sábado, 11 de agosto de 2012

Leio no UOL e compartilho

11/08/201216h22

Caminho para o ouro no vôlei teve cortes traumáticos e dias sem sono em Londres
 

Ezra Shaw/Getty Images
  • Jogadoras do Brasil comemoram após vencerem o segundo set contra os EUA na final do vôlei Jogadoras do Brasil comemoram após vencerem o segundo set contra os EUA na final do vôlei

A seleção feminina de vôlei, bicampeã olímpica neste sábado, teve de classificar-se para os Jogos no Pré-Olímpico continental, trocou a levantadora a menos de dois meses da competição e viveu um momento de forte instabilidade por conta dos polêmicos cortes feitos por José Roberto Guimarães.

Em Londres, o time perdeu, passou dias sem dormir direito por conta da crise e teve de torcer para um de seus rivais para poder ir às quartas, quando encontraria seu maior fantasma recente, a Rússia. Por último, quando livrou-se de um tabu incômodo, deparou-se com as grandes favoritas ao título. E venceu, não só a final, mas todos os obstáculos anteriores.
Contra quase todos os prognósticos, a seleção feminina de vôlei é bicampeã olímpica, defendendo de maneira inédita para o país a conquista de quatro anos atrás. O caminho para o ouro, no entanto, foi duro.

Desde 2008, a seleção passou por um processo lento de renovação, em que promessas como Natália, Fernanda Garay, Adenízia e Camila Brait não conseguiram, por diferentes motivos, chegar a Londres como titulares, enquanto Paula Pequeno, Jaqueline, Fabi e Fabiana não mostravam a mesma forma. A lacuna deixada por Fofão parecia que seria ocupada por Fabíola, mas os resultados medianos em 2011 ligaram o sinal de alerta.

A revolução na equipe aconteceu a semanas dos Jogos. Zé Roberto convocou Fernandinha, até então quase desconhecida atuando no Azerbaijão, para concorrer como levantadora. A veterana venceu a disputa e viu o técnico cortar Fabíola, querida pelo time, na volta do Grand Prix, de maneira um pouco traumática.
 

Brasil x EUA - final do vôlei feminino

Foto 15 de 21 - Thaísa e Sheilla tentam bloqueio no ataque da norte-americana Logan Tom no jogo deste sábado (11/08) Mais AFP PHOTO / KIRILL KUDRYAVTSEV
 
Dias depois, foi Mari quem caiu, e fazendo barulho. Ela reclamou publicamente da opção e abalou o clima dentro da seleção. Thaisa, antes de embarcar para Londres, chegou a admitir que o corte tinha abalado as jogadoras. A preparação seguiu com Zé Roberto em dúvidas. Ele esperou até o último instante para contar com Natália, e começou os Jogos apostando em Paula Pequeno e Fabiana em detrimento de Fernanda Garay e Adenízia.

Em quadra, o time não respondeu bem. As derrotas contra Estados Unidos e Coreia do Sul na primeira fase quase eliminaram a equipe e fizeram o desânimo tomar conta. O técnico definiu os dias que antecederam a classificação às quartas como “uns dos mais difíceis da carreira”, enquanto as jogadoras tentavam resolver o problema.

Foram diversas reuniões em que foram debatidos os problemas da equipe. Todas concordavam no desejo pelo título e na irritação com as críticas que elas julgavam exageradas. A solução encontrada por elas foi uma trégua interna, “mais confiança uma na outra”, segundo o discurso repetido à exaustão após as partidas.

A apreensão que tomou conta das jogadoras quando Coreia do Sul e China jogaram pelo resultado que lhes interessava virou alegria quando os Estados Unidos fizeram sua parte e eliminaram a Turquia. O Brasil foi às quartas contra a Rússia, asa negra recente de dois Mundiais e uma edição dos Jogos Olímpicos.

“Olha que coisa bonita é a história da vida. Ela nos deu uma oportunidade quase idêntica àquela de 2004”, disse José Roberto Guimarães, lembrando da semifinal olímpica em que o Brasil tinha 24 a 19 para fechar o jogo, perdeu e ganhou o “amarelão”. Em Londres, foram seis match points para as russas em um jogo eletrizante que revelou uma Sheilla decisiva como nunca.

O caminho para o bi, no entanto, ainda teria o maior time do planeta como obstáculo. Os Estados Unidos, algozes recentes da equipe verde-amarela, jogavam com todo o favoritismo. Só que com paciência e experiência olímpicas, o Brasil avançou de novo. Com o ouro, consagrou a geração de Thaisa, Sheilla, Fabi, Fabiana, Jaqueline e Paula Pequeno como a mais vitoriosa da história do vôlei feminino do país, e mostrou, mais uma vez, o brio de um time tão acostumado às duras críticas ao longo dos anos.

Elegância e destreza na Olimpíada

 
A ucraniana Alina Maksymenkom em performance com fita durante a qualificação individual geral - Foto: Mike Blake/Reuters
De como fazer a destruição para termos um grande futuro

Fui procurado hoje em minha tipografia por excelente pessoa, que pelos modos gentis e gestos refinados logo vi tratar-se de um sapo. Homem viajado, elegante e de pensamentos elevados, disse-me que buscava um editor para grande obra intitulada De Mundis Terrificus e Preclarus. Pedi informações a respeito e informou-me que trata-se de livro magnífico onde se explicará a importância do uso correto das pedras redondas, aliadas às exposições discretas do finis concertus para o bem da huanidade.

Percebi imediatamente que é missão de alta relevância e coloquei-me à disposição. Isto posto, o sapo pediu permissão para convidar à tipografia dois outros grandes sábios. Atendi imediatamente e pouco depois desciam de um tílburi um jovem orogangotango e um velho e digno papagaio, cavalheiros de estirpe e condições.

Informaram que o livro, cujos originais da peça introdutória me foram entregues, é uma larga e profunda reflexão sobre a condição humana. Conversamos longamente e eles se retiraram. Eis o que diz o texto que me foi entregue:

A questão humana é de alta relevância. Assim, torna-se imperioso aprofundarmo-nos em seu estudo, uma vez que, historicamente, está comprovado que temos incrível tendência ao conflito e à nunca solução do conflito e aí está mesmo a essência da nossa condição.
Sendo assim, é preciso dar condições à humanidade para que procure a sua própria destruição.

Para tanto, devemos nos atilar a desenvolver processos autodestrutivos, aliando a isso as intempéries naturais.Acontecidas estas, devemos mobilizar máquinas extraordinárias, enormes, ciclópicas, a fim de ampliar os resultados da força dos elementos.

