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domingo, 13 de novembro de 2016

O poder que pode e arrebenta

De ditadura e de democracia 

www.falcemartello.cbj.net
Poder, diz definição simples mas de compressão bastante clara, é a capacidade que um homem ou grupo de homens têm de levar adiante seus intentos mesmo encontrando oposição. 

Tomando-se unicamente tal aspecto isso inclui  desde o bêbado que na esquina brande uma arma contra pessoas indefesas - é o poder momentâneo, ilegal e ilegítimo - e chega ao governo que assesta tropas e armas contra governos inimigos ou até mesmo seus próprios cidadãos. 

Temos aí então o Poder: manifestação política institucionalizada num Estado e tornada legítima pelo fato mesmo dessa institucionalização, ainda que injusta e inaceitável, como ocorre nas ditaduras.

Atenho-me às ditaduras em suas diversas manifestações. Nenhuma ditadura é boa, seja de direita, seja autoproclamada de esquerda. Admitir ditaduras é atribuir a um grupo de homens uma espécie de competência quase divina de saber o que é o melhor e, por consequência, o pior para um povo. E desse maniqueísmo estabelecer parâmetros de dominação. 

É alegar a alguém a condição de grande líder, condottiero, grande irmão, timoneiro, a figura mitificada do Presidente nos Estados Unidos, coisas do tipo. 

Há também uma ditadura imperceptível, que age de maneira suave, permite a comunicação e a aparente discordância. É a ditadura da democracia formal, essa em que vivemos: podemos falar contra o governo, jornais circulam livremente, é possível fazer passeatas, há partidos políticos, pode-se viajar sem maiores problemas, há liberdade de religião e de organização. Temos assim a sensação de democracia, esse "poder existir enquanto cidadão",  sujeito de direito pleno.

Mas, onde está a ditadura então, se podemos fazer tudo? Muito simples: os meios de comunicação pertencem a quem tem dinheiro para mantê-los e podem se organizar em oligopólios que controlam o que deve ou não ser divulgado. 

E esses mesmos meios de comunicação de massa se encarregam de, ideologicamente, representar o mundo social como status quo perfeito e acabado: escamoteiam a realidade das desigualdade de classes e difundem que pequenas modificações conjunturais são como que uma espécie de concessão dos poderosos àquela massa a quem chamamos povo. Concessão, esmola boa e que aplaca as fomes sociais momentaneamente.

Toda ditadura, até mesmo a ditadura da democracia formal, busca se impor como se essa imposição ocorresse naturalmente e fosse parte da paisagem social cotidiana, respirável, uma espécie de ar político. Para tanto, naturalizam sua propaganda como se fosse prestação de serviço e se afirmam como quadro ideal onde se deve passar a vida, adequada, ajustada a tal ideário.

Países como a Coreia do Norte, Mianmar, Cuba, só para ficar nesses três, também são ditaduras; equívoco histórico, desvio doutrinário da luta por sociedades mais justas. Por sua vez os EUA, como paradigma imposto de liberdade, escravizam povos aos seus interesses econômicos e levam o inferno aonde quer que suas tropas cheguem, em nome da Liberdade. 

Mas é nessa realidade que temos que nos inserir e lutar. Ocupar espaços políticos, proporcionar mudanças, promover um discurso libertário via sociedade civil e chegar aos parlamentos e ao Executivo. 

A democracia não é situação pronta e acabada. É processo, é uma espécie de combate civil, avanços de posição, criação de uma nova moral política, conscientização de que aqueles a quem se chama povo podem um dia despertar, consciência de que é preciso esse despertar. É preciso habilidade e força. É preciso. É preciso. É preciso

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ZOORÓSCOPO 
Bichano- São geralmente agradáveis, afáveis, movem-se com rapidez, gostam muito de sobra e água fresca. Trata-se de um signo facilmente encontrável  em repartições públicas. No fundo, são boa gente, só não gostam do pesado. 


 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Corrupção como patrimônio Imaterial brasileiro



Prever para prevaricar

http://mspontocom.com.br
Cachaça: o termo cachaça passou a ser respeitado no mercado norte-americano depois de muita luta para certificar nossa caninha como designação de produto tipicamente brasileiro. Quer dizer: com isso respeita-se um bem imaterial; seu preparo, a cultura, o debruçar espiritual do artífice sobre a sua obra, a arte enfim. Do mesmo modo que o francês defende seu champanha.


Temos porém, além da cachaça, outro produto bem brasileiro, possivelmente jamais igualado por qualquer país: temos a corrupção. Sim, sim, senhores: nesse quesito chegamos - ou pelo menos quase-, à perfeição: trata-se de elaborado processo, com sinuosas manipulações, finíssimos tratos. 

Que vão do planejamento, do conhecimento jurídico-burocrático dos meandros e das leis a serem burladas e manipuladas a favor do corrupto e seus corrompidos até a execução do ato corruptos; e isso na certeza de que, falhando o plano espetacular, nada acontecerá aos seus autores. 

