Leio na Tribuna:
Corpo de Noilde Ramalho será sepultado nessa segunda
O corpo da professora Noilde Ramalho será sepultado no final da tarde dessa segunda-feira no cemitério Morada da Paz, em Emaús. As homenagens à professora ocorrerão durante toda a manhã dessa segunda-feira, na Catedral Metropolitana, e às 15h, será celebrada missa de corpo presente.
Diretora da Escola Doméstica de Natal, Noilde Ramalho morreu nesse sábado, aos 90 anos, na cidade de São Francisdo do Sul, em Santa Catarina. Noilde participava de um cruzeiro marítimo por Punta Del Leste quando sentiu-se mal. Acompanhada do presidente do Sindicato das Escolas Particulares do RN, Alexandre Marinho, Noilde foi autorizado a descer na cidade São Francisco do Sul (SC), onde ela teve parada cardíaca e não resistiu.
A Liga de Ensino do Rio Grande do Norte divulgou nota oficial, abaixo:
A Liga de Ensino do Rio Grande do Norte, entidade mantenedora da Escola Doméstica de Natal, do Complexo Educacional Henrique Castriciano e da FARN, cumpre o dever de informar o falecimento da professora Noilde Ramalho, ocorrido no dia 25 de dezembro de 2010, na cidade de São Francisco do Sul, Santa Catarina. A profunda tristeza que domina a todos os componentes do Complexo de Ensino, dirigentes, funcionários, professores e alunos, deve-se não somente à perda de uma grande líder, mas, sobretudo, à perda de uma grande amiga. Todo o Rio Grande do Norte chora o falecimento da professora Noilde Ramalho, cuja grandeza humana transformou-a no maior ícone da Educação do Estado.
As homenagens de corpo presente ocorrerão na Catedral Metropolitana a partir das primeiras horas do dia 27 de dezembro, com visita durante todo o dia e missa às 15 horas, seguida de sepultamento no Cemitério Morada da Paz, em Emaús.
Natal, 26 de dezembro de 2010.
Manoel de Medeiros Brito
Presidente da Liga de Ensin
"Não é justo alguém ter o direito de ter uma empresa de aviação e outro não ter o direito de comer um pão." /////// JAMAIS IDE A UM LUGAR GRANDE DEMAIS. A UM LUGAR AONDE NÃO TENHAIS CORAGEM DA IMENSIDÃO - EMANOEL BARRETO - NATAL/RN
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domingo, 26 de dezembro de 2010
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sábado, 25 de dezembro de 2010
Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces Faces
Um enfarte fulminante levou de nós a professora Noilde Ramalho. Um nome que o Rio Grande do Norte jamais esquecerá. Quando lancei o livro Crônicas para Natal as crônicas do Jornal do Dia, foi a primeira a chegar. Lá, faço uma hamenagem à Escola Doméstica. Minha saudade a Dona Noilde.
Peguei esse perfil biográfico no Wikipedia.
Fez os estudos primários em Natal e foi aluna da Escola Doméstica, onde, a partir de 1940, passaria a lecionar. Em 1945, foi nomeada diretora em terras natalenses. Desde então, a professora Noilde permanece no cargo que assumiu com apenas 25 anos de idade.
Em seus primeiros anos, a escola foi dirigida por diretoras estrangeiras e seguiu fundamentos básicos europeus, mais precisamente suíços. A partir de 1945, o seu ensino começou a ter adaptações gradativas, em busca de padrões brasileiros, graças principalmente ao discernimento e à sensibilidade de Noilde Ramalho.
À frente da Escola Doméstica, Noilde vem imprimindo, há mais de meio século, a marca da eficiência, do trabalho, do amor ao ensino. Entre outras realizações, inaugurou o pavilhão de puericultura, fundou a Associação das Ex-alunas, revalidou o curso doméstico de nível colegial, construiu um parque esportivo com ginásio coberto, quadras de vôlei e basquete, piscina e pista de atletismo, construiu e instalou a Biblioteca Auta de Souza, o Centro de Ciências Juvenal Lamartine e um teatro escola com capacidade para 300 pessoas. Mais recentemente, criou a Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte, com cursos de Direito e Administração de Empresas.
O poeta e escritor Diógenes da Cunha Lima, no livro Natal-Biografia de uma cidade, a considera um instante nobre da educação brasileira. E acrescenta: “Noilde Ramalho exerce a sua função como se estivesse no primeiro ano de atividades. E confessa o seu entusiasmo. Assim é que está sempre imaginando e realizando novas melhorias [na Escola Doméstica], porque entende que a educação é um processo de mudança e aperfeiçoamento.”
Eulália Duarte Barros, ex-aluna da Escola Doméstica e autora do livro Uma escola suíça nos trópicos, declara: “A Escola Doméstica mudou a vida da mulher do Rio Grande do Norte em sua identidade civil. Ao formar moças das décadas primeiras deste século, com uma educação esclarecida do seu papel como personagem transformadora da sociedade, a Escola inovou. Inovou, incomodou e persistiu.”
A história da Escola Doméstica de Natal confunde-se com a biografia de Noilde Ramalho. E vice-versa.
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