O PV? O PV não existe. Quem existe é Marina
Emanoel Barreto
Há um grande equívoco quando se fala no "apoio do PV" seja a Dilma ou a Serra. O PV em si vale pouco ou quase nada. Na verdade, o PV hoje é Marina. O que se disputa é o apoio ou algo que disso se aproxime, de Marina. O PV entra como nome da fantasia.
E os membros do partido sabem disso.Ela é a esmeralda, a pedra verde e valiosa de que todos querem se apossar. Por sua vez, Marina também sabe que em outro partido ela não teria espaço suficiente para crescer. Assim, por coerência e conveniência, valoriza seu capital político e dá andamento ao processo de negociação.
Sabe que precisa sair de mãos limpas e biografia imaculada para se lançar candidata à presidência em 2014. Da forma como conduzir as negociações terá amealhado prestígio ético valioso.
Por suposto, deverá encontrar alguma forma de discurso que a mantenha alinhada a uma postura que revele comportamento compatível com o que pregou na campanha.
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"Não é justo alguém ter o direito de ter uma empresa de aviação e outro não ter o direito de comer um pão." /////// JAMAIS IDE A UM LUGAR GRANDE DEMAIS. A UM LUGAR AONDE NÃO TENHAIS CORAGEM DA IMENSIDÃO - EMANOEL BARRETO - NATAL/RN
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
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Eleitorado-cabeça foi a sorte de Marina
Emanoel Barreto
Talvez Marina não seja tão incógnita assim com relação ao segundo turno: seus votos vieram das classes médias, insuflados pelas denúncias de corrupção na Casa Civil. Houve, desta forma, uma repulsa desses segmentos que, ao contrário do que se possa pensar, não são votos de cabresto. São votos de um eleitorado-cabeça e, consequentemente, votos produto de reflexão. Não significa que irão para Serra.
Marina, já pensando na eleição de 2014, como já disse, certamente não desejaria alinhar-se a Serra. Isso contaminaria seu perfil, que pretende preservar como capital simbólico a fim de lançar-se à nova empreitada.
Ela sabe que ao apoiar abertamente um ou outro candidatos estará avalizando seu discurso, correndo o risco de esvaziar seu próprio discurso. Já disse também que pretende convocar o Partido Verde a fim de que seja decidido qual o rumo a tomar.
Assim, seria menos perigoso a seus propósitos algum alinhamento a Dilma, uma ação transversal, mas para isso teria que denunciar Serra como neoliberal e dizer que com sua atitude busca evitar que o Brasil volte ao domínio desse tipo de ator político. Desta forma, justificaria seu apoio condicional a Dilma.
A verde vive um grande momento e como agente política sabe que deve tirar dele o melhor proveito. Ao eleitorado que a sufragou passou a ideia de pessoa ética, candidata-cidadã e sem dúvida quer manter essa imagem pública.
Ademais, pode também tirar partido apoiando Dilma com a simbólica condição de fiel da balança. Mas, não esqueçamos: seus fotos não foram votos "dela". Foram votos circunstanciais. Tanto, que somente a eles teve acesso após as denúncias envolvendo a então ministra Erenice.
Se esses eleitores optarem por Dilma a fim de evitar a volta do tucanato, não será de admirar. De qualquer forma, a candidata de Lula sai em vantagem. O resto é esperar fatos novos até o dia 31.
Foto: http://www.google.com/imgres?imgurl=http://www.greenparty.org.uk/assets/images/subjects/800pxMarina_Silva_
Eleitorado-cabeça foi a sorte de Marina
Emanoel Barreto
Talvez Marina não seja tão incógnita assim com relação ao segundo turno: seus votos vieram das classes médias, insuflados pelas denúncias de corrupção na Casa Civil. Houve, desta forma, uma repulsa desses segmentos que, ao contrário do que se possa pensar, não são votos de cabresto. São votos de um eleitorado-cabeça e, consequentemente, votos produto de reflexão. Não significa que irão para Serra.
Marina, já pensando na eleição de 2014, como já disse, certamente não desejaria alinhar-se a Serra. Isso contaminaria seu perfil, que pretende preservar como capital simbólico a fim de lançar-se à nova empreitada.