No texto está também explicado que, por exemplo, devemos aproveitar a destruição da orla de Ponta Negra, promovendo, a partir dali, a construção de grandes buracos em todas as ruas, avenidas e vielas, a fim de que isso se torne obra d'arte grandiosa e apreciada.

Percebi que há nisso grande saber e poderosa filosofia. Construídos os buracos, será preciso criar imediatamente uma empresa que refaça tudo, ou seja: os buracos sejam tapados e depois de tapados sejam novamente refeitos e assim indefinidamente, já que é para isso que os governos foram criados. Claro, notei que tal filosofia é de grande valia.

Em caso de ação de elementos perigosos, como assaltantes e outros do mesmo tipo, será preciso criar linhas de financiamento de armas, a fim de que os malfazejos possam executar com perícia e mestria suas grandes artes de roubar e matar. Mais: os hospitais públicos devem ser fechados ou tornados ainda piores em seu funcionamento, a fim de desestimular as pessoas a não adoecerem. A culpa das doenças são os hospitais, está dito no texto. E assim, eliminando-se a causa, será extinta sua consequência, a doença e os doentes.

O documento fala em muitas e muitas outras cousas extraordinárias, como estimular o analfabetismo e os programas sociais de casas populares, levando-se as pessoas a procurar cavernas e tendas, que são mais baratas. E, sem saber ler e escrever, as pessoas não terão intentos danosos de formular ideias malsinadas, que só trazem o desespero e a desagregação social.

Como vê o leitor, trata-se de obra de grande valia que, disseram-me o sapo, o orogangotango e o papagaio, irá orientar o natalense no sentido de um grande passo para o seu futuro. As bases estão construídas. Agora, resta-nos trabalhar em seu aperfeiçoamento.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

É pra valer

O jornalismo brasileiro, a democracia e a sociedade obtiveram expressiva vitória no Senado, que reinstituiu a exigência do diploma para o exercício da profissão. Segue abaixo nota da Federação Nacional dos Jornalistas, comemorando a vitória. 

Nota Oficial 07/08/2012 | 23:21
Senado toma decisão histórica em defesa do Jornalismo
 
A FENAJ e seus 31 sindicatos filiados vêm a público agradecer aos 60 senadores brasileiros que, no início da noite de hoje, aprovaram em 2º turno a PEC 33/09, que restabelece a exigência do diploma de curso superior em Jornalismo como condição para o exercício profissional. O Senado, absolutamente sintonizado com a opinião pública e com a categoria dos jornalistas, deu um passo fundamental para a correção de uma decisão obscurantista do STF, que eliminou a exigência do diploma para acesso à profissão. Os jornalistas e a sociedade brasileira agradecem este ato em defesa do Jornalismo.


A FENAJ agradece especialmente ao senador Antônio Carlos Valadares, autor da PEC 33, ao senador Inácio Arruda, que fez a relatoria da matéria, e à senadora Lídice da Mata, que cobrou daqueles que buscavam protelar a apreciação da proposta o compromisso público, assumido há meses, de votá-la. Eles foram incansáveis na defesa da PEC, demonstrando uma compreensão singular da importância do Jornalismo nas sociedades democráticas e do papel do profissional jornalista. Igualmente, agradecemos ao presidente da sessão desta terça-feira, senador Casildo Maldaner, e aos líderes partidários que colocaram a votação da PEC33 entre as prioridades da casa. Também agradecemos a todos os senadores que apoiaram a proposta e que se empenharam pela sua aprovação.

A exigência da formação superior em Jornalismo é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade. Depois de 1969, quando foi instituída, esta exigência contribuiu decisivamente para modificar a qualidade do Jornalismo brasileiro, representando uma das garantias ao direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.

O diploma de jornalista foi derrubado da nossa legislação profissional por decisão do STF em 17 de junho de 2009 que permitiu que qualquer cidadão, sem qualquer formação, possa exercer esta profissão de grande responsabilidade social. A decisão da maior corte de Justiça representou um retrocesso não somente para a categoria dos jornalistas, mas para toda a sociedade brasileira, que perde com a desqualificação do Jornalismo.

O Congresso Nacional respondeu de pronto a este processo de judicialização da vida nacional, de caráter nitidamente conservador. No mesmo ano de 2009, foram apresentadas duas PECs restabelecendo a exigência do diploma para o exercício profissional.

Hoje, após a aprovação da PEC 33 no Senado, a categoria e a sociedade voltam suas atenções para a Câmara dos Deputados, que terá de apreciar a PEC 33 em conjunto com a PEC 386, de autoria do deputado Paulo Pimenta e relatoria do deputado Maurício Rands. Ambas têm o mesmo propósito: resgatar a dignidade dos jornalistas brasileiros e contribuir para a garantia do jornalismo de qualidade.

O momento é de comemoração da grande vitória, mas a mobilização dos jornalistas brasileiros, organizada pela FENAJ e pelos Sindicatos de Jornalistas de todo o país, apoiada por entidades do campo do Jornalismo como o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), e respalda pela energia contagiante de estudantes de Jornalismo que engajaram-se em manifestações desde a fatídica decisão do STF em 2009 até a vigília no Senado nesta sexta-feira, vai continuar para que a PEC seja aprovada em tempo recorde na Câmara dos Deputados.

A vitória é nossa e a fazem os que lutam!

Diretoria da FENAJ e Sindicatos de Jornalistas do Brasil.

Brasília, 7 de agosto de 2012.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Segue a íntegra da Resolução que institui punição ao trote na UFRN

 

RESOLUÇÃO No 166/2012-CONSEPE, de 31 de julho de 2012.



                                                                      Proíbe o trote entre estudantes da UFRN nos termos estabelecidos nesta Resolução.


                 A REITORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE faz saber que o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CONSEPE, usando das atribuições que lhe confere o Artigo 17, Inciso XIII do Estatuto da UFRN,

                 CONSIDERANDO que é obrigação da Instituição assegurar a preservação da integridade física, moral e psicológica dos estudantes da UFRN, bem como o nome desta Instituição, por ocasião da realização de atividades de recepção de novos ingressos,

                 CONSIDERANDO   que é papel da UFRN enquanto Instituição de ensino difundir na comunidade universitária a observância dos princípios da civilidade, do respeito e do decoro universitário dentro e fora de seus espaços físicos acadêmicos e/ou de reação e convivência,

                 CONSIDERANDO que a promoção da integração e do congraçamento entre os estudantes veteranos e os alunos ingressantes, com base em ações direcionadas para práticas educativas e nos valores acadêmicos, contribui para formação e prática da cidadania,

                 CONSIDERANDO o que consta no processo no 23077.033444/2012-85,


RESOLVE:

Art. 1o Fica proibido o trote entre estudantes da UFRN, cujas atividades possam implicar constrangimento, humilhação, zombaria, violência ou agressão física, moral ou psicológica, dentro ou fora do âmbito da Instituição e que não se enquadrem nas condições previstas no Artigo 3o.

