"Não é justo alguém ter o direito de ter uma empresa de aviação e outro não ter o direito de comer um pão." /////// JAMAIS IDE A UM LUGAR GRANDE DEMAIS. A UM LUGAR AONDE NÃO TENHAIS CORAGEM DA IMENSIDÃO - EMANOEL BARRETO - NATAL/RN
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Emanoel Barreto
sábado, 17 de janeiro de 2009
Jason Reed/ReutersO trem da história: de Lincoln a Obama
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Quando as mãos falam mais que a bocaEmanoel Barreto
O monólogo das mãos é forte grito.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
O diabo deve ficar no infernoEmanoel Barreto
Hitler de volta - A BBC-Brasil informa: Hitler voltou às primeiras páginas de jornais na Alemanha. A responsável por isso é uma editora britânica, que está lançando esta semana nas bancas do país uma série de edições originais de jornais alemães da era nazista. Entre elas, a reimpressão do diário nazista Der Angriff (O Ataque), fundado em 1927 por Joseph Goebbels, futuro ministro da Propaganda do Terceiro Reich.
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A editora britânica que fez o lançamento diz que trata-se apenas de trazer a público fac similes de jornais que se transformaram em documentação de um período histórico. Liberdade de expressão à parte, trata-se de empreendimento arrojado, porém perigosíssimo.
Certamente haverá aqueles que verão os exemplares como documentação viva de todo o horror nazista e sobre ele lançarão reflexões, para que não se repita. O problema é a possibilidade de uso das publicações como reforço e propaganda nazista ativa, num país até hoje traumatizado pelo hitlerismo.
Ainda hoje, o porte de símbolos como a suástica e outros são proibidos e filmes de propaganda nazista somente podem ser vistos por pessoas com finalidades acadêmicas, historiadores, sociólogos. E a autobiografia de Hitler, intitulada Mein Kampf (Minha Luta), de Hitler, não pode ser reeditada. Por precaução, é melhor deixar o diabo no inferno.
ZOORÓSCOPO
ESCORPIÃO - Para longe deles. Por natureza intratáveis, são traiçoeiros e cruéis. E quando se decidem a atacar, o fazem silenciosamente. A perfídia é seu modus operandi, o carreirismo é sua meta. Lembra da história do escorpião e o sapa? Pois é. Longe deles, se vive muito melhor.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Marilyn Monroe em foto de Bert SetrnUma mulher gravemente bela
Emanoel Barreto
Era uma mulher gravemente bela.
Envolta em transparente nuvem.
Era uma mulher gravemente bela.
Em aventura louca de vida, viveu intensamente instantes de marfim, momentos translúcidos, janelas de cristal que se abriam para um céu que acabava nas asas do sem rumo.
Era uma mulher gravemente bela.
Tão bela, que Narciso lhe tocou com dedos róseos e a fez acreditar que o sonho era a vida mesma. Por isso, era uma mulher gravemente bela.
Trocou a luz cintilante do orvalho pelo espetáculo do crepúsculo que fulmina de repente as vidas jovens. E, por ser uma mulher gravemente bela, viu-se inesperadamente coberta pelo escuro denso que existe em todos os sudários. Era uma mulher gravemente bela.
ZOORÓSCOPO
BALEIA - Eis aqui uma casa zoosígnica intrigante. Comumente, os dessa casa são vistos como grandalhões, desajeitados, ridículos, até mesmo. Mas, na sua essência, são pessoas boas, suaves porém corajosas. Empreendem grandes viagens no oceano da vida e conseguem superar as grandes distâncias entre a vontade como passo inicial e a realização como objetivo distante. Deve-se valorizar a amizade dos de Baleia, deixando-se de lado a prepotência mesquinha dos nascidos em Mosquito.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Na ilha das sereiasEmanoel Barreto
O local de trabalho é a ilha Hamilton, uma das 600 ilhas da Grande Barreira Coralina --o maior recife de coral do mundo, que abriga um complexo e diverso ecossistema.
Para governo de Queensland, na Austrália, a vaga oferece "o melhor emprego do mundo".
A vaga é para um contrato de seis meses e o salário é de US$ 150 mil (R$ 235 mil) pelo semestre --o que representa pouco menos de R$ 40 mil mensais.
