Mostrando postagens com marcador professores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador professores. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Recebo e divulgo

Colegas,

Recebi um correio do sr. Almir Serra, diretor do ANDES-SN, ex-presidente da antiga ADURN-Seção Sindical, de não tão saudosa memória.

Neste Correio o sr. Almir, incumbido de ser um porta-voz dos "anti-autoritários" da UFRN, faz um convite para uma reunião. Nada demais.Demais mesmo é o amontoado de mentiras e desatinos escrito por este senhor que perdeu todo o respeito por nossa categoria e a trata como um monte de desmiolados.

Eis a íntegra do convite, que me permiti rebater....

QUARTA FEIRA, DIA 30 DE MAIO, A PARTIR DAS 10h:30min, REUNIÃO NO CENTRO DE
CONVIVÊNCIA

Professor,

Quarenta e oito Instituições Federais de Ensino estão em greve. Quatro
motivos levaram à sua deflagração:
aqui o Sr. Almir mistura decretação de Greve com Greve. Agora já se sabe que pouquíssimas universidades paralisaram suas atividades. O caso mais emblemático é o da UFRJ, onde meia-dúzia de andesianos correm pelos corredores, acompanhados de alunos "radicalizados". As aulas prosseguem normalmente e já há professores questionando a decretação de greve. Lastimável.

Mas vamos ao conjunto de mentiras...

1 - a precariedade da infra-estrutura na maioria dos Campi dessas
instituições, onde faltam desde salas de aula e laboratórios até giz e
água.
Essa mentira, dita em cadeia nacional, expressa a loucura que se apossou do ANDES-SN. dizer que estamos na penúria não é mentir. É mentir muito.
2 - a sobrecarga de trabalho dos docentes, provocada pela não contratação
de professores para completar um quadro que, se já era deficitário, com a
expansão sem qualidade e sem contrapartida de contratação de pessoal, só
aumentou sua carência.
O sr. Almir, aposentado há muito tempo, sequer conhece a realidade local. Nos últimos 4 anos quase 900 novos professores entraram na UFRN. E haverá um concurso para mais 50.000. Quanta mentira!!

3 - a farsa da negociação. Nas inúmeras mesas do Grupo de Trabalho para
tratar da reestruturação da carreira docente, o comportamento do governo é
o mesmo. Não conseguindo se contrapor aos argumentos apresentados pelo
ANDES-SN em pontos essenciais, concorda com o sindicato durante o debate
mas, ao final da reunião, reafirma sua proposta inicial.

Chamar a negociação de farsa é nos chamar de burros. O que o sr. Almir não diz....como de costume...é que a proposta do ANDES-SN é tão absurda e ruim, que foi simplesmente descartada. Vale só lembrar : carreira única e linha única no contra-cheque (sem RT).
4 – Acordo não cumprido. Em agosto de 2011, foi assinado um acordo, no
qual constavam os seguintes itens:
Os senhores observem bem o que este sr. diz. Vejam como ele mente descaradamente.
a) Incorporação da GEMAS e da GEDBT ao vencimento básico e correção de 4%;
Não ocorreu?
b) GT carreira com prazo final em 31 de março de 2012 para concluir uma
proposta de reestruturação da carreira.
O sr. Almir "apagou" que o acordo foi ao parlamento e lá recebeu 182 emendas, e que o sr. Duvanier, o negociador do governofaleceu. Vejam a que ponto este senhor desceu. Também escondeu que o relator mudou e que foi o PROIFES-FEDERAÇÃO, que conseguiu a transformação da PL em MP.

No dia 12 de maio, o Setor das Federais do ANDES-SN, com a presença de 60
representantes de 42 seções sindicais, deliberou pelo indicativo de greve
para o dia 17. Vejam como a dissimulação funciona. O número de votantes, nessa reunião, não chegou a 30. Quanta mentira!

 Pressionado (pressionado...rs...é de rir mesmo), o governo emitiu uma Medida Provisória
contemplando a primeira parte do acordo, mas, usando a velha prática de
dar com uma mão e tirar com a outra, introduziu um item que transforma os
percentuais de insalubridade e de periculosidade em valores nominais, com
grande prejuízo para todo o funcionalismo federal.