Ela sabe que ao apoiar abertamente um ou outro candidatos estará avalizando seu discurso, correndo o risco de esvaziar seu próprio discurso. Já disse também que pretende convocar o Partido Verde a fim de que seja decidido qual o rumo a tomar.
Assim, seria menos perigoso a seus propósitos algum alinhamento a Dilma, uma ação transversal, mas para isso teria que denunciar Serra como neoliberal e dizer que com sua atitude busca evitar que o Brasil volte ao domínio desse tipo de ator político. Desta forma, justificaria seu apoio condicional a Dilma.
A verde vive um grande momento e como agente política sabe que deve tirar dele o melhor proveito. Ao eleitorado que a sufragou passou a ideia de pessoa ética, candidata-cidadã e sem dúvida quer manter essa imagem pública.
Ademais, pode também tirar partido apoiando Dilma com a simbólica condição de fiel da balança. Mas, não esqueçamos: seus fotos não foram votos "dela". Foram votos circunstanciais. Tanto, que somente a eles teve acesso após as denúncias envolvendo a então ministra Erenice.
Se esses eleitores optarem por Dilma a fim de evitar a volta do tucanato, não será de admirar. De qualquer forma, a candidata de Lula sai em vantagem. O resto é esperar fatos novos até o dia 31.
Foto: http://www.google.com/imgres?imgurl=http://www.greenparty.org.uk/assets/images/subjects/800pxMarina_Silva_
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domingo, 12 de setembro de 2010
Dilma isso, Dilma aquilo, Dilma aquilo outro. E ela dominou a cena
Emanoel Barreto
O UOL, da Folha, está dizendo agora mesmo, depois do debate na Rede TV!, que Serra e Dilma "se atacaram". Não é verdade. O que ocorreu foi uma investida maciça de todos os demais participantes - Serra, Plínio e Marina - sobre Dilma, sem perceber que com isso a colocaram como protagonista da cena.
Criaram um ambiente de ação e reação, sobressaindo-se a reação da candidata tal a forma como foi pressionada. Essa questão do discurso, que já rendeu teses e teses, tem por base coisas como o que se afirma e os efeitos do que se afirma. Efeitos pretendidos e resultados não desejados.
Veja bem: quando uma afirmativa suscita vantagem para o interlocutor-oponente, essa mesma afirmativa revela-se falha em sua assertividade, especialmente quando em tom acusatório. Foi o que aconteceu. Obteve-se o efeito indesejado, quando o que se queria era abater a adversária.
Esse caso de sigilos violados, esse grande acontecimento-nada, foi usado por Serra, mas falhou. Até mesmo porque ele não tinha controle sobre seu pronunciamento e sempre terminava por ter o microfone cortado, uma vez que excedia o tempo de um minuto e meio para falar.
O debate começou com uma pergunta que antigamente era chamada de "pergunta de bolso", aquela em que o indagado dificilmente consegue se safar. O mediador da Folha pediu que Dilma falasse a respeito do maior sucesso e do maior fracasso do governo Lula.
O objetivo era nitidamente da espaço a uma manchete nesta segunda-feira, relatando "objetivamente" palavras de Dilma admitindo fracasso do governo ao qual está ligada. Falho a tentativa. Ela conseguiu se sair bem, falou do sucesso das obras sociais e afirmou que não houve fracassos.
Bom, o resto foi o resto. Um ritual de perguntas e respostas que o eleitor já está cansado de ouvir.
Emanoel Barreto
O UOL, da Folha, está dizendo agora mesmo, depois do debate na Rede TV!, que Serra e Dilma "se atacaram". Não é verdade. O que ocorreu foi uma investida maciça de todos os demais participantes - Serra, Plínio e Marina - sobre Dilma, sem perceber que com isso a colocaram como protagonista da cena.
Criaram um ambiente de ação e reação, sobressaindo-se a reação da candidata tal a forma como foi pressionada. Essa questão do discurso, que já rendeu teses e teses, tem por base coisas como o que se afirma e os efeitos do que se afirma. Efeitos pretendidos e resultados não desejados.
Veja bem: quando uma afirmativa suscita vantagem para o interlocutor-oponente, essa mesma afirmativa revela-se falha em sua assertividade, especialmente quando em tom acusatório. Foi o que aconteceu. Obteve-se o efeito indesejado, quando o que se queria era abater a adversária.