§ 1o A prática das atividades das quais dispõe o caput deste artigo será considerada infração grave, caracterizada como ato incompatível com o decoro ou a dignidade da vida universitária, nos termos do Art. 214, Inciso VII, do Regimento Geral da UFRN, e sujeitará os infratores à suspensão de 01 (um) até 120 (cento e vinte) dias ou à exclusão, de conformidade com o que dispõe o § 3o do referido dispositivo legal.

§ 2o São considerados infratores os estudantes que, independentemente da concordância,  participem, de qualquer forma, do trote a que se refere esta Resolução.

§ 3o A concordância da parte dos alunos envolvidos não isenta os infratores das sanções disciplinares das quais dispõe o § 1o deste artigo.

§ 4o A aplicação das sanções disciplinares será atribuição do Diretor da respectiva Unidade Acadêmica e do Reitor, na forma do Art. 215 do Regimento Geral da UFRN.

§ 5o As sanções disciplinares serão aplicadas após a apuração dos fatos através de Sindicância e/ou Processo Administrativo Disciplinar, instaurado pelo Diretor da respectiva Unidade Acadêmica, a partir de denúncia ou de notícia do fato, na forma do Art. 216 do Regimento Geral da UFRN.

§ 6o Qualquer pessoa poderá representar contra estudante reputado faltoso nos termos desta Resolução, mediante apresentação de elementos comprobatórios, podendo a representação ser dirigida ao gestor da Coordenação de Curso, da Chefia do Departamento, da Direção do Centro Acadêmico, da Direção da Unidade Acadêmica Especializada ou à Ouvidoria da UFRN.

Art. 2o Ações de trote que infringirem o Art. 214, Inciso III, do Regimento Geral da UFRN, que trata de danos materiais ao patrimônio da instituição, serão passíveis das penas previstas no Art. 213 do referido regimento.

Art. 3o No início de cada período letivo, poderão ser organizadas atividades de recepção e integração dos novos estudantes da UFRN.

§ 1o As atividades previstas no caput deste artigo serão propostas pelas Coordenações de Curso e/ou pelo Diretório Central dos Estudantes e Centros Acadêmicos Estudantis, com o apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, da Pró-Reitoria de Graduação, dos Centros Acadêmicos e das Unidades Acadêmicas Especializadas.

§ 2o Caberá à Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, à Pró-Reitoria de Graduação, às Unidades Acadêmicas e às Coordenações de Curso a ampla divulgação desta Resolução no início de cada período letivo.

Art. 4o Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

                                                                 Reitoria, em Natal, 31 de julho de 2012.


                 Ângela Maria Paiva Cruz
          REITORA

 UFRN punirá trote violento; infratores poderão ser expulsos

A UFRN anuncia que punirá o trote abusivo, podendo os infradores até mesmo ser expulsos. Excelente e tardia decisão. Segue o comunicado que recebi.

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) aprovou, em reunião extraordinária realizada na manhã desta terça-feira, 31 (de julho) uma Resolução que proíbe o trote entre estudantes, cujas atividades possam implicar em constrangimento, humilhação, zombaria, violência ou agressão física, moral ou psicológica, dentro ou fora da instituição.

De acordo com a resolução, em seu Art. 1º, § 1º, a prática dessas atividades será considerada infração grave, "caracterizada como ato incompatível com o decoro ou a dignidade da vida universitária", conforme prevê o Art. 214, inciso VII do Regimento Geral da UFRN. Os infratores ficarão sujeitos à suspensão de um e até 120 dias ou à exclusão.

São considerados infratores os estudantes que, independente da concordância, participem do trote. As sanções serão aplicadas pelo diretor da respectiva Unidade Acadêmica e pelo reitor, após a apuração dos fatos, que será feita através de Sindicância e/ou Processo Administrativo Disciplinar.

Qualquer pessoa poderá representar contra o estudante que infringir o que está disposto nessa Resolução, desde que apresente elementos comprobatórios. Essa representação poderá ser dirigida ao gestor da coordenação do Curso, da chefia do Departamento, da direção do Centro Acadêmico, da direção da Unidade Acadêmica Especializada ou à Ouvidoria da UFRN.

Essa mesma Resolução, em seu Art. 3º, dispõe que, no início de cada período letivo poderão ser organizadas atividades de recepção e integração dos novos alunos da UFRN, que deverão ser propostas pelas coordenações dos cursos e/ou pelo Diretório Central dos Estudantes, com apoio das pró-reitorias de Assuntos Estudantis e de Graduação, além dos Centros Acadêmicos e das Unidades Acadêmicas Especializadas.

Segundo a relatora do processo, professora Maria das Graças Soares, essa Resolução "responde a uma demanda da comunidade acadêmica e comunidade externa, porque a cada semestre esses trotes vêm se intensificando e provocando constrangimento aos novos alunos".

A resolução pode ser acessada em:
http://www.sigrh.ufrn.br/sigrh/downloadArquivo?idArquivo=1116466&key=c3423388867cd0c9bc704a7b9bd2baf7

domingo, 5 de agosto de 2012

Veja só que coincidência

Jo Soares no Supremo: de cara, a grande piada

Se você é medianamente informado sabe de antemão que o mensalão, ou melhor, o processo do mensalão acabará em pizza ou quase isso. A observação do noticiário sinaliza claramente nesse sentido. 

http://columbianews2008.blogspot.com.br
Uma coisa além de tudo estimulou minha visão de repórter: você já notou como o procurador Roberto Gurgel é parecido com Jo Soares? Isso não lhe sugere nada? Não é literalmente engraçada a coincidência? Jo trabalha num palco e o Supremo de certa forma é um espetáculo, convenhamos. A teatralidade da Justiça é patente. As togas, a linguagem empolada, incompreensível à maioria dos mortais, etc..., etc..., etc....

O procurador, claro, já deu demonstrações de que é homem sério e digno. Não há dúvida. O que estou tentando dizer é que sua parecença com o humorista é pista para mim suficiente para elucidar de que forma o processo irá correr.