Já estamos no final de maio e as negociações sobre a carreira permanecem
na mesma situação.
O sr. Almir, cumprindo seu papel, não ESCLARECE que o ANDES-SN abandonou o GT em meio ao processo de negociação, apostando no "quanto pior melhor".
O governo não coloca uma proposta sobre a mesa e,
apesar de insistentemente cobrado, não fala sobre a disponibilidade
financeira para atender a demanda da reestruturação dessa carreira. 

Não vamos permitir a repetição de agosto de 2011, quando, pressionados pelo
tempo, assinamos um acordo que em sua centralidade - a construção da
reestruturação da carreira - não foi cumprido pelo governo no prazo
acordado.

A diretoria da ADURN, sem consultar a categoria, decidiu arbitrariamente
que os professores da UFRN não iriam aderir à greve. Não podemos permitir
que um pequeno grupo impeça o nosso direito de livre manifestação.

Aqui o sr. Almir vai além da insanidade. Mente sobre uma suposta ação AUTORITÁRIA da nossa Diretoria. É uma mentira atrás da outra.

VAMOS DIVULGAR ESSE ABSURDO! O SR. ALMIR E O ANDES-SN MONTARAM UM ABAIXO-ASSINADO EM QUE ASSINARAM ALUNOS, PROFESSORES NÃO-SINDICALIZADOS E PROFESSORES DE OUTRAS INSTITUIÇÕES COM O ÚNICO PROPÓSITO DE DESACREDITAR NOSSA ENTIDADE!

O SR. ALMIR E OS IDEALIZADORES DESSA REUNIÃO NÃO ESTÃO NENHUM POUCO PREOCUPADO COM O PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO.SEU PROPÓSITO QUE É O DO ANDES-SN É DESESTABILIZAR O PROCESSO E TENTAR LANÇAR A CATEGORIA NUMA "GREVE DO FIM DO MUNDO".

CALENDÁRIO ACADÊMICO? PREOCUPAÇÃO COM NOSSO TRABALHO? OS SENHORES SABEM MUITO BEM QUE ESSE GRUPO SÓ QUER REVIVER O ANDES-SN, O SINDICATO QUE CONTINUA COM SUA REPRESENTAÇÃO QUESTIONADA A NÍVEL NACIONAL E QUE AQUI FOI ESCORRAÇADA PELO VOTO E PELA JUSTÍÇA


VAMOS, DEMOCRATICAMENTE, DERRUBAR O AUTORITARISMO DA DIRETORA DA ADURN.
ASSEMBLÉIA JÁ!

JUNTE-SE A NÓS EM DEFESA DE NOSSOS DIREITOS E DA UNIVERSIDADE PÚBLICA,
GRATUITA E DE QUALIDADE.
https://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gif

Assinam este texto o presidente do ADURN-SINDICATO, João Bosco e a futura presidente do Sindicado, professora Maria Angela.
--
Dr. Francisco Wellington Duarte
Professor do Departamento de Economia da UFRN
Especialista em Economia Regional
Mestre em Ciências Sociais (Desenvolvimento Regional) pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS)
Doutor em Ciência Politica pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS)
Diretor de Comunicação do PROIFES-Federação
Diretor de Política Sindical do ADURN-SINDICATO
Diretor de Política Educacional da CTB-RN
Membro do Diretório Estadual do PCdoB
Membro do Conselho Deliberativo do PROIFES-Federação


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Repercuto artigo do Blog da Adurn datado do dia 28 de julho

ADURN-Sindicato discute Carreira em mesa de negociação com o Governo


Na próxima terça-feira, 02 de agosto (hoje), o ADURN-Sindicato participa da realização de mais uma Mesa de Negociação de Carreira do Magistério Superior. A reunião acontece na sede do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, em Brasília, e contará com a participação do secretário de Recursos Humanos do MPOG, Duvanier Paiva, do Fórum dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior (PROIFES) e ADs filiadas (APUB, ADURN e ADUFC), e do Sindicato Nacional das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).

