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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Leio na Folha e compartilho texto de Rui Castro a respeito do ódio que pessoas votam a Chico Buarque. Nem ele sabia.

RUY CASTRO

Ódio on-line

RIO DE JANEIRO - Na esteira de seu novo disco, à venda num site para o qual as pessoas podem escrever o que quiserem, Chico Buarque fez uma grave constatação. "Eu achava que era amado, porque as pessoas iam ao show, me aplaudiam, e, na rua, me cumprimentavam", ele disse. "Descobri, na internet, que sou odiado. As pessoas falam o que lhes vem à cabeça. Agora entendi as regras do jogo."

Sim, são as novas regras. Chico Buarque, possivelmente, nunca foi a unanimidade que se pensava -ao lado das multidões que lhe são gratas pela beleza que espalha em letra e música há quase 50 anos, sempre devem ter existido os inconformados com seu sucesso, com seu talento, com suas rimas, talvez até com seus olhos claros.

A diferença é que os que não gostavam dele não se dariam ao trabalho de ir a seus shows para hostilizá-lo e, se passassem por ele na rua, não se disporiam a desfeiteá-lo. A vida real tem seus códigos de convívio -nela, para melhor andamento dos trabalhos, somos mais tolerantes e evitamos dizer o que pensamos uns dos outros. Mas a internet está fora desses códigos.
Nesta, ao sermos convidados a "interagir" e a "postar" nossos comentários, podemos despejar tudo que pensamos contra ou a favor de quem quer que seja. Quase sempre, contra. Uma sequência de comentários -que, em poucas horas, são milhares- a respeito de qualquer coisa nas páginas on-line é uma saraivada de ódios, despeitos, rancores, recalques e ressentimentos. E, não raro, num português de quinta. Pode-se ofender, ameaçar e agredir sem receio, como numa covarde carta anônima coletiva.

Alguns dirão que isso tem um lado bom -com a internet, acabou a hipocrisia e, agora, as pessoas podem se revelar como realmente são. Que ótimo. Resta perguntar quando elas passarão à prática -do ódio on-line contra X ou Y para sua manifestação concreta na rua.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Departamento de Comunicação da UFRN realiza seminário sobre produção audiovisual

O Departamento de Comunicação da UFRN realiza o Seminário Caminhos do Audiovisual,
nos dias 30/09 e 1/10, a partir das 19 horas, no Labcom. Contará com a presença de
profissionais com experiência na produção de áudio e vídeo, em diversos formatos.
A primeira atividade será a palestra Produção de Documentário, ministrada pela
professora Maria Angela Pavan e o produtor de audiovisual Alexandre Santos. Maria
Angela Pavan é professora do Departamento de Comunicação Social da UFRN, do programa
de pós-graduação em Estudos da Mídia e Doutora em Comunicação pela Unicamp.

Alexandre Santos é radialista e jornalista; é técnico do laboratório de Rádio
Decom/UFRN; participou dos projetos “Com Quantas Ave-Marias se Faz uma Santa”, “Mais
que um filme legendado” e “Alma das Ruas”. A palestra tem início às 19 horas, na
quinta-feira.

Na sexta-feira, às 15:30, acontece a Aula Espetáculo com o compositor Hilton Acioli,
parceiro de Geraldo Vandré em diversas canções. Hilton é potiguar, mora em São Paulo
desde 1956, quando iniciou carreira artística no trio Marayá. Venceu o 3º Festival
Universitário de Música Popular Brasileira. Mais tarde, ganhou notoriedade ao compor
o jingle “Lula-lá” usado na campanha para presidente, em 1989. Este jingle é
considerado por muitos o mais conhecido do Brasil. A aula contará com a participação
do professor João Emanoel Evangelista de Oliveira, pró-reitor de planejamento e
coordenação geral da UFRN, e doutor em Comunicação.

O evento se encerra na sexta-feira à noite, às 19:30 horas, com a palestra O
Documentário Artístico, realizada pelo professor João de Lima Gomes, Doutor em
Comunicação pela Usp. Lima é chefe do Departamento de Comunicação da UFPB,
coordenador do Núcleo de Documentação Cinematográfica/NUDOC/UFPB, desenvolve
pesquisas sobre a produção audiovisual e novas tecnologias.