"Não é justo alguém ter o direito de ter uma empresa de aviação e outro não ter o direito de comer um pão." /////// JAMAIS IDE A UM LUGAR GRANDE DEMAIS. A UM LUGAR AONDE NÃO TENHAIS CORAGEM DA IMENSIDÃO - EMANOEL BARRETO - NATAL/RN
sábado, 18 de agosto de 2012
Carta a Meroveu, o desnaturado
Meroveu,
Soube que nos últimos tempos tem-se dedicado com ato incomum a atacar pessoas inocentes, cumulando-as de pancadas e outros abusos. Fui informado de que sexta-feira última praticou mais uma de suas aleivosias, quando, altas horas da noite, atacou a peso dupla de velhinhas desordeiras que vinham de sua costumeira farra de fim de semana. As bondosas criaturas não tiveram como escapar a sua sanha, segundo soube.
Segundo consta, as duas, portando garrafas de uísque de péssima qualidade debaixo do braço, destruíam lâmpadas e vidraças com pedradas e gritavam a altos brados.
Então você, percebendo que lidava com gente de sua igualha, muniu-se de poderosa clava e as atacou vibrand0-lhes formidáveis golpes no centro do crânio. O objetivo, claro, era promover a mais louca desordem e perturbar a paz pública como de seu costume.
Então você, percebendo que lidava com gente de sua igualha, muniu-se de poderosa clava e as atacou vibrand0-lhes formidáveis golpes no centro do crânio. O objetivo, claro, era promover a mais louca desordem e perturbar a paz pública como de seu costume.
As loucas criaturas reagiram à altura e o moeram a golpes de porrete. Quando estava prestes a ser derrotado eis que chega a seu favor o péssimo Elpídio, a quem são atribuídos atos de grande malignidade. O citado elemento, portando ignóbil bastão, as pôs por terra, tomou-lhes o lamentável uísque que bebiam e o sorveu de um trago.
Imediatamente, Meroveu, é o que se diz, você e ele se apoderaram de todo o dinheiro das velhinhas, entraram num táxi e foram para bairro distante gastar à larga. Lá chegando, promoveram quebra-quebra e figuram quando a polícia se aproximava.
Já era dia nascido quando se retiraram, cada um para seu sinistro tugúrio. Agora há pouco me disseram que hoje à noite você e o péssimo Elpídio estimam provocar grande alarido em festa de alta dignidade. Meroveu, sugiro que repense seu procedimento.
Por oportuno lembro que tem talento e força para falar. Assim sendo, bem poderia alistar-se num partido político e prestar grandes serviços e tipos de sua laia com uma vantagem: em suas desordens poderá ser preso; como político, jamais.
Pense bem, Meroveu. Tenha bom senso.
Até depois,
Emanoel Barreto
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Vamo quebrá, vamo quebrá ou coitada de Nossa Senhora
Veja só este anúncio. Abaixo, comento.
Como se trata de uma comemoração religiosa, a Festa de Nossa Senhora do Rosário, digo: Deus me livre desse tipo de cantor, que chega prometendo quebrar a minha cidade. Mais que isso, coitada de Nossa Senhora, não merece esse tipo de homenagem. Já não se fazem festas de santo como antigamente: antes, eram somente rezas e quermesses; agora, chega uma turma da boa para quebrar tudo... Oremos...
Veja só este anúncio. Abaixo, comento.
Como se trata de uma comemoração religiosa, a Festa de Nossa Senhora do Rosário, digo: Deus me livre desse tipo de cantor, que chega prometendo quebrar a minha cidade. Mais que isso, coitada de Nossa Senhora, não merece esse tipo de homenagem. Já não se fazem festas de santo como antigamente: antes, eram somente rezas e quermesses; agora, chega uma turma da boa para quebrar tudo... Oremos...
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Música romântica para oboé
A tradição do Rio Grande do Norte em produzir instrumentistas de primeira grandeza ganha reforço com o talento de Hugo Souza. Graduado no bacharelado da Escola de Música da UFRN e mestrando na Universidade Estadual de Nova Iorque (EUA), o potiguar aproveita sua passagem por Natal para realizar recital nesta próxima sexta-feira (17), às 20h, no Auditório Onofre Lopes da EMUFRN. Entrada gratuita.
Durante o recital, formado por peças exclusivamente eruditas, o instrumentista de 24 anos estará acompanhado dos professores Durval Cesetti (piano) e Amandy Araújo (clarineta). Os músicos irão apresentar duas obras para oboé e piano: Adagio e Allegro do compositor alemão Robert Schumann; e a sonata para oboé e piano do francês Camille Saint-Saëns, ambos compositores do período romântico. O programa ainda incorpora um trio para Oboé, Clarineta e Piano do compositor argelino de origem francesa Edouard Destenay.
“Os concertos e recitais tem um clima especial, onde as pessoas vão para apreciar a música instrumental erudita. Ouvir e apreciar”, diz Hugo Souza. “E apesar das peças serem de um mesmo período (romântico), as obras são bem diferentes umas das outras, pois os compositores têm características próprias”, complementa o músico.
Em 2009, após terminar a graduação na EMUFRN, participou de um festival de música em Luxemburgo, Europa, onde ganhou uma bolsa pra fazer mestrado em Nova Iorque. O plano do potiguar é continuar nos Estados Unidos mais um tempo para cursar o Doutorado.
Hugo Roberto Shin Lima de Souza começou a trilhar caminhos musicais cedo, aos 4 anos, influenciado pelos pais, o violonista Eugênio Lima de Souza e a pianista Catarina Shin Lima de Souza. A princípio por curiosidade. Experimentou flauta transversal, piano, violão, violino até decidir-se pelo oboé.
A família musical também agrega outros três instrumentista, irmãos mais novos de Hugo: Djissonah toca violino, Alba Yung dedica-se ao piano e Ivo Dae-seong acabou de passar no vestibular – em 1º lugar – para música (Flauta Transversal) na UFRN.