Será engraçado, muito engraçado, ver os advogadíssimos dos acusados louvando-os, enaltecendo suas virtudes cívicas e, acima de tudo, dizendo que ali houve grande injustiça, uma vez que nada fizeram para estar sob o peso de acusações tão lamentáveis e infamantes, a despeito das provas. Provas? Provas não valem nada, não é mesmo?
http://oglobo.globo.com/politica/roberto-gurgel

O que quero dizer é que na pantomima que se ensaia  - já li que se alguns deles forem condenados a pena mínima nada lhes acontecerá porque o crime já prescreveu - tudo parece mostrar que sairá comprovado a não culpa dos réus.

 Ou seja: o arcabouço jurídico é farsesco, mambembe. Cambaleia em suas filigranas. Assim, a imagem do procurador e do humorista são icônicas do processo em sua essência: uma brincadeira, um talk show; melhor, um reality show onde é verdade que todos estão ali falando mentiras, mas o fazem com grande convicção.
O procurador quer levar a sério; o processo diz que não. 

Digo mais: falando em processo esse do mensalão é o inverso de O Processo, aquele do livro de Kafka. Na ficção, um inocente, acusado não se sabe bem do quê, é metido num tribunal, defende-se como pode mas acaba fuzilado. 

No plano real os processados entram culpados perante o olhar da sociedade, mas sairão inocentes. Essa é, de cara, a grande piada. Essa é, de cara, a grande tragédia.

sábado, 4 de agosto de 2012

 Mensalão
Cadeia para quem não fez nada

Contaram-me certa vez que um homem, passando à porta de uma cadeia, resolveu entrar. Ali, buscou saber o que cada um dos presos havia feito para merecer a pena. Dirigiu-se ao primeiro:

- O que você fez para estar preso?
A resposta: - Nada, eu não fiz nada.
Ao segundo: - O que fez para estar preso?
A resposta: - Nada, eu não fiz nada.
http://www.cepolina.com/imagemgratis/vc/Cadeia.mar.escuro.XX.BG-XX.htm

E assim prosseguiu até chegar ao centésimo prisioneiro. Resultado: ninguém havia feito nada. Mas, estranhamente, estavam presos. Na cadeia havia pelo menos quinhentos detidos e, pela amostragem obtida, concluiu que de nada adiantaria continuar buscando novas respostas: todos os demais , como aqueles primeiros, estariam ali por nada haver feito. 


Temeroso, retirou-se rapidamente pois também nada havia feito. E, a partir de tão inusitada situação, certamente também acabaria preso. 


Creio que no caso do mensalão é a mesma coisa: todos os indigitados, defendidos por advogados caríssimos, raposas espertíssimas do nosso ínclito Direito, nada fizeram. Coisa estranha, não é mesmo? Homens que tais apontados a público como se criminosos fossem.


Mas, façamos o seguinte: como no caso da cadeia mencionado já que ninguém fez nada, por precaução devem ser todos presos. Depois, quando alguém for visitá-los, deverá perguntar: - O que vocês fizeram? E eles responderão: - Nada. 


Então, pelo menos teremos o conforto: nada fizeram, mas estarão presos. O problema no Brasil é que os criminosos dizem que nada fizeram e ninguém faz nada para prendê-los porque não fizeram nada.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

 MENSALÃO
Os ricos não devem chorar


O início do julgamento do mensalão traz-me e pesada e pesadora sensação de que já vi esse filme. As imagens estão desbotadas e continuam desbotando, o discurso é o mesmo, os atores de certa forma são os mesmos, somente as máscaras que mudam. Os atores são os mesmos porque diferentes enquanto pessoas são idênticos em essência. 


http://www.google.com/imgres?hl=pt-PT&safe=off&client=firefox-a&hs=9GQ&sa=X&rls=org.mozilla
Não creio ver nenhum dos implicados na cadeia, não os suponho devolvendo aos cofres públicos o que ganharam, mas temo ler um jornal qualquer dia desses, terminado o julgamento, e nas folhas encontrar matéria em que um deles - senão todos -  esteja em ilha do paraíso sorvendo seu champanha.

Creio que já é princípio socializado, cristalizado, naturalizado, que gente rica não vai para a cadeia. E como todos são ricos, muito ricos, pelo silogismo estabelecido nenhum será levado ao cárcere. Não, porque cadeia é coisa para povo. Seria de muito mau gosto um ricaço ser levado a um lugar assim.

Vamos esperar para ver. Pelo menos haverá uma catarse na forma de expiação pública dos pecados nacionais. Mas somente isso. Os ricos não devem chorar.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Publico matéria da Tribuna do Norte e, abaixo, comento

Polícia Federal aprova greve geral a partir de terça-feira


Os agentes da Polícia Federal devem paralisar as atividades em todo o Brasil a partir da próxima terça-feira (7). A greve geral da categoria foi aprovada nesta quarta-feira (1) pelo conselho da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).

De acordo com Odilon Benício, presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal do RN (Sinpef), sexta-feira (3) haverá uma assembleia em todos os estados para ratificar a greve. Segundo ele, há mais de um ano a categoria vem tentando negociar com o Governo Federal e as reivindicações não vem sendo acatadas, eles esperavam uma proposta oficial do governo até 31 de julho. "Essa greve é uma forma de chamar atenção do governo para a reestruturação dos agentes", explicou Benício.

Os estados irão definir as ações que serão realizadas a partir da semana que vem. Apenas 30% do efetivo vai permanecer trabalhando, para manter os serviços essenciais, como operações padrão nas fronteiras, aeroportos e portos, emissão de passaporte e plantões. Os federais pedem a saída do atual diretor geral da PF, a  reestruturação salarial e da carreira.

........... 
A atividade policial, pelas suas próprias características, deveria ser impedida de entrar em greve, sejam a polícia militar ou as polícias civil e federal. É inaceitável que funcionários públicos encarregados de manter a ordem cruzem os braços, sabendo que com sua omissão incentivam a prática de delitos.

É preciso que seja encontrada uma forma de reivindicar, sem colocar a sociedade sob uma forma de intimidação. Policial parado equivale a bandido em movimento. A sociedade termina sendo o ente punido. 

Deu na Folha

Revista americana dá nota máxima à cirurgia plástica de Dilma


31/07/2012 - 20h54
DE SÃO PAULO
A revista "Vanity Fair" revelou os segredos de beleza de vários chefes de Estado, entre eles, Dilma Rousseff.
Segundo a publicação americana, a presidente fez 'lift' total do rosto, um extensivo trabalho cosmético nos dentes, além do corte de cabelo mais moderno e as lentes de contato que passou a usar.

