sábado, 15 de setembro de 2012

Recebo e divulgo



Comissão de Direitos Humanos da Federação Nacional dos Médicos virá ao RN


Uma comissão formada por membros da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), do Conselho Federal de Medicina (CFM), e da Associação Médica Brasileira (AMB) visitará os hospitais de urgência e emergência de Natal nesta terça-feira (18). A comissão, responsável pela promoção e defesa dos direitos humanos, examinará as condições de atendimento nas unidades médicas locais. Essa visita poderá desencadear denúncias nos Tribunais de Justiça nacionais e internacionais.
Além das visitas aos hospitais, a comissão também terá audiências com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RN) e com representantes da Igreja Católica. A audiência com a Igreja se deve ao tema da campanha da fraternidade desse ano: Fraternidade e Saúde Pública.
Durante a passagem da comissão por Natal, uma entrevista coletiva com a imprensa será agendada para divulgar os resultados da visita.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Aviso aos navegantes: na política, se gritar para um pode pegar todo mundo

A observação da campanha na TV pode dar ao eleitor um indicativo potencialmente perigoso para os candidatos que trocam farpas e acusações entre si: se prestar bem atenção pode ser que ele, o eleitor, o votante, em última análise o pagante, pode chegar à conclusão de que ninguém presta.

 São os tais efeitos não pretendidos da comunicação, ou seja: é preciso ter cuidado ou alguém pode, desacreditando o rival, desacreditar a si próprio pois os candidados são, em sua maioria, signatários dos mesmos propósitos ideológicos e têm raízes políticas comuns. Portanto, a acusação a um pode ser válida ao outro. Telhado de vidro é o que não falta. 

sábado, 8 de setembro de 2012

Como é que é?

Entre a gargalhada e o estarrecimento leio notícia na revista Época. Ali está dito pelo colunista Bruno Astuto que o senador Aécio Neves estaria pensando em convidar para ser seu vice na chapa à presidência da República ninguém menos que Ronaldo Fenômeno. Motivo de minha perplexidade: se Ronaldo não conseguiu sequer administrar seu peso, como conseguiria assumir o timão da nave louca chamada Brasil, em caso de impedimento do presidente? Se isso acontecer, oremos. Leia a matéria.
  

7 de setembro de 2012 | 17:00 | Pessoas, Poderio | ,

Ronaldo Fenômeno - o sonho de Aécio Neves para vice /Foto: Reprodução

Declaradamente candidato à presidência em 2014 contra Dilma, o tucano Aécio Neves tem percorrido o país numa pré-costura em busca de apoio de caciques locais, como conta a nossa Época desta semana. Mas o sonho do senador é ter um novato ao seu lado na chapa: o ex-jogador Ronaldo Nazário. A conversa ainda é prematura, mas, em tom meio sério e meio de galhofa, o Fenômeno foi sondado sobre sua vontade de concorrer como vice de Aécio.

 O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que apadrinha o mineiro, também deu sinais de que não se opõe à ideia. O tucanato quer que, de qualquer modo, ele participe ativamente da campanha. Pelo menos o jogador teria fôlego de sobra: ele aceitou o convite para ser o astro da nova temporada do quadro ‘Medida Certa’, do ‘Fantástico’, para recuperar a forma em rede nacional.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012


Wellington Carvalho
--- Walter Medeiros

    Vivi um tempo em que o rádio era o meio de comunicação mais fascinante, pois a TV ainda não chegava a todos os lares. Apesar da censura e dos parcos recursos técnicos, havia equipes de profissionais que se desdobravam e faziam chegar a toda a população as informações e o entretenimento mais vibrante e encantador. Foi assim que no começo de 1973 cheguei à Rádio Cabugi. E entre tantos companheiros radialistas competentes e populares da época, encontrei Wellington Carvalho.

    Lembro que ele redigia, noticiários, redigia e apresentava boa parte da Patrulha da Cidade, participava da Resenha Esportiva, era o Plantão do Esporte e ainda tinha tempo para muitas outras coisas. Sempre magro, sempre sorridente, sempre brincalhão, sempre de bem com a vida, embora fosse capaz de falar grosso e até brigar, se necessário. Era assim que vivia nosso amigo, foi assim que convivi com ele de 1973 a fins de 1978.