A exemplo de nomes como o clarinetista potiguar K-Ximbinho (1917-1980), entre outros que deixaram seu nome marcado na história recente da música norte-riograndense e brasileira, Hugo trilha seu próprio caminho e ganha destaque no exigente universo da música erudita a partir de seu talento e dedicação.
A realização do recital é da Escola de Música da UFRN e está inserido na programação de seu Jubileu de Ouro (50 anos). O patrocínio é da Arte Musical.
Informações e entrevistas: Hugo Souza (84) 8138-6948
Contato imprensa: (84) 9938-6462 | 8827-2006 | 8838-5881
Recital Hugo Souza (oboé, piano e clarineta). Sexta-feira (17), às 20h, no auditório da Escola de Música da UFRN. Entrada gratuita.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
As dores, as cores, os terrores
FACES FACES FACES FACES FACES FACES FACES FACES
Encontrei este texto da Folha, e qual não foi a minha surpresa ao me deparar com assertivas que sugerem estar o repórter Morris Kachani lamentando que o ecstasy vendido em São Paulo não seja "legítimo", "do bom". Trata-se, desta forma, de produto, de "qualidade suspeita", sujeito a verificação pelo Procon. E então eu penso: já imaginou que absurdo, os traficantes falsificando produto tão essencial?
Claro que o profissional não defende o ecstasy "de qualidade". A questão é de imperícia redacional. Veja o primeiro parágrafo, que analiso, e depois leia todo o texto.
Observe: "Um levantamento inédito feito pela Superintendência da Polícia Técnico-Científica de São Paulo em parceria com a Fapesp revela que apenas 44,7% das drogas sintéticas apreendidas no Estado no último ano contêm o princípio ativo do ecstasy, o MDMA."
Não passa a sensação nítida de que a existência de "apenas 44,7%" da droga apreendida seria de "qualidade", sendo portanto inaceitável o restante do lote? Ou seja: o mercado setorial não estaria "respeitando seus consumidores", deixando assim de prezar pela "marca" do produto. Mais que isso: os traficantes precisariam trabalhar melhor, abastecendo o paulistado com droga da boa.
Trata-se, é claro, de enunciado que tem falha de origem e, portanto, resulta em enunciação deficiente. O que a matéria pretendia era avisar a usuários que sejam cuidadosos pois, além do perigo em si do ecstasy, agora este pode agregar outros e mais danosos efeitos, dada a sua "impureza".
O autor, é obvio, é bem intencionado, mas não teve competência redacional. Como primeiro leitor entendeu claramente seu texto, não levando em consideração seu destinatário, o segundo leitor. Portanto, se você é aluno de jornalismo, leia severamente seu texto a fim de não cometer o mesmo erro sugerindo algo diametralmente oposto ao que queria dizer.
Segue a íntegra da matéria.
Ecstasy consumido em SP não é ecstasy
Apenas 44,7% das drogas sintéticas apreendidas contêm o princípio ativo MDMA; foram encontradas outras 20 substâncias Algumas aparecem em remédios para emagrecer e até em anestésicos para cavalo, além de anfetaminas
| Eduardo Knapp/Folhapress | ||
| No laboratório, ecstasy verdadeiro(a esq.) e falsificado (a dir.) |
DE SÃO PAULO
Um levantamento inédito feito pela Superintendência da Polícia Técnico-Científica de São Paulo em parceria com a Fapesp revela que apenas 44,7% das drogas sintéticas apreendidas no Estado no último ano contêm o princípio ativo do ecstasy, o MDMA.
Outras 20 substâncias foram encontradas, algumas delas presentes em remédios de emagrecimento e anestésico de cavalo, além de anfetaminas e metanfetaminas. Todos os comprimidos têm a mesma embalagem visual do ecstasy -a cor, o formato e os logotipos variados como a maçã da Apple, a cara do ET ou o símbolo da Calvin Klein.
"Anteriormente dizíamos que eram comprimidos de ecstasy, mas os resultados mostram que metade dos comprimidos não possui o MDMA em sua constituição", diz o autor do estudo, o perito criminal José Luiz da Costa, do Núcleo de Exames de Entorpecentes da Polícia Científica, e presidente da Sociedade Brasileira de Toxicologia.
O resultado evidencia que a composição das drogas sintéticas vendidas no Estado é extremamente variada, assim como o nível de concentração de substâncias.
"As pessoas vão à balada e não sabem mais o que estão tomando. Há comprimidos em que a concentração da substância ativa chega a ser cinco vezes superior à dose presente em medicamentos comerciais", acrescenta.
Foram analisadas amostras provenientes de 150 diferentes apreensões realizadas pela polícia entre agosto de 2011 e julho de 2012.
Todas as apreensões feitas na capital no período estão representadas no universo de amostras. Apreensões feitas em outras cidades do Estado, como Ribeirão Preto, São José dos Campos e Campinas, também foram contempladas na avaliação.
É o estudo mais abrangente que já foi feito sobre o tema. Para efeito de comparação, em 2004, 25 amostras foram analisadas em uma pesquisa da USP (Universidade de São Paulo), e 84% continham MDMA, em maior ou menor concentração.
Em 2009, outro estudo, feito no laboratório da superintendência, mostrou que todas as amostras daquele período continham MDMA.
De acordo com o psiquiatra Dartiu Xavier, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp, a pesquisa de Costa atesta algo que já se vinha observando nos prontos-socorros. "Antigamente, era tudo ecstasy. Mas de uns anos para cá começamos a notar a diferença", explica Xavier.
"Algumas pessoas tomam a pílula e passam muito mal. Aparecem com quadros de hipertensão, arritmia e até infarto ou derrame. Ora, esses não são sintomas do ecstasy."
De acordo com ele, à exceção dos principiantes, todos os compradores já têm noção da adulteração. Usuários ouvidos pela reportagem da Folha sob a condição de anonimato confirmam.