"A repaginação de Dilma teria se inspirado no visual chique da estilista Carolina Herrera", cita a "Vanity Fair".
A análise de um médico ouvido pela revista é positiva e recebeu nota máxima, ao contrário dos outros estadistas. "Ela aparenta muito bem. Parece que ela fez um 'lift' no rosto e seus olhos permaneceram bem conservados", disse David Hidalgo, cirurgião plástico que trabalha em Manhattan.

Hidalgo diz ainda que é bem provável que ela tenha feito, de fato, o que já havia admitido: uma bioplastia de rejuvenescimento, em outras palavras, um procedimento estético.

Os outros chefes de Estado que estão na reportagem são o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi; o ex-ditador da Líbia Muamar Kadhafi, morto em fevereiro; o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un; a presidente da Argentina Cristina Kirchner, o presidente russo Vladimir Putin; e o presidente chileno Sebastián Piñera.

Folhapress/France Presse
Um antes e depois da presidente Dilma
Um antes e depois da presidente Dilma

terça-feira, 31 de julho de 2012

Estranha história do Brasil ou de como uma bruxa me salvou


O ano era 1402 e eu caminhava por estrada em um grotão quando sou assediado por homem que me pede para ajudá-lo a se livrar da sogra mediante o "uso de minhas artes mágicas". Tomado de susto recuei, explicando que não sou douto em tais procedimentos, sequer domino qualquer arte, mesmo as menores e mais fugazes. O homem não me deu crédito, dizendo que em naquela região todos me têm como "grande mago e alquimista" e assim deveria eu contribuir para livrar o mundo da terrível virago, deixando-o, ao mesmo tempo, fagueiro e feliz.
http://detudoemaisumpouco-fioradianew.blogspot.com.br/2009/02/

Disse isso e deu um grito: logo formidável multidão se achegou e começou a aclamar-me como "feiticeiro digno de crédito e "grande homem das almas". Tiraram-me de sobre o cavalo e fui levado numa espécie de andor até o sopé de um monte. Ali, me foi dito, deveria eu promover "inominável feitiço" para acabar com a vida da pavorosa sogra. 

Perguntei por que aquela mulher era tão odiada, mas não tive tempo para ouvir a resposta: saindo de dentro da mata próxima uma mulher aproximou-se, mulher que a todos infundiu pavor, menos a mim: era uma bela jovem em quem todos começaram a atirar pedras. E me foi dito que aquela era a sogra. Sem compreender aquele gesto, pedi calma. Mas a multidão recrudesceu e continuou com o ataque.

Diante daquilo a mulher começou a se transformar. Tornou-se de aspecto terrível, olhos vermelhos, roupas andrajosas, dedos de unhas pontiagudas, cabelos desgrenhados. Em pouco tempo pôs por terra a muitos dos que a atacavam. Dominado pelo pânico chamei a multidão à fuga e todos nos pusemos a correr. 

 Depois de grande correria chegamos a lugar bem distante e a multidão, assim, voltou-se contra mim. Disseram que eu, como feiticeiro, havia falhado e agora seria punido. Insisti em que nunca havia sido bruxo. Mas alguém apareceu, dizendo que já havia me encomendado feitiçaria para matar um padre e havia obtido sucesso estrondoso. Desta forma decidiram que eu deveria mesmo ser punido.


Bem depressa prepararam uma fogueira e as chamas começavam a subir, eu amarrado no poste em meio à lenha, quando a bruxa apareceu em sua vassoura. Rápida como um raio arrebatou-me das chamas e atirou-se para cima. Voamos muito até chegarmos à lua. Lá encontramos como São Jorge e o dragão, que tinham feito as pazes. 


Voltamos para a Terra e, chegando às plagas onde a multidão havia tentado me matar. E implantamos um tal terror que todos se tornaram nossos súditos. Ninguém queria enfrentar o dragão e sua boca de fogo. E foi assim que surgiu Portugal e depois de Portugal veio o Brasil e as coisas estão como estão.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Desejo de matar

James Holmes, o matador que exterminou vidas durante filme de Batman, deveria ser exemplo elementar à sociedade americana: além de punido pelos crimes, servir de motivo a um grande processo social de mea culpa. Ele não é o primeiro nem será o último caso de criminoso que mata muitos de uma só vez, como um serial killer apressado. Ele é fruto de uma realidade cultural, de uma sociedade onde historicamente se incentiva a violência pela permissão de que todo cidadão maior e capaz possa ter armas em casa - veja bem, armas, não uma arma, mas armas.
http://www.tmz.com/person/james-holmes/

O imaginário americano é povoado pelo belicismo nacional, pela centralidade do poderio americano como forma última de proteção de seus interesses ideológico-comerciais. Nos filmes tipos como Silvester Stallone e Chuck Norris estão sempre resgatando a figura do herói guerreiro. 

Rambo sempre voltava para lutar contra inimigos que não acabavam nunca; os personagens de Norris não conseguiam desencarnar do Vietnã. Essa imagem habita os lares americanos. Sua filmografia é toda centrada na estética da violência e anuncia a uma sociedade complexa e neurotizada que há perigo em toda parte. 

De alguma forma personalidades transtornadas assumem o papel que habita o imaginário e passa a vivê-lo, causando tais morticínios. As pessoas matadoras parecem ser movidas por um sincero sentimento de que é preciso atacar o social, matar esse social ameaçador e perigoso; uma ameaça e um perigo vividos na internalidade do sujeito matador que, sem perceber, é ele próprio o perigo aos demais. 

O povo americano precisa urgentemente começar a ser sacudido em seu armamentismo interno ou então ficar como o velho Charles Bronson, eternamente repetindo Desejo de matar.





quarta-feira, 18 de julho de 2012

Pátio dos milagres

Aproxima-se o período da disputa eleitoral, quando candidatos terão direito a se dirigir ao povo, pedindo seu voto. Todos são tangíveis, visíveis, palpáveis; irão às mais desprovidas localidades e se mostrarrão como gente comum. E o povo termina acreditando, numa espécie de "viver da fé" de que nos falavam os Paralamas do Sucesso. Mas, no fim, fica mesmo é a lama.
http://www.cabecadecuia.com/drops/search/?q=nem%20todo%20porco%20gosta%20de%20lama

É a política. É o tempo em que as torneiras de promesas, sempre chamadas ciosamente de "compromissos", serão abertas, com o anúncio de uma época maravilhosa, com grandes mudanças na vida das pessoas; o Poder Público, de repente, tomado nas mãos por um salvador que, para nós, seria o que seria Dom Sebastião para Portugal em priscas eras. Somente têm o cuidado de não prometer o jorro de leite e mel no casebre do coitado que há meses, muitos meses, implora por um atendimentozinho na rede pública de saúde. 