Esse caso de sigilos violados, esse grande acontecimento-nada, foi usado por Serra, mas falhou. Até mesmo porque ele não tinha controle sobre seu pronunciamento e sempre terminava por ter o microfone cortado, uma vez que excedia o tempo de um minuto e meio para falar.
O debate começou com uma pergunta que antigamente era chamada de "pergunta de bolso", aquela em que o indagado dificilmente consegue se safar. O mediador da Folha pediu que Dilma falasse a respeito do maior sucesso e do maior fracasso do governo Lula.
O objetivo era nitidamente da espaço a uma manchete nesta segunda-feira, relatando "objetivamente" palavras de Dilma admitindo fracasso do governo ao qual está ligada. Falho a tentativa. Ela conseguiu se sair bem, falou do sucesso das obras sociais e afirmou que não houve fracassos.
Bom, o resto foi o resto. Um ritual de perguntas e respostas que o eleitor já está cansado de ouvir.
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
E aí, Marina? Você presta pra ser presidente?
A entrevista com Marina Silva no Jornal Nacional manteve o tom, ou melhor, o mesmo torniquete aplicado a Dilma. Insinuação de despreparo administrativo e supostas incoerências da candidata quando estava no PT. Não houve, a rigor, entrevista mas uma tentativa de acuar Marina. Pelo jeito, como "Serra é experiente" amanhã teremos uma louvação, quando ele for chamado a ocupar uma cadeira ao lado de Bonner e Bernardes.
Revela-se um jornalismo panfletário, com o ventiloquismo das elites nas vozes de Bonner e Bernardes. A entrevista de confronto geralmente é o pior tipo de procedimento jornalístico, quando se tenta fazer com que o declarante derrape em seu próprio discurso. Nada a haver com o método socrático. Trata-se apenas de má intenção.
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=20204364&postID=4381591832936888379
Dilma toma chá, um índio vem da costa e Marina troca natureza pela NaturaEmanoel Barreto
A história republicana brasileira tem na sua vida partidária uma das mais sólidas manifestações de que tipo de democracia é por aqui perpetrada: as elites, aqui compreendendo-se o termo em sentido o mais largo possível, sempre se conluiam a fim de manter, mesmo que em processo de mutação, um determinado status quo. Aliás, a mutação, o rearranjo de forças é que garante a sustentação do establishment.
Pego três exemplos recentíssimos, fortes, ainda bem vivos e pulsantes:
1) O PSDB, que nas aparências formava um ser político monólito ao DEM, de repente apareceu com um candidato a vice em chapa puro-sangue. De repente as aparências ruíram e os demos entraram em ação. Resultado: o senador Ávaro Dias, ungido de última hora à condição de missionário ao lado de Serra é retirado do proscênio para ceder lugar a um político de nome esquisitíssimo: Índio da Costa, ilustre desconhecido de tamoios e tupiniquins, caetés e tupis. Agora chega para tocar a inúbia.
Resumo da ópera: de repente, não mais que de repente, surge um bravo guerreiro para trazer paz à maloca. E os demos e tucanos forçam a aparência de que tudo está, sempre esteve, em ordem e que todos são, realmente, homens e mulheres que se confiam mutuamente. Não são.
2) A senadora Marina Silva, campeã da causa verde, respeitada pela sociedade civil de todo o mundo, quem diria, caiu nas malhas da grande empresa, aliando-se ao dono da Natura. Esqueceu a floresta pelas cosmética indicação do magnata Guilherme Leal. Nada mais desleal para quem nela confiava.
3) Quanto a Dilma, um registro da Folha é bastante explícito para mostrar a quantas anda a coerência partidária. Reuniu-se anteontem com um grupo de socialites, a fina flor da burguesia de São Paulo, atendendo a convite do empresário Abílio Diniz, dono da rede Pão de Açúcar.
Ou seja: passou uma boa parte daquela tarde tricotanto com mulheres riquissímas e estúpidas. Ou seja: em processo de rendição aos que têm poder. Diz a Folha que todas saíram do encontro "encantadas" com a candidata - mas votando em Serra. Fica a pergunta: o que é isso, companheira?
