sexta-feira, 17 de março de 2017



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 Vende-se 

um país



Em política não há gratidão
nem reconhecimento."

 (Majó Theodorico Bezerra, político da velha guarda, tempo do antigo PSD)

Vende-se um país, largo, bem montado. Vende-se um país, bom de se morar. Vende-se um país, alto, florestado; vende-se uma terra, boa de plantar. 
Ah! Vende-se mais. Vende-se tudinho, dá-se até que seja; só que, lá por trás, vem minha gorjeta.Vende-se esta terra, pode olhar seu moço. Já viste maior, rica, mais ornada? Viste rios largos, grossos, caudalosos, todos bem bonitos, prontos pra pescar?

Vende-se um país. Vende, vinde, veja. É aqui mesmo, entende? Começa na praia, vai até lá longe, onde bem de noite, sempre o sol se esconde. Tem índio, tem bicho, tem folha e tem mato. Também tem cidade, que vale se ver.

Vende-se um país. E já tem quem o queira. Se tu não te apressas, perdes a pechincha. A venda é ligeira, por baixo do pano. Sem rastros, caneta, papel assinado. Me pagas primeiro, depois vamos ver... O povo é ordeiro, ganha uma miséria, só olha TV. E tem mais: nem liga o que vais fazer. Pagou, tem direito: pagou, vai entrar. Tu entras sozinho. Tu vais me dizer: "Valeu, velho amigo, tem terra a valer."

Vende-se um país. Todo, por inteiro. Mas venhas depressa ou se entrega tudo.Compra este país, tá muito barato, tá de preço baixo, abaixo do mercado. Se não compra'gora...mau negócio fazes.
É uma pechincha, venha só pra ver. 

Vende-se um país. 
Bato-lhe o martelo. 
Dou ao cavalheiro que lá no cantinho, faz gesto discreto e ganhou na manha.

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