"Eles sabem que são altas as chances de comprar gato por lebre. Mas não sabem o perigo que isso representa. Essa pesquisa tem esse mérito", diz Xavier. "O problema é que não existe controle de qualidade no mercado negro", acrescenta.
sábado, 11 de agosto de 2012
Leio no UOL e compartilho
11/08/201216h22
A seleção feminina de vôlei, bicampeã olímpica neste sábado, teve de classificar-se para os Jogos no Pré-Olímpico continental, trocou a levantadora a menos de dois meses da competição e viveu um momento de forte instabilidade por conta dos polêmicos cortes feitos por José Roberto Guimarães.
Em Londres, o time perdeu, passou dias sem dormir direito por conta da crise e teve de torcer para um de seus rivais para poder ir às quartas, quando encontraria seu maior fantasma recente, a Rússia. Por último, quando livrou-se de um tabu incômodo, deparou-se com as grandes favoritas ao título. E venceu, não só a final, mas todos os obstáculos anteriores.
Contra quase todos os prognósticos, a seleção feminina de vôlei é bicampeã olímpica, defendendo de maneira inédita para o país a conquista de quatro anos atrás. O caminho para o ouro, no entanto, foi duro.
Desde 2008, a seleção passou por um processo lento de renovação, em que promessas como Natália, Fernanda Garay, Adenízia e Camila Brait não conseguiram, por diferentes motivos, chegar a Londres como titulares, enquanto Paula Pequeno, Jaqueline, Fabi e Fabiana não mostravam a mesma forma. A lacuna deixada por Fofão parecia que seria ocupada por Fabíola, mas os resultados medianos em 2011 ligaram o sinal de alerta.
A revolução na equipe aconteceu a semanas dos Jogos. Zé Roberto convocou Fernandinha, até então quase desconhecida atuando no Azerbaijão, para concorrer como levantadora. A veterana venceu a disputa e viu o técnico cortar Fabíola, querida pelo time, na volta do Grand Prix, de maneira um pouco traumática.
Dias depois, foi Mari quem caiu, e fazendo barulho. Ela reclamou publicamente da opção e abalou o clima dentro da seleção. Thaisa, antes de embarcar para Londres, chegou a admitir que o corte tinha abalado as jogadoras. A preparação seguiu com Zé Roberto em dúvidas. Ele esperou até o último instante para contar com Natália, e começou os Jogos apostando em Paula Pequeno e Fabiana em detrimento de Fernanda Garay e Adenízia.
Em quadra, o time não respondeu bem. As derrotas contra Estados Unidos e Coreia do Sul na primeira fase quase eliminaram a equipe e fizeram o desânimo tomar conta. O técnico definiu os dias que antecederam a classificação às quartas como “uns dos mais difíceis da carreira”, enquanto as jogadoras tentavam resolver o problema.
Foram diversas reuniões em que foram debatidos os problemas da equipe. Todas concordavam no desejo pelo título e na irritação com as críticas que elas julgavam exageradas. A solução encontrada por elas foi uma trégua interna, “mais confiança uma na outra”, segundo o discurso repetido à exaustão após as partidas.
A apreensão que tomou conta das jogadoras quando Coreia do Sul e China jogaram pelo resultado que lhes interessava virou alegria quando os Estados Unidos fizeram sua parte e eliminaram a Turquia. O Brasil foi às quartas contra a Rússia, asa negra recente de dois Mundiais e uma edição dos Jogos Olímpicos.
“Olha que coisa bonita é a história da vida. Ela nos deu uma oportunidade quase idêntica àquela de 2004”, disse José Roberto Guimarães, lembrando da semifinal olímpica em que o Brasil tinha 24 a 19 para fechar o jogo, perdeu e ganhou o “amarelão”. Em Londres, foram seis match points para as russas em um jogo eletrizante que revelou uma Sheilla decisiva como nunca.
O caminho para o bi, no entanto, ainda teria o maior time do planeta como obstáculo. Os Estados Unidos, algozes recentes da equipe verde-amarela, jogavam com todo o favoritismo. Só que com paciência e experiência olímpicas, o Brasil avançou de novo. Com o ouro, consagrou a geração de Thaisa, Sheilla, Fabi, Fabiana, Jaqueline e Paula Pequeno como a mais vitoriosa da história do vôlei feminino do país, e mostrou, mais uma vez, o brio de um time tão acostumado às duras críticas ao longo dos anos.
Caminho para o ouro no vôlei teve cortes traumáticos e dias sem sono em Londres
Ezra Shaw/Getty Images
Jogadoras do Brasil comemoram após vencerem o segundo set contra os EUA na final do vôlei
A seleção feminina de vôlei, bicampeã olímpica neste sábado, teve de classificar-se para os Jogos no Pré-Olímpico continental, trocou a levantadora a menos de dois meses da competição e viveu um momento de forte instabilidade por conta dos polêmicos cortes feitos por José Roberto Guimarães.
Em Londres, o time perdeu, passou dias sem dormir direito por conta da crise e teve de torcer para um de seus rivais para poder ir às quartas, quando encontraria seu maior fantasma recente, a Rússia. Por último, quando livrou-se de um tabu incômodo, deparou-se com as grandes favoritas ao título. E venceu, não só a final, mas todos os obstáculos anteriores.
Contra quase todos os prognósticos, a seleção feminina de vôlei é bicampeã olímpica, defendendo de maneira inédita para o país a conquista de quatro anos atrás. O caminho para o ouro, no entanto, foi duro.
Desde 2008, a seleção passou por um processo lento de renovação, em que promessas como Natália, Fernanda Garay, Adenízia e Camila Brait não conseguiram, por diferentes motivos, chegar a Londres como titulares, enquanto Paula Pequeno, Jaqueline, Fabi e Fabiana não mostravam a mesma forma. A lacuna deixada por Fofão parecia que seria ocupada por Fabíola, mas os resultados medianos em 2011 ligaram o sinal de alerta.