“A expectativa é de que o impasse atual na negociação, tão importante e estratégica para os docentes das IFES, seja superado e iniciemos uma negociação verdadeira, com alteração de aspectos que as ADs e sindicatos recém constituídos consideram injustos na avaliação e progressão dos docentes”, afirma o presidente do ADURN-Sindicato, João Bosco Araújo.

Em dezembro de 2010, após meses de negociações, o MPOG apresentou ao movimento docente projeto de lei (PL) sobre a estruturação do Plano de Carreira e Cargo do Magistério Federal, a ser encaminhado ao Congresso Nacional. Ao longo do processo de negociação que se arrasta a mais de um ano, os Docentes obtiveram alguns ganhos, flexibilizaram alguns pontos, mas ainda há aspectos negativos na proposta de governo e que foram discutidos no VII Encontro do PROIFES, realizado de 15 a 18 de julho. Apesar do recuo do Governo em alguns pontos da proposta e que o PROIFES e seus aliados consideravam negativos para a própria funcionalidade da carreira, manteve uma visão distorcida da realidade dos professores das IFES ao desconsiderar o papel que os aposentados tiveram na construção da Universidade Pública Federal, bem como colocar em segundo plano os professores do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT).

Em junho deste ano, com a retomada da mesa que trata questões específicas da Carreira do Magistério Superior, suspensa desde de dezembro passado, além da entrega de um ofício com a pauta da entidade, o PROIFES apresentou e defendeu as demandas dos professores do ensino público superior federal: pronta instalação do Grupo de Trabalho (GT) sobre a Carreira do EBTT, conforme acordo firmado em março de 2008; a equiparação salarial entre as carreiras docentes (MS e EBTT) e as mais bem pagas do Executivo; recomposição dos vencimentos dos docentes de IFES, defasados desde julho de 2010; promulgação urgente do Projeto de Lei que permita a contratação, em caráter permanente, dos professores efetivos necessários para que se possa dar seqüência, com qualidade, ao Programa REUNI, além da discussão sobre a perspectiva orçamentária para educação superior.

A ADURN, filiada ao PROIFES-Fórum desde janeiro de 2010, e participante ativo da reorganização do Movimento Docente desde outubro de 2004, tem sido um dos protagonistas da discussão da proposta de carreira docente dos professores universitários das IFES e defende a necessidade de correção de aspectos que dignifiquem a função docente e a prepare efetivamente para os desafios que enfrenta.

“Fiel aos princípios e à defesa do interesse dos professores de IFES, o ADURN-Sindicato privilegiará a disposição para o diálogo, mas mantém a postura de que o Movimento Docente, liderado pelo PROIFES-Fórum e seus aliados, tenha a capacidade política de fazer o Governo reconhecer a importância de uma categoria que continua a ser vista como custo e não como investimento”, ressalta o diretor de Política Sindical da ADURN, Wellington Duarte.

A Carreira emerge como a mais importante peça de negociação, pois dá garantias futuras para os docentes. Mas, a Diretoria do ADURN-Sindicato defende a necessidade de um olhar sobre a remuneração dos Docentes, tendo em vista que o acordo, fielmente cumprido pelo governo anterior, venceu em 2010 e, até o momento, o novo governo não sinalizou como procederá para este ano.

“Nesse ponto é que a Diretoria do ADURN-Sindicato tem se mostrado extremamente preocupada, pois a possibilidade, real, de não termos sequer a recomposição de perdas inflacionárias de 2010, pode iniciar um novo ciclo de perdas salariais já bem conhecidas por nossa categoria”, explica Wellington Duarte.

Nas reuniões das associações docentes com o PROIFES-Fórum, a Diretoria do ADURN-Sindicato tem se pronunciado defendendo a tese da necessidade de que, além da Carreira, a categoria tenha a recomposição salarial e o fechamento de um novo acordo salarial trienal, que garanta a ampliação da qualidade de vida dos Docentes.

