quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Oa ladrões precisam se unir



Sindicato dos Ladrões, Arrombadores,

Assaltantes e Similares-Silada/RN


NOTA OFICIAL

A entidade supramencionada vem a público convocar tal e operosa categoria para que empreenda esforços a fim de ampliar no Rio Grande do Norte um regime de terror e dominação em 2016. 

É válido ressaltar que o roubo do carro do prefeito de Natal, Carlos Eduardo, é demonstrativo bastante claro de que na cidade não há policiamento nem autoridade capaz de nos deter.
 
Sabedores de que a Polícia Militar não dispõe de tropas, recursos ou número suficiente de viaturas para nos enfrentar, envidaremos esforços para que todos os nossos associados possam usufruir de tal estado de coisas com total liberdade e desenvoltura. 

As explosões de cofres em bancos em Natal e interior do estado são o comprovante exato do que acima afirmamos. Assim, bravos companheiros, não temamos: vamos agir com vigor e força a fim de assegurar a todos e a cada um de nós o que é de direito: assaltar, arrombar, roubar e agir sem temor já que a PM não tem condições, como supramencionado, de nos enfrentar. 

É imperioso notar que a falta de vigilância é indício fortíssimo de que especialmente Natal não dispõe de um sistema de ronda digno desse nome.
Assim, temos literalmente a obrigação de, como profissionais competentes e respeitáveis no mundo do crime, trabalhar para garantir nosso bom nome perante os demais membros de nossa comunidade, seja nacional ou internacionalmente. Sejamos, portanto, literalmente bons ladrões. 

O bom ladrão não descansa. O bom ladrão agride sempre; o bom ladrão não perde oportunidade seja domingo, feriado ou dia santo; o bom ladrão é atrevido; o bom ladrão, se preciso, mata. O bom ladrão, em suma, não está nem aí: faz e acontece. 

Assim sendo, colocamo-nos à disposição de todos os companheiros: que andam sempre bem armados e botem pra quebrar.
                                               
                                                A DIRETORIA


Brasil está no volume morto e mesmo assim esbanja dinheiro



Conta da Olimpíada passa de 38 bilhões

As luxuosas e caríssimas instalações olímpicas para 2016
Estarrecido vejo no Estadão o custo da Olimpíada: R$ 38 bilhões, 670 milhões. A Olimpíada é uma intentona de lesa-povo, cuja única finalidade é atender aos interesses de políticos – em sua expressiva maioria tais elementos apoiaram aquele malsinado projeto – bem como rechear o bolso das empreiteiras. 

E isso numa época em que o país imerge em inflação e convive com o escancaramento da corrupção institucionalizada. A Copa de 2014 foi o primeiro passo; os jogos olímpicos são o fechamento com chave de ouro de todo o processo. 

Qualquer pessoa medianamente esclarecida - e bem intencionada - sabe que o Brasil nem precisa nem tem condições de sustentar a farra olímpica. Em vez de gastar dinheiro público com obras faraônicas deveríamos estar aplicando recursos em educação, segurança, saúde, estradas e, por exemplo, presídios – presídios são hoje uma prioridade nacional, não tenha dúvida. 

Nossa lamentável prática política, entretanto, selecionou a intentona da Olimpíada como elemento de importância e agora a sociedade, especialmente os mais pobres, irá pagar a absurda, sórdida conta que se alongará ao correr do tempo.

E assim, enquanto hospitais e escolas sofrem com o abandono e a segurança pública é um pedido de socorro ou um grito de dor, caríssimas instalações serão usadas para hospedar atletas que aqui estarão de 5 a 21 de agosto próximos. 

Serão 10.500 participantes cujos luxos serão garantidos à custa dos que vão morrer nos hospitais por falta de atendimento adequado; dos que serão mortos por bandidos e dos jovens e crianças que terão educação de má ou péssima qualidade. 