Entre as responsabilidades está a coleta das correspondências, alimentar tartarugas marinhas e peixes, limpar as piscinas, observar baleias e mergulhar. O governo esclarece que o candidato não precisa de qualificações acadêmicas, mas saber mergulhar, nadar e ter espírito aventureiro.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Sérgio Lima/Jorge Araujo/Folha ImagemApareceu a margarida, olê-olê-olá...
Emanoel Barreto
Para fazer bonito - A ministra Dilma Roussef prepara seu new look eleitoral. Já refeita de uma cirurgia plástica, ela apareceu como a margarida, mas não está em seu castelo. Ou seja: não vai ficar parada nas altas torres, como fez Rapunzel. Vai é mesmo para a frente, para o front da política, a fim de que sua imagem, bastante melhorada, diga-se de passagem, comece a ser mostrada e, o mais importante, lembrada.
Política tem muito de espetáculo, isso desde os tempos clássicos. Ou alguém já esqueceu o discurso de Marco Antônio ao lado do corpo de César, enlouquecendo as multidões para justiçar seus assassinos? O espetáculo na política consiste num processo claro-escuro. Os atores políticos apregoam meias verdades, mentiras completas, desvãos e encantos, feitiçarias do marketing e afinal o eleitor é fisgado.
Especialmente em países como o nosso, onde a fome ainda campeia e, por mais que se diga o contrário, o salário é pouco para um mês tão grande, e o político acostumou-se a utilizar de todos os recursos da retórica marqueteira, a fim de chegar ao pódio do mandato - sempre garantindo do povo que a fome vai acabar. Do jeitinho que a ministra Dilma está fazendo.
ZOORÓSCOPO
Peixinho de aquário - Triste sina: é muito bonito. E, pela própria beleza, só vive preso. Pense nisso.
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ISRAEL BOMBARDEIA A HUMANIDADE – II
Walter Medeiros – walterm.nat@terra.com.br
A convivência entre os países está ficando meio sem regras. Os atos desumanos imperam pela força, voltando-se ao estado de barbárie. Terra sem lei. Americanos e israelenses transformam o mundo numa espécie de Velho Oeste do Século XXI. Ou num estado criminoso de guerra, onde a força bélica age para exterminar populações inteiras, sob pretexto de caçar inimigos. Decidem quem vão matar ou prender e bombardeiam, enforcam ou mandam para Guantanamo.
Depois de bombardear a Faixa de Gaza por mais de duas semanas, matando multidões de palestinos que vai encontrando pela frente, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert diz que está atingindo o objetivo. Que objetivo seria? Matar quantos palestinos? Cerca de 1.000 já foram assassinados, massacrados pelos tanques de guerra e bombas lançadas dos aviões israelitas.
Combate? Confronto? Que combate? Que confronto? Um exército que invade uma região e sai destruído prédios, exterminando famílias inteiras, populações inteiras, está combatendo a quem? Que forma estranha e desproporcional de reagir, já que dizem estar reagindo a ataques do Hamas. Que forma estranha de confronto, apontar, atirar e matar multidões desarmadas.
São inúmeros crimes de guerra já praticados por Israel neste período. Crime de guerra é para ser punido. Onde está o Tribunal? A acusação e os acusados já existem. São aqueles que promoveram o genocídio dos palestinos, sob pretexto de estarem se defendendo, a partir de bases falsas.
O palestino Hanna Safieh diz que “não podemos criar uma filosofia de ódio: temos de combater essa tendência, porque ideologia de ódio só traz mais ódio”, mas assegura que “Não existe força militar no mundo capaz de silenciar um povo”. É verdade. Para que se faça a paz é preciso que o mundo mostre a Israel que não aceita essa matança.
Da mesma forma que tem razão o PSTU ao afirmar que “Ao mesmo tempo em que é necessário reafirmar o repúdio aos crimes de guerra praticados pelo nazismo contra o povo judeu, é preciso também reconhecer que atualmente o que está sendo praticado pelo Estado de Israel contra o povo palestino se assemelha em muito ao método de eliminação física e limpeza étnica utilizado pelos nazistas”.
A resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovada nesta segunda-feira condena Israel pela ofensiva militar na faixa de Gaza, o que mostra quão acintosa é aquela ação. A resolução pede também o fim imediato das hostilidades, seguindo o clamor de bilhões de cidadãos que estão indo às ruas no mundo inteiro. Aprova, ainda, o envio de uma missão de investigação independente para avaliar se as Forças de Defesa israelenses estão cometendo crimes de guerra.
Esperamos que seja o início da chamada à ordem de tantas ações autoritárias, violentas e desumanas. E que sejam punidos os que estão praticando esses atos de genocídio, para que o mundo restabeleça melhores formas de convivência entre os povos.
domingo, 11 de janeiro de 2009
A Justiça de toplesssábado, 10 de janeiro de 2009
A faixa de gazeMASSACRE DE GAZA É TEMA DE PALESTRA NA OAB
O Comitê Potiguar de Solidariedade ao Povo Palestino promove nessa terça-feira (13.01.2009), às 18h00, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção do Rio Grande do Norte, uma palestra sobre a questão palestina, com o Professor Hanna Safieh, palestino radicado no Brasil. A palestra faz parte da programação de protesto contra o massacre que Israel vem promovendo na Faixa de Gaza, onde o exército e a aviação israelenses vêm bombardeando e matando a população civil, o que é considerado crime de genocídio.
Na sexta-feira o Comitê realizou um Ato Público de Solidariedade ao Povo Palestino no calçadão da Av. João Pessoa, em Natal-RN, no qual foram exibidas faixas com fotos de crianças, mulheres e idosos trucidados pelas tropas de Israel na Faixa de Gaza e cartazes e faixas pedindo o fim do genocídio do povo palestino. Durante o ato foi queimada uma bandeira de Israel diante dos mais de cem militantes de partidos políticos, sindicados, outras entidades e cidadãos.
Na ocasião Hanna Safieh criticou a forma como o massacre vem sendo tratado pelas autoridades, mostrando que as Nações Unidas levaram catorze dias para encontrar um texto muito fraco para abordar o assunto. O representante do povo palestino afirma que “não podemos criar uma filosofia de ódio”, defendendo que “temos de combater essa tendência, porque ideologia de ódio só traz mais ódio”.
Nota distribuída pelo PSTU afirma que “Os judeus foram o povo que mais sofreu os horrores da Segunda Guerra Mundial, com a política de limpeza étnica e de assassinatos em massa desferidos pelo Estado nazista alemão, com a qual milhões de judeus morreram nos campos de concentração, vítimas dos horrores da guerra.”
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
O mundo parou. Ou foi o disco rígido? terça-feira, 6 de janeiro de 2009
O silêncio, o silêncio belo
O silêncio, o silêncio belo
*Emanoel Barreto
Silêncio.
Uma criança linda dorme atrás da porta.
Ali, o tranquilo berço enche de amores um sonho inocente.
Ali, o olhar tão meigo da mamãe-menina amamenta
a Vida que a ela chegou.
* Palavras de um Avô ao Neto que ainda vai nascer.
ZOORÓSCOPO
BICHO-PREGUIÇA - Quando alguém é lerdo, pesadão, compreende as coisas com dificuldade e comemora com um sorriso amolecido o fato de ter entendido por que dois mais dois são quatro, vôce está à frente de alguém nascido sob tal zoosigno. São pessoas absolutamente imprestáveis, não por serem más; apenas, por sua absoluta incapacidade de prestar-se a alguma coisa que não seja dormir e bocejar. São de boa índole, ingênuos e parvos. Ocasionalmente, podem ser utilizados pelos nascidos em cobra para fazer o mal, sem saber que estão prejudicando outra pessoa. Mas, se encontrar alguém assim, ajude: ele lhe retribuirá com um sorriso tão toscamente enternecido, que lhe valerá como um belo por de sol.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Se o jornalismo não mostra, a ficção nos traz o medo
Emanoel Barreto
Esse novo noticiário - Pouco depois das 11 da noite de hoje, a Record estreia a série "A lei e o crime". A produção pode ser tida como apenas mais um investimento da emissora na sua teledramaturgia, inspirada no sucesso do filme Tropa de elite. Todavia, pode-se lançar um olhar também jornalístico, uma visão mais aprofundada a respeito de uma realidade que o jornalismo mesmo não enquadra em sua cotidianidade televisiva.