“A retomada da mesa de negociação marca, portanto, o início de uma árdua batalha, já que temos uma campanha salarial e buscaremos um novo acordo com o governo, a definição da carreira docente, além da proteção aos ganhos dos aposentados, a discussão sobre a previdência complementar e vários temas locais que contarão agora com um sindicato local forte e independente para conduzir a luta, e de uma federação para consolidar nossas demandas diante do governo”, enfatiza Wellington Duarte.

terça-feira, 14 de junho de 2011

O Aadurn-Sindicato é um processo irreversível



Editorial publicado na coluna da ADURN no Jornal Tribuna do Norte, dia 12/06/2011

Consolidar uma nova forma de organização sindical. É com este objetivo que na próxima quinta-feira, 16 de junho, estaremos realizando uma Assembleia Geral, convocada para convalidar a decisão tomada pela categoria e pelos associados em julho do ano passado em criar o Sindicato dos Docentes das Universidades Federais com base territorial em Natal, Caicó, Currais Novos, Santa Cruz, Macaíba, Macau e Nova Cruz, o ADURN-Sindicato.

O direito dos professores de IFES de se organizar autonomamente em entidades locais, de base municipal, estadual ou nacional é inquestionável, e está amparado na Constituição Federal, na CLT e na Portaria 186 que disciplina a formação e desmembramento de sindicatos no Brasil.

A transformação da ADURN em Sindicato e a formação de um Novo Movimento Docente, plural, democrático e representativo, é uma reação legítima dos professores ao aparelhamento por partidos e correntes que a Andes sofreu ao longo dos anos e que a afastou, definitivamente, dos anseios dos professores das IFES. Isto levou os professores a buscarem novas alternativas de organização, como os Sindicatos Locais e o PROIFES-Fórum, na busca de canais de negociação efetiva de seus interesses, os quais têm obtido pleno sucesso, com os acordos salariais de 2008 a 2010, com a recuperação da isonomia entre ativos e aposentados, com a equiparação das carreiras de ensino superior, básico, técnico e tecnológico, entre outras conquistas históricas.

Esse processo é irreversível, porque emana da vontade expressa pelas bases, que democrática e soberanamente têm aprovado em assembleias massivas e históricas a transformação e a criação de entidades autônomas em relação à Andes.
Reiteramos o compromisso da Diretoria em defender os interesses específicos da categoria, convictos que poderemos contar com o apoio de todos os colegas professores para que possamos aperfeiçoar a democracia sindical, convalidando o ADURN-Sindicato.
É um momento significativo, pois estamos diante de um processo decisório dos docentes na tentativa de construir uma entidade que volte a colocar a categoria dos professores como eixo central de sua linha de ação.

A Diretoria da ADURN reitera que é favorável a mais ampla liberdade de associação dos docentes e que deseja a unidade dos professores na sua luta por um Novo Movimento Docente justo, plural e soberano, mantendo-se autônoma diante de todos os agentes políticos, inclusive o Estado e o aparelho estatal. O movimento dos trabalhadores, especificamente o movimento docente, deve ser pautado pelos interesses da categoria.
Ao defender o direito de cada professor a tomar o posicionamento político que lhe for mais conveniente, a Diretoria da ADURN considera positivo esse novo movimento e espera que, de forma equilibrada, o debate seja conduzido e que se respeite o encaminhamento do processo presente.

A Diretoria manterá sua postura firme em defesa do aprofundamento da democracia na ADURN, pois acredita que a criação do ADURN-Sindicato:
(a) Adéqua a nossa entidade à legislação em vigor, tornando-o um sindicato de fato e de direito. Além de termos a identidade jurídica própria (que já possuímos), teremos todas as prerrogativas legais inerentes a um sindicato;

(b) Reforça a tese da reorganização do movimento docente das federais em bases federativas, já que a nossa entidade construirá a federação dos professores das IFES, aumentando nossa capacidade interlocutória e firmando nossa identidade sindical;

(c) É um passo adiante da nossa entidade, já que aponta para a modernização das estruturas internas da mesma, com a criação de um Conselho Fiscal; o fortalecimento do Conselho de Representantes e a introdução do plebiscito como forma mais democrática de discussão de questões pertinentes;

(d) Significa que a nossa entidade, que será independente e soberana, estará mais próxima dos professores da UFRN, na medida em que seremos nós e não uma direção nacional, que decidirá os rumos a serem tomados nos aspectos políticos, jurídicos e financeiros.