Precisamos de uma sociedade civil atenta e vigilante; que se oponha ainda no nascedouro a propostas como a Copa ou a Olimpíada. O Brasil está no volume morto; não tem condições de afagar delírios, estimular o desperdício ou alegrar-se em multidões enlouquecidas de estupidez. 
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Imagem: https://www.google.com.br/search?q=olimpiada+2016+obras&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjsos75vanKAhWMmh4KHYxiADIQ_AUICSgD&biw=1920&bih=916#imgrc=C8mBXyju6BpLYM%3A

sábado, 9 de janeiro de 2016

Calamidade: hospital Walfredo Gurgel virou caso de polícia




200 morrem todo mês no Walfredo Gurgel

Sofrimento no corredor do Walfredo Gurgel (Ass. de Imprensa)
“Todos os meses 200 pessoas morrem no Complexo Hospitalar Monsenhor Walfredo Gurgel. O maior hospital público do estado do Rio Grande do Norte, localizado em Natal, recebe mensalmente sete mil pacientes. Deste número, dois mil são encaminhados para internação, como a unidade só conta com 284 leitos, uma média de 70 doentes são tratados diariamente em macas nos corredores. Os dados são da própria diretora, a médica Maria de Fátima Pereira Pinheiro.” 
Falta de política de saúde: quadro histórico no RN

A informação é do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte-Sinmed que enviou representantes ao Walfredo a fim de inteirar-se da situação. 

 Após receber o release que me foi enviado pelo sindicato entrei em contato com o presidente da entidade, médico Geraldo Ferreira, que a confirmou integralmente. 

Um cálculo básico apontou-me: o índice de 200 mortos mensalmente perfaz o total de 2.400 óbitos anuais. 

Diz ainda o texto enviado pelo sindicato: Terça-feira (05), em vistoria técnica realizada por representantes do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN), a situação estava ainda pior. 80 macas lotavam as passagens, muitas delas improvisadas em colchões no chão. Nesta situação, 39 estavam acometidos de fratura de fêmur e sete com ruptura da bacia.”
 
Hospital: pacientes recebem atendimento de má qualidade
O Sinmed informou que continuará com as visitas a unidades hospitalares em Natal e interior do estado a fim de apurar as e condições de trabalho dos médicos e o atendimento prestado aos pacientes. O objetivo é preparar relatório à Secretaria de Saúde. 

Médicos visitam hospital, discutem problemas e querem solução
Acrescenta o Sinmed: “Como se não bastasse, outros seis internos também podem vir a óbito a qualquer momento por falta de diálise. Tratamento imprescindível para quem possui disfunções renais e não consegue eliminar água ou produtos de excreção do sangue. O problema se deve também a estorvos entre a empresa terceirizada responsável pelo procedimento e a Sesap/RN.”

Vergonha ou falta disso – O governo do Rio Grande do Norte precisa tomar providências urgentes. Trata-se, a situação do Walfredo Gurgel, de realidade que se estende ao longo dos anos, sai governo, entra governo. A inexistência de uma política de saúde institucionalizada traz à tona um quadro terrível. E reflete a presença de governantes que se regem por repetitivos comportamentos de insensibilidade e desprezo pelos cidadãos, pela condição humana e pela vida. Começo a supor que a situação do Walfredo deva ser denunciada a alguma instituição internacional de defesa dos direitos humanos.

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OK, vamos multar
Só com firmeza o trânsito será disciplinado

A ocorrência de fatos criminais de forma socialmente reincidente leva-nos a uma conclusão: essa sociedade de alguma forma criou condições históricas para que isso aconteça. 

Tomo como referência os acontecimentos de trânsito, quando pessoas bêbadas provocam acidentes muitas vezes fatais. Ou o caso de quem estaciona em local proibido. 

Poderia abordar o fenômeno da corrupção, que tem situação paralela, mas vou ficar no trânsito. Proximamente irei a esse assunto.  

Mas, voltando ao tema inicial: a ineficiência do estado, a reiterada ausência estatal coercitiva resultou em impunidade que de alguma forma cristalizou-se no cotidiano, naturalizou-se e passou a ser “normal” alguém beber e dirigir. Até mesmo prova de perícia e arrojo. 

Abordando o assunto no plano local temos que, quando do surgimento da figura do capitão Stevenson Valentim, percebeu-se um certo mal-estar, um desacordo, um pra-que-esse-cara-aqui?” 

Todavia, somente com intervenções firmes, decididas como a daquele policial, poderemos começar a desenvolver, aliando-se isso a campanhas educativas, uma cultura de trânsito desejável e civilizada.

Da mesma forma os chamados amarelinhos são figuras desejáveis e importantes. Eles estão multando pessoas que estacionam carros em locais proibidos, especialmente nas vagas destinadas a deficientes físicos e idosos. 

É preciso acabar com o jeitinho brasileiro, com as facilitações aparentemente inocentes, a matreirice criminosa mas disfarçada de esperteza aceitável, a safadeza como norma. Tudo isso resulta, pelo fato mesmo de ser aceito, em inominável impunidade.