Ironias à parte, é preciso que se faça esse jogo de convivência com o diabo político, a fim de que, do caldeamento das ideias, comecemos a aparfeiçoar a nossa democracia. Seria preciso, da mesma forma, o fortalecimento de mecanismos de sociedade civil para cobrar dos governos e das casas legislativas maior empenho e compromisso. Senão, ficaremos sempre a esperar que, de iniciativa prórpria, os políticos venham a mudar por si sós. Aí é difícil, é muito difícil, pois são poucos os que querem efetivamente uma sociedade melhor e democrática.

Recebo e divulgo

ASSÉDIO MORAL CONTRA JORNALISTA E SUA MULHER NA SESAP
 
A Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grande do Norte – SESAP/RN está negando direito líquido e certo a produtividade e ainda comete assédio moral contra o jornalista Walter Medeiros e sua mulher, Graça Medeiros, Assistente Social. Eles receberam hoje memorando para voltar do Lacen para a SESAP, no dia em que retornavam de férias. Negam direito a produtividade e agora negam lotação, desconsiderando o fato de serem redistribuídos, por ato do governador, da DATANORTE para SESAP desde 2002.
 
A SESAP / RN caminha, assim, na contra mão das políticas públicas, pois o Ministério da Saúde tem cartilha recomendando e ensinando aos profissionais de saúde como evitar assédio moral e esse assédio acontece na própria Secretaria, com seus servidores. Trata-se de assédio moral, pois faz um ano que tentam explicar à SESAP que tem direito a produtividade; não dão atenção e fazem joguete, da Coordenadoria de Recursos Humanos à Assessoria Jurídica, que já deu um parecer a favor e outro contra, num deles chamando-os indevidamente de “inidôneos”.
 
O jornalista e sua esposa estão, portanto, sendo vítimas de assédio moral na SESAP / RN e agora, depois de um ano que negam direito líquido e certo a CRH promove uma movimentação autoritária, injusta e desnecessária, tão somente para os retirar de um órgão que dá direito à gratificação de produtividade, para encaminhar para outro local onde este direito não existe.
 
CARTA AO SECRETÁRIO (Entregue hoje no gabinete)
 
Exmo. Sr. Dr.
Isaú Gerino Vilela da Silva,
MD Secretário de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte
Av. Deodoro da Fonsêca, 730, Centro, Natal – RN
 
 
 
Senhor Secretário,
 
Manifestamos inicialmente nossa admiração e respeito a V. Exa. e ao seu trabalho dedicado e digno, que acompanhamos através de muitos anos, agora com um desafio bem maior e para o qual desejamos pleno êxito.
 
Somos servidores da Secretaria Estadual de Saúde do RN – SESAP/RN estáveis e redistribuídos da DATANORTE por ato do Exmo. Sr.Governador do Estado no ano de 2002: WALTER BEZERRA DE MEDEIROS, Jornalista, matrícula Nº 1774514 e MARIA DAS GRAÇAS SOUSA BEZERRA DE MEDEIROS, Assistente Social, matrícula Nº 1774530. Nosso regime é o da CLT e temos, respectivamente, 33 e 30 anos de serviços prestados ao estado.
Nesta data, que por coincidência corresponde ao aniversário de WALTER BEZERRA DE MEDEIROS, nascido em 17.07.1953, vimos à SESAP apresentar documento à Coordenadoria de Recursos Humanos, cujo teor e propósito consideramos mais um ato de arbitrariedade e injustiça cometido contra o casal, cuja vida conjugal soma mais de 36 anos.
 
Considerando que V. Exa. está à frente da SESAP há pouco tempo, acreditamos não ter conhecimento do fato de que a Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grande do Norte  está nos negando direito líquido e certo a produtividade e ainda comete assédio moral contra nós dois. Ontem recebemos um memorando para voltar do Laboratório Central - LACEN para a SESAP, no dia em que retornávamos de férias. Além de negar o direito a produtividade, agora querem negar o direito a lotação, desconsiderando todos os fatos, documentos e argumentos que nos asseguram tais direitos.
 
A SESAP / RN caminha, assim, na contra mão das políticas públicas, pois o Ministério da Saúde tem uma cartilha recomendando e ensinando aos profissionais de saúde como evitar assédio moral e esse assédio acontece nesta própria Secretaria, com seus próprios servidores. Trata-se de assédio moral, pois faz um ano que tentamos explicar que temos direito a produtividade. Além de não darem atenção, ainda fazem joguete, da Coordenadoria de Recursos Humanos à Assessoria Jurídica, que já deu um parecer a favor e outro contra, num deles chamando-nos indevidamente de “inidôneos”.
 
Estamos, portanto, sendo vítimas de assédio moral na SESAP / RN e agora, depois de um ano que negam direito líquido e certo, a CRH promove uma movimentação autoritária, injusta e desnecessária, tão somente para nos retirar de um órgão que dá direito à gratificação de produtividade, gerando uma insegurança funcional.
 
Discordamos e não nos conformamos com a decisão da CRH/SESAP-RN, vez que nada justifica a atual movimentação. Somos servidores assíduos, responsáveis e cumpridores dos deveres, além do que os órgãos da SESAP precisam de servidores e desejam o nosso trabalho.
Requeremos, assim, que seja revista a decisão da CRH sobre nossa movimentação e que seja estabelecida uma lotação de comum acordo.
Que esta missiva seja incluída nos processos Nºs 217410/2011-7 e 217405/2011-6
Natal, 17 de julho de 2012
 
WALTER BEZERRA DE MEDEIROS – MAT. 1774514
 
MARIA DAS GRAÇAS SOUSA BEZERRA DE MEDEIROS – MAT 1774530
 

Recebo e divulgo

Professor da Unicamp apresenta pesquisa sobre saúde de jornalista


“Vivendo no limite: quem são nossos formadores de opinião?” Este é o tema do Ciclo de Debates Sindjorce a ser realizado nesta terça-feira (17/07), às 18h30, no Espaço Cultural do Sindicato dos Jornalistas do Ceará (SindBar). Promovido com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Ceará, o evento terá como convidado especial o psicólogo Roberto Heloani, professor da Faculdade de Educação da Unicamp, da FGV e da Unimarco.


