quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Precisamos de um presidente de verdade



 
Ele é o homem!

Pronto. Pai Arnapio é o homem. Tem todas as qualidades que não encontramos nos políticos e mais alguma coisa. 

Já imaginou um presidente de República como Pai Arnapio? Um presidente que cuida até de unha encravada? Em Brasília, à falta de um Salão Oval, ele faria despachos em qualquer encruzilhada para o bem da nação. 

Mais que tudo, um presidente assim era o próprio SUS ambulante: cuidava do povo, mandava o demoneo para a Sibéria e fazia o que mais fosse preciso. 

Resolvendo problemas com cartões de crédito e FGTS acabava com a burocracia. Ia me esquecendo: com esse negócio de tirar demoneo do corpo e de qualquer lugar, não tenho dúvida de que acabava com a seca no Nordeste.

 A seca, esse demoneo que acaba com a alegria do nosso povo e mata de fome nosso gado. 

Pai Arnapio, se candidate. Dê às mulheres seus maridos de volta, descubra todos os cornos e mande a todos para alguma tourada na Espanha. 

Além de melhorar a autoestima daqueles ajudava a resolver, mesmo que em parte, o problema do desemprego. 

Pai Arnapio, se candidate. Batize os filhos de mãe solteira e faça deles bons cristãos. Benza os cobreiros, Pai Arnapio. Tire as morróidas dos funcionários públicos. Eles não se sentam em suas cadeiras por causa da dor. Curados, começarão a trabalhar como loucos.

Pai Arnapio, venha logo. Será eleito, pois o povo sem unha encravada vai correr atrás do senhor e fazer uma grande passeata: "Pai Arnapio! Pai Arnapio! Pai Arnapio!"



terça-feira, 10 de janeiro de 2017

"Atenção carregador de peso, compareça à seção de abastecimento!"

Hipocrisia e exploração no mundo do trabalho

Na nova legislação trabalhista a prevalência do “acordado sobre o legislado” é um processo que instaura de forma escancarada a hipocrisia do governo Temer ante o trabalhador.
https://bibliotecaprt21.wordpress.com/tag/saude-mental-do-trabalhador/
Faz-se uma legislação que, supostamente, apenas supostamente, dá “grande liberdade” de o trabalhador de escolher sua forma de prestação dos seus serviços, vale dizer a venda de sua mão de obra.
O que ocorrerá vem em direção inversa: os empregadores, vivendo momento propício e, incentivados pelo governo, levam o intimidado trabalhador à sucumbência: o desemprego, as incertezas do amanhã, a falta de um bom sistema de saúde, a violência, o dinheiro curto, tudo isso influi pesadamente e debilita o empregado na hora da negociação.
O objetivo único é fixar um mundo do trabalho ditado por uma ética da submissão, docilizando pelo temor do desemprego o homem que já tem até mesmo sua vida pessoal precarizada. Da mesma forma que a argola domina e conduz o boi que puxa pesado carro. 
Vive-se no Brasil, de há muito, essa relação fictícia: já notou como nas grandes lojas os sistemas de alto-falantes fazem a chamada de um ou outro trabalhador ou trabalhadora? 
É assim: “Associado fulano de tal dirija-se ao setor de atendimento”, ou “colaborador sicrano compareça à gerência.” Isso é uma inversão de discurso. Uma ocultação. Na verdade o que a loja não admite é chamar publicamente alguém de “empregado” ou “empregada”, “trabalhador” ou “trabalhadora”.
Pegaria mal, ficaria bastante exposta a relação trabalhista, manifesta a situação assalariada se alguém fosse chamado: “Atenção carregador de pesos, dirija-se à seção de reabastecimento.” 
Isso tornaria a nu a relação de trabalho, retiraria o caráter de confraria que a organização deseja passar, como se ali houvesse reconhecimento e incentivo ao empregado, funcionário, trabalhador, o que seja. Busca-se esconder essa relação de domínio e direção, homem ao dispor de outro homem, operacionalmente.
A nova ética de Temer para o trabalho traz à luz, ironicamente, a exposição direta de que o objetivo é desmantelar as organizações laborais, vale dizer sindicatos e associações reivindicatórias, tornando dóceis, pelo temor, os que precisam literalmente do  pão de cada dia.

SABOR DA NAÇÃO - CURTA PARA O FINC 2016



Com Filme de um minuto menino ganha prêmio e vai representar Brasil na Polônia



Na 7ª edição do Festival Internacional de Cinema de Baía Formosa (FINC) e o aluno
Diego Alves, do Campus Nova Cruz, foi
o grande vencedor da categoria IFRN. O estudante criou e produziu o
curta de 1 minuto "Sabor da Nação". O evento é realizado anualmente no
litoral
sul potiguar e já é considerado um dos maiores festivais de produção
audiovisual independente do Nordeste. Além do prêmio principal do
Festival, através de uma parceria com o Finc, neste ano o IFRN promoveu
uma premiação exclusiva para a produção audiovisual de estudantes da
Instituição.




