
"Não é justo alguém ter o direito de ter uma empresa de aviação e outro não ter o direito de comer um pão." /////// JAMAIS IDE A UM LUGAR GRANDE DEMAIS. A UM LUGAR AONDE NÃO TENHAIS CORAGEM DA IMENSIDÃO - EMANOEL BARRETO - NATAL/RN
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
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ELIANE CANTANHÊDE
Os comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, ameaçaram pedir demissão caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não revogue alguns trechos do Plano Nacional de Direitos Humanos 3, que cria a "Comissão da Verdade" para apurar torturas e desaparecimentos durante o regime militar (1964-1985).
Na versão militar, Jobim teria se solidarizado com os comandantes e dito que pediria demissão se não houvesse um recuo do governo. À Folha Jobim negou.
Na reunião, Jobim disse que não tinha sido consultado sobre os termos do plano, que não concordava com tentativas de revanchismo e iria falar com Lula a respeito. Com isso, acabou colocando o presidente entre dois polos de pressão: militares, de um lado, e o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, do outro.
Lula embarca hoje para a folga de fim de ano na Bahia procurando uma solução de contemporização. Os militares se contentariam com mudanças no texto, mas Vannuchi está irredutível e também ameaça sair caso haja recuo.
À Folha um alto funcionário civil disse que a "tensão está fortíssima". Esse clima ficou evidente na cerimônia que Lula presidiu anteontem, no CCBB, para sancionar a nova lei de cargos e salários dos taifeiros da Aeronáutica, na presença de Saito, que conversou à parte com o presidente.
Vannuchi está no olho do furacão: ele tinha despacho com o presidente às 18h do mesmo dia, mas o encontro foi adiado para ontem e, no final, acabou não acontecendo, o que aumentou a suspeita de que tenha posto o cargo à disposição.
Lula conversou com Vannuchi por telefone e lhe falou sobre a "fórmula de conciliação", mas o desfecho ficará para a volta de Lula, em 11 de janeiro.
O capítulo se chama "Eixo orientador 6: direito à memória e à verdade". Duas propostas deixaram a área militar particularmente irritada: identificar e tornar públicas as "estruturas" utilizadas para violações de direitos humanos durante a ditadura e criar uma legislação nacional proibindo que ruas, praças, monumentos e estádios tenham nomes de pessoas que praticaram crimes na ditadura.
Na leitura dos militares, isso significa que o governo do PT, formado por muitos personagens que atuaram "do outro lado" no regime militar, está querendo jogar a opinião pública contra as Forças Armadas.
Imaginam que o resultado dessas propostas seja a depredação ou até a invasão de instalações militares que supostamente tenham abrigado atos de tortura e não admitem o constrangimento da retirada de nomes de altos oficiais de avenidas pelo país afora.
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009




Outra do Henfil, vida de gado
Emanoel Barreto
Outra preciosidade do Henfil que achei, garimpando na net. A ironia rascante como lâmina de florete chegando ao ponto certo. Ferino, certeiro. O povo representado em sua tragicidade, esperando sempre por um gesto salvador das elites. Povo, grande bicho manso. Êêê, ôô, vida de gado/ Povo marcado, povo feliz.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
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Emanoel Barreto
Olha que beleza este cartum do Henfil. Isso me lembra os anos de chumbo, quando a ditabranda, assim chamada agora pela Folha de S. Paulo, mandava e mais que isso, desmandava. Henfil morou em Natal, convivi com ele. Depois vou contar algo a respeito dessa figura de louco sublime, que contribuiu muito para que eu, Dermi Azevedo e Arlindo de Melo Freire, fundássemos a Cooperativa dos Jornalistas de Natal-Coojornat. Eram reuniões quase secretas... Mas, como disse, depois eu conto.