Heloani apresentará pesquisa de sua autoria que revela uma radiografia dramática da saúde física e mental dos jornalistas brasileiros. "A experiência clínica nos leva a supor que o estresse nesta área advém, sobretudo, do trabalho que faz do jornalismo uma profissão de risco e também de morte precoce", afirma.

O Ciclo de Debates contará também com a presença do psicólogo Arthur Lobato, repórter cinematográfico da Rede TV!, ex-diretor da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Minas Gerais (SJMG). O jornalista falará sobre assédio moral e suas consequências para a saúde do trabalhador. Também fará parte da mesa de debates o advogado trabalhista Carlos Chagas, assessor jurídico do Sindjorce.

"Parte significativa desses profissionais (jornalistas) não alcança sequer a aposentadoria. Ademais, a partir da implantação de novas tecnologias nas redações nacionais, os usuários - jornalistas em sua maioria - se vêem cada vez mais diante dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Tais perspectivas, portanto, consideram, respectivamente, a existência de uma relação negativa entre trabalho e saúde mental e entre modos de gestão e saúde em geral", conclui Roberto Heloani.

Realizado conjuntamente pelos Departamentos de Jornalistas de Imagem e Aposentados do Sindjorce, em parceria com a FENAJ, o Ciclo de Debates faz parte do calendário de pré-encontros promovidos para discutir o programa científico do I Encontro Estadual dos Jornalistas de Imagem (EJIC), que será realizado em Fortaleza no dia 1º de setembro, em comemoração ao Dia Nacional do Repórter Fotográfico, celebrado em 2 de setembro.

Situação no Ceará

Pesquisa realizada pelo Sindjorce, em 2010, nas redações do Diário do Nordeste, O Povo e O Estado, constatou que 61,39% dos trabalhadores apresentavam problemas de saúde. Dores nas costas, pescoço e articulações lideravam o ranking. Logo depois, apareciam estresse, ansiedade, problemas de visão, dores nos braços, pernas e articulações, dores de cabeça, depressão e palpitações.

"O jornalista, assim como outros profissionais, tem uma rotina de vida sacrificada por conta do trabalho. Plantões, pautas insalubres (do ponto de vista físico e emocional) e locais de trabalho com estrutura inadequada (iluminação, computadores) são alguns fatores que contribuem para o estresse”, avalia Samira de Castro, presidente em exercício do Sindjorce.

No entanto, Samira acrescenta que a recompensa financeira insatisfatória é apontada como uma das queixas mais comuns da categoria. “O trabalhador não vê o resultado do seu empenho laboral refletido no contracheque, ou em ganhos sociais, e cai numa rotina de desânimo e sofrimento psíquico", afirma.

Palestrantes

Roberto Heloani é professor titular e pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e FGV. Livre-docente em Teoria das Organizações (UNICAMP) e pós-doutor em Comunicação (USP), é pesquisador na área de Saúde Mental no Trabalho e Assédio Moral/Sexual.

Psicólogo e repórter cinematográfico da Rede TV!/MG, o jornalista Arthur Lobato desenvolve projetos sobre saúde do trabalhador, tendo realizado dezenas de palestras em vários estados no Brasil. Foi vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) e 2º tesoureiro da FENAJ.

Serviço

Ciclo de Debates Sindjorce - “Vivendo no limite: quem são nossos formadores de opinião?”

Com o psicólogo Roberto Heloani (FGV), o jornalista Arthur Lobato (Rede TV! Minas Gerais) e o advogado trabalhista Carlos Chagas
Terça-feira, dia 17 de julho, às 18h30
SindBar - Rua Joaquim Sá, 545, Dionísio Torres, entre Nunes Valente e Tibúrcio Cavalcante, próximo a Assembleia Legislativa

Fonte: Agência da Boa Notícia

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Natal ganhará lixo italiano legítimo. Leviatã garante
Leviatã apoxima-se de Natal e aqui obrará grandes cousas

Fui procurado ontem, enquanto caminhava pelas ruas do centro, por respeitável iguana. Homem de muitos bons modos, fez profunda reverência e disse-me que um cavalheiro gostaria de falar comigo. Acompanhei-o à mansão daquela nobre figura e vi à minha frente ninguém menos que Leviatã, confortavelmente instalado em cadeira colossal . Perguntei a que devia tão honroso convite, vez que sou apenas um tipógrafo, que edita esta gazeta e esperei a resposta.

 Servimo-nos de vinho e ele me explicou: será candidato a prefeito de Natal. Devo mencionar que tremi intimamente. Ato contínuo, detalhou suas prioridades: dar continuidade ao processo de arrasamento de Ponta Negra, ampliar o número de buracos, que deverão atingir todas, todas enfatizou, as ruas da cidade e piorar o máximo possível os serviços municipais. Todos.


Ademais, firmará convênio com as grandes potências para que venham a despejar aqui todos os seus resíduos atômicos e abrirá as portas da cidade ao despejo de lixo tóxico de todos os tipos, além do recebimento de restos de computadores, lixo eletrônico, entende? Sim: remédio velho, fora de validade também será muito bem-vindo.


Perguntou o que eu achava disso e respondi que jamais ouvira coisa mais descabida. Então, em defesa de sua tese, acentuou: "Pois então, saiba que isso representará grande valia para esta cidade. Explico: traremos, para completar o quadro de descalabro, todo o lixo de Nápoles, lixo italiano, sabia? Lixo de primeiro mundo, para adornar as nossas ruas. E faremos aqui grandes experiências: a criação em laboratório de ratos gigantes, o Projeto Mickey, que contará com todo o apoio da Disneylândia. Os ratos gigantes serão uma grande atração turística. Não é o turismo o que queremos? Pois então, teremos turistas. Aos montes, como aos montes será o nosso lixo."

E o que mais ele estaria planejando para adornar a cidade? Leviatã fez-se de difícil e, meneando a cabeça, despachou: "Isso é segredo. Somente após eleito e empossado revelarei os outros grandes planos. Mas uma coisa antecipo: a Arena das Dunas ficará ótima como depósito provisório do lixo que importaremos da Itália.

Mais que depressa saí da mansão de Leviatã. Tive e estranha sensação de que acabara de ver, num canto escuro da sala, os olhos enormes de um camundongo descomunal me observando...