A revolução na equipe aconteceu a semanas dos Jogos. Zé Roberto convocou Fernandinha, até então quase desconhecida atuando no Azerbaijão, para concorrer como levantadora. A veterana venceu a disputa e viu o técnico cortar Fabíola, querida pelo time, na volta do Grand Prix, de maneira um pouco traumática.
Brasil x EUA - final do vôlei feminino
Foto 15 de 21 - Thaísa e Sheilla tentam bloqueio no ataque da norte-americana Logan Tom no jogo deste sábado (11/08) Mais AFP PHOTO / KIRILL KUDRYAVTSEV
Em quadra, o time não respondeu bem. As derrotas contra Estados Unidos e Coreia do Sul na primeira fase quase eliminaram a equipe e fizeram o desânimo tomar conta. O técnico definiu os dias que antecederam a classificação às quartas como “uns dos mais difíceis da carreira”, enquanto as jogadoras tentavam resolver o problema.
Foram diversas reuniões em que foram debatidos os problemas da equipe. Todas concordavam no desejo pelo título e na irritação com as críticas que elas julgavam exageradas. A solução encontrada por elas foi uma trégua interna, “mais confiança uma na outra”, segundo o discurso repetido à exaustão após as partidas.
A apreensão que tomou conta das jogadoras quando Coreia do Sul e China jogaram pelo resultado que lhes interessava virou alegria quando os Estados Unidos fizeram sua parte e eliminaram a Turquia. O Brasil foi às quartas contra a Rússia, asa negra recente de dois Mundiais e uma edição dos Jogos Olímpicos.
“Olha que coisa bonita é a história da vida. Ela nos deu uma oportunidade quase idêntica àquela de 2004”, disse José Roberto Guimarães, lembrando da semifinal olímpica em que o Brasil tinha 24 a 19 para fechar o jogo, perdeu e ganhou o “amarelão”. Em Londres, foram seis match points para as russas em um jogo eletrizante que revelou uma Sheilla decisiva como nunca.
O caminho para o bi, no entanto, ainda teria o maior time do planeta como obstáculo. Os Estados Unidos, algozes recentes da equipe verde-amarela, jogavam com todo o favoritismo. Só que com paciência e experiência olímpicas, o Brasil avançou de novo. Com o ouro, consagrou a geração de Thaisa, Sheilla, Fabi, Fabiana, Jaqueline e Paula Pequeno como a mais vitoriosa da história do vôlei feminino do país, e mostrou, mais uma vez, o brio de um time tão acostumado às duras críticas ao longo dos anos.
Elegância e destreza na Olimpíada
A ucraniana Alina Maksymenkom em performance com fita durante a qualificação individual geral - Foto: Mike Blake/Reuters
De como fazer a destruição para termos um grande futuro
Fui procurado hoje em minha tipografia por excelente pessoa, que pelos modos gentis e gestos refinados logo vi tratar-se de um sapo. Homem viajado, elegante e de pensamentos elevados, disse-me que buscava um editor para grande obra intitulada De Mundis Terrificus e Preclarus. Pedi informações a respeito e informou-me que trata-se de livro magnífico onde se explicará a importância do uso correto das pedras redondas, aliadas às exposições discretas do finis concertus para o bem da huanidade.
Percebi imediatamente que é missão de alta relevância e coloquei-me à disposição. Isto posto, o sapo pediu permissão para convidar à tipografia dois outros grandes sábios. Atendi imediatamente e pouco depois desciam de um tílburi um jovem orogangotango e um velho e digno papagaio, cavalheiros de estirpe e condições.
Informaram que o livro, cujos originais da peça introdutória me foram entregues, é uma larga e profunda reflexão sobre a condição humana. Conversamos longamente e eles se retiraram. Eis o que diz o texto que me foi entregue:
A questão humana é de alta relevância. Assim, torna-se imperioso aprofundarmo-nos em seu estudo, uma vez que, historicamente, está comprovado que temos incrível tendência ao conflito e à nunca solução do conflito e aí está mesmo a essência da nossa condição.
Sendo assim, é preciso dar condições à humanidade para que procure a sua própria destruição.
Para tanto, devemos nos atilar a desenvolver processos autodestrutivos, aliando a isso as intempéries naturais.Acontecidas estas, devemos mobilizar máquinas extraordinárias, enormes, ciclópicas, a fim de ampliar os resultados da força dos elementos.
No texto está também explicado que, por exemplo, devemos aproveitar a destruição da orla de Ponta Negra, promovendo, a partir dali, a construção de grandes buracos em todas as ruas, avenidas e vielas, a fim de que isso se torne obra d'arte grandiosa e apreciada.
Percebi que há nisso grande saber e poderosa filosofia. Construídos os buracos, será preciso criar imediatamente uma empresa que refaça tudo, ou seja: os buracos sejam tapados e depois de tapados sejam novamente refeitos e assim indefinidamente, já que é para isso que os governos foram criados. Claro, notei que tal filosofia é de grande valia.
Em caso de ação de elementos perigosos, como assaltantes e outros do mesmo tipo, será preciso criar linhas de financiamento de armas, a fim de que os malfazejos possam executar com perícia e mestria suas grandes artes de roubar e matar. Mais: os hospitais públicos devem ser fechados ou tornados ainda piores em seu funcionamento, a fim de desestimular as pessoas a não adoecerem. A culpa das doenças são os hospitais, está dito no texto. E assim, eliminando-se a causa, será extinta sua consequência, a doença e os doentes.
O documento fala em muitas e muitas outras cousas extraordinárias, como estimular o analfabetismo e os programas sociais de casas populares, levando-se as pessoas a procurar cavernas e tendas, que são mais baratas. E, sem saber ler e escrever, as pessoas não terão intentos danosos de formular ideias malsinadas, que só trazem o desespero e a desagregação social.