    Wellington Carvalho era da Paz e transmitia uma sensação de tranquilidade imensa, ao mesmo tempo em que era dos mais vibradores com o noticiário. Como militante democrata socialista, eu precisava medir as palavras na presença de algumas pessoas, mas ele era daquelas pessoas que mereciam total confiança, tanto para as confidências como para aconselhamentos, em vista da experiência que já tinha acumulado.

    As notícias chegavam através de radioescuta, com gravação em gravadores Akai e recepção muitas vezes precária. Assim se deu na queda do avião da Varig no Aeroporto de Orly, quando morreram muitos brasileiros e até o natalense Juarez Baía. Lembro Wellington Carvalho avançando e voltando a fita para saber se eram mesmo Agostinho dos Santos e Felinto Müller dois dos passageiros citados no exato momento em que aparecia um ruído forte na gravação.

    Existem amizades daquelas que você convive, entendem-se, ajudam-se, torcem um pelo outro, e que tem certeza de que jamais haveria mágoa entre ambos. Assim sempre senti minha amizade com ele: um grande amigo, grande homem, grande pessoa. Um radialista e jornalista completo. Uma saudade para o resto da vida.
Meu adeus ao Pantera

Leio na Tribuna sobre a morte de Wellington Carvalho, o Pantera. Lenda viva do jornalismo radiofônico, com ele convivi quando dos tempos áureos da Rádio Cabugi, geminada com a Tribuna, onde eu trabalhava. Seguiu o rumo dos grandes jornalistas e radialistas românticos: vivia a notícia, experienciava a via jornalística como algo imerso aos fatos narrados. Preocupou-se quase nada consigo mesmo, com seu futuro. Pagou caro, velho amigo, pagou caro. A você um grande abraço e uma saudade que acaba de se inaugurar no meu memorial íntimo.
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Morre Wellington, o "Pantera"

Publicação: 07 de Setembro de 2012 às 00:00

O radialista Wellington Pereira de Carvalho, uma das referências na história do radialismo potiguar, morreu na manhã de ontem aos 69 anos, vítima de uma série de complicações como enfisema pulmonar, pneumonia e insuficiência cardíaca. A filha, Karine Cleide Leal de Carvalho, informou que o pai estava internado no hospital Santa Catarina há 13 dias. "Ele não reclamava de dor no coração, mas falava o tempo todo de falta de ar, então resolvi levá-lo para fazer um diagnóstico mais detalhado. Foi quando o médico pediu a internação", disse Karine. O corpo está no centro de velório da rua São José e o enterro marcado para às 9h de hoje, no cemitério Parque de Nova Descoberta.

Anderson LinoWellington de Carvalho, 69 anos, foi redator e líder da equipe que marcou época com o programa Patrulha da Cidade, na Cabugi AMWellington de Carvalho, 69 anos, foi redator e líder da equipe que marcou época com o programa Patrulha da Cidade, na Cabugi AM

O "Pantera", como Wellington era conhecido pelos amigos - devido a altura, a magreza e uma vasta cabeleira - nasceu em Parelhas, em 1943. Veio para Natal trabalhar como faturista na empresa Nóbrega & Dantas, na subida da então rua Junqueira Aires, ao lado do jornal A República. Começou a trabalhar em comunicação por causa de uma paixão pelo rádio e conseguiu a vaga de plantão esportivo na antiga Rádio Rural (AM) por um lance do acaso.

Wellington sintonizava várias emissoras do pais, durante a noite. Na semana em que se anunciava a vinda do time do Santos de Pelé, Pepe e Coutinho, sensação na década de 1960, para jogar com o ABC em Natal, ele soube pelas rádios paulistas a informação de que o Santos não viria mais para a capital potiguar. Tentou, então, avisar vários locutores esportivos da cidade, mas só recebeu crédito do jornalista Paulo Tarcisio que lhe chamou para o estúdio da rádio Rural e deixou que ele lesse a notícia, ao vivo.

