Tropa de Elite 2: agora o Capitão Nascimento bate em político ladrão
Emanoel Barreto
O senso comum aplaude e vibra com as ações violentas do Capitão Nascimento contra bandidos e quejandos. Os "quejandos" aqui serão os políticos corruptos a serem por ele atacados nas telas do Brasil inteiro, em Tropa de Elite 2. O personagem é um ente simbólico autênticamente brasileiro, superando em muito seus similares estrangeiros.
Isso prova que é possível fazer bons filmes nacionais, especialmente se focados na nossa realidade. Mas o que abordo não é a questão da nossa produção no setor, mas o Capitão Nascimento como uma espécie de avatar do que sente o brasileiro em relação aos criminosos. Ele personifica a indignação frente à ação desenvolta dos bandidos, a crueldade destes, a agressão às pessoas indefesas, o crime como meio de vida.
O segundo filme está também baseado no princípio de ação/reação. Ação dos criminosos, reação da polícia. Então, vem aí a catarse, o soco no ar, a alegria rude despertada nas salas de cinema a cada gesto e ato do personagem em sua luta contra o crime.
Abaixo, um texto que li na Folha e compartilho:
Corajoso, "Tropa de Elite 2" traz tudo aquilo e mais um pouco
IVAN FINOTTI
EM PAULÍNIA
Um filme corajoso, com uma história mais violenta e mais complexa. Eis um possível resumo de "Tropa de Elite 2", a continuação da luta do Capitão Nascimento por um Rio de Janeiro livre do tráfico de drogas.
A pré-estreia aconteceu nesta terça-feira à noite, em Paulínia, cidade vizinha a Campinas, para uma plateia formada pela equipe e elenco do filme, distribuidores, patrocinadores, políticos locais, gente do cinema em geral, jornalistas e críticos vindos de todo o Brasil.
Aplaudido várias vezes durante a exibição -- especialmente quando o Capitão Nascimento surra sem dó nem piedade um deputado safado --, "Tropa de Elite 2" é corajoso por não repetir a fórmula do filme anterior.
Em vez disso, o diretor José Padilha foi além. Estão lá as pancadarias, os tapas na cara, o saco de plástico para sufocar o traficante. Estão lá o Capitão "Rambo" Nascimento, as traições, a corrupção. Mas tudo corta mais fundo nesta continuação: políticos se unem aos policiais corruptos numa constante luta para se dar bem.
Em um prólogo que se passa quatro anos antes de agora (mas, mesmo assim, depois do filme original), acompanhamos a saída de Nascimento da chefia do Bope.
Chegamos então aos dias de agora, quando o herói é subsecretário de segurança pública do Rio de Janeiro. Está separado da mulher e seu filho é um adolescente. Entre seus adversários, está um deputado do bem, defensor dos direitos humanos, mas que não entende a linguagem da violência das ruas.
Na secretaria, Nascimento parece ganhar a guerra contra as drogas, mas não percebe que policiais do mal tomam o lugar dos traficantes nas favelas e passam a controlar os locais, aterrorizando os moradores. São as milícias, e essa é a nova luta do ex-capitão.
Será que ele vai vencer mais essa? Isso você não vai saber aqui, mas sim a partir desta sexta-feira nos cinemas.
"Não é justo alguém ter o direito de ter uma empresa de aviação e outro não ter o direito de comer um pão." /////// JAMAIS IDE A UM LUGAR GRANDE DEMAIS. A UM LUGAR AONDE NÃO TENHAIS CORAGEM DA IMENSIDÃO - EMANOEL BARRETO - NATAL/RN
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Encontrei a informação no Extra Online e compartilho:
Tropa de elite 2: PM corrupto no primeiro longa volta como miliciano
Não foi só o Capitão Nascimento (Wagner Moura) que subiu de posto na “Tropa de elite” comandada por José Padilha. Autor da frase “quem quer rir tem que fazer rir” no primeiro longa, o Sargento Rocha também ganhou nova patente: deixou de cuidar dos assuntos burocráticos do batalhão da PM e virou major. E não só isso: na sequência da história, que estreia dia 8, ele ganha o apelido de Russo e será um chefe de milícia.
— Russo não é mole, não. É um miliciano sanguinário, consegue tudo o que quer por meio da força, da imposição — adianta o ator Sandro Rocha, que por obra do destino repete o personagem em “Tropa de elite 2”: — Sempre achei que tinha alguma coisa guardada para mim desde o primeiro filme. Na verdade, agora, eu faria um dos homens do Russo, o chefe da milícia, mas o ator que o interpretaria teve um problema. O Zé Padilha (diretor) resolveu abrir um teste para mim. Passei e veio a calhar, não é? Estou dando continuidade ao papel que fiz lá atrás.
Morador do Lins, Sandro, de 36 anos, sofreu maus bocados para atuar em “Tropa 2”, filmado de dezembro de 2009 a abril deste ano.
— Não passei por esse trabalho sem consequências na vida pessoal. Russo é barra pesada, sempre em meio a tiros... Eu chegava em casa muito brutalizado, numa energia negativa. Discutia com a minha mulher, vivia nervoso, tenso... Isso tudo só foi acabar junto com o fim das filmagens.
Além da preparação com o elenco, Sandro fez questão de aprender sobre milícia com quem entende do assunto.
— Conversei com amigos policiais que estão acostumados a conviver com isso e puderam me dar dicas. Falei também com duas pessoas ligadas à milícia, que me explicaram como tudo funciona.
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