A série, provavelmente, não tem intenção de questionar a realidade dos morros, sua miséria - moral e material - mas há uma possibilidade de ampliação do olhar sobre essa parcela da vida brasileira, das "comunidades" como hoje são chamadas suas populações. Mas, esse efeito não pretendido será inevitável, caso se tenha um olhar que vá além dos propósitos meramente comerciais e melodramáticos da emissora.
A extinta TV Manchete chegou a realizar programas jornalísticos em que o policiais, com microfones presos ao corpo, eram seguidos pelas equipes de jornalismo, obtendo-se assim um efeito de realidade. O telespectador sentia-se como que transportado, em presença do que ocorria. Os soldados ofegantes, cansados, tensos, falavam aos tropeços, enquanto davam andamento a suas missões.
Mesmo admitindo-se o sensacionalismo, percebia-se ali o ser humano em momentos pungentes, em perigo, em medo. Agora, com a investida da Record no filão aberto por Tropa de elite, será possível entrevivermos como se dá a vida no crime com uma profundidade algo maior que a do noticiário.
De alguma forma isso é jornalismo, pois é inevitável a comparação, tal a proximidade que há entre o noticiário e a ficção, unidos pelo hifen social da brutalidade. O discurso visual dos enquadramentos das câmeras é assemelhado, com o detalhe de que o panorama da favela será mostrado em detalhes pelo olho do cinegrafista cinematográfico.
Sintetizando: é preciso que uma obra de ficção venha a público para, de alguma forma, suprir algo deixado ao lado pelo jornalismo. A questão dos morros do Rio é um dado da realidade que as TVs não aprofundam, perdendo-se num noticiário episódico e superficial.
ZOORÓSCOPO
MOSCA - São os aproveitadores. Vivem de pequenos expedientes, contentam-se com pouco, mas infernizam a vida de quem trabalha. São inúteis, fúteis e inconsequentes. Festeiros que só eles, esquecem que sempre há um dia seguinte. E que, depois da festa, vem sempre a ressaca.
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ISRAEL BOMBARDEIA A HUMANIDADE
Walter Medeiros – walterm.nat@terra.com.br
Uma noite de horror, maior que o horror que Israel vem espalhando há décadas, se abate sobre a Faixa de Gaza. Um horror decorrente de uma reação furiosa, desmedida, covarde e vil. Uma invasão que chamam de guerra, quando de um lado estão os tanques, aviões, foguetes e bombas, lançados indiscriminadamente sobre uma população inteira, atingindo crianças, mulheres e idosos indefesos, que vão morrendo às centenas.
Já houve quem dissesse que Israel tem uma ânsia de destruição, uma sede de sangue, e uma torpe vontade de cometer assassinato em massa. Que dilacera a carne de um povo espoliado e massacrado na terra-mãe milenar. Mas a liberdade de um povo, assim como a sua poesia, dilacerada e bela – diz o poeta - ressurge e escapa da destruição, empunhando um fuzil ou um poema, armas de guerra.
Essa verdadeira tragédia não é apenas uma questão regional. É uma tragédia para o mundo inteiro, porque se trata da pratica de uma injustiça. E essa injustiça é considerada uma ameaça para a paz mundial.
O juiz federal Ali Mazloum e o promotor de justiça Nadim Mazloum definem muito bem juridicamente a situação ao afirmarem em artigo publicado na revista Consultor Jurídico que “Um pretexto é o emprego de uma razão fictícia para dissimular a verdadeira intenção. ‘Nós perseguimos os terroristas do Hamas, que se escondem intencionalmente no seio da população’, disse Ehud Barak, ministro da Defesa de Israel, para justificar a recente (atual) matança...’”
Lembram que “Essa crueldade ocorre no momento em que o mundo comemora os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos proclamada em 1948 pelas Nações Unidas (ONU).
Pouco depois, esse mesmo intrigante organismo internacional veio a promulgar a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio. Para a ONU, secundando a definição cunhada pelo judeu polaco Raphael Lemkin, genocídio é o assassinato deliberado de pessoas motivado por diferenças étnicas, nacionais, raciais, religiosas e políticas. Pode referir-se igualmente a ações deliberadas com o objetivo da eliminação física de um grupo humano segundo as aludidas categorias.”