A ADURN se prepara para dar esse salto qualitativo e esperamos contar com a presença dos docentes da UFRN no auditório da Escola de Enfermagem (Campus Central da UFRN, em frente ao Restaurante Universitário), na próxima quinta-feira (16) para escrevermos mais uma página da história da nossa entidade. Lembrando que a sua presença às 9h30min é imprescindível para a instalação da Assembleia.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Deu na Tribuna:

Sintest aprova indicativo de greve nacional

O Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do RN (Sintest/RN) aprovou o indicativo de greve nacional definido pela Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) no dia 16 de fevereiro. A aprovação aconteceu em Assembleia Geral na manhã de hoje (23), que também serviu para deliberar sobre assuntos relativos a avaliação de conjuntura, campanha salarial emergencial, encaminhamentos e informes gerais.

O indicativo de greve foi definido para o dia 28 de março e é uma reivindicação ao Projeto de Lei 509/2009, que prevê o congelamento dos salários dos funcionários públicos por dez anos.

Ainda essa semana, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) se reunirá em assembleia para decidir vão aprovar e participar da greve.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010


Manifesto em defesa da Educação Pública

 Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país. 

Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais.

Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais. 

Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular quem decide se manter na Rede Pública. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes.

Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.  

No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.

Fábio Konder Comparato, USP
Carlos Nelson Coutinho, UFRJ
Heloisa Fernandes, USP
Theotonio dos Santos, UFF
Emilia Viotti da Costa, USP
José Arbex Jr., PUC-SP
Marilena Chaui, USP
João José Reis, UFBA
Joel Birman, UFRJ
Leda Paulani, USP
Dermeval Saviani, Unicamp
João Adolfo Hansen, USP
Flora Sussekind, Unirio
Otávio Velho, UFRJ
Renato Ortiz, Unicamp
Maria Victoria de Mesquita Benevides, USP
Enio Candotti, UFRJ
Luis Fernandes, UFRJ
Antonio Carlos Mazzeo, Unesp
Caio Navarro de Toledo, Unicamp
Celso Frederico, USP
Armando Boito, Unicamp
Henrique Carneiro, USP
Angela Leite Lopes, UFRJ
Afrânio Catani, USP
Laura Tavares, UFRJ
Wolfgang LeoMaar, UFSCar
João Quartim de Moraes, Unicamp
Ildeu de Castro Moreira, UFRJ
Scarlett Marton, USP
Emir Sader, UERJ
Marcelo Perine, PUC-SP
Flavio Aguiar, USP
Wander Melo Miranda, UFMG
Celso F. Favaretto, USP
Benjamin Abdalla Jr., USP
Irene Cardoso, USP
José Ricardo Ramalho, UFRJ
Gilberto Bercovici, USP
Ivana Bentes, UFRJ
José Sérgio F. de Carvalho, USP
Peter Pal Pelbart, PUC- SP
Sergio Cardoso, USP
Consuelo Lins, UFRJ
Iumna Simon, USP
Elisa Kossovitch, Unicamp
