quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A saudação dos gladiadores

Caros Amigos,
O ano termina com a manutenção da insânia,
da violência sectária e demencial do
radicalismo mais atroz.
Ódio e sangue explodem como se fossem
uma espécie de dádiva bestial.
A morte de Benazir Bhutto, como uma fagulha
dantesca da irracionalidade humana
é bastante elucidativa do quadro
deplorável desse estágio que o mundo vive.

Sua presença no cenário mundial
era como uma delicada chama em meio
ao furação político que comanda corações
e mentes dos poderosos.
Sua busca por dar ao Paquistão acesso às
liberdades democráticas servia como
exemplo a radicais como George W. Bush,
Osama bin Laden e os narcotraficantes
que se intitulam libertadores da Colômbia.

O mundo inteiro perdeu uma de suas
mais expressivas figuras, dentre os que,
como ela, buscavam a paz, a solidariedade,
justiça social, dignidade humana.
Não é de hoje que a humanidade
convive com déspotas e com armas.
Sua morte é emblemática: significa que,
como no tempo dos césares, a espada faz a lei,
e essa lei manda matar.

Frente a tão brutal acontecimento vale
uma reflexão: até que ponto a violência
continuará em sua escalada gritante?
Esperemos que, apesar do pantanal que
martiriza aqueles que se voltam
para respeitar e engrandecer a vida,
continuem a brilhar as pequenas chamas
daqueles que desejam um mundo melhor.
Sim, porque, mantendo-se a situação
atual, prevalecerá a soturna saudação
dos gladiadores:
"Ave, César, os que vão morrer te saúdam."
Emanoel Barreto

Um comentário:

Anônimo disse...

Meu caro Barreto,

Belo artigo contra a violência no mundo que se manifesta de várias formas, como esta que está em seu comentário.

Aproveito e faça uma sugestão: por que nós não nos juntamos em um site de jornalistas para publicarmos nossos artigos, reportagens e notícias?

É fácil mandar fazer um site por um webdesigner e mantê-lo. O gasto é mínimo e a gente ainda poderia conseguir patrocínios para mantê-los. Basta que alguém coordene e formule os convites a colegas que conhecemos. Foi dada a sugestão.

Um abraço,
Aécio
j.aecio@uol.com.br