Como vê o leitor, trata-se de obra de grande valia que, disseram-me o sapo, o orogangotango e o papagaio, irá orientar o natalense no sentido de um grande passo para o seu futuro. As bases estão construídas. Agora, resta-nos trabalhar em seu aperfeiçoamento.
Fui procurado hoje em minha tipografia por excelente pessoa, que pelos modos gentis e gestos refinados logo vi tratar-se de um sapo. Homem viajado, elegante e de pensamentos elevados, disse-me que buscava um editor para grande obra intitulada De Mundis Terrificus e Preclarus. Pedi informações a respeito e informou-me que trata-se de livro magnífico onde se explicará a importância do uso correto das pedras redondas, aliadas às exposições discretas do finis concertus para o bem da huanidade.
Percebi imediatamente que é missão de alta relevância e coloquei-me à disposição. Isto posto, o sapo pediu permissão para convidar à tipografia dois outros grandes sábios. Atendi imediatamente e pouco depois desciam de um tílburi um jovem orogangotango e um velho e digno papagaio, cavalheiros de estirpe e condições.
Informaram que o livro, cujos originais da peça introdutória me foram entregues, é uma larga e profunda reflexão sobre a condição humana. Conversamos longamente e eles se retiraram. Eis o que diz o texto que me foi entregue:
A questão humana é de alta relevância. Assim, torna-se imperioso aprofundarmo-nos em seu estudo, uma vez que, historicamente, está comprovado que temos incrível tendência ao conflito e à nunca solução do conflito e aí está mesmo a essência da nossa condição.
Sendo assim, é preciso dar condições à humanidade para que procure a sua própria destruição.
Para tanto, devemos nos atilar a desenvolver processos autodestrutivos, aliando a isso as intempéries naturais.Acontecidas estas, devemos mobilizar máquinas extraordinárias, enormes, ciclópicas, a fim de ampliar os resultados da força dos elementos.
No texto está também explicado que, por exemplo, devemos aproveitar a destruição da orla de Ponta Negra, promovendo, a partir dali, a construção de grandes buracos em todas as ruas, avenidas e vielas, a fim de que isso se torne obra d'arte grandiosa e apreciada.
Percebi que há nisso grande saber e poderosa filosofia. Construídos os buracos, será preciso criar imediatamente uma empresa que refaça tudo, ou seja: os buracos sejam tapados e depois de tapados sejam novamente refeitos e assim indefinidamente, já que é para isso que os governos foram criados. Claro, notei que tal filosofia é de grande valia.
Em caso de ação de elementos perigosos, como assaltantes e outros do mesmo tipo, será preciso criar linhas de financiamento de armas, a fim de que os malfazejos possam executar com perícia e mestria suas grandes artes de roubar e matar. Mais: os hospitais públicos devem ser fechados ou tornados ainda piores em seu funcionamento, a fim de desestimular as pessoas a não adoecerem. A culpa das doenças são os hospitais, está dito no texto. E assim, eliminando-se a causa, será extinta sua consequência, a doença e os doentes.
O documento fala em muitas e muitas outras cousas extraordinárias, como estimular o analfabetismo e os programas sociais de casas populares, levando-se as pessoas a procurar cavernas e tendas, que são mais baratas. E, sem saber ler e escrever, as pessoas não terão intentos danosos de formular ideias malsinadas, que só trazem o desespero e a desagregação social.
Como vê o leitor, trata-se de obra de grande valia que, disseram-me o sapo, o orogangotango e o papagaio, irá orientar o natalense no sentido de um grande passo para o seu futuro. As bases estão construídas. Agora, resta-nos trabalhar em seu aperfeiçoamento.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
É pra valer
O jornalismo brasileiro, a democracia e a sociedade obtiveram expressiva vitória no Senado, que reinstituiu a exigência do diploma para o exercício da profissão. Segue abaixo nota da Federação Nacional dos Jornalistas, comemorando a vitória.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Segue a íntegra da Resolução que institui punição ao trote na UFRN
RESOLUÇÃO No 166/2012-CONSEPE, de 31 de julho de 2012.
Proíbe o trote entre estudantes da UFRN nos termos estabelecidos nesta Resolução.
A REITORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE faz saber que o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CONSEPE, usando das atribuições que lhe confere o Artigo 17, Inciso XIII do Estatuto da UFRN,
CONSIDERANDO que é obrigação da Instituição assegurar a preservação da integridade física, moral e psicológica dos estudantes da UFRN, bem como o nome desta Instituição, por ocasião da realização de atividades de recepção de novos ingressos,
CONSIDERANDO que é papel da UFRN enquanto Instituição de ensino difundir na comunidade universitária a observância dos princípios da civilidade, do respeito e do decoro universitário dentro e fora de seus espaços físicos acadêmicos e/ou de reação e convivência,
CONSIDERANDO que a promoção da integração e do congraçamento entre os estudantes veteranos e os alunos ingressantes, com base em ações direcionadas para práticas educativas e nos valores acadêmicos, contribui para formação e prática da cidadania,
CONSIDERANDO o que consta no processo no 23077.033444/2012-85,
RESOLVE:
Art. 1o Fica proibido o trote entre estudantes da UFRN, cujas atividades possam implicar constrangimento, humilhação, zombaria, violência ou agressão física, moral ou psicológica, dentro ou fora do âmbito da Instituição e que não se enquadrem nas condições previstas no Artigo 3o.
§ 1o A prática das atividades das quais dispõe o caput deste artigo será considerada infração grave, caracterizada como ato incompatível com o decoro ou a dignidade da vida universitária, nos termos do Art. 214, Inciso VII, do Regimento Geral da UFRN, e sujeitará os infratores à suspensão de 01 (um) até 120 (cento e vinte) dias ou à exclusão, de conformidade com o que dispõe o § 3o do referido dispositivo legal.