O aluno terá seu
filme exibido no Festival Netia OFF CÂMERA 2017, um dos maiores
festivais de
cinema independente da Europa, que acontece na Cracóvia (Polônia). O
filme
premiado tinha que ter duração máxima de um minuto e podia ser feito com
qualquer equipamento digital como câmera de vídeo, câmera fotográfica ou
celular. A premiação contou com a participação do reitor do Instituto,
Wyllys Farkatt Tabosa, do pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Márcio
Azevedo, e do assessor de Relações Internacionais, professor Marcelo
Camilo.




O curta metragem vencedor tem como título "O sabor da nação" e
evidencia a diversidade étnica do país através de imagens de alimentos
típicos e da interação do povo
nas feiras livres. A temática do evento neste ano foi o que
despertou Diego para se inscrever no festival, “Há 2 anos acompanho o
festival,
mas nunca tinha me sentido pronto para participar. Esse ano, com a
temática 'Sou Brasileiro', me senti à vontade para trabalhar um filme e
logo
veio em um momento inspirador o roteiro”, relatou.


A pró-reitoria de Extensão (PROEX), juntamente com o pró-reitor de
Pesquisa e Inovação fez questão de cumprimentar Diego pela conquista.
"Parabéns ao aluno que atendeu ao chamado do Finc!! O IFRN, por meio da
Propi e da Proex, fomenta essa ação para que nossos alunos tenham a
oportunidade de vivenciar outros ambientes e a arte e cultura! Formação
integral, humana e tecnológica!", comemorou a pró-reitora de Extensão,
Régia Lopes.




O aluno não consegue conter a felicidade ao falar sobre a viagem para
a Polônia, prevista para o primeiro semestre de 2017: “Sonhei tanto com
essa conquista,
que está demorando para acreditar que isso passou de um sonho para a
realidade.
O mérito é meu, mas nada disso aconteceria se não existisse a
oportunidade que o
IFRN juntamente com o FINC me proporcionara”.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Que venha Dom Sebastião



Entre a alucinação e o delírio sempre cabe um pesadelo


 O site Cartas Abertas informa:
“Apesar do déficit de R$ 139 bilhões previsto para as contas públicas em 2017, o esforço do Congresso Nacional para reduzir as suas despesas não será dos mais relevantes. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal tem orçamento previsto de R$ 10,2 bilhões para 2017. Isso quer dizer que o trabalho dos parlamentares brasileiros custará o equivalente a R$ 28 milhões por dia. Os valores das dotações das ‘Casas Legislativas’ estão previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual.”
Creio que isso seja o suficiente para que nos conscientizemos de que cada vez mais a sociedade, vale dizer o trabalhador, continuará pagando pela farra.
E mais, diz o site:
“O maior orçamento é o da Câmara dos Deputados. Além de 513 deputados, a Casa possui cerca de 16 mil funcionários efetivos e comissionados trabalhando todos os dias. No total, estão previstos R$ 5,9 bilhões. Dessa forma, R$ 4,4 bilhões, o que representa 81% do orçamento, será destinado ao pagamento de pessoal e encargos sociais.”
Dezesseis mil funcionários. Esse povo todo cabe na Câmara? Tal número expressa a população de uma pequena cidade, não tão pequena assim. Ninguém, a não ser que esteja passando por algum problema cognitivo, acreditaria que a Câmara precisa de 16 mil funcionários.
Seria uma azáfama, não é mesmo?
O Brasil é uma grande e terrível festa. Retira-se direito ao trabalhador como quem toma a mais trivial das decisões. E sempre se utiliza de retórica centrada numa racionalidade de última hora, improvisada e imoral.
Houvesse sólida intenção de dar ao país um encaminhamento correto, e Câmara e Senado abririam mão de tais prebendas, penduricalhos que somente oneram os gastos e nada trazem de positivo ou necessário em termos sociais.
Para completar, o atual inquilino do Palácio do Planalto, ao que parece, está disposto a nos levar ao fundo do poço, arrastando-nos, em seus delírios neoliberais, em direção a um abismo de onde dificilmente sairemos.
Seria uma espécie de grandeza advinda da destruição, como se isso fosse possível. Mas, além do delírio há a alucinação: Temer parece – ou finge – acreditar que a entrega do patrimônio nacional aos grandes grupos estrangeiros seria uma grande solução para a retomada do crescimento.
Seriam eles como o Dom Sebastião de Portugal. O guerreiro que viria de volta das brumas do tempo, egresso da nossa própria Alcácer Quibir, para nos redimir da desolação – desolação que o próprio Temer et caterva nos trouxeram.    
Mas o crescimento nos travado por ele e aqueles a quem se aliou. Crescimento que não haverá; retomada que, como querem certos setores do empresariado, deveria ser feito à moda paraguaia: com salários miseráveis, jornada de trabalho desumana e baixos impostos.
Claro que, numa situação como a do Paraguai, somente uma minoria sai ganhando. Os trabalhadores produzem para exportar. Eles mesmo não têm dinheiro para comprar o que produziram.
Os que hoje comandam o país, os que pretendem, nas tramas e sombras de Brasília, apoderar-se dos destinos da nação pós-Temer, intentam aferrar à sociedade, aos trabalhadores, uma situação de dependência tal, que qualquer salário venha a ser aceito, sob temor de desemprego.
No pós-Temer, que já pode estar em vias de trama, viriam os bulldozers desse imperialismo intramuros. Destruindo sonhos, enviesando vidas, implantando o retorno a uma legislação trabalhista que transforma a mão de obra em coisa de pouca valia, barata e dispensável.
Oscilamos entre os delírios de uma loucura neoliberal e a alucinação desse sebastianismo da destruição. Mas, calma, em meio a isso ainda há lugar para o pesadelo. 
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Memória da publicidade

