Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de janeiro de 2011

O aniversário de uma flor


Hoje é o aniversário de minha filha Hirma. Corajosa em sua delicadeza de manhã mais bela, tem feito a minha alegria e iluminado meus momentos. A você, Minha Filha, um abraço feito de todas as belezas do mundo.

Um beijo do
Papai

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A importância de cheirar crack: desenvolve a criatividade

A notícia abaixo, da Folha, dá-me uma sensação de náusea. A náusea de uma sociedade de consumo em sua mais degradante acepção: a criação de necessidades artificiais, o modo como se brinca com a criatura humana, a criação de novidades vendidas como essenciais para que se tenha uma boa vida moderna. Aí, pergunto: por que inalar sobremesas? Me responda: por quê? 

Por que ter um celular cheio de mequetrefes para você "falar com milhões de pessoas"? Você conhece, é amigo de milhões de pessoas? E se alguém é amigo de milhões de pessoas é amigo de alguém? 

Você deve falar inglês para crescimento pessoal, refinar sua sensibilidadede, ler bons autores no original ou apenas para ter "empregabilidade"? Você quer, quer mesmo, ser um bom profissional ou se contenta em ser apenas uma peça novinha, bem falante - e descartável - de um sistema social corrupto, brutal e muito doente?

Do modo como as coisas vão, se um dia o crack for descriminalizado -se for do interesse do capital, esteja certo, o crack será liberado - você receberá a recomendação de que crack é importante e muito bom para a criatividade; os neurônios ficam a mil, tá ligado? E aí virá o comercial na TV, magnificamente criado: "Cheire crack, depois cheire e sobremesa e seja feliz. Bem feliz."

Laboratório cria aparelho que permite inalar sobremesas

DA BBC BRASIL
Um laboratório francês de pesquisas na área gastronômica desenvolveu um aparelho que permite inalar sobremesas.
A máquina transforma os doces, inicialmente líquidos, em vapores que podem ser aspirados com um canudo de vidro, evitando a ingestão de calorias.
O aparelho, chamado Le Whaf, é um recipiente redondo de vidro com uma torneira, como um filtro de água.
Bruno Cogez/Divulgação
Máquina francesa transforma doces, inicialmente líquidos, em vapores que podem ser aspirados com um canudo de vidro
Máquina francesa transforma doces, inicialmente líquidos, em vapores que podem ser aspirados com um canudo de vidro

O líquido é colocado no Whaf e uma "nuvem" se forma no recipiente. A tecnologia integra o uso de ondas de ultrassom por cristais que se polarizam eletricamente ou se deformam em um campo elétrico. 

Minúsculas partículas são formadas e ficam suspensas no Whaf, formando vapores que podem ser inalados. 

A máquina havia sido criada no final de 2009, para três tipos de coquetéis, mas o projeto evoluiu e passou a incluir as sobremesas.
O Whaf foi criado pelo professor de Harvard David Edwards, fundador do Le Laboratoire, em Paris, que realiza projetos que misturam ciência, gastronomia e arte.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Medos grandes, medos nossos, elegantes e sinceramente medos
Emanoel Barreto

www.google.com.br/imgres?imgurl=http://curarte.files.wordpress.
As festas de fim de ano no fundo são uma espécie de cerimônia de adeus, adeus aos aos nossos medos; uma tentativa feita de champanhe para vê-los entrar em sua nave louca e saír sem rumo, talvez aproando um horizonte invisível, quem sabe aportando alguma praia que não existe e ali, encantados com alguma atlântida tão feroz e possessiva quanto eles, se perdendo para sempre - deixando-nos libertos e abrindo espaços em nossa alma para que dela, e nela, se aconcheguem sentimentos delicados, coisas amáveis, momentos - como já não se usa mais dizer - fagueiros.

E então gritamos: aos nossos medos, adeus. Adeus àqueles mais reais, íntimos, intocáveis, secretos e sutis - belos medos, elegantemente guardados em escrínio de prata; medos aqueles que terminam por ser profundos companheiros nossos tão regularmente nos acompanham, tão propriedade insana e ferina fizeram de nossas vidas.

Daí porque os votos de felicidades; não felicidade, felicidades. Felicidades, esse espelho partido em mil milhões de fragmentos, pedacinhos do grande fetiche vida. E por que desejamos felicidades? Porque no imenso e fragoroso território que somos e que habitamos sabemos que os medos vão e voltam. Porque o alicerce do medo é a incerteza. E eles voltam logo depois de caído o pano do teatro festivo e ficamos anualmente sabendo que continua tudo igual. As piores ameaças são aquelas a quem mais dedicamos carinho, pois são coisa de propriedade nossa.

Bom,  é isso, é somente isso: felicidades, muitas felicidades.., repita comigo...: felicidades, muitas felicidades...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Feliz, ferozmente feliz

Uma noite, saindo do jornal
passei por uma rua escura deserta e lá vi um homem.
Na verdade um bêbado.

Gritava verdades, verdades boas,
que a humanidade não merece.


Anunciava fantasmas e gritos.

Ele me pareceu irreparavalmente feliz.
Ferozmente feliz.
Imperdoavelmente feliz na companhia de sua garrafa.

domingo, 28 de novembro de 2010

Felicidade
Fernando Pessoa

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.


Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.

Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.

Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.

Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Imatgem: http://blog.suelimattos.locaweb.com.br/up/a/at/blog.atchim.saude.ws/img/felicidade.jpg