Explicam mais que “Pelas Convenções de Genebra e pelo Estatuto de Roma, a utilização de força aérea contra a população civil é crime de guerra. O genocídio é crime contra a humanidade.” E indagam a seguir: “Por que o mundo está indiferente ao assassinato em massa na Palestina? Onde estão os promotores do Tribunal Penal Internacional – TPI – que não promovem os devidos indiciamentos de autoridades israelenses?”.
O mundo precisa perceber que cada bomba lançada por Israel solta estilhaços em toda a humanidade. Da mesma forma que a invasão ilegal do Iraque custou caro a esta mesma humanidade, principalmente àquela nação, que já sofreu cerca de 100.000 baixas, enquanto mais de 4.000 americanos também perderam a vida, segundo dados oficiais. É preciso que cidadãos de todas as nações digam “basta”, para que – no dizer daqueles juristas – “não roubem das crianças palestinas o direito à vida”.
domingo, 4 de janeiro de 2009

Em Gaza, a morte temporária
Emanoel Barreto
Nuvem de chumbo sobre Gaza - A morte vem do céu nas asas de uma bomba. De lado a lado ira, raiva, medo, decisão de chegar à solução final. Mas, enquanto essa solução não chega, enquanto um lado não consegue que o outro se transforme em cinzas e morra para sempre, eles vão morrendo temporariamente e renascem a cada nova bomba que garante, do outro, a morte temporária.
ZOORÓSCOPO
Pomba da Paz - São poucos, muito poucos, os que são desse zoosigno. É mais fácil ser falcão. São temidos, são temíveis, enquanto os de Pomba da Paz perdem-se em apelos e buscas incessantes para que este velho mundo encontre afinal um ramo de oliveira.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Nãum cei maiz ezkever quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
À Vida e à sua sagraçãoterça-feira, 30 de dezembro de 2008
Assim caminha a humanidadesegunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Israel agora prepara o holocausto dos palestinosEmanoel Barreto
Choro e ranger de dentes - Israel, ao que parece, prepara seu holocausto ao voltar-se contra o povo palestino na Faixa de Gaza. A desproporcional reação israelense em resposta a ataques feitos com foguetes de construção caseira, demonstra como o poderio desse aliado dos americanos pode ser usado contra pessoas indefesas.
Os atentados terroristas do Hamas, deploráveis pela requintada crueldade com que são praticados, não justificam o que Israel agora programa: perpetrar um ataque por terra, quando se sabe que esse tipo de guerra, com o apoio de carros de combate, equivale a um extermínio quando tem por alvo populações civis em área urbana. Se isso ocorrer, milhares de inocentes serão mortos.
O povo de Israel tem se apresentado ao mundo, há milhares de anos, como ente coletivo que vem padecendo sob a opressão de várias nações, desde os egípcios até Hitler. É verdade. Israel sangrou e sofreu brutalmente. Esse padecer chegou a seu ápice, exatamente, com a barbárie nazista. Mas agora, invertendo os Pólos, Israel, como nação, ameaça atirar-se sobre população indefesa e executar quem estiver pela frente.
ZOORÓSCOPO
Sucuri - Se homens, os nascidos nesta casa zooroscópica, são traiçoeiros. Têm atitudes disfarçadas e sabem a hora exata para dar o bote. Se mulheres, utilizam-se de todos os seus encantos para chegar a seus fins. Caras e caros consulentes de Sucuri: devem ter cuidado quando de suas manobras, pois muitas vezes se metem com pessoas de Carcará que, como se sabe, quando podem pegam, matam e comem.
sábado, 27 de dezembro de 2008

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Flexibililizar para melhor poder explorar
Emanoel Barreto
É sempre assim - Pelas coisas de jornal que vi na internet, há setores empresariais, especialmente na área de supermercado, que desejam a "flexibilização" das leis trabalhistas. Tomam como base as vendas de fim de ano, que não teriam sido tão boas como desejavam. E, "para conter o desemprego" que deverá advir com a crise, querem que a legislação mude.
Objetivamente, o que o empresariado quer é exatamente o oposto do que o seu discurso apregoa: que fique mais fácil demitir-se o trabalhador, ao invés de assegurar-se o seu emprego durante a crise. Dizem que, com uma legislação flexibilizada, será mais fácil assegurar o emprego e a empregabilidade.
