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| Este personagem foi criado há muitos anos e estava arquivado. Ele pediu para voltar e, agora, voilá! (EB) |
"Não é justo alguém ter o direito de ter uma empresa de aviação e outro não ter o direito de comer um pão." /////// JAMAIS IDE A UM LUGAR GRANDE DEMAIS. A UM LUGAR AONDE NÃO TENHAIS CORAGEM DA IMENSIDÃO - EMANOEL BARRETO - NATAL/RN
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domingo, 6 de novembro de 2016
A volta de Al Caparra, gangster chic
terça-feira, 16 de julho de 2013
OS CRIMES DO PADRE HEUSZ
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sexta-feira, 12 de julho de 2013
OS CRIMES DO PADRE HEUSZ
Ele diz : “O
salário do pecado é a morte”; e pune os pecadores com
hóstias envenenadas
“Os crimes do Padre Heusz” é o título do
romance que o jornalista Emanoel Barreto publicou junto à Editora
Sebo Vermelho, lançado em Natal/RN em 24/07/2013. “Os crimes...”
conta a história do Padre Heusz que toma ao pé da letra a assertiva bíblica “o
salário do pecado é a morte” e pune os pecadores com hóstias envenenadas.
As hóstias, no entanto, não recebem poção
bruta ou grosseira; ao contrário, a fórmula do veneno leva o pecador,
pouco antes de morrer, a estado de beatificação, sensação de estar em paz, gozo
místico. Padre Heusz não quer que os pecadores sofram fisicamente,
sintam angústia ou sequer percebam que estão morrendo, mas partam em
completa sensação de paz. Isso porque não se sente um assassino; acredita-se
em missão, pois em sonho que um anjo lhe aparecera convocando-o a punir os
pecadores. Então, pede a um químico que produza o delicado veneno.
O prefácio é do escritor François
Silvestre. O livro é dedicado aos repórteres policiais Pepe dos Santos, Genésio
Pitanga e Ubiratan Camilo (in memoriam).
O relato da história é feito por meio de
cartas que o Padre Heusz envia ao editor de um jornal que aos poucos vai se
envolvendo na trama até o confronto final, quando o sacerdote tenta matá-lo em
uma caverna profunda que havia sido transformada em catedral.
A obra trata, em meio ao suspense em que
foi construída, da questão da condição humana, da queda, das incertezas e
questionamentos entre os conceitos do Bem e do Mal. Como exemplo pode-se citar
o personagem que é sósia do Padre Heusz e vai à sua procura.
É um homem rico, cruel, invejoso e sem
limites morais. É essa inveja que o leva a capturar e martirizar Padre Heusz, a
quem acredita um santo. E como entende que todo santo deve ser martirizado,
confia estar dando a Padre Heusz aquilo que todo santo deseja. E o prende a uma
roda medieval de tortura, usada pela Santa Inquisição. O sequestrador
considerando-se um “piedoso inquisidor”.
Supõe que, morto o padre, poderia assumir
sua personalidade e assim tornar-se um digno sacerdote. Padre Heusz escapa no
último instante.
Há situações que foram tiradas da vida
profissional do autor no exercício do jornalismo. Foram usadas para dar maior
verossimilhança à narrativa. Como exemplo, a invasão da redação onde trabalha o
personagem que é editor do jornal. De repente chega ao local um homem
perseguido por multidão que queria o seu linchamento.
O fato foi transposto ao livro. Barreto
realmente enfrentou tal situação na Tribuna do Norte, quando um homem que havia
surrado o pai foi perseguido e refugiou-se na redação.
Quando a turba foi expulsa o arruaceiro
explicou o motivo de haver corrido até o jornal: como a Tribuna pertencia a
Aluizio Alves e este era tido como o protetor do povo, o fugitivo fora ao
jornal para ser “protegido por Aluizio”.
O romance é uma sucessão de
acontecimentos bizarros e terríveis situações, com os personagens levados ao
limite da condição humana. Tudo se passando em meio a momentos de terror e um
final absolutamente inesperado.
