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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A louca do bilhete assaltante

Como num conto ou história tresloucada; empenada, tensa, amalucada, mulher vai a banco disposta a assaltar.

A seu lado, ou melhor na mão, a arma alucinada: um bilhete para ameaçar cobra ao caixa uma gorda quantia.

Sem passagem ou nome na polícia,  sem vivência no crime e seus desvios, exigiu ali bela quantia. 

Mas a coragem tola se acabou ao soar da sirene da polícia, que a tomou do banco e a levou.
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A notícia que deu origem a esta trama segue abaixo.


Mulher usa bilhete para tentar assaltar agência bancária no ES




COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Um mulher de 45 anos foi presa sob suspeita de tentar assaltar uma agência bancária, na manhã desta sexta-feira, no bairro Jardim da Penha, em Vitória (ES). Ela mostrou um bilhete, em que exigia o valor de R$ 300 mil, para ameaçar a gerente do banco. 


"Isso é um assalto. Encha a mochila com notas de R$ 100 e R$ 50", dizia o bilhete escrito à mão. De acordo com a polícia, a carta ainda dizia que havia explosivos do lado de fora da agência e que eles podiam ser acionados por supostos comparsas. 


A gerente chamou a polícia e os seguranças do banco. A suspeita --que não portava armas e não tinha antecedentes criminais-- foi presa no local. 


O caso foi registrado na Divisão de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio, em Serra, região metropolitana de Vitória.(Folha de S. Paulo).

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Assaltante de casaca pode sair da cadeia: tutti buona gente 

"Os desembargadores da 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Espírito Santo e Rio de Janeiro) aprovaram nesta terça-feira (14) por unanimidade o alvará de soltura do ex-dono do Banco Marka, Salvatore Alberto Cacciola, 64. Segundo o TRF, o alvará já foi expedido e deve ser cumprido ainda hoje (15). Participaram da votação os desembargadores Liliane Roriz, José Antonio Neiva e Messod Azulay Neto. [...] Cacciola cumpre pena no presídio de segurança máxima Bangu 8, na zona oeste do Rio de Janeiro, desde 2008. Ele foi condenado a 13 anos de prisão em 2005, pela prática de vários crimes contra o sistema financeiro, entre eles peculato e gestão fraudulenta."
Cacciola rindo do mundo (Marcelo Sayão/Efe)

A informação é do UOL, que em seguida diz: "Com a decisão, ele continua preso em uma unidade de regime semiaberto, mas pode requerer a saída para visita periódica à família ou para trabalhar fora da prisão."

Alguém em sã consciência acredita que o criminoso sairá da prisão, livre como um pássaro, para "trabalhar"? Baqueiros são um grupo de elite que vive do trabalho dos outros por definição. Isso de logo o afasta da possibilidade de buscar trabalho, já que disso não tem prática, gosto ou propensão.

A interpretação ou acionamento efetivo da letra da lei nesse país permite o surgimento de decisões como essa. O elemento já demonstrou sua periculosidade em passado histórico recente. Com certeza não se deu a boas leituras, por exemplo a Bíblia ou outros livros santos, não se aconselhou com homens justos ou sábios horados, cujos comportamentos possam ter abrandado suas convicções e entendiemento da vida. Salvo milagre, coisa que, temo, não tenha acontecido, inexiste aí um homem suficientemente íntegro para ser solto.

Continua, suponho, sendo um perigo à sociedade. Seus atos de fraudador sem dúvida podem ser equiparados a uma forma de assalto sui generis. Cacciola e seu banco, o Marka, foram socorridos pelo governo do PSDB quando matreiramente se declararam falidos. Creio que continua homem de maus procedimentos... Assim, cadeia nele...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

  O remorso do anjo vingador
Emanoel Barreto

A manchete de capa do Diário de Natal traz à mostra o que somos e o que fazemos. Uma mulher, casada com militar, deixa o marido no quartel e logo em seguida é assaltada por dois bandidos desses que, no meu tempo de repórter policial, os agentes chamavam de "marginal escarradeira", uma espécie de lumpanato do crime, miseráveis desprezíveis até mesmo para os que se ocupam do mal. Aquele bandido que não é bandido mesmo; é mais um ladrão de galinhas ou aquele aproveitador que leva roupa de varal.

