mente descaradamente.
a) Incorporação da GEMAS e da GEDBT ao vencimento básico e correção de 4%;
Não ocorreu?
b) GT carreira com prazo final em 31 de março de 2012 para concluir uma
proposta de reestruturação da carreira.
O sr. Almir "apagou" que o acordo foi ao parlamento e lá recebeu 182 emendas, e que o sr. Duvanier, o negociador do governofaleceu. Vejam a que ponto este senhor desceu. Também escondeu que o relator mudou e que foi o PROIFES-FEDERAÇÃO, que conseguiu a transformação da PL em MP.

No dia 12 de maio, o Setor das Federais do ANDES-SN, com a presença de 60
representantes de 42 seções sindicais, deliberou pelo indicativo de greve
para o dia 17. Vejam como a dissimulação funciona. O número de votantes, nessa reunião, não chegou a 30. Quanta mentira!

 Pressionado (pressionado...rs...é de rir mesmo), o governo emitiu uma Medida Provisória
contemplando a primeira parte do acordo, mas, usando a velha prática de
dar com uma mão e tirar com a outra, introduziu um item que transforma os
percentuais de insalubridade e de periculosidade em valores nominais, com
grande prejuízo para todo o funcionalismo federal.

Já estamos no final de maio e as negociações sobre a carreira permanecem
na mesma situação.
O sr. Almir, cumprindo seu papel, não ESCLARECE que o ANDES-SN abandonou o GT em meio ao processo de negociação, apostando no "quanto pior melhor".
O governo não coloca uma proposta sobre a mesa e,
apesar de insistentemente cobrado, não fala sobre a disponibilidade
financeira para atender a demanda da reestruturação dessa carreira. 

Não vamos permitir a repetição de agosto de 2011, quando, pressionados pelo
tempo, assinamos um acordo que em sua centralidade - a construção da
reestruturação da carreira - não foi cumprido pelo governo no prazo
acordado.

A diretoria da ADURN, sem consultar a categoria, decidiu arbitrariamente
que os professores da UFRN não iriam aderir à greve. Não podemos permitir
que um pequeno grupo impeça o nosso direito de livre manifestação.

Aqui o sr. Almir vai além da insanidade. Mente sobre uma suposta ação AUTORITÁRIA da nossa Diretoria. É uma mentira atrás da outra.

VAMOS DIVULGAR ESSE ABSURDO! O SR. ALMIR E O ANDES-SN MONTARAM UM ABAIXO-ASSINADO EM QUE ASSINARAM ALUNOS, PROFESSORES NÃO-SINDICALIZADOS E PROFESSORES DE OUTRAS INSTITUIÇÕES COM O ÚNICO PROPÓSITO DE DESACREDITAR NOSSA ENTIDADE!

O SR. ALMIR E OS IDEALIZADORES DESSA REUNIÃO NÃO ESTÃO NENHUM POUCO PREOCUPADO COM O PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO.SEU PROPÓSITO QUE É O DO ANDES-SN É DESESTABILIZAR O PROCESSO E TENTAR LANÇAR A CATEGORIA NUMA "GREVE DO FIM DO MUNDO".

CALENDÁRIO ACADÊMICO? PREOCUPAÇÃO COM NOSSO TRABALHO? OS SENHORES SABEM MUITO BEM QUE ESSE GRUPO SÓ QUER REVIVER O ANDES-SN, O SINDICATO QUE CONTINUA COM SUA REPRESENTAÇÃO QUESTIONADA A NÍVEL NACIONAL E QUE AQUI FOI ESCORRAÇADA PELO VOTO E PELA JUSTÍÇA


VAMOS, DEMOCRATICAMENTE, DERRUBAR O AUTORITARISMO DA DIRETORA DA ADURN.
ASSEMBLÉIA JÁ!