Sobre o autor
BARRETO é jornalista há 38 anos. Doutor
em Ciências Sociais. Começou no Diário de Natal como repórter de polícia
recebendo as primeiras letras de Alexis Fernandes Gurgel, louco sublime.
Ingressou no jornalismo após ser
submetido a teste de datilografia e conhecimentos gerais por Luis Maria Alves,
O Coroa, lendário superintendente dos Associados no RN. Depois trabalhou na
Tribuna do Norte, A República, semanário Dois Pontos, TV Ponta Negra. Foi
correspondente da revista Visão. Atualmente é professor do curso de Jornalismo
da UFRN onde ministra Jornalismo Impresso, Oficina de Texto III e Reportagem,
Pesquisa e Entrevista. Apresenta e dirige o programa de entrevistas Grandes
Temas, na TV Universitária. Na mesma TV criou e apresentou por dois anos o
programa Xeque-Mate, de entrevistas. Publicou Crônicas para Natal e Memória do
Comércio do Rio Grande Norte, livro-reportagem. Mantém o blog Coisas de Jornal.
Tem artigos sobre jornalismo e comunicação publicados em revistas acadêmicas
nacionais e internacionais. Faria tudo outra vez.
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quarta-feira, 20 de abril de 2011
Meus primeiros 60 anos
Chego hoje aos meus primeiros 60 anos. É uma idade em que já foram percorridos, palmilhados e descobertos possibilidades e limites, perplexidades e certezas - certezas convictas ou quase isso. É chegada a hora de um homem aperceber-se barco, galeão e nau trirreme e saber que nestes remos muitos o ajudaram ao longo do navego, longo nevego. Mas é também momento de entender que o barco, alucinado de serenidade, é pequeno ante mar tão grande, oceano que lhe cabe cumprir. Navegar é preciso.
Sou um homem carregado de gratidão e que aprendeu a construir com paciência de cinzel as estátuas que o têm orientado, os mapas e portulanos que o ajudaram com as marcas do desafio a singrar o mar que ele mesmo descobriu como mar. Pois é preciso descobrir o mar a fim de que ele seja mais que isso: seja cortina a descerrar, e, paradoxo, terra firme a ser encontrada. E aí o homem passa de aventureiro e corsário a peregrino com albornoz e cajado.
Este aniversário traz, assim, a marca e a passagem de um só meu Cabo da Boa Esperança. Creio que encontro a maturidade, a velhice, para ser sincero, com o abraço que o tempo construiu em mim. Bem-vinda a minha velhice, velhice menina e brejeira como uma manhã que nasce. Renasço.
Fica aqui meu registro da comemoração prévia que foi feita pela Minha Mulher, Minhas Filhas, Meus Filhos, Meus Genros e Meus Netos, Minha Irmã e Meus Amigos e Amigas. Questão de agenda, sabe? E foi preciso antecipar a festa. Como disse, sou um homem carregado de gratidão. E a eles, mais que ninguém. Sem esquecer os alunos-amigos, os alunos-colegas do Curso de Jornalismo da UFRN, nautas em sua iluminada juventude. O mesmo aos professores colegas do Decom. E a Bruno Emanoel Barreto, sobrinho, filho, herdeiro do meu jornalismo.
Jornaleiro e tipógrafo que sou, foi-me uma festa, e nessa festa um jornal, o Jornal do Velho Barreto, com mensagens que ainda bem antes do aniversário foram postadas na internet, registros de pessoas queridas que a mim referiam. E assim foi feito o jornal. E como o jornal, um bolo em forma também de jornal, uma surpresa preparada com carinho e eficiência: sequer supus que a festa me seria oferecida. Um brinde.
Nordestino e apegado às coisas deste chão, criou-se a Garrafada do Velho Barreto, miniaturas, garrafinhas com a receita de como escrever. Uma poção sertaneja, como se fosse eu um raizeiro a tratar de ensinar, pela bebida do povo, como se constroi um texto. Bondade. Sou um praticante, apenas um praticante da tipografia pequena que expressa um pouco do pouco que tento saber.