O banqueiro americano Warren Hellman decidiu criar uma organização jornalística sem fins lucrativos para suprir a diminuição de notícias locais devido à crise que provoca demissões nos veículos de comunicação. Hellman, que vive em São Francisco, juntou-se à escola de jornalismo da Universidade da Califórnia e à emissora pública KQED para seu projeto. O investidor teve a idéia de desenvolver um novo modelo para a cobertura local ao analisar o conteúdo dos jornais San Francisco Chronicle e San Francisco Examiner. "Estava chocado como o Chronicle encolheu, o quão fino o Examiner estava e como era pouca a cobertura das notícias locais. Acreditava que isto afetaria a política local e que teríamos candidatos mais fracos. Parecia, para mim, que tínhamos que fazer algo", conta.
Para Neil Henry, reitor da Escola de Jornalismo Berkeley, da Universidade da Califórnia, colaborar com Hellman será significativo para seus 120 alunos. Além do conteúdo para o projeto, a escola de jornalismo espera fornecer orientação editorial e know how de tecnologias e captação de recursos. "Quanto mais parcerias construirmos, mais colaboração buscarmos, o site servirá cada vez mais ao público e também como um monitor da mídia", acredita.
Executivos do Chronicle e do Examiner, por outro lado, não gostaram muito da análise feita por Hellman sobre seus jornais. Segundo Frank Veja, publisher do Chronicle, o diário continua a dedicar espaço para cobrir a região. Ele lembra também que o tráfego online aumentou com as novas seções de bairros e blogs sobre a cidade. "Desde que começamos nossos esforços para garantir um futuro forte para o Chronicle, melhoramos nossa situação financeira e a qualidade de nossos produtos", declarou. Já James Pimentel, editor-executivo do Examiner, diz que o jornal gratuito manteve sua equipe e expandiu sua cobertura local desde que foi comprado pela Clarity Media, em 2004. "O Examiner irá continuar a promover a excelente cobertura local que sempre teve", promete. Informações de Lisa Leff [Associated Press].

La dolce vita...
Emanoel Barreto
A foto mostra o então senador americano Jonh Kennedy em momento paradisíaco. Coisas de Jornal reproduz abaixo texto do site TMZ, o mesmo que deu em primeira mão a morte de Michael Jackson. Obtive a foto no mesmo site, que a publicou agora pela manhã.
Diz o Ig Gente, que repercutiu o assunto:
Na imagem, supostamente de 1956, o ex-presidente norte-americano John F. Kennedy aparece em um iate cheio de mulheres nuas. Na época, JFK ainda era senador mas já conhecido pelas festas que dava e pelas múltiplas companhias femininas - apesar do casamento com Jacqueline Kennedy.
O site alega que consultou vários experts para confirmar a autenticidade da foto. JFK, tomando sol, à esquerda, estaria de férias com o irmão, Ted Kennedy, e amigos no Mediterrâneo. Nessa época, sua mulher Jackie, grávida da primeira filha, foi levada às pressas para o hospital, onde perdeu o bebê.
O que se comenta nos sites internacionais é que a imagem poderia ter mudado a História, caso tivesse ido à tona na época das eleições presidencias algum tempo depois. Vai render assunto...

domingo, 27 de dezembro de 2009


Talvez por ter mais de 60 anos quando a proferiu e por acreditar em suas próprias premonições, - o restante deste texto publico amanhã. E, nele, abordo o que dizia o senador a respeito da governadora Wilma como a herdeira do seu legado.
sábado, 26 de dezembro de 2009

Deus é o diabo na Terra do Sol

Deus odeia Lady GaGa
Liderada pelo reverendo Fred Phelps a igreja, famosa por seus protestos em funerais de soldados norte-americanos mortos em guerras, e por se manifestar publicamente contra gays e lésbicas, emitiu um comunicado intitulado "DO documento, publicado no site da igreja, afirma que a cantora usa "moda" e "arte" como disfarce para ensinar os jovens "a se rebelar contra Deus."
Alguns fãs da cantora acreditam que ela tenha sido alvo dos ataques por seu discurso na Marcha para a Igualdade Nacional, evento de promoção da defesa dos direitos dos homossexuais, realizada em Washington no início deste ano. A cantora terminou seu discurso com a frase: "Abençoemos a Deus e aos gays".