JUNTE-SE A NÓS EM DEFESA DE NOSSOS DIREITOS E DA UNIVERSIDADE PÚBLICA,
GRATUITA E DE QUALIDADE.
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Assinam este texto o presidente do ADURN-SINDICATO, João Bosco e a futura presidente do Sindicado, professora Maria Angela.
--
Dr. Francisco Wellington Duarte
Professor do Departamento de Economia da UFRN
Especialista em Economia Regional
Mestre em Ciências Sociais (Desenvolvimento Regional) pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS)
Doutor em Ciência Politica pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS)
Diretor de Comunicação do PROIFES-Federação
Diretor de Política Sindical do ADURN-SINDICATO
Diretor de Política Educacional da CTB-RN
Membro do Diretório Estadual do PCdoB
Membro do Conselho Deliberativo do PROIFES-Federação


terça-feira, 29 de maio de 2012

Recebo e divulgo

IFRN Cidade Alta realiza Semana do Meio Ambiente


No mês em que o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia é celebrado, o IFRN Cidade
Alta prepara, de 01 a 06 de junho, uma semana dedicada às reflexões sobre as ações humanas
no Meio Ambiente, debate sobre a Rio +20, mobilidade urbana, consumo sustentável e as
possibilidades de utilizar a criatividade para transformar o próprio lixo em arte.

A abertura oficial do evento acontecerá na sexta-feira, 01, com o lançamento do Campus
Verde (projeto de Gestão Ambiental e Coleta Seletiva do IFRN), apresentação da Agenda 21
para o campus e conversa sobre a Coleta Seletiva no IFRN Cidade Alta.

No domingo (03) o Passeio Ciclístico Lazer Sobre Duas Rodas volta às ruas da cidade e dá
largada a Semana do Meio Ambiente, com concentração às 7h30 no Campus Central do IFRN,
na avenida Salgado Filho, partindo às 8h para o Parque de Capim Macio. Chegando ao Parque,
será oferecida aos participantes uma mesa de frutas e aulas de jump e step. A Rede Potiguar
de Permacultura e o Projeto Plante Enquanto é Tempo também marcarão presença e
realizarão um plantio de mudas na área verde.

Durante os dias 04, 05 e 06 de junho a programação no Campus será sortida com oficinas
gratuitas de Papel Artesanal, Yoga, Teatro, Alimentação Saudável, Reutilização de materiais e
Fabricação de Sabão. Terá também uma feira de orgânicos, mostra de vídeos, palestras sobre
qualidade da água, discussões sobre a Rio+20, economia verde e energias renováveis,
apresentações culturais e exposições produzidas com material reciclado e com a temática
ambiental.

As oficinas gratuitas têm número de vagas limitadas e as inscrições serão realizadas online pelo
site www.ifrn.edu.br/natalcidadealta. Para participar do passeio ciclístico, os interessados
podem se inscrever online ou presencialmente na Coordenação de Eventos do campus
mediante a doação de um quilo de alimento não perecível. No dia do passeio haverá sorteio de
brindes para os participantes inscritos.

Estão colaborando com a Semana do Meio Ambiente do IFRN Cidade Alta, a Secretaria
Estadual de Saúde (SESAP), Caern, Ong Baobá, Deputado Fernando Mineiro, CTGÁS-ER, Rede
Potiguar de Permacultura, Ecosin, Plante Enquanto é Tempo e Associação de Ciclistas do RN.
--
Serviço
Semana do Meio Ambiente IFRN Cidade Alta
De 01 a 06 de junho de 2012 no IFRN Cidade Alta
Avenida Rio Branco, 743 – Cidade Alta
Informações: Coordenação de Comunicação Social e Eventos
(84) 4005-0954 | ifrncidadealta@gmail.com | www.ifrn.edu.br/natalcidadealta

Recebo e divulgo

O silêncio autoritário: a diretoria da ADURN e a greve nas universidades

Alipio de Sousa Filho
professor do Departamento de Ciências Sociais/UFRN

Não são poucos os meus colegas da UFRN que conhecem meus posicionamentos críticos, apresentados em artigos e debates, com relação a greves nas universidades. Continuo igualmente crítico desse instrumento de luta e não o vejo como necessariamente o melhor, o mais eficaz, embora, em anos de lutas, não tenhamos sido capazes de produzir algo superior em seu lugar.