A partir desse "furo", o próprio Paulo Tarcísio convidou Wellington para fazer parte da Rádio Rural com os plantões esportivos. O talento de Wellington logo foi  percebido, a ponto de ser chamado para também fazer as tradicionais jornadas esportivas na década de  1970 junto a equipe da Rádio Cabugi (AM), líder de audiência no estado na época.

Incorporado a equipe do "Escrete de Ouro", Wellington se destacou na cobertura da Copa do Mundo de 1970, conquistada pelo Brasil, atuação que lhe rendeu o apelido de  "o ouvido de ouro". Durante o período em que cobria esportes, Wellington começava sua jornada às 5h dando resultado do jogo do bicho, brigada de galo e de regatas no Rio Potengi.

Após um período de cinco anos (1972-1977), no qual trabalhou em Fortaleza (CE) para a Rádio Dragão do Mar, Wellington Carvalho voltou para Natal e para a Rádio Cabugi AM. Foi produtor, redator, locutor e comandante da equipe do programa "Patrulha da Cidade", crônica informativa e bem humorada dos registros policiais cotidianos de Natal e cidades próximas. Faziam parte da equipe o radialista Tom Borges, Nice Maria, o "coronel Bolachinha" e Ubiratan Camilo, todos já falecidos.

Com a "Patrulha da Cidade", Wellington consolidou de forma definitiva sua atuação e se tornou um dos nomes mais conhecidos do rádio potiguar. O sucesso de audiência levou a equipe do programa a fazer shows por cidades do interior do Estado. Mas, Wellington Carvalho também fazia jornalismo sério. Durante mais de 10 foi o redator chefe da equipe de jornalismo da Rádio Cabugi, atuando em coberturas eleitorais e de grande impacto, como a transmissão das enchentes em Santa Cruz e os terremotos em João Câmara.

Companheirismo fora e dentro das redações onde trabalhou

O jornalista Carlos Peixoto, diretor de Redação da Tribuna do Norte, trabalhou com Wellington Carvalho no início da década de 1980, como repórter da Rádio Cabugi, e destaca a "disponibilidade"do radialista, para ensinar aos mais novos,  como um dos traços marcantes. "Ele já era uma legenda do rádio, assim com a Patrulha da Cidade, mas nunca se deixou contaminar por isso. Ensinava a mim e a outros focas a fazermos entrevistas, a redigir o noticiário e a falar ao vivo com a atenção e interesse de um professor dedicado", lembra Peixoto.

O companheirismo nas redações era estendido ao ambiente dos bares e até mesmo a vida privada dos colegas de trabalho. "Naqueles anos, saiamos das redações da Cabugi e da Tribuna para os bares da Ribeira e Wellington era um dos pólos que nos atraia, terminado o trabalho, para o ambiente de boemia e camaradagem na Peixada Potengi, nos barracos do cais da Tavares de Lira", prossegue Peixoto. Em torno da mesa, quase sempre liderada por ele, juntavam-se os companheiros de trabalho e também pescadores, comerciantes, mecânicos e outros tipos com que o radialista mantinha amizades.



Com o fim do Patrulha da Cidade, em 1985, a redução dos espaços noticiosos no rádio AM potiguar e o avanço das FMs, a saída de Wellington Carvalho da Rádio Cabugi começou a se desenhar como algo inevitável. Em 1986, Wellington foi trabalhar na assessoria de imprensa da Prefeitura de Natal, levado pelo então prefeito Garibaldi Filho. Ficou responsável pelos programas do rádio em que o prefeito eleito "conversava" com a população. O modelo se repetiu, com Wellington na mesma função, durante os oito anos de mandato de Garibaldi como governador.