A impunidade faz parte do processo. Não impede uma nova intentona; isso está nos genes da cultura política e empresarial brasileira.

E ficam os partidos se acusando mutuamente, manchados e moralmente trôpegos; mas acusando-se sem parar, o que dá à opinião pública a sensação de que a finalidade da política, aqui política partidária, é unicamente a troca de desaforos e blasfêmias entre criminosos de paletó, seguindo-se processos e delações premiadas.

Assim, urge que se tomem as providências para registrar a corrupção nacional, a fim de que lá fora não nos tentem tomar esse licor, patenteando-o. E o que é pior: que tenhamos de comprar no mercado internacional algum caderno de métodos e técnicas de corromper. Não tenho dúvida de que, ocorrendo isso, se formariam imediatamente grupos e lobbies

Todos cobrando seus vinte por cento de comissão, alegando que seria muito importante o país importar esse bem como commodity, sob o lema positivista: prever para prover. Ou melhor: prever para prevaricar.
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ZOORÓSCOPO
Cavalo - Conhecidos pelo temperamento digamos, forte, para não dizer estúpido, o cavaliano atrita-se facilmente. Mesmo que o parceiro
Guido Daniele
não o tenha provocado. Cavalo, no entanto, não deve casar com mulher nascida em Hiena. A mulher em Hiena não leva desaforo para casa e ainda sai rindo depois de dar o troco ao agressor. 

terça-feira, 19 de abril de 2011

 ZOORÓSCOPO

Bichano- São geralmente agradáveis, afáveis, movem-se com lentidão e gostam muito de sobra e água fresca. Trata-se de um signo facilmente encontrável  em repartições públicas. No fundo, são boa gente, só não gostam do pesado.

Cascavel - As nascidas em cascavel são o pior tipo de mulher para se casar. Dos homens, diga-se a mesma coisa. Mas, vale um conselho caríssimos cascavelianos: é bom não se meterem com os nascidos em Tijuaçu. Esses são do bem, enfrentam qualquaer cobra, não gostam de brincadeiras e vocês podem se dar mau.

Marimbondo - Aí é preciso ter cuidado. Quem se rege por esse signo não tem qualquer atenção pelos outros, somente pensa em si. Como são geralmente pessoas feias, vingam-se de sua dor ferroando aqueles que, por qualquer equívoco, a eles estão apegados. Todo marimbodiano tem inveja dos que nascem em Abelha. 

Formiga - Nascidos para o trabalho, o formiguiano terá sempre uma condição de vida estável, muito embora dificilmente venha a enriquecer. São valorosos, confiáveis, mas não deve procurar contrair núpcias com quem é de Pavão. Podem acabar no maior buraco. E falidos.

Cavalo - Conhecidos pelo temperamento digamos, forte, para não dizer outra coisa, o cavaliano atrita-se facilmente. Mesmo que o parceiro não o tenha provocado. Cavalo, no entanto, não deve brincar com Hiena. A  mulher em Hiena não leva desaforo para casa e ainda sai rindo depois de armar a confusão.
                    

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ZOORÓSCOPO

Esquilo - Veja bem como são os de esquilo. São pessoas rapidíssimas, parecendo sempre aflitas, desesperadas, permanentemente com algum problema insolúvel. Choram por tudo, torcem as mãozinhas e desesperam-se facilmente. Aí aparece alguém de lobo e zaz!, dominam a situação: se dizem gurus e transformam você na próxima vítima. Ganham todo o seu dinheiro e ainda deixam dívidas para você pagar. Case-se com alguém de Lesma.

Preguiça - Preguiciano amigo, logo de início um conselho: não tenha, nem mesmo em pensamento, relacionamento com os que estão sob Esquilo. Se eles são a velocidade em pessoa,  e como já viu são nervosíssimos e abalarão sua autoconfiança. Já você dá a impressão de que vive no mundo da lua, ou melhor: no seu próprio e paralelo mundo. Os pregiocianos são calmos, atenciosos, vivem na maciota. São ideais para ocupar cargos de aspone, onde se são muito bem. Contam piadas que é uma beleza.

Preá - Os assim regidos são bem parecidos com os de Esquilo, só que cito uma diferença fundamental: enquanto o esquiliano gosta de se expor, o preariano vive entocado, prefere não se apresentar. É signo comum a usurários, agiotas e quejandos. Ficam na maior moita, só esperando a desgraça dos outros. Depois, especialmente os do zoosigno de Pavão, que são grandes gastadores, caem em suas garras e dificilmente se safam. Pagam até à última pena.


Tamanduá - Cuidado com os de Tamanduá, especialmente se você nasceu sob os augúrios de Ovelha ou Cabrito, dois signos de pessoas que facilmente confiam nos demais. Tamanduá sempre se aproxima quando você está em dificuldade. Aparentemente quer ser solidário mas, depois, quando você está sob seu domínio, vem o abraço fatal. Se você se deixou convencer por Tamanduá, pá!, acaba entregando a ele tudo o que tem. Muito comum em cenas da política.