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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

De Pé No Chão Também Se Aprende A Ler

De pé no chão também se aprende a ler

"De pé no chão também se aprende a ler', monumental campanha empreendida em Natal pelo prefeito Djalma Maranhão nos inícios dos anos 1960 é um marco de comprometimento com o que seja cidadania e senso de responsabilidade. Neste filme que peguei no Youtube um registro histórico daquele momento.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O argumento de inclusão e a educação como mercadoria

Leio na Tribuna matéria sobre o argumento de inclusão, que beneficia estudantes de escolas públicas. Ou seja: estes têm uma espécie de respaldo na contagem dos pontos, objetivando favorecer quem não teve oportunidade de pagar pelo ensino à rede particular. Lendo a notícia você perceberá porque as escolas particulares são contra: é pelo fato de que estudantes da rede pública estão conquistando primeiros lugares no vestibular. 

http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com
Mais claramente: tomam das escolas particulares um trunfo mercadológico: esse tipo de aprovação e vendido à sociedade, diga-se ao mercado do ensino, como fator essencial à chegada aos bancos universitários. Trata-se de uma espécie de troféu e as escolas particulares querem ganhar dinheiro com ele, percebe? Não estão preocupadas com a inclusão ou não de jovens que não pagam pelo ensino - não pagam porque não podem - estão preocupadas é com os primeiros lugares, a fim de fazer seu uso publicitário como carimbo de competência de preparação de vestibulandos.

Leia matéria que deu na Tribuna:

Argumento de Inclusão vira polêmica

Publicação: 24 de Janeiro de 2010 às 00:00

Wagner Lopes - Repórter

Há três semanas, quando foram divulgados os resultados do Vestibular da UFRN, chamou a atenção o fato de que o primeiro colocado em Medicina era aluno da rede pública. O fato é que do segundo ao oitavo também eram. Este ano, os egressos de escolas estaduais e federais conquistaram praticamente todos os primeiros lugares da universidade. O motivo principal responde pelo nome de Argumento de Inclusão. Um bônus de 10% na nota final garantido ao estudante que desde a 6ª série do Ensino Fundamental frequenta a escola pública.

A bonificação foi criada na edição de 2006 e reforçada no último vestibular. Até então variava de percentual, sendo sempre maior nos cursos onde ingressavam menos alunos da rede pública e ia de zero a 7%. Para a presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Comperve), Betânia Ramalho, o instrumento é uma forma de equilibrar melhor as oportunidades entre os alunos e só beneficia os “excelente” estudantes, pois é preciso passar para a 2ª fase e obter, nas provas discursivas, um argumento acima de 450, para ter direito.

Marcelo BarrosoBetânia Ramalho defende o argumento de inclusão como forma de oferecer oportunidades semelhantes aos egressos da rede públicaBetânia Ramalho defende o argumento de inclusão como forma de oferecer oportunidades semelhantes aos egressos da rede pública
No entanto, há quem discorde da nova fórmula. “Você não melhora uma pessoa diminuindo o obstáculo que ela tem de ultrapassar. Só melhora ensinando ela a ultrapassar esse obstáculo”, defende o professor de química Alexandre Pinto. Diretor de uma escola particular, o Colégio Ciências Aplicada, ele afirma que o novo sistema tem situações até engraçadas. “Mesmo que um aluno, da rede privada, acertasse a prova inteira, todas as questões da primeira e segunda fase, ainda assim não seria o primeiro lugar.”

sábado, 25 de dezembro de 2010

Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces


Um enfarte fulminante levou de nós a professora Noilde Ramalho. Um nome que o Rio Grande do Norte jamais esquecerá. Quando lancei o livro Crônicas para Natal as crônicas do Jornal do Dia, foi a primeira a chegar. Lá, faço uma hamenagem à Escola Doméstica. Minha saudade a Dona Noilde. 

Peguei esse perfil biográfico no Wikipedia. 

Exemplo de dedicação ao ensino, símbolo vivo de um modelo educacional, Noilde Pessoa Ramalho nasceu em Nova Cruz, RN, em 1920.
 
Fez os estudos primários em Natal e foi aluna da Escola Doméstica, onde, a partir de 1940, passaria a lecionar. Em 1945, foi nomeada diretora em terras natalenses. Desde então, a professora Noilde permanece no cargo que assumiu com apenas 25 anos de idade.

Em seus primeiros anos, a escola foi dirigida por diretoras estrangeiras e seguiu fundamentos básicos europeus, mais precisamente suíços. A partir de 1945, o seu ensino começou a ter adaptações gradativas, em busca de padrões brasileiros, graças principalmente ao discernimento e à sensibilidade de Noilde Ramalho.

À frente da Escola Doméstica, Noilde vem imprimindo, há mais de meio século, a marca da eficiência, do trabalho, do amor ao ensino. Entre outras realizações, inaugurou o pavilhão de puericultura, fundou a Associação das Ex-alunas, revalidou o curso doméstico de nível colegial, construiu um parque esportivo com ginásio coberto, quadras de vôlei e basquete, piscina e pista de atletismo, construiu e instalou a Biblioteca Auta de Souza, o Centro de Ciências Juvenal Lamartine e um teatro escola com capacidade para 300 pessoas. Mais recentemente, criou a Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte, com cursos de Direito e Administração de Empresas.

O poeta e escritor Diógenes da Cunha Lima, no livro Natal-Biografia de uma cidade, a considera um instante nobre da educação brasileira. E acrescenta: “Noilde Ramalho exerce a sua função como se estivesse no primeiro ano de atividades. E confessa o seu entusiasmo. Assim é que está sempre imaginando e realizando novas melhorias [na Escola Doméstica], porque entende que a educação é um processo de mudança e aperfeiçoamento.”

Eulália Duarte Barros, ex-aluna da Escola Doméstica e autora do livro Uma escola suíça nos trópicos, declara: “A Escola Doméstica mudou a vida da mulher do Rio Grande do Norte em sua identidade civil. Ao formar moças das décadas primeiras deste século, com uma educação esclarecida do seu papel como personagem transformadora da sociedade, a Escola inovou. Inovou, incomodou e persistiu.”

A história da Escola Doméstica de Natal confunde-se com a biografia de Noilde Ramalho. E vice-versa.