§ 2o São considerados infratores os estudantes que, independentemente da concordância, participem, de qualquer forma, do trote a que se refere esta Resolução.
§ 3o A concordância da parte dos alunos envolvidos não isenta os infratores das sanções disciplinares das quais dispõe o § 1o deste artigo.
§ 4o A aplicação das sanções disciplinares será atribuição do Diretor da respectiva Unidade Acadêmica e do Reitor, na forma do Art. 215 do Regimento Geral da UFRN.
§ 5o As sanções disciplinares serão aplicadas após a apuração dos fatos através de Sindicância e/ou Processo Administrativo Disciplinar, instaurado pelo Diretor da respectiva Unidade Acadêmica, a partir de denúncia ou de notícia do fato, na forma do Art. 216 do Regimento Geral da UFRN.
§ 6o Qualquer pessoa poderá representar contra estudante reputado faltoso nos termos desta Resolução, mediante apresentação de elementos comprobatórios, podendo a representação ser dirigida ao gestor da Coordenação de Curso, da Chefia do Departamento, da Direção do Centro Acadêmico, da Direção da Unidade Acadêmica Especializada ou à Ouvidoria da UFRN.
Art. 2o Ações de trote que infringirem o Art. 214, Inciso III, do Regimento Geral da UFRN, que trata de danos materiais ao patrimônio da instituição, serão passíveis das penas previstas no Art. 213 do referido regimento.
Art. 3o No início de cada período letivo, poderão ser organizadas atividades de recepção e integração dos novos estudantes da UFRN.
§ 1o As atividades previstas no caput deste artigo serão propostas pelas Coordenações de Curso e/ou pelo Diretório Central dos Estudantes e Centros Acadêmicos Estudantis, com o apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, da Pró-Reitoria de Graduação, dos Centros Acadêmicos e das Unidades Acadêmicas Especializadas.
§ 2o Caberá à Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, à Pró-Reitoria de Graduação, às Unidades Acadêmicas e às Coordenações de Curso a ampla divulgação desta Resolução no início de cada período letivo.
Art. 4o Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Reitoria, em Natal, 31 de julho de 2012.
Ângela Maria Paiva Cruz
REITORA
UFRN punirá trote violento; infratores poderão ser expulsos
A UFRN anuncia que punirá o trote abusivo, podendo os infradores até mesmo ser expulsos. Excelente e tardia decisão. Segue o comunicado que recebi.
O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) aprovou, em reunião extraordinária realizada na manhã desta terça-feira, 31 (de julho) uma Resolução que proíbe o trote entre estudantes, cujas atividades possam implicar em constrangimento, humilhação, zombaria, violência ou agressão física, moral ou psicológica, dentro ou fora da instituição.
De acordo com a resolução, em seu Art. 1º, § 1º, a prática dessas atividades será considerada infração grave, "caracterizada como ato incompatível com o decoro ou a dignidade da vida universitária", conforme prevê o Art. 214, inciso VII do Regimento Geral da UFRN. Os infratores ficarão sujeitos à suspensão de um e até 120 dias ou à exclusão.
São considerados infratores os estudantes que, independente da concordância, participem do trote. As sanções serão aplicadas pelo diretor da respectiva Unidade Acadêmica e pelo reitor, após a apuração dos fatos, que será feita através de Sindicância e/ou Processo Administrativo Disciplinar.
Qualquer pessoa poderá representar contra o estudante que infringir o que está disposto nessa Resolução, desde que apresente elementos comprobatórios. Essa representação poderá ser dirigida ao gestor da coordenação do Curso, da chefia do Departamento, da direção do Centro Acadêmico, da direção da Unidade Acadêmica Especializada ou à Ouvidoria da UFRN.
Essa mesma Resolução, em seu Art. 3º, dispõe que, no início de cada período letivo poderão ser organizadas atividades de recepção e integração dos novos alunos da UFRN, que deverão ser propostas pelas coordenações dos cursos e/ou pelo Diretório Central dos Estudantes, com apoio das pró-reitorias de Assuntos Estudantis e de Graduação, além dos Centros Acadêmicos e das Unidades Acadêmicas Especializadas.
Segundo a relatora do processo, professora Maria das Graças Soares, essa Resolução "responde a uma demanda da comunidade acadêmica e comunidade externa, porque a cada semestre esses trotes vêm se intensificando e provocando constrangimento aos novos alunos".
A resolução pode ser acessada em:
http://www.sigrh.ufrn.br/sigrh/downloadArquivo?idArquivo=1116466&key=c3423388867cd0c9bc704a7b9bd2baf7
A UFRN anuncia que punirá o trote abusivo, podendo os infradores até mesmo ser expulsos. Excelente e tardia decisão. Segue o comunicado que recebi.
O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) aprovou, em reunião extraordinária realizada na manhã desta terça-feira, 31 (de julho) uma Resolução que proíbe o trote entre estudantes, cujas atividades possam implicar em constrangimento, humilhação, zombaria, violência ou agressão física, moral ou psicológica, dentro ou fora da instituição.
De acordo com a resolução, em seu Art. 1º, § 1º, a prática dessas atividades será considerada infração grave, "caracterizada como ato incompatível com o decoro ou a dignidade da vida universitária", conforme prevê o Art. 214, inciso VII do Regimento Geral da UFRN. Os infratores ficarão sujeitos à suspensão de um e até 120 dias ou à exclusão.
São considerados infratores os estudantes que, independente da concordância, participem do trote. As sanções serão aplicadas pelo diretor da respectiva Unidade Acadêmica e pelo reitor, após a apuração dos fatos, que será feita através de Sindicância e/ou Processo Administrativo Disciplinar.
Qualquer pessoa poderá representar contra o estudante que infringir o que está disposto nessa Resolução, desde que apresente elementos comprobatórios. Essa representação poderá ser dirigida ao gestor da coordenação do Curso, da chefia do Departamento, da direção do Centro Acadêmico, da direção da Unidade Acadêmica Especializada ou à Ouvidoria da UFRN.