Todavia, com ou sem concordância com a proposta de greve, não passa despercebida de ninguém a natureza autoritária e antidemocrática da atitude da atual diretoria da ADURN, ao deixar de convocar assembleia de professores da UFRN para discutir e deliberar sobre proposta de greve que já é realidade em mais de 40 universidades e institutos federais de ensino. Mas há algo pior nessa atitude da direção da ADURN: não apenas deixa de convocar o único fórum legítimo da categoria para deliberar sobre assunto de tamanha importância, arvora-se a falar pela categoria sem consultá-la, sem ouvi-la. De modo autoritário, constrói o silêncio da categoria e assume sua representação político-pública sem o menor constrangimento, num profundo desrespeito às vozes caladas (não de um pequeno grupo, mas da categoria inteira). 

Como ventríloquos do absurdo, extraem, do silêncio imposto aos outros, falas que não podem ser senão a criação fantasiosa e autoritária dos que, negando a palavra, inventam seus próprios discursos para justificar a ausência antidemocrática de assembleias e debates na UFRN, que deveriam discutir a proposta de greve e as reivindicações colocadas neste momento, não apenas do interesse dos professores mas do interesse público geral.

Desfiliei-me da ADURN em 2005, mas minha desfiliação nunca representou desinteresse pelos assuntos envolvendo a categoria dos professores universitários, nossas reivindicações, nossas lutas por uma universidade melhor. Aliás, desfiliação da entidade não constitui critério para medir nossa relação com os assuntos de interesse da categoria. Nem mesmo é motivo para, na história de qualquer um, impedir o reingresso na entidade e virar seu diretor (como temos casos).

Nos últimos anos, certas correntes do movimento docente até tentaram passar a ideia que “negociações positivas” com o governo federal seriam alternativas concretas ao instrumento da greve. De fato, olhando bem as coisas, não se tratou exatamente da formulação autêntica de um novo conceito no movimento, mas muito mais a adoção de posição política atrelada ao posicionamento dessas correntes com respeito aos governos do país nos mesmos últimos anos. Governos pelos quais essas correntes nutriam verdadeira paixão política, perdendo toda capacidade de crítica (ou talvez mais exatamente: evitando, manipuladoramente, toda crítica). Com a construção dessa posição política, deixou-se de fortalecer o movimento e suas entidades para se seguir equivocada orientação, que apenas serviu à desmobilização que se pode ver agora, ao menos aqui na UFRN. Por sorte, e por força dos que não se deixaram conduzir pela paixão governista (poder-se-ia também chamar peleguismo), a categoria volta a se mobilizar na maior parte das universidades.

A greve que agora se levanta nas universidades reivindica a regulamentação do plano de carreiras e salários, a reestruturação da carreira e a valorização do professor universitário. Essas reivindicações não podem deixar indiferentes aqueles que devem ser seus principais interessados, e não por “interesse econômico mesquinho” – como percepções do senso comum apreendem as lutas –, mas porque constituem medidas de estruturação de uma das mais importantes carreiras na sociedade, a de professor universitário. Está em nossas mãos a formação de um imenso contingente de profissões úteis à sociedade; boa parte destas formada na orientação crítica que visa transformar essa mesma sociedade. É zelo por essa atividade lutar para que ela seja melhor remunerada e que tenha estrutura de carreira que represente sua valorização. Um entendimento, claro, que só ocorre àqueles que, de fato, se ocupam do ensino e da pesquisa de maneira autêntica e responsável. Outros há que, desinteressados dessas ocupações, sequer pensam na valorização de nossas funções e carreira, embora não cessem sua atuação político-partidária no interior da universidade.

Uma entidade sindical que orienta a categoria de professores universitários a se desinteressar por sua carreira e seus salários, desorienta-a quanto ao interesse pela própria universidade, esta que se situa para além do Estado e de governos do momento. Por definição, a universidade é um ente que deve gozar da liberdade de não se ver atrelada a nenhum governo, a nenhuma facção político-partidária. 

Para poder sobreviver como espaço autônomo de saber, a universidade não pode permitir outra relação com a política e com governos que não seja a de exigir que políticos e governos admitam e protejam sua liberdade. Uma direção sindical que, por posicionamentos políticos partidários, inviabiliza o debate, a reflexão e a luta da categoria de professores impede não apenas essa categoria de lutar, ela também inviabiliza a liberdade que protege a universidade como ente da pesquisa e do conhecimento autônomos, do debate livre e democrático.