Funcionário comissionado, sem vínculo permanente com a Prefeitura ou o Governo, Wellington Carvalho nunca se preocupou em planejar como encerraria a carreira profissional. Nos últimos anos, precisou trilhar a via-crúcis da burocracia para comprovar tempo de serviço e de contribuição, obtendo uma aposentadoria.


domingo, 2 de setembro de 2012

Ascensão conservadora: Marilena Chaui e a violência da classe média

Um depoimento vigoroso sobre a naturalização da violência na sociedade brasileira como se fosse um hábito.

sábado, 1 de setembro de 2012

Trágico e belo

Publicada na Time como uma das melhores fotos da semana. A trágica e bela imagem de um homem que caminha em meio à paisagem de destruição de área atingida por incêndio em Drospigi, Grécia. 
Foto de Louisa Gouliamaki—AFP/Getty Images

Recebo de Lucélia Bezerra, estudante de jornalismo, o texto que segue:

Meu jornal não é meu

Tem ASSESSORIA que segure esta crise de imagem dos governos Rosalba Ciarlini (estado) e Micarla de Souza (município) e claro dos empresários de ônibus financiadores de campanha???

Mesmo que a "grande mídia" divulgue
sutilmente, não há quem segure. O povo está nas ruas. O que não seria para menos.

Natal parou, aliás quando ela andou, e para onde? Não se sabe, estamos mutilados por uma gestão que deveria ser da Comunicação por excelência, e não de palavras ao vento e tamanha incompetência.

A Tribuna "noticia" assim: http://tribunadonorte.com.br/noticia/grupo-faz-caminhada-em-protesto-ao-aumento-da-tarifa-de-onibus/230362

Usam o termo "Grupo" e ignoram a força que tomou a cidade
a partir das redes sociais. Notícia "seca" sem qualquer relevância ao números de participantes, que segundo a divulgação no twitter, ultrapassa 3 mil pessoas.

O Diário de Natal "noticia" assim:

http://www.dnonline.com.br/app/noticia/cotidiano/2012/08/31/interna_cotidiano,105621/prefeitura-suspende-expediente-devido-a-protesto.shtml

Viva a Nova Mídia,
ainda "democrática"!
\o/ \o/ \o/


Meu jornal não é meu, tampouco dos JORNALISTAS.
Meu jornal é "do dono"!

Lucélia Bezerra 
Meu olhar, diante do cotidiano, me caracteriza como sujeito atuante da V I D A.
Paulo Bronco em: Tempos Modernos

Governo apresenta vídeo preliminar com obras prevista para a Roberto Freire

Delírios, divagações, prelúdio do nada

O governo do Rio Grande do Norte registra neste vídeo uma delirante visão da Roberto Freire para a Copa do Mundo. É obra - a do vídeo - bem feita, interessante, curiosa. Porém, nada mais que isso: interessante e curiosa. Todos sabemos - a governadora também-, que nada do que está exposto neste vídeo será realizado. Se fosse possível construção tão ciclópica ficar pronta até 2014, teríamos demonstração de competência fora do comum. Claro, a custo altíssimo de dinheiro, energia, empreendedorismo.

Mas, tal obra, mesmo que fosse realizável, será assim tão importante, e mesmo que importante, imprescindível ao natalense. Não seria mais barato e mais ajuizado uma intervenção firme e direta no Hospital Walfredo Gurgel, com investimento em infra-estrutura e pessoal para atendimento digno desse nome?

Se o governo do estado não consegue fazer funcionar bem um hospital, veja bem, um hospital, como fará para dar andamento a essa obra de loucos, cuja viabilidade somente é antevista nos delírios do artista que ganhou para realizar a animação? Mais que isso: sendo iniciadas as obras, a quem interessa realmente tal realização? À sociedade ou aos que literalmente vão meter a mão na massa, inclusive na massa de recursos para tocar o empreendimento? Não digo que haverá desonestidade: afirmo que há desnecessidade, falta de prioridade, ausência de senso histórico a partir de um erro programado no governo do então presidente Lula.



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Recebo e divulgo


Comunicação é tema de Aula Magna na UFRN no dia 10 de setembro

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realiza no dia 10 de setembro, às 10h, no auditório da Reitoria, a Aula Magna referente ao segundo semestre letivo de 2012 que abordará o tema “Mídia e sociedade: avanços e desafios”, a ser ministrada pelo professor Venício Artur de Lima, da Universidade de Brasília (UnB).