Essa mesma Resolução, em seu Art. 3º, dispõe que, no início de cada período letivo poderão ser organizadas atividades de recepção e integração dos novos alunos da UFRN, que deverão ser propostas pelas coordenações dos cursos e/ou pelo Diretório Central dos Estudantes, com apoio das pró-reitorias de Assuntos Estudantis e de Graduação, além dos Centros Acadêmicos e das Unidades Acadêmicas Especializadas.
Segundo a relatora do processo, professora Maria das Graças Soares, essa Resolução "responde a uma demanda da comunidade acadêmica e comunidade externa, porque a cada semestre esses trotes vêm se intensificando e provocando constrangimento aos novos alunos".
A resolução pode ser acessada em:
http://www.sigrh.ufrn.br/sigrh/downloadArquivo?idArquivo=1116466&key=c3423388867cd0c9bc704a7b9bd2baf7
domingo, 5 de agosto de 2012
Veja só que coincidência
Jo Soares no Supremo: de cara, a grande piada
Se você é medianamente informado sabe de antemão que o mensalão, ou melhor, o processo do mensalão acabará em pizza ou quase isso. A observação do noticiário sinaliza claramente nesse sentido.
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| http://columbianews2008.blogspot.com.br |
O procurador, claro, já deu demonstrações de que é homem sério e digno. Não há dúvida. O que estou tentando dizer é que sua parecença com o humorista é pista para mim suficiente para elucidar de que forma o processo irá correr.
Será engraçado, muito engraçado, ver os advogadíssimos dos acusados louvando-os, enaltecendo suas virtudes cívicas e, acima de tudo, dizendo que ali houve grande injustiça, uma vez que nada fizeram para estar sob o peso de acusações tão lamentáveis e infamantes, a despeito das provas. Provas? Provas não valem nada, não é mesmo?
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| http://oglobo.globo.com/politica/roberto-gurgel |
O que quero dizer é que na pantomima que se ensaia - já li que se alguns deles forem condenados a pena mínima nada lhes acontecerá porque o crime já prescreveu - tudo parece mostrar que sairá comprovado a não culpa dos réus.
Ou seja: o arcabouço jurídico é farsesco, mambembe. Cambaleia em suas filigranas. Assim, a imagem do procurador e do humorista são icônicas do processo em sua essência: uma brincadeira, um talk show; melhor, um reality show onde é verdade que todos estão ali falando mentiras, mas o fazem com grande convicção.
O procurador quer levar a sério; o processo diz que não.
Digo mais: falando em processo esse do mensalão é o inverso de O Processo, aquele do livro de Kafka. Na ficção, um inocente, acusado não se sabe bem do quê, é metido num tribunal, defende-se como pode mas acaba fuzilado.
No plano real os processados entram culpados perante o olhar da sociedade, mas sairão inocentes. Essa é, de cara, a grande piada. Essa é, de cara, a grande tragédia.
sábado, 4 de agosto de 2012
Mensalão
Cadeia para quem não fez nada
Contaram-me certa vez que um homem, passando à porta de uma cadeia, resolveu entrar. Ali, buscou saber o que cada um dos presos havia feito para merecer a pena. Dirigiu-se ao primeiro:
- O que você fez para estar preso?
A resposta: - Nada, eu não fiz nada.
Ao segundo: - O que fez para estar preso?
A resposta: - Nada, eu não fiz nada.
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| http://www.cepolina.com/imagemgratis/vc/Cadeia.mar.escuro.XX.BG-XX.htm |
E assim prosseguiu até chegar ao centésimo prisioneiro. Resultado: ninguém havia feito nada. Mas, estranhamente, estavam presos. Na cadeia havia pelo menos quinhentos detidos e, pela amostragem obtida, concluiu que de nada adiantaria continuar buscando novas respostas: todos os demais , como aqueles primeiros, estariam ali por nada haver feito.
Temeroso, retirou-se rapidamente pois também nada havia feito. E, a partir de tão inusitada situação, certamente também acabaria preso.
Creio que no caso do mensalão é a mesma coisa: todos os indigitados, defendidos por advogados caríssimos, raposas espertíssimas do nosso ínclito Direito, nada fizeram. Coisa estranha, não é mesmo? Homens que tais apontados a público como se criminosos fossem.
Mas, façamos o seguinte: como no caso da cadeia mencionado já que ninguém fez nada, por precaução devem ser todos presos. Depois, quando alguém for visitá-los, deverá perguntar: - O que vocês fizeram? E eles responderão: - Nada.
Então, pelo menos teremos o conforto: nada fizeram, mas estarão presos. O problema no Brasil é que os criminosos dizem que nada fizeram e ninguém faz nada para prendê-los porque não fizeram nada.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
MENSALÃO
Os ricos não devem chorar
O início do julgamento do mensalão traz-me e pesada e pesadora sensação de que já vi esse filme. As imagens estão desbotadas e continuam desbotando, o discurso é o mesmo, os atores de certa forma são os mesmos, somente as máscaras que mudam. Os atores são os mesmos porque diferentes enquanto pessoas são idênticos em essência.
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| http://www.google.com/imgres?hl=pt-PT&safe=off&client=firefox-a&hs=9GQ&sa=X&rls=org.mozilla |
Creio que já é princípio socializado, cristalizado, naturalizado, que gente rica não vai para a cadeia. E como todos são ricos, muito ricos, pelo silogismo estabelecido nenhum será levado ao cárcere. Não, porque cadeia é coisa para povo. Seria de muito mau gosto um ricaço ser levado a um lugar assim.
Vamos esperar para ver. Pelo menos haverá uma catarse na forma de expiação pública dos pecados nacionais. Mas somente isso. Os ricos não devem chorar.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Publico matéria da Tribuna do Norte e, abaixo, comento
Polícia Federal aprova greve geral a partir de terça-feira
Os agentes da Polícia Federal devem paralisar as atividades em todo o Brasil a partir da próxima terça-feira (7). A greve geral da categoria foi aprovada nesta quarta-feira (1) pelo conselho da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).