"Flexibilização", para quem não percebeu ainda, é nada menos que um eufemismo para facilitação ne exploração dos trabalhadores, seu desamparo e perda de conquistas históricas. Não sei se a proposta, que está sendo analisada pelos supermercadistas de S. Paulo, que pretendem do governo a obtenção da derrubada de leis trabalhistas, ganhará força, formando um lobby perante o Congresso. Mas sei que em sua essência, esse movimento não tem qualquer boa intenção, ao contrário do que anda dizendo.
ZOORÓSCOPO
Mosca - Sabe aquela pessoa chata, insistente, que não tem nada o que dar, mas está sempre a exigir tudo? É de Mosca, pode ter certeza. Detalhista como aquela mosquinha insuportável que você espanta e ela volta um minuto depois, para o mesmo lugar, o mosquiano é assim. Não tem limites para suas investidas, seja no amor, no trabalho ou nas relações pessoais. Quer sempre ser o centro das atenções e, para isso, torna-se cada vez mais do contra. Quando está em bando, os de Mosca são como aquelas moscas que atacam o gado: o infeliz que esteja sob alvo de sua artilharia sofre, até pedir perdão por existir.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Coisas de Natalterça-feira, 23 de dezembro de 2008
As crianças em busca do NatalEmanoel Barreto
Eles sobem o morro da vida,
vão em busca do seu Papai Noel.
É Natal e esperam noite e dia
que um dia afinal lhes seja bom.
São crianças, são pobres, pequeninos.
Manjedoura é sempre o seu pão.
E caminham sem rumo numa vida
que sempre vazia de amor.
ZOÓROSCOPO
Aedes Aegypti - Quem nasce sob essa casa zoosígnica age em bando, é uma epidemia social. Não se cansa de sugar o que é dos outros e, depois disso, deixam como rastro a desolação. Facilmente encontráveis no serviço público e têm seus sonhos realizados mediante expedientes de suborno, falsificação, ganhos ilegais. Dizem aos filhos que devem ser bons, mas envergonham-se de informar como pagam seus estudos em escolas e universidades particulares.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Madonna é só uma ilusão de ótica
Emanoel Barreto
Não veio para ficar - A foto é da revista Serafina, da Folha. Trata-se de uma publicação mensal. Colocada alegoricamente como na tela como Cristo, a intenção é mostrar como a cantora Madonna tem a seu lado um grupo de assessores competentes, dedicados, quase que extensão de sua personalidade.
A idéia, uma grande sacada em termos de edição, busca retratar Madonna como figura central na cultura pop, o que é uma verdade. Como também é verdade que a artista é apenas um produto da indústria cultural. Não tem um trabalho "para sempre". Quando esmaecer, as músicas que canta jamais serão parâmetro para o futuro, como os Beatles, BB King ou Rolling Stones.
Madonna é um exemplo perfeito de como o transitório é trabalhado para parecer eterno. A repercussão intensiva de sua imagem pública é apenas isso: repercussão intensiva, pois não conseguirá escapar do poder do tempo, o que a faria extensiva e marco para sempre.
Madonna somente ganha força em função dos atos periféricos que traz atados à sua personalidade de palco: coreografia, sexualidade, jogo de luzes e bailarinos saltitando a seu redor.
Cantando sozinha, sem a parafernália tecno-humana que engendrou, jamais conseguiria chegar onde chegou. Madonna é somente isso: uma ilusão de ótica. Tão ilusão quando a montagem feita pela Serafina.
Zooróscopo
Corcel - Zoosigno dos líderes, marca as pessoas que têm visão de futuro, estão adiante de seu tempo e têm energia e capacidade de chamar a si seguidores. Os corcelianos são enérgicos, exigentes, não suportam falhas nem perdoam tropeços. Está aí o lado mais difícil: agindo assim, vêem nas pessoas apenas sua função, esquecendo que o ser humano está acima da profissão ou papel que esteja desempenhando. Podem ser injustos e somente muito tempo depois reconhecem o seu erro. Como são imperiais, muito provavelmente terão a seu lado seguidores, mas dificilmente terão amigos. Quando em desgraça, poucos aparecerão para lhes valer.
sábado, 20 de dezembro de 2008

Era maconha? Tudo bem: é coisa de jovem...