O que pretendo dizer com tudo isso? Não, não estou pregando a revolução, o grito às armas contra o capital e seus efeitos colaterais perversos. Nada disso. Apenas enfatizo a velha e conhecida cantilena dos políticos, que se apresentam como salvadores da pátria etcétera e tal.
Alguém pode argumentar que se trata de "pragmatismo", guerra de posição, ocupação de espaços em favor de causa maior. Pode até ser, mesmo que seja só um pouco - pelo menos no caso de Marina e Dilma.
Mas é também, é como é, a avoenga e poderosa reprodução do poderio das elites - Marina e Dilma são uma forma desse elitismo, elite no sentido de pertencimento ao Poder - na perpetuação de um determinado quadro da política brasileira que não visa reformas essenciais na estrutura, na conjuntura e na superestrutura.
Não há uma reforma da forma mentis, do pensar dos políticos e dos seus intentos. Afinal, desde a ágora, o discurso, a sedução do outro, a argumentação, a retórica, têm definido os rumos da Cidade. Dizer, não quer dizer fazer.
E pior, nem todos os mares nos levam a Ítaca.
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
Folha anuncia dabate inédito na internet
Diz o jornal: A Folha e o UOL, o maior jornal e o maior portal de notícias do Brasil, promoverão com os três principais candidatos à Presidência um debate eleitoral inédito a ser transmitido em vídeo, ao vivo, pela internet, no dia 18 de agosto. Se houver segundo turno, haverá novo encontro em 21 de outubro.
Já aceitaram formalmente participar Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). Os três candidatos estarão frente a frente por duas horas e meia, a partir das 10h30 da manhã -quando a internet em geral registra a maior audiência.
Metade do debate será apenas entre os próprios candidatos fazendo perguntas entre si. Um moderador controlará o tempo.
Na segunda parte do debate, os candidatos responderão a perguntas de internautas, que serão coletadas pelo UOL e pela Folha.com ao longo das próximas semanas.
Ao final, Dilma, Serra e Marina responderão a perguntas formuladas por jornalistas da Folha e do UOL.
Com o objetivo de democratizar o acesso ao encontro, todos os meios de comunicação interessados poderão compartilhar e transmitir o sinal de áudio e vídeo do debate. Portais de internet, emissoras de rádio, TVs e outros veículos terão amplo acesso para fazer a cobertura jornalística do evento.
SEM NANICOS
A legislação eleitoral impõe restrições à realização de debates em emissoras de rádio e de TV. É necessário convidar todos os candidatos cujos partidos tenham eleito deputados em 2006 e continuem com representação no Congresso. Há sete concorrentes a presidente neste ano nessa situação, sendo que dois terços (cinco) precisam aceitar as regras propostas para o encontro.
No caso da internet, a liberdade é plena. Não existem restrições. Dessa forma, o debate Folha/UOL entre presidenciáveis deve ser o primeiro -e talvez o único- no primeiro turno que contará apenas com os três candidatos principais -sem necessidade de convidar os postulantes com taxas muito pequenas nas pesquisas.
Nos quatro debates já anunciados por emissoras de TV (Bandeirantes, Rede TV!/ Folha, Record e Globo), o número de candidatos presentes deve ser maior do que três, tornando o confronto de propostas mais difícil.
As negociações da Folha e do UOL com os três candidatos para chegar a um acordo sobre data e formato se arrastaram por quase seis meses.
Apesar de a lei ser clara, parte dos candidatos mostrou incerteza sobre realizar o encontro sem atender às regras impostas à TV e ao rádio.
Como meios de comunicação não podem formular perguntas diretamente ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral, a Folha e o UOL fizeram então um pedido de esclarecimento por meio de consulta formal apresentada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). O TSE dirimiu todas as dúvidas no dia 16 passado, liberando a web para realizar debates eleitorais.
Durante as negociações para preparação do debate Folha/UOL, chegaram a ser propostas datas em abril, maio, junho e julho. Serra e Marina acabaram aceitando a data de 19 de julho, mas Dilma preferiu o encontro apenas em agosto.