Mas então, movida por fúria inesperada essa senhora, vivendo plenamente seu momento de revolta preplexa, dominada por uma ira inesperada se lença em perseguição a um dos assaltantes que fugira em blcicleta o atropela e o mata. Perde em seguida o controle do carro e se choca contra uma garagem após cruzar a rua e, antes, bater noutro carro. Dá para imaginar a cena da tragédia urbana.

A condição humana pulsa em todo esse drama: um desgraçado sai a assaltar o primeiro que encontra; uma mulher tem desperto em si o sentimento de vítima; e superando a situação de presa se transforma no predador sedento, agindo em expedição punitiva a criminoso que a atacou. 

Todos de alguma forma perderam: o miserável que roubava e a dona de casa que de repente se descobre um terrível anjo vingador.
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Abaixo, a matéria do Diário de Natal



Mulher reage a assalto e mata suspeito atropelado
Segundo a polícia, ela jogou carro por cima de dupla após ser abordada nas Quintas. Adolescente de 15 anos morreu
Paulo de Sousa // jpaulosousa.rn@dabr.com.br

O jovem Rogério Cordeiro de Morais, 15 anos, foi morto por atropelamento na Avenida Mario Negócio, nas Quintas, Zona Oeste, por volta das 6h de ontem. Segundo o tenente PM Alisson Menezes, oficial do 9º batalhão PM, o rapaz e outro jovem assaltaram a mulher de um fuzileiro naval quando essa deixou o marido no trabalho, em frente ao quartel do grupamento no bairro. A vítima então, em seu VW Gol prata, perseguiu o suposto assaltante, que fugira em uma bicicleta, e o atropelou. O pai do garoto, o gari Samuel de Morais, 37, revela que Rogério foi apreendido no início deste ano por roubo, mas estava solto e usou a bicicleta da empresa que trabalhava para assaltar. O nome e a idade da mulher, que ela aparenta ter em torno de 25 anos, não foram confirmados pela polícia.


Carro da condutora envolvida no incidente ficou com a lateral amassada Foto: Paulo de Sousa/DN/D.A.Press
O tenente Alisson conta que, no início da manhã de ontem, a mulher do fuzileiro foi deixar o marido em frente à base. Assim que o soldado desceu do carro e chegava ao quartel, ele notou quando a esposa estava sendo assaltada por dois homens em uma bicicleta. "Ele tentou esboçar uma reação, mas um dos jovens apontou a arma para ele e mandou que voltasse". O militar ficou assistindo toda a ação dos bandidos ao longe. Os jovens tomaram um aparelho celular, bolsa e joias da vítima. Em seguida os dois fugiram, um a pé e outro na bicicleta.


Com a fuga dos assaltantes, a vítima saiu em perseguição ao que estava de bicicleta. Na Av. Dr. Mario Negócio, a esposa do fuzileiro acabou atropelanto o jovem, que caiu em uma calçada, segundo a polícia. Ela ainda perdeu o controle do veículo, batendo na traseira de um GM Chevette azul e atravessou a pista, invadiu o sentido contrário e colidiu com a entrada de uma garagem. Rogério Cordeiro morreu ainda no local, antes da chegada do socorro médico.

Com o atropelamento, a polícia foi acionada e fez o isolamento da área onde o jovem morreu. Como estava muito abalada com o acontecido, a vítima do assalto, após a morte de Rogério, foi mantida em segurança pelos policiais e teve de ser levada ao Hospital Walfredo Gurgel, para ser medicada. "Ela estava bastante nervosa e precisou ser sedada". O Instituto Técnico Científico de Polícia (Itep) é quem foi responsável pela perícia feita no local.