Enfim, comemoro hoje meus primeiros 60 anos. A nau é aprestada e parte para a segunda fase da aventura. A vela é panda e sei que esse mar é imenso e não tem fim; quase. Mas a aventura não me lança à distância dos que amo, antes os aproxima, pois a nave de um velho é o grande convés de todas as querências. Agradecido. De vante à ré, todo o velame está erguido e segue o galeão seu rumo. Cheio de fé, que é força básica e sem explicação; pleno de serenidade, que é o tesouro e legado dos que sabem chamar a velhice de Amiga, pois é cordial e conselheira. Um grande abraço. Naveguemos.
Chego hoje aos meus primeiros 60 anos. É uma idade em que já foram percorridos, palmilhados e descobertos possibilidades e limites, perplexidades e certezas - certezas convictas ou quase isso. É chegada a hora de um homem aperceber-se barco, galeão e nau trirreme e saber que nestes remos muitos o ajudaram ao longo do navego, longo nevego. Mas é também momento de entender que o barco, alucinado de serenidade, é pequeno ante mar tão grande, oceano que lhe cabe cumprir. Navegar é preciso.
Sou um homem carregado de gratidão e que aprendeu a construir com paciência de cinzel as estátuas que o têm orientado, os mapas e portulanos que o ajudaram com as marcas do desafio a singrar o mar que ele mesmo descobriu como mar. Pois é preciso descobrir o mar a fim de que ele seja mais que isso: seja cortina a descerrar, e, paradoxo, terra firme a ser encontrada. E aí o homem passa de aventureiro e corsário a peregrino com albornoz e cajado.
Este aniversário traz, assim, a marca e a passagem de um só meu Cabo da Boa Esperança. Creio que encontro a maturidade, a velhice, para ser sincero, com o abraço que o tempo construiu em mim. Bem-vinda a minha velhice, velhice menina e brejeira como uma manhã que nasce. Renasço.
Fica aqui meu registro da comemoração prévia que foi feita pela Minha Mulher, Minhas Filhas, Meus Filhos, Meus Genros e Meus Netos, Minha Irmã e Meus Amigos e Amigas. Questão de agenda, sabe? E foi preciso antecipar a festa. Como disse, sou um homem carregado de gratidão. E a eles, mais que ninguém. Sem esquecer os alunos-amigos, os alunos-colegas do Curso de Jornalismo da UFRN, nautas em sua iluminada juventude. O mesmo aos professores colegas do Decom. E a Bruno Emanoel Barreto, sobrinho, filho, herdeiro do meu jornalismo.
Jornaleiro e tipógrafo que sou, foi-me uma festa, e nessa festa um jornal, o Jornal do Velho Barreto, com mensagens que ainda bem antes do aniversário foram postadas na internet, registros de pessoas queridas que a mim referiam. E assim foi feito o jornal. E como o jornal, um bolo em forma também de jornal, uma surpresa preparada com carinho e eficiência: sequer supus que a festa me seria oferecida. Um brinde.
Nordestino e apegado às coisas deste chão, criou-se a Garrafada do Velho Barreto, miniaturas, garrafinhas com a receita de como escrever. Uma poção sertaneja, como se fosse eu um raizeiro a tratar de ensinar, pela bebida do povo, como se constroi um texto. Bondade. Sou um praticante, apenas um praticante da tipografia pequena que expressa um pouco do pouco que tento saber.
Enfim, comemoro hoje meus primeiros 60 anos. A nau é aprestada e parte para a segunda fase da aventura. A vela é panda e sei que esse mar é imenso e não tem fim; quase. Mas a aventura não me lança à distância dos que amo, antes os aproxima, pois a nave de um velho é o grande convés de todas as querências. Agradecido. De vante à ré, todo o velame está erguido e segue o galeão seu rumo. Cheio de fé, que é força básica e sem explicação; pleno de serenidade, que é o tesouro e legado dos que sabem chamar a velhice de Amiga, pois é cordial e conselheira. Um grande abraço. Naveguemos.
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| Jornal impresso em papel de arroz, cobertura do bolo. Minha esposa perdeu as aulas de diagramação... |
| Bolo em formato de jornal enrolado. |
| Na hora do parabéns |
| Etiqueta da garrafada, distribuída pela minha esposa e filhos |
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