"A confirmação da presença da candidata Dilma Rousseff nesse evento da Folha e do UOL mostra nossa disposição de debater programas para o Brasil seguir mudando", declara o coordenador de comunicação da campanha petista, o deputado estadual Rui Falcão (SP).
"O candidato José Serra participará do debate da Folha e do UOL porque está disposto a confrontar ideias e propostas. Só lamentamos que a candidata do PT tenha preferido fazer esse debate apenas em agosto e a Folha tenha concordado com isso", informou a equipe de campanha do tucano.
Para João Paulo Capobianco, coordenador da campanha de Marina, "o debate na Folha e no UOL é fundamental para promover um amplo diálogo com a sociedade".
Diz o jornal: A Folha e o UOL, o maior jornal e o maior portal de notícias do Brasil, promoverão com os três principais candidatos à Presidência um debate eleitoral inédito a ser transmitido em vídeo, ao vivo, pela internet, no dia 18 de agosto. Se houver segundo turno, haverá novo encontro em 21 de outubro.
Já aceitaram formalmente participar Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). Os três candidatos estarão frente a frente por duas horas e meia, a partir das 10h30 da manhã -quando a internet em geral registra a maior audiência.
Metade do debate será apenas entre os próprios candidatos fazendo perguntas entre si. Um moderador controlará o tempo.
Na segunda parte do debate, os candidatos responderão a perguntas de internautas, que serão coletadas pelo UOL e pela Folha.com ao longo das próximas semanas.
Ao final, Dilma, Serra e Marina responderão a perguntas formuladas por jornalistas da Folha e do UOL.
Com o objetivo de democratizar o acesso ao encontro, todos os meios de comunicação interessados poderão compartilhar e transmitir o sinal de áudio e vídeo do debate. Portais de internet, emissoras de rádio, TVs e outros veículos terão amplo acesso para fazer a cobertura jornalística do evento.
SEM NANICOS
A legislação eleitoral impõe restrições à realização de debates em emissoras de rádio e de TV. É necessário convidar todos os candidatos cujos partidos tenham eleito deputados em 2006 e continuem com representação no Congresso. Há sete concorrentes a presidente neste ano nessa situação, sendo que dois terços (cinco) precisam aceitar as regras propostas para o encontro.
No caso da internet, a liberdade é plena. Não existem restrições. Dessa forma, o debate Folha/UOL entre presidenciáveis deve ser o primeiro -e talvez o único- no primeiro turno que contará apenas com os três candidatos principais -sem necessidade de convidar os postulantes com taxas muito pequenas nas pesquisas.
Nos quatro debates já anunciados por emissoras de TV (Bandeirantes, Rede TV!/ Folha, Record e Globo), o número de candidatos presentes deve ser maior do que três, tornando o confronto de propostas mais difícil.
As negociações da Folha e do UOL com os três candidatos para chegar a um acordo sobre data e formato se arrastaram por quase seis meses.
Apesar de a lei ser clara, parte dos candidatos mostrou incerteza sobre realizar o encontro sem atender às regras impostas à TV e ao rádio.
Como meios de comunicação não podem formular perguntas diretamente ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral, a Folha e o UOL fizeram então um pedido de esclarecimento por meio de consulta formal apresentada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). O TSE dirimiu todas as dúvidas no dia 16 passado, liberando a web para realizar debates eleitorais.
Durante as negociações para preparação do debate Folha/UOL, chegaram a ser propostas datas em abril, maio, junho e julho. Serra e Marina acabaram aceitando a data de 19 de julho, mas Dilma preferiu o encontro apenas em agosto.
"A confirmação da presença da candidata Dilma Rousseff nesse evento da Folha e do UOL mostra nossa disposição de debater programas para o Brasil seguir mudando", declara o coordenador de comunicação da campanha petista, o deputado estadual Rui Falcão (SP).
"O candidato José Serra participará do debate da Folha e do UOL porque está disposto a confrontar ideias e propostas. Só lamentamos que a candidata do PT tenha preferido fazer esse debate apenas em agosto e a Folha tenha concordado com isso", informou a equipe de campanha do tucano.
Para João Paulo Capobianco, coordenador da campanha de Marina, "o debate na Folha e no UOL é fundamental para promover um amplo diálogo com a sociedade".
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