Emanoel Barreto
Amigo, poeta a jornalista, Walter Medeiros vez por outra me envia seus textos, belos, como o que se lê a seguir:
Uma saudade e mais
A jornalista e professora Nadja Lyra, coordenadora pedagógica da Escola Municipal Santa Catarina, localizada no conjunto que tem este mesmo nome, convidou-me para proferir a Aula da Saudade dos alunos do 5º ano e sugeriu que falasse sobre “Saudade”. Que coisa! Passei uma semana refletindo sobre esse tema tão fascinante, a partir de experiências próprias e versos dos poetas e músicos que tanto mexem com o nosso coração.
De cara fui logo aos anos 50, quando aprendia a ler no Grupo Escolar Professor Demócrito Gracindo (homenagem ao pai de Paulo Gracindo) em Mata Grande, cidade do alto sertão de Alagoas aonde meu pai foi parar matando mosquito da dengue, após passar pela guerra sem matar nenhum alemão. Depois que aprendi a juntar as letras e sílabas, era belo entender o que estava escrito no pára-choque branco do caminhão de Nezinho, meu vizinho: “A saudade me fez voltar”. Ficava imaginando a saudade que le sentia a cada viagem que fazia com aquelas cargas altas de antigamente.
Em seguida, veio à mente uns versos que não poderia deixar de citar na aula: “Itabira é apenas uma fotografia na parede / mas como dói!”, escritos por Drummond no seu poema “Confidências de Itabirano”. E o significado da palavra – substantivo feminino abstrato - segundo Aurélio: “Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia.”
Aí veio mais uma coisa interessante para aumentar a saudade, que tanto espaço ocupa nesse mundo: ela tem um dia para ser lembrada e comemorada. O Dia da Saudade – 30 de janeiro. Para lembrar que essa palavra não tem similar em nenhuma outra língua e que espanhóis, ingleses, franceses, alemães e outros tentam expressar o sentimento de falta com frases inteiras, tipo “ich vermisse dish” (alemães).
Aquela platéia me reconduzia mesmo era à minha sala de aula, onde Professora Josefina Canuto me ensinava e, depois, no Externato Saturnino – já em Natal, a professora Maria das Neves trazia novidades. Coincidentemente a professora de uma das turmas se chama Neves. Impossível não lembrar de Ataulfo Alves, exclamando: “Que saudade da professorinha / que me ensinou o be-a-bá!”.
Para falar de saudade não poderia deixar de citar o Fado – gênero que tanto me toca e que tocou até Roberto Carlos, ao cantar Coimbra: “Aprende-se a dizer saudade”. Fernando Pessoa, em texto saudoso: “Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: quem são aquelas pessoas? Diremos... Que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!” E é claro que citei Casimiro de Abreu , cujos poemas eu os tinha decorados, e que versificou sua saudade da infância: "Oh! que saudades que eu tenho / Da aurora da minha vida / Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais!".
Agora estou, sem dúvida, com uma saudade a mais.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
A festa de Ali Babá; a farra dos 40 ladrõesEmanoel Barreto
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
O chope, o champanhe e o que virásegunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O velho Marx ainda tem razão
Emanoel Barreto
Grita a Crise, louca, venenosa.
Grita e diz não saber porque
seu dinheiro se foi e a conta é alta.
Grita e se diz vítima fatal, injustiçada,
de todos a quem, tanto, já prejudicou.
O Mercado, pai amado e louco,
bebeu demais, gastou, se embriagou.
E agora, ao berros, desesperado,
pede à filha amparo, um abraço, um teto.
Sabe que errou, jogou, irresponsável...
Sabe que não sabe tudo.
E que, no fundo, bem no fundo,
o velho Marx ainda tem razão.
ZOORÓSCOPO
Garça - Eis que encontramos o zoosigno dos calmos, serenos, bem resolvidos. Sua placidez muitas vezes é confundida com desconcentração ou até mesmo fraqueza. Ledo, grande engano.
Os de Garça sabem, sempre, o momento exato de levantar o vôo. E os laços e teias ficam para trás, embaixo e esquecidos.
domingo, 14 de dezembro de 2008
É dinheiro do povo? Então, mete bala!