O abuso da condição feminina, a falta de respeito para com a mulher. 
  




domingo, 8 de janeiro de 2017

Participe de grande passeata

Extra! Grupo fará a Marcha da Família com o Cão pela Ditadura
















Acabo de saber que um grupo antidemocracia está programando a Marcha da Família com o Cão pela Ditadura. Reunidos em local secreto deliberaram a respeito e esperam ter nos próximos dias grande número de adesões. Segundo fui informado o Cão em pessoa enviou-lhes a seguinte mensagem:
“Caríssimos,
Precisamos mobilizar forças contra a liberdade em todos os seus tipos de manifestação. Uma noite dessas – somente gosto da escurdão – estive pensando no mesmo que vocês: trazer de volta a ditadura ao Brasil. Quando isso acontecer serei o Ditador e tomarei as seguintes providências:
1)     Instalação da FGC, sigla de Fábrica de Garfos do Cão, em sistema de parceria público-privada-PPP. Sabe o que são os garfos do Cão, não sabe? Aqueles tridentes enormes, pontudos.  
2)   Os citados garfos serão utilizados para ajustar os recalcitrantes ao novo regime. Eis o nosso lema: “Se o povo gritar, garfo do Cão vai levar.”
3)   Pelo lado inverso, todo aquele que apoiar nossa iniciativa terá direito a seu garfo do Cão customizado e autografado por mim.
4)   Também farei construir infernos portáteis onde serão atirados quem se reunir em passeatas de protesto ao Cão. Isso evitará custos com o uso de camburões;
5)    Serão erguidas Fábricas de Fumaça de Enxofre para que as pessoas, perdidas no meio da confusão, não consigam encontrar caminhos para escapar do país;
6)   Será criado o Doi-Departamento da Ordem Infernal, para que se mantenham as coisas dentro da normalidade;
7)    Da mesma forma faremos a instituição do SI-Setor da Infelicidade, encarregado de fazer distribuição equitativa de fome, miséria e medo.
8)   É preciso democratizar o sofrimento. Todos terão e poderão reivindicar tais direitos junto à nossa ditadura. Prisão e chicotadas liberadas.
9)   Nosso sistema de saúde funcionará assim: quem adoecer será preso. É fácil entender: o sistema é de saúde, não de doença. Logo, quem estiver doente estará fora da lei e merecidamente será punido;
10)                       Quem souber falar mais de dez palavras será encarcerado;
11)  Quem souber ler mais de três palavras será considerado subversivo;
12)                       Em lugar de subversivos queremos subservientes;
13)                       Melhor dizendo: quem tiver boca será preso na mesma hora. Melhor prevenir que remediar.
 Na expectativa de que todos obtenham sucesso em seus planos maléficos, e esperando que a Marcha com o Cão pela Ditadura venha em breve e seja um sucesso,
Subscrevo-me, efusivamente.
a)   O Cão

Foto: http://www.hypeness.com.br/2016/07/esses-incriveis-microcontos-de-terror-vao-te-deixar-de-cabelo-em-pe-em-duas-frases/


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Raridades da publicidade

Ademir Marques de Menezes. Saiu do Sport Club de Recife onde era craque, para brilhar no Vasco. Como Gérson anos depois, teve sua figura ligada ao tabagismo, contrapondo o vício no fumo como condição que não inibiria a prática desportiva.