A luta pela reestruturação da carreira docente universitária, seu plano de cargos e salários e pela valorização do professor é solidária da construção e manutenção da independência e liberdade políticas imprescindíveis à universidade.

domingo, 27 de maio de 2012

Chegou a hora da verdadeira mentira

Aproxima-se mais um período eleitoral. Achegam-se dias de promessas, quilômetros de boas intenções, léguas de compromissos, milhas e milhas de obras e gestos magistrais: tudo isso supostamente a favor desse ser coletivo e difuso a quem chamamos povo. Que coisa boa...
http://cotidianews.wordpress.com/2011/02/08/povo/

Se o povo, ao longo da história, tivesse recebido tudo o que lhe vem sendo prometido, houvesse acumulado em suas casas, pelas ruas, campos e florestas as coisas boas que são apresentadas em discursos e programas eleitorais,  hoje não teríamos mais o mundo, senão o Paraíso. 

Seríamos felizes e carga plena, nem mesmo trabalhar seria preciso, uma vez que a sociedade estaria de tal forma organizada - e o perfeito sistema proposto pelos políticos seria provedor tão eficaz - que tudo estaria a nosso dispor ao simples estirar de um braço.

As campanhas políticas tornaram-se espetáculos de convencimento, mais que isso, de sedução, especialmente agora, com a sofisticação dos processos de comunicação. Os políticos são produtos ou a isso assemelhados, a fim de obter o pagamento que tanto desejam: o voto. Eles se vendem como artífices do futuro, engenheiros do equilíbrio social e terminam por ser comprados.

Mas, quando consumidos, ou seja, quando ocupam o cargo que disputaram, costumam causar malefícios ao consumidor, como ocorre com produtos estragados.

Mas, que venha a campanha e a chusma de promessas. Mas o pior de tudo é que somos um povo acorrentado ao voto obrigatório. Quer dizer, o político não é eleito; ele se faz eleger, o que é sutilmente diverso. Sei que o absenteísmo não é caminho válido para o processo político. O indiferentismo não é boa escolha. Mesmo assim, creio que deveria haver neste país uma grande mobilização pregando o voto nulo. De tal forma que os eleitos o fossem com votação mínima, ridícula, demonstrando com isso a sociedade que está atenta aos que mentem para se manter lá no alto e, lá chegando, se locupletam à tripa forra.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Até que morra uma autoridade

Foto: No Minuto
O Hospital Walfredo Gurgel volta a ser notícia nacional. O anúncio de seca está outra vez aferrado ao sertão como fantasma. Dois aspectos de uma só realidade: a inação dos governantes que ao longo da história pouco ou nada fizeram para enfrentar esse quadro. 

O que percebo é a causa maior disso tudo: a mentalidade administrativa, a cultura política que nos rege. Os governantes, não só a adminstração atual, as anteriores também, trocam o essencial pelo acessório, a política pública pela publicidade de atos e fatos tornados deslumbrantes na mídia.

Mas o deslumbrante é apenas isso: deslumbra, mas, como o filme cheio de efeitos especiais, acaba, e quando acaba, resta-nos uma realidade desalentadora. Até aqui nenhum governo deu arrancada ações simples e sistemáticas para enfrentamento da seca: barragens subterrâneas, poços artesianos, por exemplo.

Quanto ao Walfredo, até hoje ninguém parou para tomar a decisão: vamos fazer esse hospital funcionar, com dignificação do atendimento aos que lá chegam levados por situação de emergência. Se se pode gastar tanto dinheiro com obras suntuárias, por que não seria possível fazer um hospital atender bem?

Os médicos estão em greve, as pessoas estão jogadas pelos corredores, a dor escorre dos corpos que sofrem. Temo que, até que morra uma autoridade, por falta de atendimento de urgência naquele hospital, nada será feito para que o povo ali tenha atendimento digno desse nome.

sábado, 19 de maio de 2012

Leio no Novo Jornal e compartilho

Plural
ERICK PEREIRA
Advogado ▶ ewp@erickpereira.adv.br

A utopia do recall

O “recall” se popularizou entre nós como o recolhimento de um produto
defeituoso pelo fabricante. Produto material, bem dizer: automóveis,
brinquedos, medicamentos, eletroeletrônicos. O recall humano, o
eleitoral, em que parcela insatisfeita dos cidadãos eventualmente determina
a remoção de seu representante, permanece nosso desconhecido.

