sexta-feira, 3 de março de 2017

KCNA/Reuters


O ditador da Coreia e a farsa de Temer

Kim Jong-un, o rabicundo ditador da Coreia do Norte, expressa, na ridícula situação captada pela foto, o quanto o Poder transtorna as pessoas: seja na própria imagem do mandatário em seu sorriso ardiloso, seja na sujeição das crianças e da jovem que com ele compartilham a cena.

Somente alguém muito tolo acreditaria que ali está registrado momento autêntico, captação de um flagrante onde a camaradagem e a sinceridade é compartida entre líder e liderados.

Ao contrário, o que existe na imagem é um sujeito com poder de vida a morte, ao lado de vassalos. 

Mesmo admitindo-se que a propaganda oficial crie nas mentes juvenis a suposição de que estão privando da informalidade do mandão, farsa e farsa.

Estabelecendo-se um paralelo com a nossa realidade temos aqui também um governo – que se não tem, claro, qualquer proximidade com a essência ideológica da insanidade coreana – tornou-se por si mesmo uma farsesca realidade.

Temos um assim chamado presidente que corre de um lado para o outro apagando incêndios políticos que seus iguais teimam em reacender a cada explosão de seus atos sujos. 

A imagem pública de Temer é péssima. Somente não piora porque são raras as pesquisas.

Viessem as tais com a mesma intensidade com que pipocavam quando Dilma era presidente e veríamos o quando o ocupante do Palácio do Jaburu estaria sorumbático midiaticamente.

É que, dizem, o jaburu é a ave brasileira que representa a tristeza, o desalento, a desolação, a aflição. E isso tudo são situações fartas no cotidiano nacional. 

O jornalismo amigo já tentou usar a figura da Sra. Temer como baluarte para criar, literalmente, uma boa imagem do governo. O problema é que o governo é um problema. 

 E, como não estamos na Coreia do Norte não há fotos suficientes para dizer que está tudo bem.  




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