 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Recebo e divulgo

Rota Cultural Caminhos do Frio
Na região serrana do Brejo da Paraíba, as cidades de Areia, Bananeiras, Serraria, Pilões, Alagoa Nova e Alagoa Grande movimentam a cultura e o turismo paraibanos, entre os meses de julho e agosto. No período é realizada a ‘Rota Cultural Caminhos do Frio’, oportunidade em que são apresentadas manifestações culturais regionais. De 16 de julho e até o dia 26 de agosto, a Rota Cultural vai oferecer aos turistas apresentações culturais, festivais gastronômicos, oficinas de artes, atividades de ecoturismo e esportivas, feira de artesanato, exposições culturais, entre outras atrações.

A expectativa, segundo os organizadores do evento, é de que cerca de 30 mil turistas devem participar das atividades do projeto que chega este ano a sua sétima edição. Um dos diferenciais do roteiro é o clima frio, já que o inverno na Paraíba tem início em junho e se prolonga até setembro. Em julho, a temperatura na região do Brejo fica em torno de 12° graus, um fenômeno atípico no Nordeste. Outro fator positivo é a sua localização estratégica, próxima de duas principais cidades-pólos: João Pessoa e Campina Grande.

A rota cultural Caminhos do Frio é uma realização Fórum do Turismo Sustentável do Brejo, entidade que atua na promoção da cadeia do turismo na região. O projeto tem parceria do Sebrae Paraíba, apoio do Governo do Estado, Banco do Nordeste e das prefeituras dos municípios que fazem parte da ação.

Rota cultural - Cada uma das seis cidades que integram o ‘Caminhos do Frio’ tem uma rota cultural específica para oferecer aos turistas e à comunidade local. Areia é o município que inicia as atividades do projeto com a programação “Areia: Frio, Cachaça e Arte”, de 16 a 22 de julho. A abertura acontecerá com apresentação da Filarmônica Abdón Milanez, no dia 16, a partir das 17h, no Adro do Solar José Rufino. Na cidade serão oferecidas oficinas, apresentações culturais, como o espetáculo de dança do grupo Tradições Folclóricas Moenda (Areia), shows, entre eles, o das ‘Bastianas’, corrida de bike, Encontro de Capoeira e Troca de Cordéis, visitação à casa de doce ‘A Bagaceira’, entre outras atividades.

O município de Bananeiras vai oferecer a programação “Aventuras e Arte na Serra”, entre os dias 23 e 29 de julho. Na cidade, os turistas poderão participar do ‘Festival Gastronômico’ (26 de julho), de trilhas ecológicas, de apresentações teatrais e musicais, como a orquestra Sanfônica e show da banda Cabruêra.

Já entre os dias 6 e 12 de agosto, a rota cultural será realizada em duas cidades: Serraria (Natureza, Seresta e Engenhos) e Pilões (Festa das Flores, Banana e Artes). Em Serraria serão realizadas oficinas culturais, apresentações artísticas e shows, como o dos 3 do Nordeste, do ‘Paraíba Sim Sinhô’, além de sanfoneiros e seresteiros da região. O roteiro da cidade conta ainda com espetáculo de circo, com a Cavalgada da Fé e visita a engenhos.

Em Pilões, também serão realizadas oficinas artísticas, apresentações de culturais de grupos de dança Caetés e Acauã da Serra (UEPB), da orquestra ‘Sanfônica do Cariri’ e literatura de cordel “Gilberto Baraúna”, além de trilhas ecológicas na Pedra do Espinho, Cachoeira do Ouricuri e na área de floricultura.

Tributos a Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro - Em Alagoa Nova, as atividades têm inicio no dia 13 de agosto e seguem até o dia 19 de agosto, com a “Festa da Civilização do Açúcar”. Na abertura, no teatro municipal, a partir das 19h, será realizado um “Tributo aos 100 anos do Rei do Baião”. A rota de Alagoa Nova vai contar com oficinas, como a de Berimbau Terapia, apresentações culturais, exibição de filmes, espetáculo circense, festival gastronômico, visita ao Engenho Vaca Brava, shows do Clã Brasil, de Vinicius e Sobral, Forró e Gastronomia entre outros. Estão programadas ainda a realização do VII Salão de Artesanato e o Encontro de Quadrilhas.

O Caminhos do Frio será encerrado com a rota cultural de Alagoa Grande, com a programação do “Festival de Artes Populares Jackson do Padeiro”, entre os dias 20 e 26 de agosto. Na cidade serão realizadas apresentações culturais, como a “Um olhar Jacksoniano” do grupo Outros; teatro infantil, shows com Boby e Amanda, Márcio Jr e Robério, desfile da banda marcial Paraybana. Vai acontecer ainda a abertura oficial do ‘Festival de Artes Populares Jackson do Pandeiro’ com Oliveira de Panelas, apresentações da Orquestra Cônego Firmino Cavalcante ,”A Maravilhosa Música de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga” e das Cirandeiras do Povoado Caiana dos Criolos, além do show com a banda Jackson Envenenado.

Alagoa Grande ainda vai promover a apresentação do Coco de Embolada de Manoel Batista, o Encontro dos Filhos e Amigos de Alagoa Grande, oficinas de Xilogravura, de Hip Hop e de elaboração de Projetos, a 6ª Trilha de Moto dos Engenhos, 1º Passeio Ciclístico, 1ª Exposição de Agronegócios, 12ª Cavalgada de Alagoa Grande, 2º Encontro dos Blogueiros e o VI Encontro de Dança de Rua.

Confira a distâncias dos municípios até a Capital
Estrada - A principal via de acesso ao Brejo – saindo de João Pessoa – se dá pela BR-230. A rodovia é duplicada e disponibiliza serviços como postos de gasolina, restaurantes, lanchonetes. As seis cidades envolvidas neste projeto ficam localizadas em um raio de aproximadamente 130 km de João Pessoa, e se destacam pela beleza, patrimônio histórico, artístico e arquitetônico, além da hospitalidade do seu povo.

Aérea - A Região também é atendida pelos aeroportos Internacional Presidente Castro Pinto, localizado no município de Bayeux, distante a 8 km do centro de João Pessoa, e o João Suassuna, em Campina Grande. Outra opção é viajar de ônibus de linha. Diariamente, a cada duas horas, partem ônibus do terminal rodoviário de João Pessoa e de Campina Grande.

João Pessoa
Distância
Areia
118 km
Alagoa Grande
111 km
Alagoa Nova
138 km
Bananeiras
116 km
Pilões
106 km
Serraria
123 km