O tema escolhido para a aula de inauguração deste semestre na Universidade foi motivado pelas comemorações, este ano, dos 40 anos da TV Universitária, dos 40 anos da Editora Universitária, e dos 50 anos de criação do Curso de Jornalismo, do Departamento de Comunicação Social.

Além disso, o Superintendente de Comunicação da UFRN, professor José Zilmar Alves da Costa, explica que esta é uma temática que é sempre atual, principalmente devido à circulação de novas mídias e de novos processos comunicacionais. “E foi por este motivo também que a Universidade decidiu escolher para o debate um tema que não interessa somente aos cursos de Comunicação Social, mas à sociedade em geral”, acrescentou.

Para falar com propriedade sobre o tema foi convidado o professor titular da Universidade de Brasília (UnB) e fundador do primeiro Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB, o professor Venício Artur de Lima, “um pesquisador que dedicou toda a sua vida acadêmica voltada para prática e estudo de comunicação. Ele é uma referência não só no Brasil, mas no mundo”, afirmou o superintendente de Comunicação da UFRN.
Fonte: Agecom/UFRN

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Leio na Folha e compartilho

Morre fotógrafo que registrou monge em chamas no Vietnã

DE SÃO PAULO
O fotógrafo e jornalista norte-americano Malcolm W. Browne morreu nesta segunda (27), aos 81. 

Browne foi correspondente da agência de notícias Associated Press no Vietnã, onde, em 1963, registrou a imagem mais importante de sua carreira: o suicídio de um monge budista que colocou fogo no próprio corpo. 

A imagem contribuiu para que o governo de John Kennedy fizesse uma reavaliação política da Guerra do Vietnã. Serviu, também, para ilustrar cartões postais que a China comunista distribuiu para denunciar o "imperialismo americano" --e foi parar na capa do primeiro disco da banda Rage Against the Machine, em 1992.

Malcolm Browne

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Malcolm Browne - 11.jun.63/Associated Press
Em 11 de junho de 1963, o monge budista Thich Quang Duc ateou fogo em si mesmo em Saigon; a foto foi feita por Malcolm Browne, correspondente norte-americano morto nesta segunda (27), aos 8
 
Browne, que também trabalhou no "New York Times" por três décadas, estava internado num hospital de New Hampshire, de acordo com sua mulher, Le Lieu, que ele conheceu em Saigon. Ele era portador da doença de Parkinson desde 2000 e passou os últimos anos numa cadeira de rodas. 

Especializado em cobertura de guerras, ele foi alvejado três vezes em combates, foi expulso de meia dúzia de países e foi colocado numa "lista da morte" em Saigon.
Em 1964, Browne, ainda como correspondente da Associated Press, e David Halberstam, do "Times", venceram o prêmio Pulitzer pelas reportagens do conflito no Vietnã.
PROTESTO
A autoimolação de Thich Quang Duc diante de cerca de 500 pessoas, em Saigon, em 11 de junho de 1963, foi o protesto mais forte de uma série para chamar a atenção mundial para a repressão sofrida pelos monges budistas sob o governo católico de Ngo Dinh Diem no Vietnã do Sul, apoiado pelos EUA. 

Em novembro do mesmo ano, a Casa Branca deu seu aval ao golpe de estado que culminou com a deposição do presidente e de seu irmão, Ngo Dinh Nhu, então chefe da segurança nacional. Os dois acabaram mortos. 

Apesar de vários jornalistas ocidentais terem sido avisados sobre a intenção do monge, só Browne esteve lá para testemunhar a autoimolação. Sua foto de Thich Quang Duc se banhando em combustível e ateando fogo a si mesmo virou a imagem principal dos maiores jornais do mundo. 

"Foi o início da rebelião que terminou com a deposição e a morte de Diem", disse Browne numa entrevista à Associated Press em 1998. "Quase imediatamente, grandes manifestações começaram a atrair moradores comuns de Saigon, não se restringiam mais aos religiosos budistas."