Dinarte era adivinhão
Emanoel Barreto
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

"Se a maioria esmagadora vocês exigir "Hatoyama, renuncia", então sentirei que tenho que respeitar a voz do povo, mas farei o possível para que isto não aconteça", disse o premiê.

Vésperas do Natal, lembranças aflorando, vontade de rever amigos que fomos encontrando através dos anos. Amigos do Tirol, de quando moramos na Alberto Maranhão, em frente ao sítio onde hoje é o condomínio Jardim Tirol; da Praça Augusto Leite; do Externato Saturnino, onde fizemos o Admissão ao Ginásio em 1966; do Grupo Escolar Monsenhor Calazans Pinheiro, onde estudei em 1965; do Grupo Áurea Barros, do meu primário, em 1963/64, da Escola Industrial Federal do Rio Grande do Norte, onde estudamos de 1967 a 1970; da avenida Rafael Fernandes, onde moramos desde o tempo que se chamava Campo Santo, de 1965 a 1972; e de tantos outros lugares onde vivi, estudei, trabalhei.
Morou na rua Benjamim Constant, exatamente no período em que nos conhecemos, na convivência com o Professor Saturnino que, além de ensinar as matérias mostrava as atualidades nas revistas e jornais que sempre conduzia. Lembro dele também como marinheiro, que foi. Depois o encontrei como funcionário da EMSERV (Empresa de Serviços de Vigilância), em serviços administrativos. A EMSERV funcionava onde hoje é a Delegacia Regional do Trabalho e onde eu também trabalhava, coincidentemente, no escritório do Dr. Paulo Viveiros.
Em sua atividade artística, naquele tempo o meu amigo já procurava divulgar seu trabalho como compositor e foi até o Rio de Janeiro, mostrando suas músicas nas igrejas. Chegou a encontrar com Roberto Carlos, a quem entregou em mãos algumas de suas composições românticas. Fez na época um concurso do Bandern, passou e logo foi chamado para trabalhar na agencia de Patú, onde ficou três anos também trabalhando na igreja e fazendo missões nos povoados, sítio e fazendas. Depois foi transferido Macau onde também desenvolveu intensa atividade musical. Depois foi transferido para agencia de São Tomé, Ceará-Mirim (lembro que me chamou uma vez para ser jurado em um programa de auditório que promoveu no Ginásio Esportivo) e, finalmente, Natal.
Está também na Internet que Ademaci deixou o BANDERN para viver dedicado à fé, à música e às missões, formando a banda Arco-Ìris. Irrequieto, fez concurso para professor do estado, passou e foi lotado na escola Isabel Gondim, para lecionar Química, Educação Artística e Matemática. Na paróquia sagrada família ele assumiu as missas com a Pastoral da Música, dando aulas de música e cultivando grande amizade com o padre Campos, também compositor. Ele introduziu nas igrejas os ritmos dos instrumentos e teclado, onde antes só se usava órgão.
Quanta informação, não? E tem muito mais, se continuarmos a busca, o suficiente para entender melhor o ser humano humilde e digno com quem convivi naquele período de escola primária e anos vibrantes da adolescência. Tratou-se de uma leitura muito emocionante, rever as fotos e encontrar informações sobre o amigo de tantos momentos. Naturalmente fui buscar a forma de reencontrar pessoalmente aquele amigo. Ao final, o mais surpreendente e chocante: Ademaci Barbosa de Moura, que nasceu em 1951, morreu em março de 2006. Senti, então, uma sensação de perda muito grande; é como se tivesse perdido um irmão.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

De como Maquiavel e Sun Tzu podem ensinar a Dona Wilma e aos senadores José Agripino e Garibaldi
Emanoel Barreto
A eleição para senador representará, para aquele ou aquela que não se eleja, ingresso no desafiante limiar de um território de pedregoso ostracismo político ou quase isso. Serão quatro longos anos de hibernação, quando poderá ver esgarçarem-se laços com correligionários, desfazerem-se ligações históricas com amigos até então tidos como fiéis, esquecerem-se raízes comuns, sobrevindo, presumivelmente, perda de influência, esquecimento, abandono até.
domingo, 20 de dezembro de 2009