Edilson Crema, USP
Liliana Segnini, Unicamp
Glauco Arbix, USP
Ligia Chiappini, Universidade Livre de Berlim
Luiz Roncari, USP
Francisco Foot Hardman, Unicamp
Eleutério Prado, USP
Giuseppe Cocco, UFRJ
Vladimir Safatle, USP
Eliana Regina de Freitas Dutra, UFMG
Helder Garmes, USP
José Castilho de Marques Neto, Unesp
Marcos Dantas, UFRJ
Adélia Bezerra de Meneses, Unicamp
Luís Augusto Fischer, UFRS
Zenir Campos Reis, USP
Alessandro Octaviani, USP
Federico Neiburg, UFRJ
Maria Lygia Quartim de Moraes, Unicamp
Cilaine Alves Cunha, USP
Evando Nascimento, UFJF
Sandra Guardini Teixeira Vasconcelos, USP
Juarez Guimarães, UFMG
Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida, PUC-SP
Marcos Silva, USP
Walquíria Domingues Leão Rego, Unicamp
Sérgio de Carvalho, USP
Rosa Maria Dias, Uerj
Gil Vicente Reis de Figueiredo, UFSCar
Ladislau Dowbor, PUC-SP
Ricardo Musse, USP
Lucilia de Almeida Neves, UnB
Maria Lúcia Montes, USP
Eugenio Maria de França Ramos, Unesp
Ana Fani Alessandri Carlos, USP
Mauro Zilbovicius, USP
Jacyntho Lins Brandão, UFMG
Paulo Silveira, USP
Marly de A. G. Vianna, UFSCar
José Camilo Pena, PUC-RJ
Lincoln Secco, USP
Mario Sergio Salerno, USP
Rodrigo Duarte, UFMG
Sean Purdy, USP
Adriano Codato, UFPR
Ricardo Nascimento Fabbrini, USP
Denilson Lopes, UFRJ
Marcus Orione, USP
Ernani Chaves, UFPA
Gustavo Venturi, USP
João Roberto Martins Filho, UFSCar
Nelson Cardoso Amaral, UFG
Evelina Dagnino, Unicamp
Vinicius Berlendis de Figueiredo, UFPR
Silvia de Assis Saes, UFBA
Carlos Ranulfo, UFMG
Flavio Campos, USP
Liv Sovik, UFRJ
Marta Maria Chagas de Carvalho, USP
Paulo Faria, UFRGS
Rubem Murilo Leão Rego, Unicamp
Maria Helena P. T. Machado, USP
Francisco Rüdiger, UFRS
Nelson Schapochnik, USP
José Geraldo Silveira Bueno, PUC-SP
Reginaldo Moraes, Unicamp
Luiz Recaman, USP
Roberto Grun, UFSCar
Edson de Sousa, UFRGS
Márcia Cavalcante Schuback, UFRJ
Luciano Elia, UnB
Ricardo Basbaum, UERJ
Julio Ambrozio, UFJF
João Emanuel, UFRN
Paulo Martins, USP
Analice Palombini, UFRS
Alysson Mascaro, USP
José Luiz Vieira, UFF
Marcia Tosta Dias, Unifesp
Salete de Almeida Cara, USP
Anselmo Pessoa Neto, UFG
Elyeser Szturm, UnB
Iris Kantor, USP
Fernando Lourenço, Unicamp
Luiz Carlos Soares, UFF
André Carone, Unifesp
Richard Simanke, UFSCar
Francisco Alambert, USP
Arlenice Almeida, Unifesp
Miriam Avila, UFMG
Sérgio Salomão Shecaira, USP
Carlos Eduardo Martins, UFRJ
Eduardo Brandão, USP
Jesus Ranieri, Unicamp
Mayra Laudanna, USP
Luiz Hebeche, UFSC
Eduardo Morettin, USP
Adma Muhana, USP
Fábio Durão, Unicamp
Amarilio Ferreira Jr., UFSCar
Jaime Ginzburg, USP
Ianni Regia Scarcelli, USP
Marlise Matos, UFMG
Adalberto Muller, UFF
Ivo da Silva Júnior, Unifesp
Cláudio Oliveira, UFF
Ana Paula Pacheco, USP
Sérgio Alcides, UFMG
Romualdo Pessoa Campos Filho, UFG
Bento Itamar Borges, UFU
Tânia Pellegrini, UFSCar
José Paulo Guedes Pinto, UFRRJ
Luiz Damon, UFPR
Emiliano José, UFBA
Horácio Antunes, UFMA
Bila Sorj, UFRJ