De acordo com Odilon Benício, presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal do RN (Sinpef), sexta-feira (3) haverá uma assembleia em todos os estados para ratificar a greve. Segundo ele, há mais de um ano a categoria vem tentando negociar com o Governo Federal e as reivindicações não vem sendo acatadas, eles esperavam uma proposta oficial do governo até 31 de julho. "Essa greve é uma forma de chamar atenção do governo para a reestruturação dos agentes", explicou Benício.
Os estados irão definir as ações que serão realizadas a partir da semana que vem. Apenas 30% do efetivo vai permanecer trabalhando, para manter os serviços essenciais, como operações padrão nas fronteiras, aeroportos e portos, emissão de passaporte e plantões. Os federais pedem a saída do atual diretor geral da PF, a reestruturação salarial e da carreira.
...........
A atividade policial, pelas suas próprias características, deveria ser impedida de entrar em greve, sejam a polícia militar ou as polícias civil e federal. É inaceitável que funcionários públicos encarregados de manter a ordem cruzem os braços, sabendo que com sua omissão incentivam a prática de delitos.
É preciso que seja encontrada uma forma de reivindicar, sem colocar a sociedade sob uma forma de intimidação. Policial parado equivale a bandido em movimento. A sociedade termina sendo o ente punido.
Deu na Folha
Revista americana dá nota máxima à cirurgia plástica de Dilma
31/07/2012 - 20h54
DE SÃO PAULO
A revista "Vanity Fair" revelou os segredos de beleza de vários chefes de Estado, entre eles, Dilma Rousseff. Segundo a publicação americana, a presidente fez 'lift' total do rosto, um extensivo trabalho cosmético nos dentes, além do corte de cabelo mais moderno e as lentes de contato que passou a usar.
"A repaginação de Dilma teria se inspirado no visual chique da estilista Carolina Herrera", cita a "Vanity Fair".
A análise de um médico ouvido pela revista é positiva e recebeu nota máxima, ao contrário dos outros estadistas. "Ela aparenta muito bem. Parece que ela fez um 'lift' no rosto e seus olhos permaneceram bem conservados", disse David Hidalgo, cirurgião plástico que trabalha em Manhattan.
Hidalgo diz ainda que é bem provável que ela tenha feito, de fato, o que já havia admitido: uma bioplastia de rejuvenescimento, em outras palavras, um procedimento estético.
Os outros chefes de Estado que estão na reportagem são o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi; o ex-ditador da Líbia Muamar Kadhafi, morto em fevereiro; o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un; a presidente da Argentina Cristina Kirchner, o presidente russo Vladimir Putin; e o presidente chileno Sebastián Piñera.
| Folhapress/France Presse | ||
| Um antes e depois da presidente Dilma |
terça-feira, 31 de julho de 2012
Estranha história do Brasil ou de como uma bruxa me salvou
O ano era 1402 e eu caminhava por estrada em um grotão quando sou assediado por homem que me pede para ajudá-lo a se livrar da sogra mediante o "uso de minhas artes mágicas". Tomado de susto recuei, explicando que não sou douto em tais procedimentos, sequer domino qualquer arte, mesmo as menores e mais fugazes. O homem não me deu crédito, dizendo que em naquela região todos me têm como "grande mago e alquimista" e assim deveria eu contribuir para livrar o mundo da terrível virago, deixando-o, ao mesmo tempo, fagueiro e feliz.
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| http://detudoemaisumpouco-fioradianew.blogspot.com.br/2009/02/ |
Disse isso e deu um grito: logo formidável multidão se achegou e começou a aclamar-me como "feiticeiro digno de crédito e "grande homem das almas". Tiraram-me de sobre o cavalo e fui levado numa espécie de andor até o sopé de um monte. Ali, me foi dito, deveria eu promover "inominável feitiço" para acabar com a vida da pavorosa sogra.
Perguntei por que aquela mulher era tão odiada, mas não tive tempo para ouvir a resposta: saindo de dentro da mata próxima uma mulher aproximou-se, mulher que a todos infundiu pavor, menos a mim: era uma bela jovem em quem todos começaram a atirar pedras. E me foi dito que aquela era a sogra. Sem compreender aquele gesto, pedi calma. Mas a multidão recrudesceu e continuou com o ataque.
Diante daquilo a mulher começou a se transformar. Tornou-se de aspecto terrível, olhos vermelhos, roupas andrajosas, dedos de unhas pontiagudas, cabelos desgrenhados. Em pouco tempo pôs por terra a muitos dos que a atacavam. Dominado pelo pânico chamei a multidão à fuga e todos nos pusemos a correr.
Depois de grande correria chegamos a lugar bem distante e a multidão, assim, voltou-se contra mim. Disseram que eu, como feiticeiro, havia falhado e agora seria punido. Insisti em que nunca havia sido bruxo. Mas alguém apareceu, dizendo que já havia me encomendado feitiçaria para matar um padre e havia obtido sucesso estrondoso. Desta forma decidiram que eu deveria mesmo ser punido.
Bem depressa prepararam uma fogueira e as chamas começavam a subir, eu amarrado no poste em meio à lenha, quando a bruxa apareceu em sua vassoura. Rápida como um raio arrebatou-me das chamas e atirou-se para cima. Voamos muito até chegarmos à lua. Lá encontramos como São Jorge e o dragão, que tinham feito as pazes.
Voltamos para a Terra e, chegando às plagas onde a multidão havia tentado me matar. E implantamos um tal terror que todos se tornaram nossos súditos. Ninguém queria enfrentar o dragão e sua boca de fogo. E foi assim que surgiu Portugal e depois de Portugal veio o Brasil e as coisas estão como estão.
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