"Então é natal, heim? Espere só o presente que eu tenho para o ano novo..."

sábado, 19 de dezembro de 2009


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Twiggy, nos anos 1960, era um nome de modelo que acirrava discussões e estimulava um estilo de vida, cult entre as meninas. Afinal, estávamos em uma época em que ser divergente era ser normal. Muito mais que uma meninota que vendia vestidos e modismos ela era sinônimo de transgressão. Era uma pessoa icônica. Vendia moda? Sim. Mas, ela própria era uma espécie de marca comportamental, representava uma atitude.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A estupidez, a intentona dos fortes e o poder maligno
Emanoel Barreto
Vejo no Estadão: Presidente da COP-15, Connie Hedegaard, renunciou ao cargo nesta quarta-feiraCOPENHAGUE - A presidente da conferência das Nações Unidas para mudanças climáticas (COP-15) em Copenhague, Connie Hedegaard, renunciou ao cargo nesta quarta-feira, 16.
Hedegaard, que vinha sendo acusada por representantes de países em desenvolvimento de querer beneficiar os países ricos nas negociações, será substituída pelo primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen. As razões da renúncia ainda não estão claras. Hedegaard disse que seria mais apropriado que a conferência fosse presidida pelo primeiro-ministro tendo em vista a presença de tantos chefes de Estado nos estágios decisivos do evento, marcado para terminar na sexta-feira.
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Contra tudo o que poderia ser chamado de "bom senso", os ricos continuam em sua desvairada corrida para "fazer dinheiro". Os "líderes do mundo", já percebeu?, somente se reúnem para discutir coisas mesquinhas, garantir que os grandes grupos empresariais aumentem capital, mesmo que isso seja à custa da destruição da humanidade.
A corrida se faz nos trilhos do genocídio completo da humanidade. Os sinais apocalípticos, o armagedom ambiental gritante, não conseguem demover esses dirigentes de sua intentona. Chego a temer que sejamos dirigidos por mentes criminosas, malignamente inteligentes. Inteligentes para fabricar um progresso depravado, enquanto dão vazão à sua estupidez de lucrar.

Quando a canção vira sussurro e o piano chega em ondas marulhadas
Emanoel Barreto
Assinei, há muit'anos, 1994 para ser exato, uma revista especializada em música. Já não lembro o título da publicação. Mas era muito boa. Textos preciosos, temas seletos, bela diagramação. Os assinantes tinham direito a receber discos de jazz. Com a primeira e única edição que me chegou às mãos vieram sete CDs em capa de papelão, reproduzindo obras de Pinky Wainer, filha do jornalista Samuel Wainer, polêmico e genial.
Esses discos ficaram por aí, nos meus guardados. A bem dizer, ouvi-os poucas vezes. Há uns dias, resolvi reencontrar esses discos, esses amigos mágicos que, como os livros e os instrumentos musicais, são seres vivos, pelo menos para quem os sabe viver.
Encontrei, no CD destinado ao swing jazz, uma pequena pérola na voz de uma diva: Carmen McRae. Intensa, coleante. Interpretação tecnicamente perfeita, com exato, total, completo e infinito domínio de voz. Tons, semitons e síncopes. Tudo perfeito. As síncopes, essas então, chegam a ser vertigem; quem sabe, a voz de uma fada verde, absinto a meia-luz.
Falo da composição "Send in the Clowns", de S. Sondhein. Tema complexo, dificílimo, muitos e muitos acordes acompanhando uma voz felina. O piano, pianíssimo, soando como campânula de prata. Baixinho... Uma obra prima em sagração do êxtase, quando a canção vira sussurro...
domingo, 13 de dezembro de 2009


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