No último Congresso Brasileiro de Direito Constitucional (IBDC), em
São Paulo, ousou-se discutir este instrumento político de participação
semidireta que, embora nos apareça como miragem ou um projeto de
Th omas Morus, abriga história e usos insuspeitos.

O instituto de tradição suíça foi objeto do entusiasmo de Lenin, o líder
comunista tido pelo historiador Eric Hobsbawm como “o personagem
mais infl uente do séc. XX”. Surpreendentemente, foi Lenin quem
introduziu o recall eleitoral na Constituição russa de 1918, prestígio que
se estendeu às constituições de 1933 e 1977 da União Soviética e às Cartas
da Hungria, Polônia, Romênia e das antigas Alemanha Oriental e
Tchecoslováquia.

Atualmente, o recall é acolhido em poucos países, destacando-se na
tradição da cultura política norte-americana onde o instrumento é utilizado
contra detentores de cargos nos três Poderes. O caso mais famoso
ocorreu em 2003, na Califórnia, quando o republicano Schwarzenegger
substituiu o governador democrata Gray Davis, cassado por recall. E pensar
que a cassação decorreu apenas de uma avaliação de incompetência
para solucionar uns “apagões” decorrentes de uma crise energética...

O Brasil da época de Bonifácio adotou instrumento semelhante ao
recall durante brevíssimo tempo. Algumas constituições estaduais igualmente
o abrigaram sem sucesso. Aliás, nestas plagas sempre predominaram
os oponentes do recall eleitoral, apesar das restritas regras que limitam
a sua aplicação. Num país em que o eleitorado não é valorizado na
educação do exercício da cidadania, há sempre o risco do “excesso de democracia”
pela redução da independência dos eleitos e pelos abusos de
grupos infl uentes e com poder econômico.

No pensamento de um Lenin exilado na Suíça - “um país não é democrático
se o eleitor não contar com um instrumento para retomar o
mandato concedido ao eleito” –, ou no do magistrado brasileiro Ali Mazloum
– “o atual estágio de maturidade republicana recomenda a introdução
de recall anual para patrulhar políticos” -, podemos buscar inspiração
para projetar a utopia de uma cidadania plena. Afi nal, por que
não sonhar com políticos investidos de simples servidores, representantes
dos nossos mais legítimos interesses?
Nome de Dom Nivaldo atirado ao esgoto

Tomei um susto quando li no Novo Jornal, sob o título "Em obras", que a estação de tratamento de esgotos de Natal tem o nome, veja só, de Dom Nivaldo Monte. Só pode ser gozação da Caern. Pelo menos uma terrível e malcheirosa gozação. Confesso que não sabia que o saudoso arcebispo fora - não sei há quanto tempo - alvo de tão espantosa homenagem. 

http://nataldeontem.blogspot.com.br/2008_12_01_archive.html
Você já imaginou, dar o nome de Dom Nivaldo a uma estação de tratamento de esgoto? Dar o nome de qualquer pessoa a uma estação desse tipo?

Se a moda pega, vamos ter coisas como Fossa Dr. Fulano de Tal, Lamaçal Professora Maria não sei do quê, Buraco Patati-patatá, Privada João de sei lá, Fedentina Dona não sei quem, Atoleiro Dr. Paulo de Tal, Pântano Engenheiro Astrojildo das Quantas e por aí vai.

Pelo amor de Deus, Dom Nivaldo não merece isso, pessoal. Vamos fazer uma corrente de orações para ver se abrandamos o coração da Caern e eles tiram seu nome da tal estação de tratamento. Ave Maria!

Leia o início da matéria onde li sobre a aberração:

AS OBRAS DE interligação de rede
de esgotos à Estação de Tratamento
de Esgotos Dom Nivaldo
Monte (ETE do Baldo) só deverão
ser concluídas daqui a aproximadamente
30 dias. Realizada pela
Companhia de Águas e Esgotos do
Rio Grande do Norte (Caern), as
obras tiveram início no dia 18 de
abril e, a partir de então, causaram
uma interdição parcial da Avenida
do Contorno. Por causa disso, o
tráfego de veículos no sentido Baldo-
Ribeira e Cidade-Baldo no trecho
em que a avenida cruza com a
Rua Governador Rafael Fernandes
está temporariamente obstruído.